terça-feira, 9 de setembro de 2014

FUTURO MUSEU DA DIVERSIDADE, CASARÃO DA AVENIDA PAULISTA TERÁ PROJETO DE RESTAURO ESCOLHIDO POR CONCURSO

O projeto de restauro do Casarão Franco de Mello, futura sede do Museu da Diversidade Sexual, na Avenida Paulista, será selecionado por meio de concurso com prêmio de R$ 1,1 milhão do ProAC Editais – o programa de incentivo à cultura do Governo do Estado de São Paulo. Além do restauro do prédio histórico, o projeto deverá contemplar também a instalação de um edifício anexo e projeto de paisagismo para o lote. No mesmo concurso, será selecionado, também, projeto de restauro para a Estação Ferroviária de Mairinque, com prêmio de R$ 400 mil. A iniciativa tem apoio do Instituto de Arquitetos do Brasil (IAB). Os interessados poderão se inscrever de 4 de setembro a 20 de outubro.
A ocupação do Casarão Franco de Mello possibilitará a ampliação das ações culturais e outras relacionadas à preservação, estudo e difusão da memória da população LGBT paulista e brasileira, já realizadas pela Secretaria da Cultura por meio do Museu da Diversidade Sexual, em uma sala expositiva da Estação República do Metrô. O espaço, inaugurado em 2012, recebeu mais de 35 mil visitantes em 2013 e continuará funcionando mesmo após a inauguração da nova sede, na Avenida Paulista.
O casarão tem área construída de aproximadamente 600 metros quadrados. Já o anexo deverá ter uma área de 2 mil m². A área total do terreno é de 2 mil m². O anúncio de que o imóvel histórico receberá o Museu da Diversidade Sexual foi feito na Parada LGBT de 2014. A proposta da Secretaria da Cultura é de que o Museu também trabalhará na preservação da memória da casa e do histórico de ocupação da Avenida Paulista – que de um reduto da elite cafeeira sofreu várias transformações ao longo de um século até se tornar símbolo da cidade e espaço para a manifestação da diversidade humana, como ocorre, por exemplo, durante a Parada LGBT.
No projeto do Casarão deverá ser considerado o Pré-Plano Museológico, de autoria da museóloga Katia Regina Felipini Neves em parceria com a equipe do Museu da Diversidade Sexual. Este Pré-Plano deverá embasar as reflexões para definição do partido arquitetônico para o edifício anexo a ser construído no mesmo lote do casarão sem, no entanto, avançar na elaboração de qualquer proposta museográfica.
Tombado pelo Condephaat em 1992, o edifício é, junto com a Casa das Rosas, um dos únicos remanescentes dos antigos casarões da primeira fase de ocupação da Avenida Paulista, no final do século XIX. Construído em 1905, inteiramente recuado, em alvenaria de tijolos, possui um pavimento e um porão alto, constituindo um bom exemplo do estilo eclético na cidade. Em 1921, foi reformado e ampliado. A vegetação existente no lote vizinho ao desta residência fazia parte dos jardins da antiga “Vila Fortunata”, atualmente demolida, que pertenceu à família Thiollier.
Alvo de uma ação de desapropriação indireta já transitada em julgado, o casarão passará oficialmente à posse da Secretaria da Cultura após a finalização dos procedimentos legais.
Mairinque
O segundo prêmio é de R$ 400 mil para a proposta de restauro da Estação Ferroviária de Mairinque, localizada no município de Mairinque, incluindo na intervenção projetual a área total da plataforma. A área do pavimento inferior é de 18,00 m2; a do pavimento térreo é de 350,78 m2; do pavimento superior é de 76,95 m2; a área da cobertura 525,62 m2 e a área das torres é de 14,52 m2. A área total é de 985,87 m2.
O edital está disponível, na íntegra, no site da Secretaria de Estado da Cultura (www.cultura.sp.gov.br). Os interessados devem inscrever suas propostas até 20 de outubro.
Mais informações à imprensa:
Secretaria da Cultura do Estado de São Paulo
Natália Inzinna – (11) 3339-8162 ninzinna@sp.gov.br
Jamille Menezes – (11) 3339-8243 jmferreira@sp.gov.br





















