segunda-feira, 15 de setembro de 2014

Enorme monumento de 5.000 anos é descoberto em Israel

Um monumento de pedra em forma de meia-lua, que remonta a cerca de 5.000 anos, foi identificado em Israel.
Localizado a cerca de 13 quilômetros a noroeste do Mar da Galileia, a estrutura é enorme – o seu volume é de cerca de 14 mil metros cúbicos e tem um comprimento de cerca de 150 metros, tornando-se maior do que um campo de futebol americano. Cerâmica escavada na estrutura indica as datas de construção do monumento entre 3.050 aC e 2.650 aC, o que significa que é provável que seja mais antigo que as pirâmides do Egito. Também foi construído muito antes de Stonehenge.
Os arqueólogos pensavam anteriormente que a estrutura era parte de um muro da cidade, mas o trabalho recente realizado por Ido Wachtel, um estudante de doutorado na Universidade Hebraica de Jerusalém, indica que não há cidade ao lado dele e que a estrutura é um monumento único.
“A interpretação proposta para o sítio é que ele constituiu um marco importante na sua paisagem natural, servindo para marcar a posse e afirmar sua autoridade e os direitos sobre os recursos naturais por uma população rural ou pastoral local,” escreveu Wachtel no resumo de uma apresentação feita recentemente no Congresso Internacional de Arqueologia.
A forma crescente da estrutura se destacava na paisagem, Wachtel disse ao Live Science em um email. A forma pode ter tido uma importância simbólica, já que o crescente lunar é um símbolo de um antigo deus mesopotâmico da lua chamado Sin, disse Wachtel.
Uma cidade antiga chamada Bet Yerah (que significa “casa do deus da lua”) está localizada a apenas um dia de caminhada do monumento recém-descoberto. Como tal, o monumento pode ter ajudado a marcar as fronteiras da cidade.

Estrutura maciça

A estrutura tem cerca de 150 metros de comprimento e 20 m de largura em sua base, e foi preservada em uma altura de até 7 m, a pesquisa de Wachtel descobriu.
“A estimativa de dias de trabalho investida na construção do sítio é 35.000 e 50.000 dias”, disse Wachtel no e-mail.
Se a estimativa mais baixa estiver correta, significa que uma equipe de 200 trabalhadores antigos teria precisado de mais de cinco meses para a construção do monumento, uma tarefa que seria difícil para as pessoas que dependiam de culturas para sua subsistência. [LiveScience]







Cerca de 13 km a noroeste do Mar da Galiléia, um monumento em forma de meia-lua recém-identificado foi construído cerca de 5.000 anos atrás.

quinta-feira, 11 de setembro de 2014

Carimbó paraense é agora patrimônio cultural brasileiro

O Conselho Consultivo do Patrimônio Cultural, reunido nesta quinta-feira, dia 11 de setembro, na sede do Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (IPHAN), em Brasília, aprovou por unanimidade o registro do Carimbó como patrimônio cultural do Brasil. Muito mais que uma manifestação cultural, as formas de expressão contidas no Carimbó estão expressas em seus aspectos artísticos, cultural, ambiental, social e histórico da região amazônica.
Há mais de dois séculos, o Carimbó mantém sua tradição em quase todas as regiões do Pará, e tem se reinventado constantemente. Seus instrumentos, sua dança e música são resultados da fusão das influências culturais indígena, negra e ibérica; e a memória coletiva dos mestres e seus descendentes tem mantido vivo estes aspectos. Entretanto, a principal característica do Carimbó está nas formas de organização e reprodução sociais em torno dele, no cotidiano de sociabilidade dos carimbozeiros, seja ele relativo ao dia-a-dia do trabalho ou das celebrações religiosas e seculares. 
O pedido de Registro foi apresentado pela Irmandade de Carimbó de São Benedito, Associação Cultural Japiim, Associação Cultural Raízes da Terra e Associação Cultural Uirapurú, com a anuência da comunidade. Assim, entre os anos de 2008 e 2013, o Departamento de Patrimônio Imaterial (DPI/IPHAN) e a Superintendência do IPHAN no Pará conduziram o processo de Registro e acompanharam as pesquisas para a Identificação do Carimbó em diversas regiões do estado.
Termo Carimbó
Publicado em 1905, o Glossário Paraense, de Vicente Chermont de Miranda, descreve o carimbó como um "tambor feito de madeira oca e coberto, em uma de suas extremidades, por um couro de veado". Com o tempo, a denominação passou a se referir também à dança associada ao ritmo produzido pela percussão.

