sexta-feira, 23 de novembro de 2012

As Metamorfoses do Carmo

Vídeos desenvolvido para o trabalho de conclusão da disciplina Análise do Espaço Urbano, ministrada pela professora Jovanka Scocuglia, do curso de Arquitetura e Urbanismo da UFPB no período 2012/1.

O documentário apresenta o estudo sobre as metamorfoses espaciais, sociais e culturais ocorridas na Praça Dom Adauto, também conhecida como Praça do Bispo ou Praça do Carmo, na cidade de João Pessoa, Paraíba. A Praça situa-se no centro histórico da urbe, sendo cenário de grandes eventos religiosos e populares que revelam, através do contraste de seus usuários, diferentes formas de uso e apropriação do espaço urbano. A identidade da Praça é construída a partir da subjetividade dos indivíduos que a ocupam, condicionada principalmente pelas permanências e mutações dos grupos que atribuem sentido ao local, expostos em relatos obtidos nas visitas in loco e nas pesquisas sobre a área. O ponto de encontro na praça demonstra os conflitos sobre a diversidade e o direito a cidade, onde o cosmopolitismo urbano contemporâneo produz múltiplas formas de identificação, segregação e territorialização do espaço.

Direção:
Fernando Morais e Sabrina Lira
Roteiro:
Fernando Morais
Filmagem:
Fernando Morais e Sabrina Lira
Edição de áudio e vídeo:
Fernando Morais
Narração:
Sabrina Lira
Orientação:
Jovanka Baracuhy Cavalcanti Scocuglia

Fonte:  http://leccur.wordpress.com/2012/11/23/as-metamorfoses-do-carmo/




quarta-feira, 21 de novembro de 2012

14º Cidade Revelada - Itajaí - Santa Catarina

O Congresso Cidade Revelada encontra-se em sua 14ª edição, e a temática norteadora deste ano é "Preservando o Futuro da Cidade".

O evento será realizado de 27 à 30 de novembro de 2012 na cidade de Itajaí, com uma programação repleta de atividades, com a presença de gestores públicos, profissionais e estudantes, e a participação de conferencistas nacionais e internacionais.
As inscrições são gratuitas e devem ser feitas do dia 01/11/2012 até o dia 25/11/2012 no site
Para se inscrever clique aqui.

Confira a programação:

Dia 27 de Novembro – (terça-feira)

- 08h às 08h45 – Credenciamento
- 09h às 09h30 – Abertura do Evento - Prefeito Municipal de Itajaí Jandir Bellini
- 09h30 às 10h30– Conferência: Preservando o Futuro da Cidade - Dalmo Vieira Filho/SC
- 10h30 às 12h30 – Mesa: Itajaí, Histórias e Destinos - Edison d`Ávila/SC: A Cidade e o Rio; Marcelo Fett/SC: Distrito de Inovação de Itajaí e Amílcar Gazaniga/SC: Itajaí Stopover – Volvo Ocean Race.
- 17h às 19h30 – Mesa: Do Rio Vem Nossa Grandeza - Joaquim de Oliveira Neto/SC : Parque Linear Itajaí-Mirim; Cláudio Copello/SC: Navegando pela cidadania e Antônio Ayres dos Santos Jr./SC: Complexo Náutico e Ambiental de Itajaí.
- 19h30 às 20h45 – Conferência: Mobilidade e Qualidade de Vida Urbana - Lin Christina Skaufel/Dinamarca

Dia 28 de Novembro – (quarta-feira)

09h às 12h – Oficinas
10h00 às 12h00 – Comunicações
14h00 às 16h00 – Mesa: Eventos na Cidade
Ely Diniz da Silva Filho/SC: Festival de Dança de Joinville.
Rosalba Lopes/MG: Instituto Inhotim de Arte Contemporânea e Jardim Botânico.
RosAne Martins Fernandes e Silvana Pitz /SC: Casa de Cultura Dide Brandão.
Agê Pinheiro/SC: Ampliação do Museu Histórico de Itajaí.
16h30 às 18h30 – Mesa: Arte na Cidade
José Augusto Amaro Capela – Zezão/SP: Grafite na Cidade.
Monica Picavêa/SP: Brasilândia.
19h30 às 20h30 – Conferência: As Revelações das Cidades
Roberto DaMatta/RJ

