sexta-feira, 11 de janeiro de 2013

Porto Alegre/RS – Museu de Arte do Rio Grande do Sul pode fechar as portas

Problemas com sistema de ventilação e desgaste nas obras em exposição ocorrem há um ano.
Museu de Arte do Rio Grande do Sul (Margs) poderá fechar nos próximos dias. Com o ar-condicionado das pinacotecas funcionando de forma intermitente e o do acervo técnico estragado há mais de um ano, a orientação de cerrar as portas, até que uma providência seja tomada pela Secretaria de Estado da Cultura (Sedac), é da Associação dos Amigos do Margs (AAMargs). “As obras estão sofrendo desgate e os funcionários estão pedindo para deixar de trabalhar por causa do calor dentro do prédio. Além disso, o público entra e não consegue apreciar a exposição”, revela a presidente da associação, Beatriz Fleck.
O ar-condicionado das pinacotecas há seis meses funcionava de forma alternada. “Nos dias que para de funcionar, são enviados técnicos que não resolvem o problema. A Sedac justifica argumentando que há dificuldades administrativas, como a de realizar a licitação para o conserto”, comenta Beatriz. Ela salienta que se nada for feito pelo governo, a associação pretende promover uma campanha junto às empresas privadas para realizar o conserto dos aparelhos. O curador José Francisco Alves acrescenta que o acervo da instituição, composto por mais de 3 mil obras, corre risco ao ser exposta à alta temperatura.
O diretor do Margs, Gaudêncio Fidelis, pontua que a preocupação com as obras e o bem-estar dos funcionários é imensa. “O museu está próximo de um colapso, sem a climatização. Estamos tendo reuniões com a Sedac para resolver o problema, mas isso já se arrasta há um ano”, confessa. Ele recebeu a orientação da AAMargs e acredita que, se a temperatura subir muito nos próximos dias, a solução será fechar o museu. Penalizado, é resistente a atitude extrema, pois acabaria prejudicando a exposição, em cartaz, “ Cromomuseu”. A Sedac, por meio de sua assessoria de imprensa, informa que espera que tudo esteja resolvido em dez dias e adianta que está providenciando a compra das peças de reposição para o conserto do ar-condicionado. Por Lu Vicente

Fonte:  http://www.defender.org.br/porto-alegrers-museu-de-arte-do-rio-grande-do-sul-pode-fechar-as-portas/















Falta de climatização prejudica obras e funcionários e pode acarretar no fechamento do museu. Crédito: Ricardo Giusti

Museu, Tiradentes, MG

O Museu da Liturgia de Tiradentes, inaugurado em abril, abriga mais de 420 peças de alto valor artístico e histórico dos séculos 18 e 19. São pinturas, ex-votos, esculturas, paramentos, castiçais e candelabros de prata e estanho, tocheiros, missais, cálices, turíbulos, palmas de altar, lanternas e cruzes processionais. Ali, a construção antiga convive em harmonia com a ampliação de linhas retas e paredes brancas.
O recém-inaugurado Museu da Liturgia traz para Tiradentes uma demonstração muito eficiente da convivência do antigo com o moderno. Na histórica cidade mineira, tem sido mais comum que os acréscimos e anexos necessários para adequar as construções centenárias a um novo uso (tanto residencial como comercial) repitam a estética colonial.
No museu, porém, os arquitetos Ângela Arruda Fernandes e Luis Alberto Therisod, do escritório AF&T Associados, optaram por deixar bem evidente a intervenção atual.
Uma faixa vertical de vidro separa e integra o núcleo original (construído para moradia em meados do século 18) e a área nova, com cobertura de lajes impermeabilizadas. Essa, sem dúvida, foi a contribuição mais notável dos arquitetos.
Um volume de linhas simples, no qual a grande marquise branca, os generosos panos de vidro e a ausência de telhas de barro na cobertura já indicam, desde o pátio de acesso, que se trata de uma intervenção contemporânea.
A mesma proposta foi aplicada no anexo de 185 metros quadrados, destinado a abrigar reserva técnica, laboratório, núcleo de pesquisa e espaço educativo.
As duas áreas recentes não travam competição com a mais antiga. Elas são coadjuvantes, deixando o papel principal para a construção setecentista.
Por isso, o trabalho mais árduo - e hoje praticamente invisível - foi o de restauro e adequação da edificação existente, que tinha aproximadamente 250 metros quadrados.
Ao longo do século passado, foram feitas três intervenções que aumentaram a área construída. Internamente, a casa colonial foi sendo adaptada para diferentes usos: paredes foram erguidas, quartinhos e banheiros foram instalados.
A cada intervenção no pavimento térreo correspondia uma coluna ou parede de sustentação no subsolo, transformando o porão num labirinto quase impenetrável. Tudo isso foi removido.
O piso do subsolo foi rebaixado e a sala principal da antiga moradia, livre de paredes internas, tornou-se o maior espaço de exposição do museu.
Para não comprometê-lo, a porta original permanece fechada e o acesso foi deslocado para o pátio lateral.
Todos os elementos da construção original foram mantidos ou restaurados, assegura Ângela. “Nas fachadas laterais, as esquadrias retiradas em reformas anteriores foram resgatadas ou reconstruídas e instaladas nos locais dos vãos originais”, revela a arquiteta.
O piso e o forro do núcleo original estavam de tal modo deteriorados que foram totalmente substituídos, ganhando tratamento acústico fundamental para o novo uso.
Todas as salas são climatizadas e, no subsolo, devido ao pé-direito baixo, os dutos foram instalados na parede lateral.
O hall de entrada, com altura dupla, abriga a circulação vertical (pequeno elevador e escada metálica) e permite a integração museográfica dos dois pavimentos. O piso faz referência aos tapetes de serragem usados em algumas procissões.
O processo de conceituação, estruturação, projeto e implantação do Museu da Liturgia durou cerca de dois anos. Desde o início, arquitetura e museografia foram concebidas em harmonia.
O designer Ronaldo Barbosa, responsável pelo projeto museográfico, participou de todas as fases do processo.