As descrições apresentadas pelo Dossiê trazem novas e mais apuradas significações sobre o carimbó. Logo na Introdução, o Dossiê aponta que Korimbó é palavra de origem Tupi e dela surgiu o nome do tambor que mais tarde deu nome à manifestação. Contemporaneamente, portanto, o termo carimbó é utilizado majoritariamente como referência à expressão que envolve festa, música e coreografia características e tradicionalmente reproduzidas no nordeste paraense.
Pautas 
A 76ª reunião do Conselho Consultivo do Patrimônio também analisa o tombamento de seis fortificações construídas entre os séculos XVII e XX, localizadas nos municípios de Óbidos (PA), Rosário (MA), Bonfim (RR), Corumbá (MS) e Ladário (MS), além de uma série de canhões associados a eles. Outra avaliação será a dos bens incluídos nos chamados Roteiros Nacionais de Imigração, testemunhos do processo de imigração de cidadãos de origem alemã, italiana, polonesa e ucraniana, em Santa Catarina. 

O Conselho Consultivo do Patrimônio Cultural
O Conselho que avalia os processos de tombamento e registro é formado por especialistas de diversas áreas, como cultura, turismo, arquitetura e arqueologia. Ao todo, são 23 conselheiros, que representam o Instituto dos Arquitetos do Brasil – IAB, o Conselho Internacional de Monumentos e Sítios - Icomos, a Sociedade de Arqueologia Brasileira – SAB, o Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis – Ibama, o Ministério da Educação, o Ministério das Cidades, o Ministério do Turismo, o Instituto Brasileiro dos Museus – Ibram, a Associação Brasileira de Antropologia – ABA, e mais 13 representantes da sociedade civil, com especial conhecimento nos campos de atuação do IPHAN.

Serviço
76ª Reunião do Conselho Consultivo do Patrimônio Cultural
Dia: 11 de setembro de 2014
Horário: 9h às 18h
Local: Sede do IPHAN
           SEPS 713/913 Bloco D – Ed IPHAN – Asa Sul - Brasília – DF

Mais informações para a imprensa:
Assessoria de Comunicação IPHAN 
Adélia Soares – adelia.soares@iphan.gov.br
Isadora Fonseca – isadora.fonseca@iphan.gov.br  
Mécia Menescal - meciamenescal@iphan.gov.br
(61) 2024-5476 / 2024-5479/ 9381-7543
Fonte: Ascom-IPHAN

http://portal.iphan.gov.br/portal/montarDetalheConteudo.do?id=18592&sigla=Noticia&retorno=detalheNoticia


Igreja em Santa Catarina é tombada pelo IPHAN

A Igreja São Judas Tadeu, localizada no município de Vargem (SC) recebeu tombamento definitivo nesta quinta-feira, dia 11 de setembro. A decisão é do Conselho Consultivo do Patrimônio, reunido na sede do Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (IPHAN), em Brasília.
Juntamente com propriedades rurais, casas, ranchos, hortas, pomares, jardins, dialetos, culinária, festividades e tradições agrícolas, que resultam em algumas das mais belas paisagens brasileiras, a igreja é parte integrante desse roteiro que retrata o testemunho do processo de imigração de cidadãos de origem alemã, italiana, polonesa e ucraniana, ocorrida desde meados do século XIX e com características marcantes de esmerados conglomerados rurais e conjuntos urbanos. 