Dia 29 de Novembro – (quinta-feira)

- 09h às 12h00 – Oficinas - Arte Urbana e Grafite – Zezão/SP; Desenho Urbano – Marcelo Cabral/SC; Fotografia Urbana – Tarcísio Mattos/SC e Paisagem Urbana – Cyro Corrêa Lyra/RJ
- 10h às 12h00 - Comunicações
- 14h às 16h – Mesa: Instrumental – Patrimônio Histórico - George da Guia/RJ: Conceitos e Tecnologias dos Inventários Nacionais do IPHAN e Silvio Mendes Zancheti/PE: Patrimônio e Cidades no Brasil.
- 16h30 às 18h – Conferência: A Qualificação das Cidades Brasileiras - Leodegar da Cunha Tiscoski/DF
19h30 Conferência: Cultura e Desenvolvimento Urbano em Bogotá - Marta Lucía Bustos Gómez /Colômbia

Dia 30 de Novembro – (sexta-feira)

- 09h às 12h – Oficinas - Arte Urbana e Grafite – Zezão/SP; Desenho Urbano – Marcelo Cabral/SC; Fotografia Urbana – Tarcísio Mattos/SC e Paisagem Urbana – Cyro Corrêa Lyra/RJ.
- 14h00 às 17h – Apresentação dos Resultados das Oficinas


 

RS – Museu de Rio Pardo sofre e se deteriora em silêncio

Sem a presença de visitantes, o Museu Histórico Municipal Barão de Santo Ângelo, de Rio Pardo, se deteriora em silêncio. De portas fechadas, o prédio apresenta problemas estruturais por todos os lados e já não oferece segurança aos visitantes. A senzala é um dos pontos mais atingidos pelas infiltrações. Desde o mês passado, a estrutura é aberta apenas para grupos que agendaram a visitação. No entanto, essas pessoas podem visitar apenas o primeiro pavimento, pois o segundo está inacessível. Há dois anos, duas salas do segundo andar já haviam sido interditadas devido às condições precárias.
O prédio do museu possui rachaduras, buracos, infiltrações, goteiras e problemas com cupins. As paredes apresentam, inclusive, marcas de água. A fragilidade da estrutura fez com que a Prefeitura providenciasse a substituição de duas tábuas no segundo piso e dois postes de madeira para reforço – ainda não concluído – no forro da sala de recepção, no primeiro pavimento. As madeiras utilizadas destoam das outras, pois são mais claras que as originais. Conforme informações repassadas pela assessoria de imprensa da Prefeitura de Rio Pardo, o Executivo ainda pretende executar pequenos reparos para amenizar os problemas com as goteiras. Segundo o secretário de Obras e Saneamento, Joel da Rocha, as telhas que causam as infiltrações deverão ser substituídas nos próximos dias.
Os problemas no imóvel também ocasionaram prejuízos ao próprio acervo do museu. Com a umidade do prédio, diversos itens foram atingidos. As peças que encontram-se nos cômodos do prédio precisam ser protegidas por plásticos para não sofrerem com as goteiras. Os itens que não estão expostos foram envoltos em feltro, plástico e lona para armazenamento. Para este final de ano, Aida faz a recontagem das peças, que somam aproximadamente 1,8 mil itens. Um dos principais destinos de visitação no município, nos últimos anos, o museu ainda não tem data marcada para reabrir as portas. Por Marília Gehrke

Fonte:  http://www.defender.org.br/rs-museu-de-rio-pardo-sofre-e-se-deteriora-em-silencio/















Foto: Portal Gaz/Bruno Pedry 


MG – Promotores confirmam agressão de empresa a patrimônio histórico de Congonhas

Ministério Público constata que área de proteção ambiental que serve de moldura para os 12 profetas de Aleijadinho sofreu ação irregular. Empresa terá de recuperar local degradado.

