quinta-feira, 18 de dezembro de 2014

Instituto vai atuar na preservação dos patrimônios históricos em Petrolina

Com o intuito de valorizar o patrimônio histórico, ambiental e humano da região, foi inaugurado o Instituto Arqueológico, Histórico e Ambiental de Petrolina (IAHAP), no Sertão pernambucano. Fazem parte do projeto Arqueólogos, Arquitetos, Historiadores, Geógrafos, Escritores, Jornalistas e Ecólogos.
São 40 profissionais e membros responsáveis pela atuação da instituição. As principais atividades que serão realizadas pelo instituto é a realização do cadastro dos sítios arqueológicos e históricos da região do sertão do São Francisco, a criação de um plano editorial para os historiadores da região, a realização de intercâmbios culturais e captações de recursos para restaurações, revitalizações e preservações. Além de fundar um colegiado de intelectuais e técnicos para interagir com as universidades e desenvolver a cultura da região.
A instituição é uma extensão do Instituto Arqueológico, Histórico e Geográfico Pernambucano (IAHGP) sem fins lucrativos, que trabalha com a conservação do patrimônio histórico, além de estudar e divulgar a história de Estado.
O instituto foi inaugurado no dia 5 de dezembro em um hotel da cidade. Além da cerimônia foi realizada uma palestra com o arquiteto José Luís da Mota, presidente do Instituto Arqueológico em Pernambuco. A instalação da sede em Petrolina acontecerá em fevereiro de 2015 e funciona temporariamente na Rua Dr. Júlio de Melo, 102, centro da cidade.







Algumas construções estão deterioradas na
Petrolina Antiga (Foto: Reprodução/TV Grande Rio)

Prefeito sanciona projeto de lei que torna vagoneteiros patrimônio histórico e cultural

O prefeito, Alexandre Lindenmeyer, participou na tarde de sábado (13), do evento Plano Turístico Molhes da Barra, no Molhe Oeste, realizado na Praia do Cassino. Na oportunidade o prefeito sancionou o  projeto de lei que torna vagoneta e vagoneteiros Patrimônio Histórico e Cultural do Rio Grande. O projeto foi idealizado pelo vereador Flávio Santos.
Na ocasião o chefe do Executivo enfatizou que somente nesta administração Portuária foi realizada uma aproximação efetiva para que os vagoneteiros tivessem apoio tanto quanto a verba, a qualificação das estruturas da vagoneta, como no vestuário, tornando o trabalho deles um cartão postal da nossa cidade. Ainda destacou o apoio do NEMA e da FURG para a realização dessas ações.
Durante a ocasião foram entregues os novos uniformes dos vagoneteiros, incluindo camisetas, bermudas, bonés, óculos de proteção, protetores solares e casacos de moletom. Além disso, cada vagoneteiro recebeu uma vela padronizada. Na oportunidade foi apresentado o novo outdoor da rótula de chegada aos Molhes e as placas turísticas e informativas localizadas no percurso dos Molhes.
A oportunidade contou com a presença do superintendente do Porto do Rio Grande, Dirceu Lopes, do representante do NEMA Rio Grande, Kleber Grublel da Silva, e do vereador Flávio Santos.

















Foto: Guilherme Mazui

Casa Polaski em Santa Catarina é restaurada

Quase apagada da paisagem dos Roteiros Nacionais de Imigração, a Casa Polaski, localizada em Itaiópolis (SC), foi restaurada pelo Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan) e devolvida à comunidade com direito de administração concedido à Associação Cultural Polonesa de Itaiópolis. A reabertura ocorreu na última quinta-feira, dia 11 de dezembro, com a presença da presidenta do Iphan (Jurema Machado) e da superintendente do Iphan-SC, Liliane Janine Nizzola.
A edificação, construída em 1928, possui representatividade para a arquitetura comercial da região de imigrantes poloneses e, ainda, compõem os Roteiros Nacionais de Imigração. A partir de agora, passa a funcionar como um albergue e um centro de difusão cultural, promovendo oficinas de artesanato, como a pintura de ovos ou o ensino do wycinanki, tipo de recorte em papel; e de danças e culinária típicas.
Moradora das mais antigas e que guarda na memória todas as manifestações trazidas pelos imigrantes, Izabel Landowski Kollross declarou que “o momento de reabertura desse lugar é a certeza de que a cultura de nossos antepassados, que vieram com a colonização polonesa, será sempre preservada por toda comunidade e repassada aos mais jovens”. 
Na cerimônia, os ritmos Polones e Krakowiak, foram dançados e cantados por crianças, adultos e moradores mais antigos, compartilhando os traços mais característicos, deixados pela ocupação polonesa. Este ato inaugural passa a dar significado a Casa Polaski, ocupada por aqueles que têm sua memória atrelada ao lugar, reforçando a identidade dos que compartilham a cultura.
Fonte: Ascom Iphan

