terça-feira, 11 de junho de 2013

A arquitetura brasileira vista por grandes fotógrafos, no Tomie Ohtake

O arquiteto e embaixador André Correa do Lago é o curador da exposição “Arquitetura Brasileira Vista por Grandes Fotógrafos”, que entra em cartaz dia 11 de junho no Instituto Tomie Ohtake, em São Paulo, e apresenta obras referenciais do Brasil através das lentes de grandes nomes da fotografia.

A primeira parte da exposição reúne 18 edificações de grande influência, no país e no mundo, registradas por grandes fotógrafos brasileiros e estrangeiros. Na segunda parte, exibem-se somente escadas e rampas.Autor do livro "Oscar Niemeyer - Uma Arquitetura da Sedução", Correa do Lago acredita que o fotógrafo de talento é um importante crítico de arquitetura, pois tem que conhecer a obra e analisá-la para procurar explicá-la em imagens. 

A primeira parte da exposição reúne 18 edificações de grande influência, no país e no mundo, registradas por grandes fotógrafos brasileiros e estrangeiros. Na segunda parte, exibem-se somente escadas e rampas.Autor do livro "Oscar Niemeyer - Uma Arquitetura da Sedução", Correa do Lago acredita que o fotógrafo de talento é um importante crítico de arquitetura, pois tem que conhecer a obra e analisá-la para procurar explicá-la em imagens.
 
“É nesse sentido que o fotógrafo, como diz Lucien Hervé, tem que destilar as ideias do arquiteto”, explica o curador.Entre os 28 fotógrafos com trabalho na exposição, onze são brasileiros. A exposição conta com nomes como Angelo Serravalle, Bob Wolfenson, Cristiano Mascaro, Dmitri Kessel, Ge Kidder Smith, Hans Gunter Flieg, Iñigo Bujedo, Jean Manzon, Leonardo Finotti, Lucien Clergue, Marcel Gautherot, Massimo Listri, Michel Moch, Peter Scheier, René Burri e Thomas Farkas.
 
Entre os 28 fotógrafos com trabalho na exposição, onze são brasileiros. A exposição conta com nomes como Angelo Serravalle, Bob Wolfenson, Cristiano Mascaro, Dmitri Kessel, Ge Kidder Smith, Hans Gunter Flieg, Iñigo Bujedo, Jean Manzon, Leonardo Finotti, Lucien Clergue, Marcel Gautherot, Massimo Listri, Michel Moch, Peter Scheier, René Burri e Thomas Farkas.

Exposição “Arquitetura Brasileira Vista por Grandes Fotógrafos”  
Local: Instituto Tomie Ohtake
Data: 11 de junho a 21 de julho
Endereço: Avenida Faria Lima, 201 – Pinheiros – São Paulo
Horário: terça a domingo, das 11h às 20h
Entrada franca 


Fonte:  http://www.arcoweb.com.br/noticias/tomie-ohtake-apresenta-arquitetura-brasileira-vista-por-grandes-fotografos.html


