O Morro do Engenho – moldura natural do conjunto arquitetônico da Basílica de Bom Jesus do Matosinhos e dos 12 profetas esculpidos por Aleijadinho, em Congonhas – sofreu uma agressão da Namisa, empresa do grupo da Companhia Siderúrgica Nacional (CSN). A constatação é do Ministério Público (MP) de Minas Gerais, que após laudo técnico confirmou o abuso e notificou, ontem, a empresa. O promotor de Congonhas, Vinícius Alcântra Galvão, afirma que técnicos do MP estiveram no local por duas vezes, em 25 de setembro e 16 de outubro, e concluíram que a empresa explorou irregularmente uma área protegida. Na semana passada, o Estado de Minas publicou que duas organizações da sociedade civil de Congonhas enviaram uma representação, com diversas fotos, denunciando a exploração e pedindo investigação pelo MP.
“A empresa tem 72 horas para responder e assinar um acordo para recuperar a área degradada”, afirma o promotor. Caso a Namisa/CSN não aceite o acordo, a questão será judicializada, avisa ele. O Morro do Engenho é tombado por lei municipal desde 2007 e é fundamental para o conjunto arquitetado por Aleijadinho e tombado como Patrimônio Histórico da Humanidade.
De acordo com Galvão, a devastação no alto do morro é recente, foi provocada pela ação de alguma pessoa ou empresa e não é resultado de uma erosão ou ação da natureza. “A área tem que ser revegetada”, afirma o promotor, que destaca que tanto o morro quanto a Serra da Casa de Pedra já são tombados pelo poder público municipal e não podem ser alterados na face voltada para a cidade.

Segundo turno
Enquanto isso, se arrasta na Câmara Municipal de Congonhas desde 2008 o Projeto de Lei (PL) 027, que trata sobre os limites da exploração minerária no morro, rico em minério de ferro. No final de setembro, os vereadores aprovaram por unanimidade, em primeiro turno, o projeto que protege a serra. Porém, mesmo com o fim do mandato se aproximando eles ainda não marcaram a votação em segundo turno.
Se a votação não ocorrer este ano, a maioria dos novos vereadores deverá se inteirar antes do assunto para só depois apreciar o tema. Apenas quatro dos nove parlamentares foram reeleitos, sendo que a câmara terá 13 parlamentares no ano que vem. Ou seja, serão nove novatos. Um dos complicadores para a votação em segundo turno é uma emenda apresentada por dois parlamentares, que ampliou a área protegida pelo projeto de lei e contemplou uma propriedade já explorada pela Vale.
Porém, a principal interessada é a CSN/Namisa, que assinou um protocolo de investimento com o governo estadual para aportar R$ 11 bilhões na cidade, ampliando a retirada de minério de ferro, construir uma usina siderúrgica, duas usinas de pelotização e um condomínio industrial. O protocolo, que tem prazo de cinco anos, vence no fim deste ano. Além de ser moldura natural dos profetas no adro da Basílica de Bom Jesus do Matosinhos, o morro é também uma importante reserva ambiental com 29 captações de água, que respondem pela metade do abastecimento de Congonhas.
Apesar dos limites da exploração em discussão na câmara, uma decisão judicial já protege o Morro do Engenho. A CSN queria transferir a reserva ambiental legal de aproximadamente 978 hectares para duas localidades: a vizinha Belo Vale e o distrito de Alto Maranhão. Dessa maneira, a empresa teria uma alternativa, caso fosse derrotada na Câmara Municipal. Porém, uma liminar do MP impedindo essa estratégia foi deferida pela Justiça.
Se o morro for explorado na face voltada para a cidade, o MP já ameaçou pedir à Unesco que a cidade perca o título de Patrimônio da Humanidade. De acordo com o MP, a exploração do morro é considerada crime e fere o artigo 63 da Lei Federal 9.605 de 1998, e pode levar os responsáveis a reclusão de um a três anos. A CSN/Namisa, por meio de sua assessoria de imprensa, informou que só se manifestará após receber a notificação do MP, o que até ontem não tinha ocorrido. Por Daniel Camargos

Fonte:  http://www.defender.org.br/mg-promotores-confirmam-agressao-de-empresa-a-patrimonio-historico-de-congonhas/















Empresa terá 72 horas para assinar acordo de recuperação da área degradada na serra em Congonhas.