Roteiros Nacionais de Imigração
O projeto Roteiros Nacionais de Imigração foi lançado em 2007 com assinatura de Acordo de Cooperação entre IPHAN, ministérios da Cultura, Turismo e Desenvolvimento Agrário, Governo do Estado de Santa Catarina, Sebrae (SC) e 16 prefeituras municipais. No mesmo ano, em uma primeira etapa de tombamentos, 50 bens foram protegidos pelo IPHAN e, em 2007, outros 13 bens. A igreja completará este projeto que totalizará 64 tombamentos.

Pautas 
A 76ª reunião do Conselho Consultivo do Patrimônio também aprovou o registro do Carimbó paraense como patrimônio cultural do Brasil, manifestação que expressa aspectos artísticos, cultural, ambiental, social e histórico da região amazônica. Outra pauta é o tombamento de seis fortificações construídas entre os séculos XVII e XX, localizadas nos municípios de Óbido, Pará; Rosário, no Maranhão; Bonfim, em Roraima, Corumbá e Ladário, no Mato Grosso do Sul, além de uma série de canhões associados a eles, ganharão o título de patrimônio cultural do Brasil.

O Conselho Consultivo do Patrimônio Cultural
O Conselho que avalia os processos de tombamento e registro é formado por especialistas de diversas áreas, como cultura, turismo, arquitetura e arqueologia. Ao todo, são 23 conselheiros, que representam o Instituto dos Arquitetos do Brasil – IAB, o Conselho Internacional de Monumentos e Sítios - Icomos, a Sociedade de Arqueologia Brasileira – SAB, o Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis – Ibama, o Ministério da Educação, o Ministério das Cidades, o Ministério do Turismo, o Instituto Brasileiro dos Museus – Ibram, a Associação Brasileira de Antropologia – ABA, e mais 13 representantes da sociedade civil, com especial conhecimento nos campos de atuação do IPHAN.

Serviço
76ª Reunião do Conselho Consultivo do Patrimônio Cultural
Dia: 11 de setembro de 2014
Horário: 9h às 18h
Local: Sede do IPHAN
SEPS 713/913 Bloco D – Ed IPHAN – Asa Sul - Brasília – DF

Mais informações para a imprensa:
Assessoria de Comunicação IPHAN 
Adélia Soares – adelia.soares@iphan.gov.br
Isadora Fonseca – isadora.fonseca@iphan.gov.br  
Mécia Menescal - meciamenescal@iphan.gov.br
(61) 2024-5476 / 2024-5479/ 9381-7543
Fonte: Ascom-IPHAN

Fonte: http://portal.iphan.gov.br/portal/montarDetalheConteudo.do?id=18596&sigla=Noticia&retorno=detalheNoticia


Novos monumentos de Stonehenge são revelados com sondagens avançadas

Estruturas de rituais desconhecidas até agora emergem ao se realizar um mapa digital detalhado do famoso sítio arqueológico pré-histórico no Reino Unido