Igreja de Barra Mansa, RJ, pode se tornar Patrimônio Histórico e Cultural

A Igreja Nossa Senhora do Amparo poderá ser tombada como patrimônio histórico e cultural. Um projeto de lei aprovado na Assembleia Legislativa do Estado do Rio de Janeiro (Alerj) determina que o prédio, localizado no distrito de Amparo, em Barra Mansa (RJ), se torne Patrimônio Histórico Cultural.
Com autoria do deputado Gotardo Netto (PSB), o documento foi aprovado em 28 de maio 2013. Ele pode facilitar a captação de recursos para a preservação da igreja, que está em mau estado de conservação. Caso a lei entre em vigor, a destruição ou descaracterização arquitetônica também será proibida.
Com estilo neoclássico, a construção foi concluída em 1865, após uma iniciativa do então presidente da Província do Rio de Janeiro, Visconde do Rio Bonito. "É o retrato de esplendor de uma era, de uma fase da história que é justamente a fase do ciclo de café, onde surgiu os grandes barões de café da região", revelou o  historiador Ênio Sebastião.
Atualmente, as paredes e o teto do prédio estão infestados de cupins, por isso há ameaça de desabamento. Por isso, muitas imagens foram retiradas para não serem destruídas. O local foi interditado no início de 2011 após avaliação de uma arquiteta.
As celebrações passaram a ser realizadas em outra sacristia do distrito, mas a capacidade é menor e as missas tiveram que ser adaptadas. “Não cabe toda a comunidade. Em algumas celebrações mais festivas, ficam pessoas até mesmo da janela, do lado de fora, acompanhando o rito a ser celebrado", contou o padre Paulo Sérgio de Almeida.
O projeto de lei aprovado pela Alerj foi encaminhado ao governador Sérgio Cabral (PMDB), que tem 15 dias para sancionar ou vetar a proposta. Os fiéis estão na expectativa para a resposta do governador. "A gente vem tentando que ela se torne patrimônio estadual. Em 2008, ela se tornou patrimônio municipal de Barra Mansa e com o tombamento facilita um pouco mais para a captação de recursos", disse a secretária paroquial Edna Feitosa.

Fonte: http://g1.globo.com/rj/sul-do-rio-costa-verde/noticia/2013/06/igreja-de-barra-mansa-rj-pode-se-tornar-patrimonio-historico-e-cultural.html 

Festa do Senhor do Bonfim ganha título de Patrimônio Imaterial do Brasil

A festa do Nosso Senhor do Bonfim, realizada anualmente em janeiro, na Cidade Baixa, em Salvador, foi reconhecida como Patrimônio Imaterial do Brasil pelo Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan). Na Bahia, o ofício das baianas de acarajé, a capoeira e o samba de roda do recôncavo baiano também são bens protegidos. A aprovação do pedido ocorreu na quarta-feira (5) pelo Conselho Consultivo do Iphan.
"É a mais importante e singular festa que nós temos, acontece há quase 300 anos e envolve uma quantidade inacreditável de pessoas, não é só uma manifestação religiosa, é puramente emocional. E não tem indústria nenhuma por trás, é essencialmente popular", aborda Carlos Amorim, superintendente do Iphan na Bahia, Carlos Amorim.
Com cortejo, procissão, missa solene, lavagem de escadarias, terno de reis e manifestações populares, ele lembra que a festa tem historicamente o potencial de atrair moradores com as suas tradições próprias do recôncavo baiano. "Sem dúvida, é uma das mais queridas festas da Bahia. Representa simbolicamente a integração do recôncavo, região que engloba a Baía de Todos os Santos, onde está o nascimento do processo civilizatório brasileiro. E tem a ver com saveiros, samba de roda, acarajé", explica.
Agora como bem protegido, a festa passa a ser periodicamente acompanhada pelos técnicos do Iphan e terão os seus elementos constitutivos monitorados. "Temos o registro da história do bem, como nasceu, como evoluiu e como está hoje. Outra coisa é que ganha prestígio. É notório que o fato de ser patrimônio tem dado grande força às baianas na disputa travada com a Fifa nos jogos das Copas. Vamos preparar um plano de salvaguarda em que poderemos promover estratégias que possibilitem ao máximo a duração no tempo da festividade", aponta.
O superintendente Carlos Amorim adianta que pelo menos outros dois eventos estão sendo pensados pelo Iphan na Bahia para candidatura ao título de Patrimônio Imaterial - as festas de Corpus Christi de Salvador e de Rio de Contas, na Chapada Diamantina. "A gente está começando a discutir os elementos para solicitar a abertura de processo em Brasília. Esse é um trabalho doloroso. O que aparentemente para simples, é muito criterioso e longo, demora muitos anos. Essas festas são do século 16, com devoção muito forte ao corpo de Cristo", comenta.