PR – Biblioteca Pública apresenta projeto para reforma do prédio histórico

O arquiteto Manoel Coelho apresentou à imprensa, nesta segunda-feira, 19 de novembro, o projeto de revitalização da Biblioteca Pública do Paraná. O encontro também contou com a presença do Secretário de Estado da Cultura, Paulino Viapiana, e do diretor da BPP, Rogério Pereira.
Responsável por projetos de outras importantes bibliotecas de Curitiba, Coelho falou sobre a reformulação do prédio da BPP, que inclui — entre outras mudanças — o fechamento das laterias do prédio e a troca de todo o mobiliário das salas. Com o novo projeto, outra importante mudança se dará no Hall Térreo da Biblioteca, que abrigará um café e um espaço maior para exposições e lançamento de livros. Além disso, o mobiliário das salas será trocado por peças modernas, com poltronas e pufes à disposição em todos os ambientes do prédio — o que vai proporcionar mais conforto ao público. A seção infantil, que já passou por uma reformulação, também terá novos equipamentos.
“Não haverá interferência na estrutura do prédio, feito pelo engenheiro Romeu Paulo da Costa, e que é exemplo maravilhoso do modernismo. No entanto, alguns espaços bastante amplos estão subvalorizados. O projeto visa também fazer um rearranjo das salas, e viabilizar acessibilidade”, diz Coelho.
O secretário de Estado da Cultura do Paraná (Seec), Paulino Viapiana, comentou que a Biblioteca Pública vem cumprindo a missão de difusão do conhecimento, por meio de diversas ações e projetos. “No entanto, chegou o momento de modernizar e atualizar tecnologicamente o prédio, o que ajudará ainda mais na promoção do conhecimento”, disse Viapiana.
Rogério Pereira, diretor da BPP, lembrou que o projeto é mais um passo para que a Biblioteca Pública do Paraná entre em sintonia com o seu tempo. “Neste ano de 2012, já fizemos a reforma das redes lógica e elétrica do prédio, que possibilitou a implementação da rede wireless. O projeto apresentado pelo arquiteto Manoel Coelho vai possibilitar que a Biblioteca seja um espaço de convivência, que dará mais conforto a todos os nossos usuários, sejam os que buscam o nosso grande acervo ou aqueles que participam de nossas atividades culturais”, afirmou Pereira.
Inaugurado em 19 de dezembro de 1954, o atual prédio da rua Cândido Lopes foi a primeira obra a ficar pronta a tempo das comemorações do Centenário da Emancipação Política do Paraná. Em 18 de dezembro de 2003, o prédio foi tombado como patrimônio cultural. “Para mim, foi muito gratificante realizar este projeto porque fui um frequentador assíduo da Biblioteca Pública do Paraná. Cheguei em Curitiba em 1960. Entrei na primeira turma de Arquitetura da Universidade Federal do Paraná, em 1962. Estou muito orgulhoso de participar dessa revitalização”, disse o arquiteto Manoel Coelho.

Fonte:  http://www.defender.org.br/pr-biblioteca-publica-apresenta-projeto-para-reforma-do-predio-historico/