Texto de Airton Ribeiro
Publicada originalmente em PROJETODESIGN
Edição 391 Setembro de 2012

Mais detalhes e imagens no Site: http://www.arcoweb.com.br/arquitetura/aft-associados-museu-tiradentes-minas-gerais-19-12-2012.html 





















À esquerda, a fachada da casa original (do século 18) depois de restaurada















O pátio de acesso, com vista da parte de trás da edificação original. À direita, a ampliação separada por uma faixa vertical de vidro















Materiais aparentes caracterizam os interiores

terça-feira, 8 de janeiro de 2013

Arquitetos, Engenheiros e profissionais da Construção Civil - Agenda para 2013

O site ARCOWEB disponibiliza uma agenda com os principais eventos relacionados à Arquitetura, Engenharia Civil e área da Construção em 2013.
Bons Eventos a Todos.
Abaixo o Link:

http://www.arcoweb.com.br/agenda.html 


segunda-feira, 7 de janeiro de 2013

SP – Pesquisa reúne histórias de fazendas de Piracicaba, São Carlos e Ribeirão

Estudo foi realizado por estudantes de várias universidades, como Unicamp. Objetivo é ajudar os atuais gestores na administração dessas propriedades.
Um estudo, financiado pela Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de São Paulo (Fapesp), elencou a história de 16 fazendas das regiões de Piracicaba (SP), São Carlos (SP) e Ribeirão Preto (SP). O levantamento vai servir de base para a preservação do patrimônio histórico.
O trabalho foi realizado por estudantes de várias instituições de ensino, entre elas a Universidade Estadual de Campinas (Unicamp). Os universitários percorreram mais de 50 propriedades rurais do século passado durante três anos de pesquisa.
De acordo com Marcos Tognon, coordenador do levantamento, o objetivo do trabalho foi criar um “conjunto de informações capaz de ajudar gestores das fazendas a administrar este patrimônio cultural de São Paulo”.
Na fazenda do Pinhal, a imagem de são Carlos deu nome à cidade na região central. Construída na década de 1830, foi referência na produção de café. Em Cajuru (SP), na região de Ribeirão Preto, a fazenda Santa Cecília é um dos maiores complexos cafeeiros do Estado.
Mas o trabalho não foi apenas de registro. Em Limeira, a fazenda Quilombo também fez parte do estudo e recebeu até soluções práticas de melhorias dos estudantes. O dono da propriedade, Francisco Ribeiro, fez mudanças no local depois da pesquisa. A drenagem do terreiro de café, antes do levantamento, colocava em risco a estrutura dos muros.
Das mais de 50 fazendas visitadas, nenhuma delas mantêm a estrutura idêntica à da fundação. Já os bens considerados não-materiais (festas, crenças populares, receitas etc) foram se perdendo. Mas o que sobrou, como um livro de receitas de 100 anos, agora faz parte do patrimônio histórico cultural. “Vamos reorganizar estas informações tanto para serem usadas em turismo como para estratégias de gestão e educação”, finalizou Tognon.