História
De acordo com o Iphan, a festa do Bonfim é realizada desde 1745 sem interrupção, unindo o catolicismo com a tradição afro-brasileira. Historiadores apontam que o início dos festejos foi na Idade Média, a partir da devoção ao Senhor Bom Jesus, o Cristo Crucificado.
A celebração faz parte do calendário litúrgico e das festas de largo da capital baiana, que se mesclam com atividades profanas e culturais. Ela começa um dia após o Santos Reis e se encerra no segundo domingo depois da Epifania, que é o Dia do Senhor do Bonfim.
O final do cortejo, iniciado na Igreja da Conceição da Praia, no Comércio, ocorre na própria Igreja do Senhor do Bonfim, cenário em que é realizada a lavagem das escadarias, na Colina Sagrada. A basílica foi erguida no século 18 e é tombado pelo Iphan desde 1938, registrado no Livro de Belas Artes.

Fonte: http://g1.globo.com/bahia/noticia/2013/06/festa-do-senhor-do-bonfim-ganha-titulo-de-patrimonio-imaterial-do-brasil.html 

















Lavagem do Bonfim é realizada todos os anos desde 1745  (Foto: Julien Karl/ G1) 


















Situada na Colina Sagrada, Igreja é tombada pelo Iphan desde 1938 (Foto: Julien Karl/ G1)

Restauração de patrimônio histórico no Recife está parada há 7 meses

Um patrimônio histórico do Recife está entregue ao descaso. As obras de restauração do convento e da igreja de Santo Antônio, na região central da cidade, estão paradas há sete meses. Azulejos antigos, com mais de 300 anos, estão rachados e descascando. Apenas uma parte do serviço foi concluída.
Os 15 painéis do pátio do Convento de Santo Antônio e os dez da Capela Dourada, uma das mais belas obras do barroco em Pernambuco, foram recuperadas depois de dois anos e três meses de trabalho, um investimento de quase R$ 1,7 milhão. Esta era só a primeira parte de um projeto de restauração de mais de R$ 5 milhões, verba que seria liberada em etapas pelo Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES).
Outros 12 ambientes deveriam ser restaurados, incluindo a igreja de Santo Antônio, mas a reportagem da TV Globo constatou que não há qualquer sinal de continuidade das obras. Há um ano e sete meses, o trabalho de restauração parou e o patrimônio histórico está se deteriorando dia após dia.
Os azulejos estão virando pó em muitas partes do local: na portaria, sacristia e nos corredores. Boa parte desse material foi destruída pela ação do tempo, pelo excesso de umidade, salinidade do solo e pelo abandono. Os estragos se multiplicam por todo o convento e também pela igreja. Os frades franciscanos responsáveis pelo convento dizem que não podem arcar com a manutenção do patrimônio.
“Financeiramente é muito difícil, porque são manutenções caras, porque exige mão-de-obra especializada, um corpo transdisciplinar que vai de historiadores a geólogos, arquitetos, porque é um conjunto que envolve interesses e conhecimentos múltiplos”, explicou o historiador Frei Marcos Antônio de Almeida.
A pintura da parte restaurada já está descascando e o restante do conjunto arquitetônico tem se degradado aos poucos, enquanto a burocracia emperra a continuidade das obras. A Fundação de Apoio ao Desenvolvimento da Universidade Federal de Pernambuco (Fade) é o órgão responsável pela segunda etapa do projeto de restauração, aprovado pelo Instituto do Patrimônio Histórico de Pernambuco (Iphan) e encaminhado ao BNDES.
“A Fade precisa prestar contar dessa primeira fase para que se possa dar continuidade, e isso tem demorado demais. No nosso entendimento, eu acho que a Fade precisaria correr mais para que se possa continuar esse trabalho”, alertou o superintendente do Iphan no estado, Frederico Almeida. “Existe uma promessa do BNDES em dar continuidade, e essa demora da regularização administrativa da Fade em relação a esse projeto pode ter riscos, sim”, concluiu.
A Fade informou que a restauração de dois ambientes foi concluída em outubro de 2011 e explicou que não há pendências no projeto. A entidade ainda analisa a possibilidade de apresentar e desenvolver um novo projeto de restauração dos outros ambientes do convento de Santo Antônio.

