quarta-feira, 29 de outubro de 2014

São Paulo lança projeto para revitalizar chafarizes históricos


A PREVISÃO É REVITALIZAR 18 CHAFARIZES, QUE UTILIZARÃO APENAS A ÁGUA DAS CHUVAS


A Prefeitura de São Paulo lançou um projeto para revitalizar 27 fontes históricas, situadas em diversas regiões da cidade. Tradicionais pontos de encontro dos paulistanos até meados do século 20, os chafarizes serão reformados com apoio de empresas privadas, enquanto os serviços regulares de manutenção e limpeza ficarão a cargo da administração municipal.
Monumento mais antigo de São Paulo, o Obelisco do Largo da Memória já foi parcialmente reparado para a comemoração de seu aniversário de 200 anos. Ao longo dos próximos 24 meses, a Prefeitura prometeu restaurar os azulejos, reparar a iluminação e integrar a obra à estação do metrô Anhangabaú.
Uma vez religadas, as fontes utilizarão apenas água pluvial, que serão armazenadas por meio de cisternas adjacentes a fim de evitar desperdícios frente à atual crise hídrica.
A revitalização das fontes contará com ações paralelas de cunho educativo e cultural sobre a conservação de patrimônios.
Para acelerar as obras e reduzir os gastos públicos, parcerias com universiadades e a iniciativa privada serão incentivadas.

terça-feira, 28 de outubro de 2014

Obra no Museu das Bandeiras é concluída pelo Iphan

Na próxima quarta-feira, 29 de outubro, o Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan) entrega ao Instituto Brasileiro de Museus (IBRAM) a conclusão da obra de conservação do Museu das Bandeiras, localizado na Cidade de Goiás. Os trabalhos foram realizados pela empresa Marson Engenharia, contratada pelo valor de R$ 798.750,92, e tiveram a duração de nove meses.
Antes de o Museu das Bandeiras ser reaberto à visitação do público, no entanto, o IBRAM cuidará ainda de sua revisão expográfica. Já o Iphan foi o responsável por sanar problemas diagnosticados no edifício, garantindo a continuidade de seu uso como museu e as adequadas condições para a guarda do acervo e atendimento ao público. Entre os serviços realizados estão a execução de ações emergenciais (cobertura e drenagem), essenciais (estabilização e revisão estrutural, revisão das instalações, adequação das instalações de detecção e combate ao incêndio, substituição de reboco e repintura) e, ainda, serviços estratégicos como a elaboração de projetos executivos de restauração.
O Museu das Bandeiras é localizado no Largo do Chafariz, na Praça Brasil Ramos Caiado, na Cidade de Goiás, no edifício que antes sediava a Casa de Câmara e Cadeia local. A tipologia desse tipo de construção é normalmente semelhante, com dois pavimentos (sendo o inferior para a cadeia e o superior para a câmara) e torre central para o sino. O projeto do exemplar vilaboense foi mandado pela corte portuguesa especialmente para esse fim, e é considerado um dos mais imponentes do Estado.
Construída em 1766, a Casa de Câmara e Cadeia é símbolo da formação do núcleo urbano na antiga Vila Boa de Goyaz e foi tombada pelo Iphan ainda em 1951, como exemplo da arquitetura civil portuguesa. Três anos depois, foi instalado ali o Museu das Bandeiras e, em 2009, com a criação do IBRAM, o edifício passou para responsabilidade da nova autarquia. A obra de conservação é mais uma parceria dos dois institutos, assim como ocorre com a obra que se iniciará no próximo mês no Museu de Arte Sacra, também situado na antiga capital goiana.
Outras informações:
IPHAN em Goiás
Telefones: (62) 3224-6402/3224-1310 
Assessoria de Comunicação: Déborah Gouthier 
Fonte: Ascom-IphanGO

http://portal.iphan.gov.br/portal/montarDetalheConteudo.do?id=18668&sigla=Noticia&retorno=detalheNoticia


















Em parceria com o IBRAM, foram realizados serviços de conservação na antiga Casa de Câmara e Cadeia, da Cidade de Goiás