O mítico conjunto monumental de Stonehenge, na Inglaterra, é muito mais do que se conhece, do que se vê. Uma equipe científica realizou, com técnicas avançadas de prospecção não invasivas, um mapa detalhado da área e descobriu numerosas novas estruturas, abrindo o caminho para descobrir mais sobre o lugar e sua evolução de mais de 11.000 anos. Emergiram 17 monumentos rituais até agora desconhecidos do período em que o famoso conjunto de blocos de pedra adquiriu sua forma; dezenas de sepultamentos foram cartografados com detalhe, incluindo um grande túmulo com uma estrutura de madeira que era provavelmente utilizada para sepultamentos rituais dos mortos após um complicado processamento dos cadáveres, expondo-os e descarnando-os antes de serem cobertos formando um monte funerário, explicam os pesquisadores da Universidade de Birmingham, que lideram o projetoEntornos Ocultos de Stonehenge, junto com especialistas do Instituto Ludwig Boltzmann de Prospecção Arqueológica e Arqueologia Virtual(Alemanha).
O projeto, dizem os cientistas, "transformará nosso conhecimento deste entorno icônico". Além das estruturas até agora desconhecidas, o mapa digital revelou informação inesperada sobre os monumentos já conhecidos. O círculo Durrington, a pouca distância de Stonehenge, é um imenso monumento ritual, "provavelmente o maior deste tipo no mundo", enfatizam os especialistas de Birmingham, tem uma circunferência de mais de um quilômetro e meio. E as novas sondagens revelaram uma fase primitiva na qual estava ladeado por uma fileira de até 60 enormes postes ou pedras, talvez de até três metros de altura. E alguns podem ainda está lá, sugerem os arqueólogos.
Situado a 15 quilômetros ao norte de Salisbury (Inglaterra), a parte mais famosa do complexo de Stonehenge é formada por circunferências concêntricas de grandes blocos de pedra, de aproximadamente 4.500 anos, do final do neolítico, explica oEnglish Heritage. O eixo principal está alinhado com o eixo solsticial, de maneira que o Sol sai e se põe em pontos concretos do monumento no solstício de verão e no de inverno. "No ciclo das estações, esses dias do ano eram obviamente importantes para o povo pré-histórico que construiu e utilizou Stonehenge", acrescenta o English Heritage.
No mapa digital aparecem novos tipos de monumentos como enormes fossos pré-históricos, alguns dos quais parecem ter alinhamento astronômico. Também foram recolhidos com grande detalhe dados de centenas de sepultamentos da idade do Bronze, a idade do Ferro, e de assentamentos romanos. "Ainda que Stonehenge seja o monumento pré-histórico mais icônico e ocupe um dos sítios arqueológicos mais ricos do mundo, grande parte de seu entorno segue sendo terra desconhecida" comenta o líder britânico do projeto, Vincent Gaffney. "Este projeto revelou que a área que rodeia Stonehenge está cheia de sítios arqueológicos até hoje desconhecidos", acrescenta. O trabalho realizado até agora será apresentado em uma grande série de documentos da BBC Two intitulada Operação Stonehenge.
"O desenvolvimento de métodos não evasivos para documentar nossa herança cultural é um dos grandes desafios de nosso tempo e só pode ser feito adaptando a tecnologia de ponta como georadares e magnetômetros de alta resolução", acrescenta Wolfgang Neubauer, diretor do instituto alemão.

RS – Complexo cultural: Museu das Missões será restaurado e ganhará anexo

A cidade de São Miguel das Missões (RS) receberá dois projetos culturais que pretendem fomentar a vida cultural e social de moradores e visitantes.
O maior deles é o Complexo Cultural de São Miguel Arcanjo, que, entre outras ações, prevê a construção de um anexo ao Museu das Missões e a restauração do atual conjunto edificado do museu, composto pelo Pavilhão Lucio Costa e pela Casa do Zelador. Com isso, a instituição museológica ganha novo escritório, auditório multiuso, reserva técnica, biblioteca, espaço expositivo e área para ações educativas.
Para o diretor do Museu das Missões, Ariston Correia, esse projeto será um grande avanço. “Já se falava há muito tempo nisso. Hoje as salas do museu não têm tamanho adequado para as exposições e, principalmente, para abrigar nosso acervo. Com o projeto de ampliação, os visitantes poderão ter uma visão melhor de cada peça,” explica Correia.
Aprovação local
O projeto do Complexo Cultural está sendo elaborado pela empresa Brasil Arquitetura e terá fiscalização do Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan), cujo escritório técnico na região também será instalado, que colabora com o andamento do projeto em conjunto com o Instituto Brasileiro de Museus (Ibram) e a Prefeitura de São Miguel das Missões.