Além do Casarão Franco de Mello, edital de apoio à preservação de patrimônios históricos também patrocinará a elaboração de projeto para a Estação Ferroviária de Mairinque. O investimento total será de R$ 1,5 milhão

segunda-feira, 8 de setembro de 2014

Requalificação da Fábrica de Resinagem de Marinha Grande / Cor Arquitectos

  • Arquitetos: Cor Arquitectos
  • Localização: Marinha Grande, Portugal
  • Arquitetos Responsáveis: Roberto Cremascoli, Edison Okumura, Marta Rodrigues arquitectos, Lda.
  • Projeto: Luísa Ribas – DEF Design (concurso), João Cruz – DEF Design (concurso)
  • Área: 4925.0 m²
  • Ano Do Projeto: 2013
  • Fotografias: Courtesy of Cor Arquitectos
  • Arquitetos Associados: Andrea Smaniotto (concurso), Barbara Sandri (concurso), Sónia Pina (execution project), Lisa Belchior (projeto executivo), António Silva (projeto executivo)
  • Imagens: Hélder Magalhães (concurso)
  • Maquetes: Alvaro Negrello 
  • Estruturas: GOP – Engº. Jorge Nunes da Silva
  • Água, Esgoto, Incêndio Equipamentos E Instalação: GOP – Engª. Raquel Fernandes
  • Instalações De Telecomunicação: GPIC – Engº. Alexandre Martins
  • Instalações De Segurança: GPIC – Engº. Alexandre Martins
  • Instalações Integrada De Segurança: GPIC – Engº. Alexandre Martins
  • Instalações De Ar Condicionado: GET – Engº. Raul Bessa
  • Instalações De Gás: GET – Engº. Raul Bessa
  • Acústica: Engº. António Tadeu
  • Cliente: Câmara Municipal da Marinha Grande
  • Área Total: 3.673 m²
  • Do arquiteto. A relevância da estrutura a ser requalificada - o Mercado, de enorme importância histórica e quase uma passagem diária obrigatória -, a existência de várias áreas verdes e o programa funcional previsto para o lugar (escritórios, comércios, um museu e um auditório) definiram o conceito básico do projeto: uma aproximação à composição original do edifício. Foi decidido, então, descobrir o pátio central e locar parte do programa no subsolo. 
  • O pátio central foi transformado em uma grande "praça pública" interna que pode receber diferentes usos; além da óbvia função de servir com uma área de socialização aberta ele pode abrigar eventos culturais e esportivos. 
  • A intervenção principal consiste na construção de um novo edifício (NAC - Contemporary Art Nucleus), que "envolve" o antigo e se torna um símbolo da cidade. Essa nova edificação se materializa sob a forma de uma caixa de vidro, símbolo material de Marinha Grande, capital nacional do vidro.
  • Fonte: "Requalificação da Fábrica de Resinagem de Marinha Grande / Cor Arquitectos" [Rehabilitation of the Resin Factory / Cor Arquitectos] 15 Aug 2014. ArchDaily. Accessed 8 Set 2014.

































































Cortesia de Cor Arquitectos

sábado, 6 de setembro de 2014

Seis fortificações localizadas no Maranhão, Pará, Roraima e Mato Grosso do Sul poderão ser tombadas

O Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (IPHAN), em Brasília, recebe no próximo dia 11 de setembro, a 76ª reunião do Conselho Consultivo do Patrimônio Cultural. Na pauta está a análise do tombamento de seis fortificações construídas entre os séculos XVII e XX, localizadas nos municípios de Óbidos (PA), Rosário (MA), Bonfim (RR), Corumbá (MS) e Ladário (MS), além de uma série de canhões associados a eles. 
Uma das únicas fortificações permanentes construídas após o período da Regência (1853), quando houve uma mudança na política defensiva brasileira, o Forte de Óbidos (ou de Pauxis) está localizado na margem esquerda do Rio Amazonas, na cidade de Óbidos, interior do Estado do Pará. No período de sua construção, os Estados Unidos forçavam a abertura de rios à navegação internacional, e o Forte servia para fechar a passagem, sendo um projeto estratégico para garantir a presença militar brasileira na Amazônia contra uma possível internacionalização. Associado a ele, é proposto o tombamento de 13 canhões.
Já o Forte Serra da Escama, de 1909, também localizado no município paraense de Óbidos, mas construído fora dos limites urbanos, fazia parte de um plano de defesa do final do século XIX para prover de fortificações alguns dos portos e locais estratégicos mais importantes do país. A escolha de sua localização, afastado da vila, se deve à evolução do material de artilharia, uma vez que os canhões só atingiam um alcance máximo de 2000 metros, ou seja, somente na área de frente ao Forte. Seu uso nos eventos relacionados à Coluna Prestes e à Revolução Constitucionalista na Amazônia o distingue de outros no país. Relacionado a ele está o Quartel General Gurjão, que funcionava como alojamento para os soldados, ficando no atual centro da cidade de Óbidos e configurando-se como um edifício imponente, construído em estilo eclético. O Forte da Escama conta ainda com um acervo de quatro canhões.
Sendo um dos poucos remanescentes de uma arquitetura arcaica típica da primeira metade do século XVI, o Forte Vera Cruz (ou do Calvário), localizado no município de Rosário (MA), mantém as características de um forte de transição do período medieval para o de artilharia. Hoje arruinado, foi construído em 1620 e representa um tipo de arquitetura defensiva muito utilizada no processo de ocupação do Brasil durante o processo de disputa de espaço entre as forças armadas e as comunidades indígenas.
O Forte São Joaquim do Rio Branco do município de Bonfim, em Roraima, foi construído na segunda metade do século XVIII, tem importância histórica significativa de proteção da Amazônia durante o período colonial, especialmente por sua inserção na expansão portuguesa e por sua associação ao processo de destruição dos estabelecimentos espanhóis na região. Conjuntamente às ruínas do Forte, é proposto o tombamento de 06 canhões, situados atualmente em instituições do Exército, em Boa Vista.
Embora não se destaquem por sua arquitetura, o Forte Junqueira – erguido como posição auxiliar da grande praça forte planejada pelo Exército, no município de Corumbá/MS e a Base de Ladário – projetada como arsenal da Marinha na região, no município de Ladário em Mato Grosso do Sul, têm importância histórica por constituírem testemunhos do processo que envolveu a Guerra do Paraguai. As edificações do século XIX, construídas em locais diferentes, tinham a função de manter bases militares na fronteira com o Paraguai e impedir novos ataques, além de garantir o território brasileiro frente à requisição pela Argentina de território paraguaio junto ao atual Mato Grosso do Sul. A Base de Ladário conta ainda com um acervo de 15 peças de artilharia.
Pautas 

A 76ª reunião do Conselho Consultivo do Patrimônio também avaliará se registra o Carimbó paraense como patrimônio cultural do Brasil, manifestação que expressa aspectos artísticos, cultural, ambiental, social e histórico da região amazônica. Os bens incluídos nos chamados Roteiros Nacionais de Imigração, testemunhos do processo de imigração de cidadãos de origem alemã, italiana, polonesa e ucraniana, em Santa Catarina também será ponto de análise dos conselheiros. 

O Conselho Consultivo do Patrimônio Cultural

O Conselho que avalia os processos de tombamento e registro é formado por especialistas de diversas áreas, como cultura, turismo, arquitetura e arqueologia. Ao todo, são 23 conselheiros, que representam o Instituto dos Arquitetos do Brasil – IAB, o Conselho Internacional de Monumentos e Sítios - Icomos, a Sociedade de Arqueologia Brasileira – SAB, o Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis – Ibama, o Ministério da Educação, o Ministério das Cidades, o Ministério do Turismo, o Instituto Brasileiro dos Museus – Ibram, a Associação Brasileira de Antropologia – ABA, e mais 13 representantes da sociedade civil, com especial conhecimento nos campos de atuação do IPHAN.

Serviço

76ª Reunião do Conselho Consultivo do Patrimônio Cultural
Dia: 11 de setembro de 2014
Horário: 9h às 18h
Local: Sede do IPHAN
SEPS 713/913 Bloco D – Ed IPHAN – Asa Sul - Brasília – DF

Mais informações para a imprensa

Assessoria de Comunicação IPHAN 
Adélia Soares – adelia.soares@iphan.gov.br
Isadora Fonseca – isadora.fonseca@iphan.gov.br  
Mécia Menescal - meciamenescal@iphan.gov.br
(61) 2024-5476 / 2024-5479/ 9381-7543
Fonte: Ascom-IPHAN

http://portal.iphan.gov.br/portal/montarDetalheConteudo.do;jsessionid=1B08FC26348D9758F69892856A083D47?id=18593&sigla=Noticia&retorno=detalheNoticia





quinta-feira, 4 de setembro de 2014

Masterplan Estratégico para o Centro Antigo de Salvador / Carlos Leite e Adriana Levisky