Prédio histórico dos Correios em Porto Alegre completa cem anos

Os Correios comemoram o centenário do seu prédio histórico no centro da capital gaúcha na quinta-feira(30). A comemoração inicia-se às 15h, no Espaço Cultural Correios (ECC), com o lançamento de selos personalizados e de um carimbo comemorativo que homenageiam os cem anos do prédio histórico.
A construção foi projetada pelo arquiteto alemão Theo Wiederspahn, que também foi responsável pelos prédios do Hotel Majestic, atual Casa de Cultura Mário Quintana, e do Edifício Ely, onde hoje está instalada a Loja Tumelero, em Porto Alegre. Filatelistas, familiares do arquiteto Theo Wiederspahn, o patrono da edição deste ano da Feira do Livro de Porto Alegre, Airton Ortiz, e o presidente da Câmara Rio-Grandense do Livro, Marco Cena, estão entre os convidados para participar da obliteração dos selos. O evento segue com as palestras do historiador Paulo Roberto Renner e do arquiteto e professor da UFRGS Cláudio Calovi Pereira.
Inaugurado em 21 de abril de 1914, o prédio dos Correios em Porto Alegre teve projeto influenciado pela arquitetura alemã do início do século passado, marcada pela tendência às formas barrocas. A construção abrigou diversas unidades da empresa, entre elas um Centro de Distribuição e a Agência Filatélica. Atualmente, o prédio é sede do Memorial do Rio Grande do Sul e também do Espaço Cultural Correios. Outras informações podem ser obtidas pelo mail espacocultural-rs@correios.com.br .
* Com informações da assessoria dos Correios








Programação especial para comemorar o aniversário do prédio| Foto: Ramiro Furquim/Sul21

terça-feira, 21 de outubro de 2014

sábado, 18 de outubro de 2014

Ilha das Flores: antiga hospedaria de imigrantes em São Gonçalo é aberta a visitas

Pessoas de todos os cantos do mundo passaram pelo espaço entre o fim do século XIX e o ano de 1966

POR 
SÃO GONÇALO - Desconhecido por boa parte dos moradores da região, um dos marcos da história da imigração no Brasil está em São Gonçalo, e é aberto a visitações desde 2012. No espaço que hoje abriga a Base Naval da Ilha das Flores, às margens da BR-101, na altura do bairro Neves, funcionou a primeira hospedaria de imigrantes do país.
— A hospedaria fazia parte de uma política pública para a imigração. Era um dispositivo para dar suporte aos estrangeiros de baixa renda que chegavam ao país. Todo passageiro de terceira classe dos navios que aportavam no Rio de Janeiro era obrigado a passar pela ilha, onde recebia abrigo, tratamento médico e orientações para conseguir um emprego — explica o historiador Thiago Rodrigues Nascimento, do Centro de Memória da Imigração da Ilha das Flores.
Segundo ele, a escolha do local foi estratégica. A ideia principal era que a hospedaria fosse afastada do centro urbano, mas nem tanto:
— O estrangeiro não tinha contato com a população. O objetivo era protegê-lo, já que o Rio era infestada de doenças na época.
Pessoas de todos os cantos do mundo passaram pelo espaço entre o fim do século XIX e o ano de 1966, quando ela foi extinta. No entanto, é possível definir perfis predominantes em cada período. No início, a maioria era de colonos vindos de Alemanha, Portugal e Itália. Já no pós-guerra, o perfil predominante é de refugiados do Leste Europeu.
Uma das pessoas que passou por lá foi Elke Maravilha. Em 1951, quando tinha 6 anos, ela desembarcou com a família no Rio e passou dias na hospedaria antes de se fixar na cidade de Itabira (MG):
— Viemos para o Brasil porque papai era refugiado político da Rússia. Eu era muito pequena... Não tenho lembranças dos dias na hospedaria.
O nome Ilha das Flores pode soar estranho nos dias de hoje, já que é possível visitá-la de carro ou a pé sem precisar de passar por qualquer ponte. Isso acontece porque durante a construção da BR-101, houve um aterramento ligando o território ao continente.
As visitas devem ser agendadas pelo site da hospedaria.


















Preservado . Antigos alojamentos ainda guardam arquitetura original - Felipe Hanower / felipe hanower

quinta-feira, 16 de outubro de 2014

Fortes da época da Guerra do Paraguai são tombados em MS

Estruturas militares ficam localizadas na região do Pantanal do estado. Medida administrativa tem o objetivo de preservar as estruturas históricas.

Na região do Pantanal de Mato Grosso do Sul, dois fortes erguidos na época da Guerra do Paraguai, que mantêm até hoje a arquitetura original, foram tombados pelo Patrimônio Histórico e agora são protegidos por lei.
O Forte Junqueira, na margem direita do rio, ainda dez intactos os dez canhões instalados para fazer a defesa da região. A estrutura é uma das cinco fortificações erguidas após o conflito por que os militares consideravam a região  desprotegida e suscetível a novas invasões.
Também foi considerado patrimônio nacional a Base Naval em Ladário. Trata-se do único complexo da Marinha em Mato Grosso do Sul. O portal que dá acesso à base mantém o mesmo formato desde mil oitocentos e setenta e três, assim como os 15 canhões, intactos, localizados na muralha da edificação na mesma posição da época em que foram instalados.
O tombamento, realizado pelo Instituto de Patrimônio Histórico e Artístico Nacional, é um ato administrativo para preservar bens de valor histórico, cultural, arquitetônico, ambiental e também afetivo da população, impedindo assim a destruição ou descaracterização das estruturas.