No dia 4 de setembro houve uma audiência pública para apresentação do projeto aos miguelinos. “Na audiência, os moradores da cidade ficaram encantados, pois sabem da necessidade de termos um espaço melhor para o museu. E, com os projetos, haverá também novos espaços na cidade,” afirma Ariston Correia.
O projeto executivo tem previsão de ficar pronto em janeiro de 2015, quando ocorrerá, então, a apresentação e a contratação de projetos da parte hidráulica, elétrica, urbanística e, na sequência, o início das obras.
Parque Histórico Nacional das Missões
O outro projeto que terá impacto na mesma cidade é o de cooperação técnica internacional chamado Valorização da Paisagem Cultural e do Parque Histórico Nacional das Missões Jesuíticas dos Guarani, organizado por Iphan, Organização das Nações Unidas para a educação, a ciência e a cultura (Unesco) e Instituto Andaluz de Patrimônio Histórico (Espanha).

O Ibram faz parte da Comissão Executiva deste projeto, junto com Iphan, governo do Estado do RS, prefeituras da região missioneira, Associação dos Municípios das Missões, entre outros.
Ao longo de três anos, o projeto de Valorização da Paisagem Cultural destinará insumos a novas pesquisas, estudos, análises e desenvolvimento de instrumentos que visam ressaltar a paisagem missioneira, bem como a instalação efetiva do Parque, promovendo a diversidade sociocultural e ambiental.
Fonte: IBRAM


Piratini (RS) – Vandalismo causa prejuízos no Museu Histórico Farroupilha

De difícil combate por parte das autoridades policiais e com pequena punição, que na maioria das vezes culmina apenas em prestação de serviços comunitários, o vandalismo aumenta cada vez mais em Piratini.
O principal alvo dos delinquentes segue sendo o patrimônio público, que mesmo estando previsto como um agravante do crime de Dano (Inciso III do Art. 163 do Código Penal), não impede a destruição de lixeiras, praças e prédios.
Segundo o livro Centro Histórico de Piratini – Preservação e Valorização, de Ceres Storchi e Vlademir Roman, o sobrado que abriga o Museu Histórico Farroupilha desde 1954 foi construído no século XIX, em 1819, pertencendo primeiramente ao capitão Manuel Gonçalves Meirelles, tio de Bento Gonçalves da Silva, abrigando posteriormente o Ministério da Guerra no período farroupilha, e ainda uma escola pública para meninos em 1837.
A edificação foi totalmente restaurada através de um projeto idealizado pela Associação dos Amigos do Museu Histórico Farroupilha, mantendo porém, toda a arquitetura original. Uma das implantações mais elogiáveis esteticamente foi a colocação de luminárias que iluminavam a parte externa do museu durante a noite.
Contudo, no mês de julho, 9 das 11 luminárias foram quebradas em um ato criminoso. Para a diretora do museu, Angélica Panatieri, a frustração foi imensa, visto a dificuldade em repor as  peças avariadas. “Infelizmente precisaremos realizar todo o processo legal para recolocar as lâmpadas”, disse, decepcionada, completando na sequência “ficaremos toda a Semana Farroupilha sem esta iluminação noturna”.
Acerca da presença de guardas no prédio, Panatieri ressaltou que a principal função deles é proteger a parte interna do museu. “Claro, se ele tivesse visto teria tomado alguma atitude, mas isto não aconteceu”, elucidou.



quarta-feira, 10 de setembro de 2014

Conheça o 'Stonehenge brasileiro', um monumento milenar pouco conhecido


Todo mundo conhece o famoso Stonehenge localizado no Reino Unido, certo? Mas o que pouquíssimos brasileiros sabem é que existe um monumento comparável aquele do sul da Inglaterra, mas a diferença é que ele se encontra aqui mesmo, em nosso país.
Localizado em Calçoene, no interior do Amapá, encontra-se o "Stonehenge brasileiro" , ou "Stonehenge do Brasil", como é chamado. A local tem o nome deParque Arqueológico do Solstício, onde abriga o monumento Observatório Astronômico de Calçoene.