  • Arquitetos: Levisky Arquitetos Associados, Stuchi & Leite Projetos & Consultoria
  • Localização: Salvador - Bahia, Brasil
  • Autores: Carlos Leite e Adriana Levisky
  • Coordenação: Fabiana Stuchi, Renata Gomes
  • Equipe: André Biselli, Daniela Getlinger, Daniela Mello, Danilo Bocchini, Marlon Longo, Nathalie Signorini, Tatiana Antonelli, Thayse Portugal, Victor Daher, Vinícius Reis
  • Área: 6450.0 m2
  • Ano Do Projeto: 2014
  • Fotografias: Cortesia de CONDER, Adenilson Nunes e Nilton de Souza
  • Realização: Governo do Estado da Bahia, Secretaria de Desenvolvimento Urbano – SEDUR, Companhia de Desenvolvimento Urbano do Estado da Bahia – CONDER
  • Equipe Técnica: Beatriz Lima, Diretora DIRCAS (Diretoria do Centro Antigo de Salvador); Telma Catarina Pires, Superintendente de Planejamento DIRCAS
  • Cliente: Governo do Estado da Bahia
  • MORAR & CONECTAR
    Plano de Desenvolvimento Sócio-Econômico com base no Plano de Reabilitação Participativo do Centro Antigo de Salvador 
    INTRODUÇÃO
    O Masterplan Estratégico para o Centro Antigo de Salvador (CAS) foi elaborado a partir de dois principais eixos estruturadores: a mobilidade e o repovoamento habitacional, buscando promover a sustentabilidade econômica, urbana e social deste território, bastante degradado ao longo dos últimos 30 anos. A ideia de “morar e conectar para regenerar”, pensa o CAS para este voltar a ser um território atrativo para se morar e viver, com os diversos usos mistos desejáveis e devidamente conectado com o restante da cidade. O maior patrimônio histórico urbano do Brasil não pode depender apenas do turismo e comércio dele decorrente. 
  • O CENTRO ANTIGO DE SALVADOR (CAS)
    A cidade de Salvador foi um dos primeiros centros urbanos do Brasil e é atualmente a terceira maior capital em população no país com 3 milhões de habitantes e guarda hoje características do traçado do sítio histórico original que foi planejado para ser umas das primeiras áreas urbanas do continente americano a ocupar o lugar de capital colonial. O CAS, engloba o Centro Histórico e o Entorno do Centro Histórico e abrange onze bairros. Possui uma área total de 7 km2 e conta com, aproximadamente, 80 mil habitantes, uma população cerca de 40% menor do que a que havia em 1970, de acordo com dados do IBGE. Por esta área circulam diariamente milhares de pessoas por motivo de trabalho ou pela busca de comércio e serviços. Os bairros abrigam grande parte dos equipamentos culturais da capital, como conventos, igrejas, museus, cinemas, teatros, bibliotecas, bem como uma área residencial, em boa parte composta por moradia precárias.
  • No período dos últimos 30 anos, o CAS sofreu diversas intervenções por parte do poder público, em geral pontuais, desarticuladas e sobrepostas. A área apresenta uma significativa concentração de problemas sociais, contribuindo para a degradação do patrimônio edificado e para o agravamento das más condições de vida da população residente.1 Diante deste quadro, foi elaborado o Plano de Reabilitação do Centro Antigo de Salvador, sob a coordenação da Secretaria de Cultura do Estado da Bahia e gerenciamento operacional do ERCAS – Escritório de Referência do CAS, o embrião do atual DIRCAS (Diretoria do CAS).
  • A partir de análise profunda do centro antigo realizada no Plano de Reabilitação do CAS, definiu-se uma visão de futuro que aponta para uma perspectiva positiva e sustentável deste território. As 14 propostas resultantes consolidaram as pesquisas e estudos desenvolvidos pelas consultorias contratadas pela UNESCO2, que sugeriram: fomento à atividade e à competitividade econômica, preservação da área da encosta do frontispício, incentivo ao uso habitacional e institucional, dinamização do bairro do Comércio e revitalização da orla marítima, qualificação dos espaços culturais e monumentos, estruturação do turismo cultural,  aprimoramento das ações e serviços de atenção à população vulnerável, otimização das Condições Ambientais, requalificação da infraestrutura, redução da insegurança, valorização a partir da educação patrimonial, criação de um Centro de Referência da Cultura da Bahia, gerenciamento e implantação do Plano de Reabilitação.3