Fonte: http://www.defender.org.br/sp-pesquisa-reune-historias-de-fazendas-de-piracicaba-sao-carlos-e-ribeirao/ 
















Fazenda Pinhal, em São Carlos, é uma das que compõe o levantamento. (Foto: Reprodução EPTV)

Grupo da UFPA promove roteiro a pé pelas ruas da Cidade Velha

No próximo dia 12 de janeiro Belém completa 397 anos de fundação. Objetivo é levar mais conhecimento sobre o centro histórico aos moradores.
Em homenagem ao aniversário de Belém, no próximo dia 12 de janeiro o Grupo de Pesquisa de Geografia do Turismo da Universidade Federal do Pará realizará o roteiro “A pé pelas ruas do bairro da Cidade Velha em Belém do Pará”.  O encontro terá início no Forte do Presépio, a partir das 8h. As inscrições estão abertas e são gratuitas.
No roteiro, os participantes irão visitar locais como o Forte do Castelo, Feira do Açaí, Praça Frei Caetano Brandão, Igreja da Sé, Rua Siqueira Mendes (antiga Rua do Norte, primeira rua da capital paraense), Casa Rosada, Fábrica Soberana, Praça e Igreja do Carmo, Rua Joaquim Távora, Largo e Igreja de São João. Em seguida o grupo passa pela Rua Tomázia Perdigão, Palácio Lauro Sodré (Museu Histórico do Estado do Pará), Palácio Antônio Lemos (onde funcionam a prefeitura e o Museu de Arte de Belém), Praça do Relógio e o Museu do Círio.
“Geralmente, lembra-se da cidade na data do seu aniversário, quando o complexo histórico ganha notoriedade momentânea, sendo um dos principais espaços utilizados para a comemoração coletiva dos belenenses e o cenário escolhido para a cobertura da mídia. Todavia, no restante do ano, Belém pouco é lembrada, no sentido de se resgatar e conservar a memória do seu centro histórico”, afirma a professora Maria Goretti Tavares, coordenadora do projeto.
Os encontros são resultado dos estudos e debates realizados no grupo de pesquisa “Turismo e Desenvolvimento socioespacial na Amazônia”, vinculado à Faculdade de Geografia e Cartografia e ao Programa de Pós Graduação em Geografia da UFPA. “O principal objetivo é a efetiva participação da sociedade local, por meio do resgate da memória socioespacial dos moradores, promovendo a valorização desses conhecimentos e despertando nessas pessoas a necessidade de preservar o patrimônio histórico e cultural do bairro”, afirma Goretti.
Os roteiros são ofertados à sociedade quinzenalmente de forma intercalada. Além do roteiro da Cidade Velha, há o roteiro do Ver-o-Peso ao Porto, o Roteiro da Belle Époque e o roteiro pelo interior do bairro da Campina (Comércio).
Inscrições: os interessados em participar do roteiro do dia 12 de janeiro precisam preencher a ficha de inscrição e enviar para o e-mail roteirosgeoturisticos@gmail.com. Não há limites de vagas e as inscrições são gratuitas.

Fonte: http://www.defender.org.br/grupo-da-ufpa-promove-roteiro-a-pe-pelas-ruas-da-cidade-velha/ 

















Complexo Feliz Lusitânia: Forte do Castelo e Casa das Onze Janelas. (Foto: João Ramid/ O Liberal)