A estrutura é circular, feita por blocos de granito de aproximadamente 30 metros de diâmetro, e era o local de cerimônias indígenas há cerca de 1.100 anos. Segundo os pesquisadores, essas cerimônias aconteciam entre os dias 21 e 22, durante o solstício, quando a configuração das pedras permitem observar o percurso do Sol. Além disso, o local era usado para enterrar grandes personalidades da tribo. Os arqueólogos também encontraram artefatos como vasos, pratos e tigelas de cerâmicas no local.
As técnicas utilizadas na construção do "Stonhenge do Brasil" são desconhecidas, assim como aquelas utilizadas na construção de outros monumentos parecidos, espalhados ao redor do mundo.

As primeiras observações arqueológicas no Stonehenge brasileiro foram feitas no fim do século 19, mas o sítio acabou ficando esquecido com o tempo. Somente em 2005 que ele começou a ser explorado novamente, e hoje, o órgão responsável pela preservação do local é o IEPA (instituto de Pesquisas Científicas e Tecnológicas do estado do Amapá).
Mas infelizmente, o fato mais curioso de todos não é nem a construção em si, mas sim o fato que pouquíssimas pessoas sabem sobre a existência desse monumento... Futuramente o governo deseja transformar o local em um Parque Arqueológico aberto para visitação.

Fonte: http://www.curtoecurioso.com/2014/09/conheca-o-stonehenge-brasileiro-um.html




























Crédito das imagens: do site

terça-feira, 9 de setembro de 2014

Requalificação urbana do centro histórico de São José/SC São José - SC, 2014 [Cássio Sauer, Camila da Rocha Thiesen, Elisa Toschi Martins, Jaqueline Lessa e Diogo Valls]