Fonte: http://g1.globo.com/pernambuco/noticia/2013/05/restauracao-de-patrimonio-historico-no-recife-esta-parada-ha-7-meses.html 















Interior da Capela Dourada















Azulejos do Pátio do Convento

quinta-feira, 6 de junho de 2013

A cidade "Cidade da Copa" um dia foi a "Cidade do Açucar"

Escrito por Breno Vaz    

Quem chega hoje à cidade de São Lourenço da Mata sente aquele ar campestre, em que as coisas parecem caminhar mais devagar, dando a impressão que nem estamos na região metropolitana do Recife. A cidade que combina o urbano com o rural carrega, ao mesmo tempo, a expectativa de desenvolvimento para o futuro e a herança rústica do passado. O estabelecimento nela da Arena Pernambuco (estádio de futebol que sediará os jogos da Copa do Mundo de 2014) traz para a população a expectativa de mudanças, justamente no sentido de que a cidade deixe para trás a herança rural que é identificada com o atraso, e siga para a modernidade e prosperidade sugerida por sua nova alcunha: “Cidade da Copa”.
 
O que os são-lourencenses e pernambucanos provavelmente não sabem é que a “Cidade da Copa” já foi a “Cidade do Açúcar”. E de muito açúcar. São Lourenço de outrora era uma freguesia (hoje chamaríamos de distrito) que, juntamente com outras, fazia parte do município de Olinda entre os séculos 16 e 18. Nesses tempos coloniais, o produto era a grande riqueza da capitania de Pernambuco, que chegou a ter o maior número de engenhos entre todas as do Brasil até a invasão holandesa (1630). Olinda, além de ser a sede da capitania, possuía o maior destaque nos negócios do açúcar, pois lá estavam também os melhores engenhos. Portanto, era deles que saía a maior e melhor produção açucareira de Pernambuco.
 
O açúcar de São Lourenço se destacava desde os primórdios da capitania. O historiador Pereira da Costa afirma que, em 1575, nessa produção destacavam-se as localidades de Igarassu, Nazaré e São Lourenço, que iam “caminhando prosperamente”. Pouco depois, às vésperas da invasão holandesa, São Lourenço possuía pelo menos um engenho dentro do seleto grupo dos 10 maiores de Pernambuco. Tratava-se do Massiape, de propriedade de Francisco do Rego Barros, figura que ocupava uma posição de destaque na “nobreza da terra” de Olinda. Ocupou uma série de cargos importantes, como presidente da Câmara de Olinda, juiz dos órfãos da capitania de Pernambuco, coronel do regimento miliciano, além de possuir as honrarias de Fidalgo da Casa Real e de Cavaleiro da Ordem de Cristo. O fato de uma figura tão rica e ilustre possuir um engenho em São Lourenço certamente indica um sinal da importância da freguesia na produção de açúcar no período.
 
Na segunda metade do século 17, apesar do contexto geral de crise para o açúcar em Pernambuco, os engenhos de São Lourenço alcançaram uma expansão impressionante. Em 1698, a freguesia chegou à notável marca de 29 engenhos, maior número entre todas as freguesias de Olinda. O que também impressiona é o fato de São Lourenço ser a freguesia mais distante do porto do Recife, onde se embarcavam as caixas de açúcar. Essa distância era compensada pela fertilidade dos solos onde brotava a cana de açúcar, que eram reputados entre os melhores da capitania. De modo que, já nos fins dos seiscentos, São Lourenço já era a localidade mais importante para o açúcar pernambucano.
 
No meado do século 18, a agora “Cidade da Copa” reafirmava sua posição como a terra do açúcar. Á época, a área que abrigava a antiga freguesia de São Lourenço da Mata dividia seu espaço com uma nova e vizinha freguesia: Nossa Senhora da Luz. Cada uma destas “freguesias irmãs” possuía, então, 18 engenhos.
 