domingo, 6 de janeiro de 2013

Catedral de Ulm - Alemanha - A igreja mais alta do mundo

Localizada na cidade alemã de Ulm, a igreja possui uma torre de 161,53 metros de altura e 768 degraus. É um típico exemplar da arquitetura eclesiástica gótica. Mesmo sendo chamada de catedral devido ao seu grande tamanho, a igreja nunca foi sede de um bispo.
Sua construção permanceu incompleta até o Século XIX. Sua construção foi iniciada com o lançamento da pedra fundamental em 1377, sendo concluída 513 anos depois, com a colocação final da torre em 1890. No Século XVI, a paróquia da Ulm se localizava fora dos muros da cidade e os burgueses decidiram unir forças para erguer uma nova igreja no centro da cidade e em 1377 foi lançada então a pedra fundamental, sendo concebida no projeto três naves principais da mesma altura e uma única torre.
Em 1392, Ulrich Ensingen foi nomeado arquiteto chefe, desenvolvendo então planos para tornar a catedral a mais alta igreja da Europa. A catedral foi consagrada no ano de 1405, porém, danos estruturais começaram a surgir devido a altura das naves e ao peso dos pavimentos, sendo então adicionados uma centena de colunas nas naves laterias para resolver o problema. Em 1531, os cidadãos de Ulm, adeptos do protestantismo, paralisaram as obras até o fim do movimento reformista e novamente em 1543, antes que o campanário atingisse a altura de 100 metros. Outras paralisações foram causadas por fatores políticos, como a Guerra dos Trinta Anos em 1618 e a Guerra da sucessão espanhola em 1703. Em 1817 as obras foram retomadas, sendo concluída a igreja em maio de 1890. A catedral sobreviveu incólume aos bombardeios durante a Segunda Guerra Mundial, mesmo que 80% do centro histórico de Ulm tenha sido devastado.

Fonte: http://pt.wikipedia.org/wiki/Catedral_de_Ulm 

Crédito das Imagens: Site Wikipédia





















Fachada da Catedral





















Nave Principal





















Detalhe das colunas





















Acesso á torre

  



















Planta Baixa da Catedral

O vídeo abaixo mostra imagens da Catedral de Ulm

  

terça-feira, 1 de janeiro de 2013

Catedral de Santiago de Compostela - Espanha

Matéria do Site Obvious, escrito por Carolina Carmini, que reproduzo abaixo, sobre a Catedral de Santiago de Compostela, um dos 12 tesouros da Espanha:

Para o poeta alemão Goethe, a Europa foi feita peregrinando a Compostela. A rota milenar levou milhares de pessoas a percorrer seus caminhos para chegar à centenária Catedral de Compostela, magnífica construção arquitetônica que recompensa a fé dos fiéis e a curiosidade dos turistas com sua imponência e capacidade de agregar. Símbolo da Igreja Católica espanhola, hoje Compostela é um patrimônio da humanidade e um convite a todos que desejem realizar essa fascinante viagem.

Santiago de Compostela é o lar espiritual de Espanha. Para muitos cristãos, a peregrinação à catedral de Santiago só rivaliza com uma visita à Terra Santa. Com mais de cem mil visitantes por ano, é um dos destinos de peregrinação no mundo que cresce a maior ritmo. A catedral de Santiago de Compostela está localizada ao fim do antigo caminho de peregrinação medieval, o Caminho de Santiago. A descoberta do alegado sepulcro do apóstolo Santiago, durante o reinado de Afonso II, foi um acontecimento da máxima importância na história da Europa e principalmente dos conflituosos territórios da Península Ibérica. Segundo uma lenda local, em 813 um ermitão localizou seu túmulo num local indicado por uma chuva de estrelas, ou Campus Stellae (campo de estrelas) - expressão que dá origem a Compostela.
O local sagrado se tornou um centro milenar de peregrinação cristã da Europa e foi fator determinante para colocar a Espanha dentro dos círculos medievais graças à catedral dedicada a Santiago Maior, atual padroeiro e protetor do Reino da Espanha. A prática da peregrinação era fruto de uma sociedade religiosa e sacralizada interessada no culto das relíquias como meio de contato com a divindade.
Ao visualizar a catedral, o visitante tem a sensação de estar frente a uma profusão de estilos. A ideia está certa: as duas maiores torres do conjunto datam do século 17, quando o Barroco estava em seu auge. No entanto, a fase barroca se sobrepôs a uma construção românica. O resultado são os ricos e ostentativos detalhes da fachada, quase em sua totalidade barroca, que contrasta com a concepção sóbria do edifício, marcado por arcos, pelas paredes maciças e pelas poucas janelas.