Imagens: divulgação

domingo, 18 de novembro de 2012

Programa Memória do Mundo da Unesco

A ministra da Cultura, Marta Suplicy, assinou a Portaria nº 134, reconhecendo a inscrição de 10 acervos documentais no Registro Nacional do Brasil do Programa Memória do Mundo da Unesco (MOWBrasil).  O documento  foi publicado no Diário Oficial da União desta quinta-feira, 18 de outubro (seção 1, página 10).
Inscritos como patrimônio documental nacional, os acervos foram aprovados pelo Comitê Nacional do Brasil, durante reunião ocorrida em setembro, no Arquivo Nacional, no Rio de Janeiro. A cerimônia de diplomação acontecerá no dia 4 de dezembro, também no Rio.
Dentre os acervos documentais está o Atlas e Mapa do cartógrafo italiano Miguel Antônio Ciera, de 1758, que faz parte da Divisão de Cartografia da Fundação Biblioteca Nacional (FBN), vinculada ao Ministério da Cultura.
A serviço da Coroa portuguesa para trabalhar na demarcação topográfica dos territórios da América do Sul, Ciera delineou a região sul do Brasil e suas fronteiras, traçando a geografia do Rio Paraguai até a foz do Rio Jauru, além de outras descrições. Única em todo o mundo, a peça contém 35 folhas desenhadas a lápis e tinta ferrogálica e coloridas a aquarela.
O Arquivo Herbert de Souza (1952-2003), a Coleção Carlos Gomes do Museu Imperial (1855-1942), a Coleção de Livros do Tombo do Mosteiro de São Bento da Bahia (1543-1818) e o Fundo Câmara Municipal de Ouro Preto (1711-1889) também integram a lista dos acervos reconhecidos. Veja a lista completa.
O Comitê Nacional do Brasil do Programa Memória do Mundo da Unesco foi criado pelo Ministério da Cultura em setembro de 2004. Em 2012, após inscrições abertas até o mês de julho por meio de edital, o comitê acolheu 36 candidaturas de entidades públicas e privadas, além de propostas de pessoas físicas com posse de documentos que possuem um valor inquestionável para a memória coletiva da sociedade brasileira. Desse total, 10 foram as escolhidas pelo comitê.
O Programa Memória do Mundo da Unesco reconhece patrimônios documentais de significância internacional, regional e nacional, mantém o seu registro e lhes confere um certificado.
De acordo com o Arquivo Nacional, o programa tem por objetivo identificar documentos ou conjuntos documentais considerados em situação de risco que tenham valor de patrimônio documental da humanidade.
Na edição 2012, puderam se candidatar documentos textuais (manuscritos ou impressos), audiovisuais (vídeos, filmes e registro sonoro), iconográficos (fotografia, gravura e desenho) ou cartográficos (em suporte convencional ou digital).
(Texto: Pablo Rodrigo, Ascom/MinC)
(Imagens: Divulgação)

Fonte: http://www.cultura.gov.br/site/2012/10/18/programa-memoria-do-mundo-da-unesco/ 

 



















Programa Memória do Mundo da Unesco - uma parte do mapa do cartógrafo Miguel Antônio Ciera, de 1758

sexta-feira, 16 de novembro de 2012

Projeto de Preservação de Acervo tem início no Arquivo Histórico de São João del-Rey

Á pedido do Sr. Glayson Nunes, Chefe de Gabinete/Assessor de Comunicação da Superintendência do Iphan em Minas Gerais, Divulgo abaixo informações sobre o fechamento do Arquivo Histórico de SJDR por 180 dias.

Dando sequência a valorização dos acervos documentais a Superintendência do Iphan em Minas Gerais, após inauguração das novas instalações do prédio do Arquivo Histórico de São João del-Rei, em 13 de fevereiro de 2012, dará mais um passo para a preservação desse rico legado cultural.

Após a finalização do processo licitatório, terá inicio o “Projeto Preservação do Acervo Documental de São João del-Rey – Iphan/Minas Gerais”, no dia 19 do mês de novembro deste exercício, compreendendo as atividades de desinfestação, higienização, acondicionamento e restauração de todo o acervo documental, com prazo previsto para execução de 180 (cento e oitenta) dias. O valor global deste projeto é de R$ 402.000,00 (quatrocentos e dois mil reais).

Esta ação faz parte de uma política que vem sendo desenvolvida pelo Iphan-MG, cujo objetivo é não só a valorização desse vasto acervo documental, como também sua acessibilidade e apropriação por parte não só do pesquisador especializado, mas do cidadão comum, que procura nos arquivos e nos espaços da memória, o espaço para a prática de cidadania.

Portanto, trata-se de uma ação de fundamental importância para que o arquivo como já vem sendo feito, seja uma das principais referências no campo da pesquisa genealógica, histórica, geográfica, antropológica, econômica, religiosa e cultural, não só para a região da antiga comarca do Rio das Mortes, como também de todas as Minas Gerais. Vários trabalhos já foram realizados a partir das fontes documentais do referido arquivo.

Nosso objetivo maior é a manutenção da integridade física da documentação para posteriormente a realização do processamento técnico do acervo que permitirá maior agilidade do atendimento. Temos certeza de que com isso, estaremos mais uma vez reafirmando nosso papel, não só institucional, como constitucional, onde o objetivo maior é o atendimento do cidadão com respeito e qualidade.