Recentrar o centro
O concurso de Requalificação Urbanística do Centro Histórico de São José / Santa Catarina representa uma oportunidade de discutir o crescimento e constante transformação das cidades que, muitas vezes, se contradizem com a demanda de preservação do patrimônio histórico-cultural.
O projeto contempla a reurbanização do trecho norte-sul do principal eixo viário de São José, entre duas importantes igrejas históricas, e da zona central da cidade onde estão localizados os principais espaços públicos e edifícios históricos com a Igreja Matriz, Theatro Municipal, além do Beco da Carioca.
A proposta se baseia em um plano macro de intervenções a longo prazo que considera reformulações no Plano Diretor e adequação às diretrizes do Estatuto da Cidade. O projeto considera a diminuição progressiva do fluxo de carros, ônibus e caminhões no núcleo histórico, considerando o aumento da permeabilidade da malha viária através da construção de novas conexões; e a maior utilização da BR-101 pelos moradores locais, decorrente do desvio de trânsito decorrente da execução de alça de contorno da rodovia.
Considerando a diversidade do tecido urbano, foram propostas camadas de intervenção: edifícios históricos, igrejas, praças, orla marítima, percurso peatonal, circulação de veículos, circulação de bicicletas, conexões viárias, equipamentos públicos, equipamentos culturais, iluminação, vegetação e áreas verdes. A combinação e sobreposição destas camadas potencializa a dinâmica urbana uma vez que suas relações traduzem a complexidade do espaço público.
A recentralização do Centro é proposta principalmente pela valorização do patrimônio histórico e cultural edificado e da paisagem natural configurando-os como principais atratores para o turismo na cidade. O principal foco do projeto é reaver a relação da cidade com a água, que foi diminuindo gradativamente devido à substituição do transporte marítimo pelo rodoviário decorrente da construção da Ponte Hercílio Luz e a construção de edifícios públicos e residenciais junto à orla.
A ligação do Centro Histórico com o mar é enfatizada por uma passarela projetada como continuidade do circuito de caminhadas e ciclovia existente na av. Beira Mar que proporciona um novo acesso ao centro histórico.
A proposta visa reaver a possibilidade de transporte naval, uma opção de conexão do Centro Histórico com outros pontos da cidade e também com Florianópolis.
Quanto à reformulação dos espaços públicos são propostos tratamentos de pavimentação, mobiliário, iluminação e sinalização gráfica a fim de criar nova identidade que servirá como protótipo para futuras intervenções na cidade. O projeto também trabalha com diretrizes em relação ao traçado viário, reiterando a importância da revisão do plano diretor, e propõe a criação de um “Manual de Intervenção no Centro Histórico” a fim de garantir a requalificação progressiva da Paisagem Urbana.
O tratamento das vias está relacionado com as diretrizes de privilegiar a circulação do pedestre, de forma a manter a vocação original da rua como elemento estruturador da cidade, que possibilita o fluxo tanto de pessoas como de veículos contemplando diferentes formas de mobilidade. O alargamento do passeio possibilita a distribuição de mobiliário urbano, arborização e iluminação e configura um ambiente humanizado com espaços de convivência que propiciam a permanecia do frequentador no logradouro público. Esta apropriação do espaço busca incentivar a requalificação do entorno próximo com a retirada ou substituição dos muros dos lotes vizinhos por fechamentos permeáveis que possibilitem uma maior permeabilidade visual e segurança.
A priorização do pedestre é acentuada pela elevação da via nas esquinas. Este espaço compartilhado entre veículos e pedestres busca, além de auxiliar na diminuição da velocidade dos veículos, proporcionar uma circulação peatonal acessível e convidativa.
Praça
O tratamento do principal espaço público de São José busca o resgate histórico da conexão entre a Igreja da Matriz e a orla marítima, este eixo, marcado pelas palmeiras imperiais, é relembrando como o primeiro acesso à cidade e proporciona a integração entre as praças Hercílio Luz, Praça Arnoldo de Souza e o trapiche de acesso naval. A remoção do edifício da Câmara Municipal possibilita essa conexão, em seu espaço atual é proposto o Parque das Águas, que traz para o coração da praça atividades que no passado eram vivenciadas na Praia de São José.
O reconhecimento da unidade desse espaço é evidenciado através da nova pavimentação elevada nas vias a fim de priorizar o pedestre, incentivando o percurso da área.
O Centro Histórico carrega em sua identidade o papel de lugar de intercâmbio e circulação, a nova praça é configurada apoiando-se nesses valores, priorizando espaços que possibilitem mistura social e funcional. Os espaços públicos são tratados como foyers urbanos que acolhem os frequentadores dos edifícios culturais existentes no entorno.
A praça em si é pensada como um espaço dinâmico e flexível que proporciona possibilidades múltiplas de configuração compondo com os quiosques, espaços de estar e convivência. O edifício do Mercado compõe uma nova fachada para a praça e um novo atrativo para a cidade.
Parque
O Parque do Beco da Carioca, a partir da valorização do patrimônio natural e da exploração do córrego como elemento de destaque na paisagem, propõe um resgate histórico relacionado ao conjunto edificado da Bica (cisterna, fonte e tanques) propiciando à cidade um parque urbano com amplo potencial turístico.
Foram propostos espaços comerciais que, além de compor o programa estabelecido, tem o objetivo de gerar renda e auxiliar na manutenção da estrutura do Parque. A posição dos edifícios está relacionada com a conformação das bordas do Parque, prevenindo que os lotes vizinhos se apropriem das áreas públicas, tendo a possibilidade de controle dos acessos para garantir maior segurança dos frequentadores.
ficha técnica
Ano concurso 

2014

Classificação 

1º lugar

Arquitetos

Camila Thiesen (Metropolitano Arquitetos), Cássio Sauer e Elisa Martins (arquitetura pela rua), Diogo Valls (Valls) e Jaqueline Lessa. Colaboradores: Ignacio de la Vega, Lucas Weinmann e Lucas Zimmer.

Fonte: PORTAL VITRUVIUS. Requalificação urbana do centro histórico de São José/SC.Projetos, São Paulo, ano 14, n. 164.02, Vitruvius, ago. 2014 




















Requalificação urbanística do centro histórico de São José, Santa Catarina, 2014. 1º lugar. Modelo eletrônico