O estilo românico da catedral é fruto de uma campanha cultural empreendida com o objetivo de educar os fiéis e dar monumentalidade às relíquias dos santos, assim como a seus templos. Pretendia-se passar a mensagem de que somente quem vivesse de acordo com os preceitos da Igreja chegaria ao Paraíso. A construção da catedral atual se deu entre os anos de 1075 e 1128, durante a Reconquista Cristã, na época de Cruzadas. Antes disso, havia uma primeira capela, proveniente do reinado de Alfonso II, feita entre os anos 791 e 842. Essa construção foi destruída nas lutas contra os Mouros. No ano de 872, iniciou-se a construção da nova basílica de pedra. Mas em 1012 essa basílica primitiva foi derrubada para dar inicio à catedral que conhecemos.
Seu estaleiro de construção serviu como uma grande escola de cantaria onde se formaram gerações de canteiros, que acabaram por se espalhar por toda Espanha. Os mestres pedreiros medievais eram os responsáveis por dar materialidade aos preceitos da Igreja e às palavras de Cristo através de ornamentos nas fachadas e paredes.
Eles tinham ainda permissão para criar um bestiário próprio com o objetivo de aterrorizar os fiéis. Para uma população quase totalmente analfabeta, essas obras eram o meio de aprender sobre a Bíblia e temer os demónios.
A fachada principal da catedral chama-se Obradoiro, o que significa "trabalho de ourives", devido à talha artística e detalhada dos pedreiros que a realizaram em princípios do século XVIII.
O famoso Pórtico da Glória é a única entrada românica e foi construído no século XI. Em sua estrutura de três colunas podemos ver figuras que contam histórias bíblicas, do Antigo ao Novo Testamento, do Gênesis ao Apocalipse. Os fiéis podiam visualizar, esculpidos em pedra, os principais personagens da história do cristianismo
A imagem de Daniel traz o que é considerado o primeiro sorriso a ser esculpido em pedra na Europa medieval. Atrás da coluna há uma escultura com a fama de deixar mais inteligente quem bater a cabeça ali três vezes. O visitante então cruza a igreja para contornar o altar principal e abraçar uma imagem do apóstolo. Depois, ainda deve seguir para uma visita às supostas relíquias de são Tiago.O famoso bota-fumeiro está ligado ao século XIV. A peça foi criada para solucionar o problema do cheiro dos peregrinos, que chegavam após dias de caminhadas e muitas vezes estavam havia dois anos sem se lavar. A peça, que é a maior do mundo, possui 1,60 m de altura e pesa 80 kg e encontra-se pendurada por uma corda com 30 metros de comprimento. Quando é utilizado, em ocasiões especiais, como no dia de Santiago (comemorado em 25 de julho), são necessários oito homens para balançá-lo.
Durante o século XVI, a peregrinação começou a diminuir, consequência da Reforma protestante, e as portas da catedral se fecharam. Somente no século XX o caminho foi recuperado e hoje milhões de peregrinos percorrem as trilhas a pé, a cavalo ou de bicicleta. Muitos encaram a viagem como um ato espiritual e de meditação; outros são seduzidos pelos museus, culinária, monumentos históricos ou vinícolas do percurso. Não importa qual seja o motivo: o viajante será recompensado com uma das mais maravilhosas construções arquitetônicas da humanidade.
 
Mais textos sobre a Catedral:
 
 
Fonte das imagens: Site Obvious
 
 


 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
Fachada da Catedral
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
Detalhe da Fachada
 
 
 
 











 
Vista do Jardim















 
Detalhe de uma das portas internas



















 
 
Interior da Catedral

Brasília exibe exposição sobre Patrimônio Mundial no Brasil

Com o objetivo de divulgar os bens culturais, ambientais e históricos brasileiros, o Governo do Distrito Federal (GDF) e a Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura (UNESCO) no Brasil lançam nesta segunda-feira (17/12/2012), na Estação Central do Metrô de Brasília, a exposição Patrimônio Mundial no Brasil.

 

A exposição, que reúne 59 painéis, com fotografias e textos, sobre os 19 sítios culturais e naturais brasileiros inscritos na Lista do Patrimônio Mundial da UNESCO, permanece no local até o dia 11 de janeiro de 2013.

A exposição marca as celebrações, em 2012, dos 25 anos da inscrição de Brasília na Lista do Patrimônio Mundial da UNESCO e dos 40 anos da Convenção para a Proteção do Patrimônio Mundial, Cultural e Natural. A mostra itinerante, que, em 2013, percorrerá outras estações do metrô, retrata 12 sítios do Patrimônio Cultural, entre eles Brasília, e sete sítios do Patrimônio Natural da Humanidade, que integram o rol de mais de 900 bens da Lista do Patrimônio Mundial, considerados excepcionais no mundo.

"Nosso principal objetivo é sensibilizar a população sobre a importância de Brasília possuir esse título, que permitirá que ela continue sendo esta cidade única no mundo. Gerações futuras poderão conhecer este sítio feito por brasileiros e para os brasileiros e que se tornou um grande marco da modernidade. É um motivo de orgulho fazer parte deste seleto grupo de cidades-patrimônio", afirma Luis Otávio Neves, secretário de Turismo do DF.