  • Para direcionar a implantação do Plano de forma compatível com os recursos disponíveis nos programas de reabilitação e desenvolvimento sustentável de áreas urbanas centrais, foi elaborado pelos escritórios Stuchi & Leite Projetos e Consultoria e Levisky Arquitetos Associados, o Masterplan Estratégico, que busca viabilizar a implantação destes trabalhos em menor prazo. 
    ESTRATÉGIA-FOCO
    A Estratégia-Foco para estabelecer a conexão do Centro Antigo com a cidade de Salvador está focada principalmente no aumento do seu uso a partir da CONEXÃO e do incentivo à MORADIA.
  •  CONEXÃO se dará à partir do incremento do transporte vertical, ao aproximar a cota da Cidade Baixa (orla marítima) à da Cidade Alta – Centro Histórico, ao resgatar o uso dos Planos Inclinados, através da modernização do Elevador Lacerda e à reativação do Elevador do Taboão, Plano Inclinado do Pilar e implementação de dois novos Planos Inclinados nas extremidades do frontispício - Plano Inclinado de Castro Alves e Plano Inclinado Santo Antônio Além do Carmo. O Sistema de Mobilidade da cidade incorpora os novos sistemas de Metrô, VLT (Veículo Leve sobre Trilhos) e BRT (Bus Rapid Transit) que conectam o Centro Antigo ao restante da cidade e propiciam maior mobilidade no Centro. A instalação de um sistema de ciclovias, integrando os equipamentos culturais e de serviço, coloca a bicicleta como um meio de transporte alternativo, caracterizando-o como mais um elemento de integração e consolidação de um eficiente sistema de mobilidade urbana. O resgate do circuito do Bonde dentro do Centro Histórico, agora transformado em VLT, implanta uma nova e moderna forma de mobilidade que possibilita o compartilhamento do leito entre pedestres e veículo, com as vantagens da pequena dimensões dos carros, com baixo nível de ruído e não poluente.Além destes, haverá o estímulo ao transporte náutico (catamarãs, water-taxi, ferryboat). Conectar o CAS viabiliza-se a partir do financiamento via programa Protransporte do Governo Federal e PAC II.
    Colaboram para a requalificação da área, a recuperação dos passeios e a adequação do mobiliário urbano -  iluminação pública, sinalização, etc. e a revisão das áreas de circulação e de estacionamento de veículos, com a regulamentação do número de vagas e a criação de estacionamentos próximos aos terminais de ônibus.
  • O incentivo à MORADIA dá-se através de uma ação no Centro Histórico que busca alterar o cenário de esvaziamento gradativo decorrente do surgimento de novas centralidades.  A atração de novos moradores de diferentes faixas de renda terão papel primordial na estruturação do local. A partir da adequação de 1.100 imóveis fechados, em ruínas ou terrenos baldios, serão instalados 8.000 novas unidades, das quais 5.000 para famílias de renda média. Além de atrair uma nova parcela da população para o CAS, a estratégia é garantir a permanência daqueles que já moram no local, viabilizando as condições de habitabilidade para os que residem em situação de vulnerabilidade social ou nas encostas.4 Os projetos habitacionais envolvem ainda a construção de equipamentos de uso coletivo geradores de emprego e renda e a participação dos grupos comunitários e movimentos sociais vinculados a esta população. Morar no CAS viabiliza-se através da instalação de Habitação de Mercado, com a implementação do Fundo de Investimento (FII), empreendimentos não residenciais – dentro e fora do perímetro do CAS – combinados com a necessária instalação de Habitação de Interesse Social (MCMV), apoio a população marginal, ações integradas e estratégia de intervenção. 
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    Cortesia CONDER, Adenilson Nunes e Nilton de Souza 














Implantação - Orla










Vista Final - Geral

















Masterplan - Áreas Vocacionais