http://portal.iphan.gov.br/portal/montarDetalheConteudo.do?id=18751&sigla=Noticia&retorno=detalheNoticia


Lançamento de publicação sobre palácios de Brasília acontece hoje na capital

Como parte das homenagens que celebram o nascimento de Oscar Niemeyer e o Dia Nacional do Arquiteto e Urbanista, a Câmara dos Deputados lança o livro Os palácios originais de Brasília, de autoria do servidor e arquiteto Elcio Gomes da Silva.
A obra é  resultado  da tese de doutorado feita pelo autor. Elcio fez um meticuloso estudo  sobre os primeiros palácios construídos para a inauguração de Brasília e a transferência da capital na década de 60. A pesquisa contou  com o apoio do Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan).
Motivada pela necessidade de preservação do patrimônio, a tarefa teve por base o estudo dos registros de arquitetura e de engenharia estrutural, elaborados na época, para identificar nas obras construídas o conjunto de valores declarados pelos autores de projetos.
Ao longo de mais de 400 páginas, o livro descreve as diversas etapas do processo de criação dos Palácios da Alvorada, do Congresso Nacional, do Planalto e do Supremo Tribunal Federal. Fartamente ilustrado com fotografias de maquetes e desenhos originais de Oscar Niemeyer e de Joaquim Cardozo, produzidos entre 1956 e 1960, também apresenta desenhos especialmente elaborados para a publicação.
Serviço
Data: 15 de dezembro 
Hora: 17h
Local: Salão Nobre da Câmara dos Deputados, Palácio do Congresso Nacional, Edifício Principal
Brasília-DF
 Acesso pela rampa principal ou pelo Salão Branco (Chapelaria) do Congresso Nacional
Estacionamento estará disponível nas vias de próximas a estes espaços.




sexta-feira, 12 de dezembro de 2014

SOLAR ALEXANDRINO - TOMBAMENTO JÁ!

CARTA PARA
Senhor Fernando Henrique Schwanke - Prefeito de Rio Pardo
SOLAR ALEXANDRINO - TOMBAMENTO JÁ!

Ao
Senhor Fernando Henrique Schwanke
M.D. Prefeito de Rio Pardo - RS 

Nós abaixo assinados, pleiteamos junto a V.Sª., o Tombamento do prédio de propriedade do Município de Rio Pardo, denominado SOLAR DO ALMIRANTE ALEXANDRINO DE ALENCAR, como Patrimônio Cultural de Rio Pardo e definição da área de proteção de seu entorno, através de Decreto Municipal
Esse pedido tem a finalidade de reconhecer, proteger e criar condições para a realização de intervenções em caráter EMERGENCIAL, visando a sua integridade, bem como do rico acervo do Museu Municipal Barão de Santo Ângelo, mantido no seu interior.   
Telmo Padilha - Cachoeira do Sul, Brasil
Link para assinar a petição:


sábado, 6 de dezembro de 2014

Paisagem e Arquitetura: Restauro do Fórum Romano de Empúries, por Lola Domènech

Nas cidades romanas, o Fórum era o espaço destinado a acolher as manifestações mais importantes da sociedade, era o cenário da atividade política, econômica, religiosa e judicial da cidade. Desde 2001, o estúdio de arquitetura dirigido por Lola Domènech e arqueólogos especializados planejam a necessidade de adequar museograficamente todo o conjunto arqueológico, já que um dos principais problemas detectados era que o visitante não poderia reconhecer com clareza as diferentes zonas, espaços e edifícios que conformavam o Fórum.
Sob dois objetivos principais: garantir a conservação das estruturas originais através de restaurações necessárias e facilitar aos visitantes de Empúries o acesso e a correta interpretação do conjunto monumental da área do Fórum, o projeto pretende, basicamente, recriar a atmosfera da ordem que impera na cidade romana.
Conheça mais detalhes sobre o projeto, a seguir.
Antecedentes históricos / estado original
Descrição da arquiteta. O Fórum romano de Empúries, situado ao sul da Bahia de Roses, é um dos patrimônios histórico-culturais mais relevantes do Mediterrâneo. Com esta intervenção se recuperou um dos espaços mais importantes da antiga cidade romana.