Contaremos mais uma vez com a compreensão e colaboração dos nossos consulentes, pesquisadores e público, uma vez que teremos que manter nosso Arquivo fechado para tal procedimento.

Histórico

O Arquivo Histórico de São João del-Rey do Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional foi formado em 1956, quando o presidente do Tribunal de Justiça de Minas Gerais passou à responsabilidade ao antigo DPHAN a guarda da documentação cartorária que teve trânsito na antiga comarca do Rio das Mortes.
A história de Minas Gerais passa pela documentação cartorária, eleitoral, coletoria estadual e uma coleção de jornais e revistas datadas do final do século e princípio do século XX.
São mais de 115 títulos de séries documentais cujas datas limites são: 1709-1986. São processos de inventários, testamentos, processos crimes, sesmarias livros de notas, jornais entre muitos outros.
Uma leitura detalhada dessa documentação, não só nos permite recompor e conhecer as lideranças sociais da antiga capitania mineira, como também um resgate do processo de escravidão nas Minas Gerais. Fontes diversificadas com gamas de informações variadas com capacidade de contextualização de conjuntura econômica, social, política e religiosa.
  
  






Arquivo Histórico de São João del-Rei

Conservar para não restaurar

Denúncia de possível erro na restauração do quadro “A Primeira Missa no Brasil” realça a fragilidade das políticas de preservação de bens culturais no país

Gabriela Nogueira Cunha

A esta altura do campeonato, a história de Cecilia Giménez, que mobilizou as redes sociais no início de agosto, já esfriou. Mas o caso da espanhola de 80 anos que, cheia de boa vontade, mas com propensão para o desastre, “restaurou” uma imagem de Jesus Cristo pintada no século XIX, serve de alerta sobre a importância deste delicado ofício. Embora a lambança promovida pela amadora senhorinha de Borja seja inigualável, o Brasil também tem histórias mal contadas de restaurações. Uma delas envolve um quadro famosíssimo, abrigado em um dos principais museus do país. Só que aqui a polêmica é velada.
A obra em questão é nada menos que “A Primeira Missa no Brasil”, de Victor Meirelles de Lima (1832-1903), pintada entre 1859 e 1860 na França. Considerada a primeira pintura histórica produzida por um brasileiro, retrata a missa que Pedro Álvares Cabral mandou rezar para marcar simbolicamente a posse de Vera Cruz pela Coroa portuguesa, assim como a implantação da fé católica no novo domínio, em 1500. Com 2,68 por 3,56 metros, o quadro dificilmente passa despercebido por quem visita a Galeria de Arte Brasileira do Século XIX do Museu Nacional de Belas Artes (MNBA), no Rio de Janeiro. 
O que olhares leigos não captam são os possíveis acidentes de percurso resultantes da última restauração da tela, bancada pelo BNDES em 2006. Após a intervenção, duas faixas de cor neutra, nas laterais, passaram a dividir espaço com os elementos épicos da pintura.
A denúncia foi feita pelo crítico e historiador da arte Carlos Roberto Maciel Levy e endossada pelo restaurador Cláudio Valério Teixeira, atual secretário de Cultura de Niterói (RJ), que na década de 1980 coordenou a restauração de duas das mais importantes telas do acervo do próprio MNBA: “Batalha dos Guararapes” (1879), também de Victor Meirelles, e “Batalha do Avaí” (1872), de Pedro Américo. Em entrevista à Revista de História, Levy contou que na cerimônia de reinauguração do Museu Nacional de Belas Artes, há seis anos, percebeu os novos elementos no quadro, nunca vistos antes. “Quando entrei na sala em que estava a pintura, acompanhado do professor Cláudio Valério Teixeira, reconheci de imediato a moldura original. Ora, eu estava com o maior restaurador de obras de arte do Brasil! Cutuquei o Cláudio, e ele, que já é meio pálido, olhou para a pintura e ficou mais pálido ainda. Não sou restaurador e não vou dar opiniões categóricas, mas naquele momento eu tive a nítida impressão de que a tela havia sofrido um acidente de restauração”.

Fonte:  http://www.revistadehistoria.com.br/secao/artigos-revista/conservar-para-nao-restaurar