O Representante da UNESCO no Brasil, Lucien Muñoz, destaca a importância de aproveitar esse momento de celebrações para refletir sobre o significado do título de Patrimônio Cultural da Humanidade para Brasília: “O cuidado com a preservação da primeira cidade moderna inscrita na Lista do Patrimônio Mundial deve ser uma ação cotidiana e uma responsabilidade não só do governo, mas de toda a sociedade”.

Inscrição de Brasília na Lista do Patrimônio Mundial


Brasília foi inscrita na Lista do Patrimônio Mundial em 11 de dezembro de 1987. É um dos poucos bens do século XX e, mais excepcionalmente, a única cidade planejada do movimento moderno que figura na Lista do Patrimônio Mundial da UNESCO. Brasília concretizou o pensamento urbanístico internacional dos anos 50 e traduziu os princípios da Carta de Atenas de 1933, lançada por famosos arquitetos modernistas. A experiência brasileira destaca-se pela grandiosidade da ação, que não só finalizou um processo histórico como também esteve integrada a uma estratégia de desenvolvimento e autoafirmação nacional.

O Patrimônio cultural de Brasília é composto por monumentos, edifícios ou sítios que têm valor histórico, estético, arqueológico, científico, etnológico ou antropológico, e a compreensão da sua preservação reafirma a necessidade de se executar políticas públicas capazes de assegurar a proteção desse patrimônio.
O conceito de Patrimônio Cultural da Humanidade traduz o entendimento de que sua aplicação é universal. Os sítios do Patrimônio Mundial pertencem a todos os povos do mundo, independentemente do território em que estejam localizados.

Adesão do Brasil à Convenção para a Proteção do Patrimônio Mundial, Cultural e Natural

O Brasil aderiu à Convenção do Patrimônio Mundial em 1977. Inicialmente concentrada nos bens de interesse histórico, a lista brasileira foi sendo diversificada e hoje reflete o esforço do país para construir uma representação equilibrada e abrangente da sua notável diversidade cultural e natural. Entre a gama de bens brasileiros considerados Patrimônio Mundial, estão a Amazônia e o Pantanal, o rico acervo de arte barroca e urbanismo do período colonial; Brasília, a capital, com sua arquitetura modernista; um sítio pré-histórico, como a Serra da Capivara, a singela cidade de Goiás, com suas técnicas e tradições vernaculares, a paisagem cultural da cidade do Rio de Janeiro, entre outros.

Sítios brasileiros e datas de inscrição como patrimônios da humanidade

1. Cidade Histórica de Ouro Preto (1980)
2. Centro Histórico de Olinda (1982)
3. Centro Histórico de Salvador (1983)
4. Missões Jesuíticas de São Miguel (1985)
5. Santuário do Bom Jesus de Matosinhos (1985)
6. Parque Nacional do Iguaçu (1986)
7. Brasília (1987)
8. Parque Nacional da Serra da Capivara (l981)
9. Centro Histórico de São Luís (1997)
10. Centro Histórico de Diamantina (1999)
11. Mata Atlântica - Reservas do Sudeste (1999)
12. Costa do Descobrimento (1999)
13. Área de Conservação do Pantanal (2000)
14. Parque Nacional do Jaú (2000)
15. Ilhas Atlânticas Brasileiras - Reservas de Fernando de Noronha e Atol das Rocas (2001)
16. Áreas protegidas do Cerrado: Chapada dos Veadeiros e Parque Nacional das Emas (2001)
17. Centro Histórico de Goiás (2001)
18. Praça de São Francisco, na cidade de São Cristóvão, SE (2010)
19. Rio de Janeiro, paisagens cariocas entre a montanha e o mar (2012)
  • Informações para a imprensa
UNESCO no Brasil – Assessoria de Comunicação
Isabel de Paula – fone (61) 2106-3538, 9962-6408
isabel.paula@unesco.org.br
Ana Lúcia Guimarães – fone (61) 21063536, 99663287
Ana.guimaraes@unesco.org.br

Fonte: http://www.unesco.org/new/pt/brasilia/about-this-office/single-view/news/brasilia_hosts_exhibition_on_world_heritage_in_brazil/ 















Missões Jesuíticas de São Miguel - Rio Grande do Sul