Empúries é o único sítio arqueológico da península ibérica onde convivem os restos de uma cidade grega - Emporion - com os restos da cidade romana criada no início do século I a.C.
A cidade romana se situa na parte mais alta e plana da colina de Empúries, dominando a área de um dos portos mais antigos do Mediterrâneo e da antiga cidade grega. A ocupação mais antiga da cidade romana data do século II aC. e corresponde a um acampamento militar que serviu para garantir a presença romana nessa região, base para iniciar a conquista do território.
 posterior fundação da cidade no início do séc I a.C. se concretizou com a definição do perímetro da muralha e de uma trama urbana ortogonal, com quadras retangulares separadas por seis grandes ruas longitudinais e outras transversais. Esse planejamento urbano incluía também a reserva de um espaço público (o Fórum) onde, com o passar do tempo, se construíram as diferentes edificações que conformariam o centro cívico-religioso da cidade romana. Em planta, este espaço ocupava uma extensão de quatro quadras e se situava na confluência de dois eixos viários principais, o cardus e o decumanus máximos.
Continua a matéria no link: 


© Adrià Goula










© Adrià Goula

Uma joia da Renascença precisando de restauro

Capela Pazzi é um marco da arquitetura na cidade que foi um dia o berço da Renascença Italiana: Florença. Localizada próximo à Santa Croce, a maior igreja franciscana do mundo, a capela foi projetada por Filippo Brunelleschi - o ourives que se tornou arquiteto e construiu o domo da famosa Santa Maria del FioreEssa capela é um "excelente exemplo da decoração arquitetônica do século XV, feita de pietra serena, maiolica e terracota."
Seus 550 anos de existência estão cobrando a fatura. As preocupações com o estado do alpendre da capela são tamanhas que a instituição sem fins lucrativos a cargo da administração da igreja - Opera di Santa Croce - angariou 50% dos fundos necessários para o restauro da capela - com início previsto para 2015. A instituição está também buscando a outra metade do dinheiro necessário através de uma campanha de financiamento coletivo (US$ 95 mil) e, ao iniciar essa campanha, convida pessoas de todo o mundo a fazerem parte dos 720 longos anos de história da Santa Croce.
Pietra serena, o arenito cinzento com o qual a capela foi construída é, por sua natureza, vulnerável ao tempo e à erosão. Isso acarretou em "danos extensivos" no alpendre aberto. Segundo o Opera, "todos os esforços foram realizados no passado para preservar o alpendre." Recentemente, houve duas intervenções para garantir a segurança na área: os restauradores removeram os elementos decorativos que corriam o risco de se desprender, numerando-os e diagramando-os cuidadosamente antes de armazená-los. Antes disso, a capela e o alpendre foram alvos de um grande restauro realizado no final do século XIX.
A instituição acredita que chegou o momento de um restauro completo que envolverá uma limpeza minuciosa (os restauradores usam cotonetes e água purificada para isso, limpando centímetro por centímetro), a reintegração das partes removidas e a proteção final. Segundo os responsáveis, "essa intervenção será completa mas conservadora - o edifício não parecerá novo nem fora de lugar. Mas o alpendre será preservado para as gerações futuras numa condição que nos permitirá não apenas admirar sua beleza, mas continuar a estudar e compreender a arquitetura e sociedade da Renascença."
Sobre a Capela Pazzi
"O pátio, localizado à direita da fachada da Santa Croce, oferece acesso aos espaços comunais outrora usados por frades que fazem hoje parte do Museu da Santa Croce. Essa área data de depois de 1423, quando um incêndio destruiu a estrutura anterior. Em 1429, Andrea de’ Pazzi comissionou Filippo Brunelleschi para construir essa capela que seria usada como sala capitular, um espaço de encontro dos frades. Brunelleschi faleceu em 1446 e não se sabe exatamente como a capela foi concluída naquela ápoca. Diversos artistas são citados como tendo contribuído com a conclusão da obra, incluindo Michelozzo, Rossellino, Giuliano da Maiano e Antonio Manetti Ciaccheri."
"O alpendre é a estrutura de arcos aberta em três lados localizada em frente à capela. A estrutura apresenta seis colunas que criam uma grande abertura central e duas aberturas laterais, refletindo a planta interna. As colunas apresentam afrescos de querubins. Acima, a fachada é dividida em formas geométricas interpretadas como cruzes, uma referência à Igreja de Santa Croce. Sob o alpendre há abóbadas ricamente decoradas. Duas abóbadas de berço são cobertas por rosetas de pietra serena esculpidas em alto relevo e a superfície interna do domo central apresenta uma explosão floral esculpida em maiolica atribuída a Luca della Robbia, com o brasão de Pazzi ao centro."
"Essas decorações são os elementos mais notáveis do restauro; sua idade e material requerem a intervenção de especialistas que possam cuidadosamente limpá-las e conservá-las. Além de ser um excelente exemplo de ornamento arquitetônico do século XV, a autoria do alpendre é ainda tema de debates entre os historiadores da arte, e a decoração é o principal ponto desse mistério, o que torna sua preservação ainda mais importante."
Contribua com a campanha da Capela Pazzi no Kickstarter.