Considerando que Nossa Senhora da Luz localizava-se em parte das terras que anteriormente pertenciam à freguesia de São Lourenço – e que hoje pertence como distrito ao atual município de São Lourenço da Mata –, percebemos que a atual área do município fica em um território onde, no meado do século 18, existiam duas freguesias de extraordinária importância na produção de açúcar. De tal modo que, se somarmos o número de engenhos das duas freguesias nesta mesma época, teríamos um total de 36 engenhos, um número extremamente expressivo. Número superior ao de vilas açucareiras importantes de capitanias como Igarassu, Serinhaém e Alagoas, que possuíam respectivamente 35, 27 e 33 engenhos. E até mesmo superior a toda a capitania de Itamaracá, que neste momento possuía 35 engenhos.
 
Se conhecer a nossa história serve, sobretudo, para melhor se compreender o presente e tentar programar o futuro, são-lourencenses e pernambucanos merecem conhecer o passado de uma cidade que já foi, com seu açúcar, a terra mais rica de Pernambuco. Numa época de expectativas e de ânsia por mudanças, o conhecimento desse passado pode trazer novas reflexões sobre o nosso presente e redimensionar nossas esperanças de futuro.
 
Imbricada entre passado, presente e futuro, a “Cidade da Copa” vai caminhando com sua pesada bagagem nas costas, seus pés titubeantes e olhos que só veem à frente.

Fonte: http://www.revistacontinente.com.br/index.php/component/content/article/8179.html 










A esquerda o Engenho Muribara, a esquerda o Engenho Tapacurá

Iphan abre inscrição para prêmio de incentivo a preservação patrimonial

O Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan) abriu as inscrições para a 26ª edição do Prêmio Rodrigo Melo Franco de Andrade, que visa reconhecer projetos e iniciativas de proteção, preservação e divulgação do patrimônio cultural brasileiro. O estado do Pará, já recebeu 8 premiações no prêmio. As inscrições seguem até o próximo dia 17.
De acordo com o Iphan, em 2013 os interessados poderão se inscrever em uma das oito categorias do prêmio. O ganhador de cada uma ganhará o prêmio de R$ 20. O evento envolve a participação da sociedade civil, de órgãos governamentais e de profissionais que desenvolvem ações e projetos de valorização, divulgação e preservação do patrimônio cultural.
Categorias
Os interessados devem inscrever o trabalho em uma das seguintescategorias:

1 Patrimônio Material: Bens Imóveis e Paisagens Naturais e Culturais;
2. Patrimônio Material: Bens Móveis e Acervos Documentais;
3. Patrimônio Imaterial;
4. Patrimônio Arqueológico;
5. Políticas públicas, programas e projetos governamentais;
6. Responsabilidade Social;
7. Comunicação e mobilização social;
8. Ações Educativas.

Serviço
As inscrições para o Prêmio Rodrigo Melo Franco de Andrade vão até o dia 17 de junho e pode ser feita via correios ou pessoalmente na Superintendência do IPHAN em Belém, que fica localizada na avenida Governador José Malcher, 563, bairro Nazaré. Mais informações pelo telefone: (91) 3224-1825
 
 Fonte: http://g1.globo.com/pa/para/noticia/2013/06/iphan-abre-inscricao-para-premio-de-incentivo-preservacao-patrimonial.html 
 