A Capela Pazzi, Santa Croce (Florença)









O domo do alpendre (a ser restaurado). Imagem © Ricardo André Frantz

quinta-feira, 4 de dezembro de 2014

Rio Grande do Sul sediará a sétima edição do FNM em 2016

Nesta sexta-feira (28), o 6º Fórum Nacional de Museus (FNM) chegou ao fim em Belém (PA). Na conclusão dos trabalhos, os participantes escolheram o próximo estado a sediar o evento em 2016: Rio Grande do Sul.
Com votação simbólica apertada, o estado ganhou sobre São Paulo na preferência do público. Será a segunda vez que o fórum acontecerá no Sul do Brasil – o 3º FNM aconteceu em Florianópolis (SC) em 2008.
Mais de 700 pessoas se inscreveram para participar do evento que, pela primeira vez, foi realizado na região norte do país. Segundo o presidente do Instituto Brasileiro de Museus (Ibram), Angelo Oswaldo, o evento foi muito positivo.
“O Fórum Nacional de Museus se concluiu com clima de vibração. Foi um momento muito rico, com painéis, conferências, encontros, minicursos, Teia da Memória: os participantes voltam energizados para sua missão nos museus e nos pontos de memória em todo o Brasil,” exultou Angelo Oswaldo.
Na cerimônia de encerramento, também foi anunciado o resultado da votação – que se deu entre os dias 25 e 27 de novembro – para definir quais as entidades que indicarão membros para representar os setores de museus e memória no Conselho Nacional de Políticas Culturais (CNPC).
O Conselho Federal de Museologia (Cofem) recebeu 126 votos; já o Comitê Brasileiro do Conselho Internacional de Museus (Icom-BR) obteve 117 votos. Quatro pessoas votaram em branco. Agora o resultado será encaminhado ao Ministério da Cultura (MinC) para que a atual ministra indique o representante no prazo de sete dias corridos.
PNSM e PNEM
Ainda durante o FNM 2014, o Plano Nacional Setorial de Museus (PNSM) passou por sua primeira revisão. Os participantes do Fórum se reuniram, na última quinta-feira (27), em oito grupos para elaborar indicadores para as diretrizes do Plano. Os resultados desse trabalho foram apresentados e aprovados por todos no encerramento do Fórum.

“As discussões foram muito produtivas, e nós conseguimos sair com um material de alta qualidade em pouco tempo,” avaliou o consultor Alexandre Borges, contratado pelo Ibram para esse trabalho de revisão do PNSM.
Por fim, foi lida no auditório a Carta de Belém, escrita pelos participantes do Encontro Nacional do Programa Nacional de Educação Museal – que passaria a ser chamado de Política Nacional de Educação Museal, após discussões com o Ibram. Essa carta estabelece os princípios norteadores dessa política e solicita um novo encontro nacional para o segundo semestre de 2015.
Texto e fotos: Ascom/Ibram
Última edição: 1º.12.2014








Simone Flores (RS) e Davidson Kaseker (SP) apresentam as candidaturas de seus estados para o FNM 2016







PNEM: Rafaela Gueiros, da equipe do Ibram, fez a leitura da Carta de Belém