 
 

segunda-feira, 3 de junho de 2013

3º Seminário ibero-americano Arquitetura e Documentação

Apresentação

A pesquisa na área da História da Arquitetura e do Urbanismo na América Latina tem passado por mudanças significativas nos últimos anos, refazendo-se versões tradicionais da historiografia dominante. A intensa revisão a que tem se submetido o passado da arquitetura e a significativa ampliação vivida pelo campo da preservação do patrimônio a partir dos anos 1980 fez com que a disciplina da História da Arquitetura voltasse a ser colocada na ordem do dia. Os últimos trinta anos assistiram a uma tremenda efervescência no campo da História da Arquitetura em nosso continente, com grande vitalidade editorial e com a multiplicação de programas de mestrado e doutorado e de eventos na área.
Dando sequência à discussão dessa temática, realizou-se em 2011 a segunda edição do evento, desta vez com abrangência ibero-americana, que   repetiu o sucesso da primeira, e reuniu mais de 250 pesquisadores de diversos países da região, sendo lançado ali o livro Arquitetura e Documentação, que reunia as conferências do primeiro evento. 
Trata-se de realizar agora a terceira edição do “Seminário Ibero-americano Arquitetura e Documentação”, em novembro de 2013, que pretende reunir aproximadamente 300 profissionais e pesquisadores de toda região ibero-americana, firmando a periodicidade bianual do evento. Nesse evento, vai ser apresentado também o portal da Rede Latino-americana de Arquivos de Arquitetura e Urbanismo (RELARQ), construído através de patrocínio do CNPq e da FAPEMIG, bem como das diversas ferramentas para trabalho colaborativo que vêm sendo construídas pelo grupo.
 
 
 
 

Brasília terá Monumento à Liberdade de Imprensa criado por Gustavo Penna

No início de maio, durante a realização do Fórum Liberdade de Imprensa e Democracia, em Brasília, o jornalista José Carlos Torves, da diretoria executiva da Federação Nacional dos Jornalistas (Fenaj), informou que, antes da Copa do Mundo de 2014, serão concluídas, na capital federal, as obras do Memorial à Liberdade de Imprensa.
A edificação foi projetada em 1996 pelo arquiteto mineiro Gustavo Penna e publicada pela revista PROJETOdesgin na edição 248 de outubro de 2000. O diretor da Fenaj disse também que o governo do Distrito Federal foi quem assegurou que o monumento, que ficará próximo ao Memorial JK, no Eixo Monumental, será terminado em 2014.

Convidado a participar do Fórum, Penna falou da satisfação de ver seu projeto executado. “Meu avô era jornalista [foi fundador do Diário de Minas] e meu filho é jornalista. É um orgulho ter uma obra cravada entre as tantas de Oscar Niemeyer”, afirmou aos participantes do Fórum, realizado no Museu da Imprensa Nacional.
Torves lembrou que Penna é um velho amigo dos jornalistas mineiros e brasileiros. “É um arquiteto generoso e criativo, premiado internacionalmente com obras em todo o Brasil. Fez um projeto poético, livre, sem amarras, como deve ser a liberdade de imprensa”, avaliou. “Sua originalidade não se resume a seus projetos. À arquitetura ele acrescenta a paixão e a poesia; ao sonho, a determinação em realizá-lo”, completou.

O monumento, conforme explicou Penna quando ele foi publicado, tem forte caráter simbólico, com volumes associados a conceitos como democracia e liberdade de expressão. Fragilidade e solidez mesclam-se na composição - o monumento é objeto esculpido em vidro, cuja base está assentada na terra e a extremidade aponta para o alto. “O vidro significa que, no país, a liberdade de imprensa é uma conquista recente e, por isso mesmo, ainda frágil”, ponderava Penna naquele momento.
Além da parte visível no nível da via, o monumento terá, no subsolo, auditório, espaço multimídia e instalações de apoio.
  
O presidente da Fenaj, Celso Schröder, acredita que o conjunto será um dos mais belos da cidade. “Há disposição pública do governo do Distrito Federal em concluir as obras do monumento. Estou tremendamente esperançoso”, disse. “O monumento faz falta entre os símbolos urbanos da capital”, avalia. As obras de fundação haviam sido anteriormente executados com recursos arrecadados pela Fenaj, que, no entanto, não foram suficientes para terminar a construção. 

Fonte: http://www.arcoweb.com.br/noticias/brasilia-monumento-liberdade-imprensa-criado-gustavo-penna.html