Fonte: do site

domingo, 12 de outubro de 2014

Chegada de locomotiva histórica é recepcionada com fogos

A chegada da Catita nº 3 ao Rio Grande do Norte, no início da tarde deste sábado (11), foi saudada por uma queima de fogos discreta e um público não muito grande, mas bastante interessado em sua história. 

Uma dos primeiras locomotivas a vapor a cruzar o solo potiguar e a única que sobrou para contar a história das estradas de ferro que rasgaram o Estado na virada do século 19 para o 20, a Catita nº 3 estava encostada há 39 anos no Museu do Trem em Recife, sem receber os devidos cuidados, e retornou ao RN após uma luta encampada há 11 anos pelo Instituto dos Amigos do Patrimônio Histórico e Artístico Cultural e da Cidadania (IAPHACC).

Para recepcionar a locomotiva, o presidente do IAPHACC, Ricardo da Silva Tersuliano, convidou o Clube de Carros Antigos de Natal, o Jipe Clube do RN, representantes da Federação dos Motociclistas do RN e ferroviários, que se concentram a partir das 13h na frente da Igreja Católica de Parnamirim, na Avenida Castor Vieira Regis, e seguiam em carreata, saindo às 15h, pelas principais vias de Natal até as Rocas.
 
Na verdade, segundo Tersuliano, a locomotiva chegou em Natal ainda ontem (10) a noite e ficou guardada na garagem do Grupo Duarte, que além de ceder gratuitamente a carreta para o transporte, também fez a higienização da Catita nº 3. "O empresário Alexandre Duarte foi muito sensível a essa causa", registrou o presidente do IAPHACC.

Para o presidente do Clube dos Carros Antigos, Eriberto Gomes, o retono da locomotiva é tão importante que ele e parte dos membros do clube deixaram de participar do Encontro Norte-Nordeste de Carros Antigos, em Gravatá, para receber a Catita nº 3. "Esse é um acontecimento importantíssimo para Natal, cidade carente de história e de museus".      

A devolução da Catita nº 3 foi determinada pelo juiz federal Janílson Bezerra de Siqueira no último dia 11 de setembro. A locomotiva será restaurada para figurar como atração principal do Museu Ferroviário, nas Rocas, cuja inauguração está prevista para maio de 2015.

O nome do museu, Manoel Tomé de Souza, é uma homenagem ao mecânico que salvou a pequena locomotiva de virar sucata no final da década de 1950, quando a Rede Ferroviária Federal (RFFSA) resolveu substituir todas as locomotivas a vapor por máquinas a diesel.

Fabricada na Inglaterra em 1902, a Catita nº 3 chegou ao RN em 1906. Em 1916 fez a travessia inaugural na antiga ponte de ferro sobre o rio Potengi, puxando a velocidade média de 15km/h a composição que conduzia figuras importantes do cenário local, como o então governador Joaquim Ferreira Chaves, Januário Cicco, Henrique Castriciano e Juvenal Lamartine. Ainda participou da inauguração da ponte de Igapó, em 1970, antes de se aposentar definitivamente em 1975, quando seguiu para 
Pernambuco. 

“A central regional da RFFSA era no Recife, e quando viram a Catita funcionando ficaram loucos com aquela preciosidade e mandaram buscar”, disse Ricardo da Silva Tersuliano, presidente do IAPHACC. 

A locomotiva ficará sob a guarda da entidade civil em parceria com o IFRN-Cidade Alta, que está à frente da reforma da antiga oficina de trens nas Rocas, a rotunda, que irá abrigar o Museu Ferroviário.


Fonte: http://tribunadonorte.com.br/noticia/chegada-de-locomotiva-hista-rica-a-recepcionada-com-fogos/295739


















Locomotiva histórica foi uma das primeiras a cruzar o solo potiguar
Adriano Abreu

sábado, 11 de outubro de 2014

Centro Cultural de Aracaju será inaugurado no dia 20

A cultura sergipana vai ganhar mais um espaço: o novo Centro Cultural de Aracaju, que será inaugurado no próximo dia 20 de outubro, a partir das 17h. O projeto, desenvolvido pela Prefeitura Municipal de Aracaju, através da Secretaria Municipal do Planejamento, Orçamento e Gestão (Seplog), conta com administração e planejamento cultural da Fundação Cultural Cidade de Aracaju (Funcaju).
O Centro irá ocupar o antigo prédio da Alfândega, localizado na Praça General Valadão, Centro de Aracaju. O imóvel foi erguido na segunda metade do século XIX, passando por reformas somente em meados do século seguinte, para então sediar a Receita Federal. Tombado por meio do decreto estadual nº 21.765, de 9 de abril de 2003, o estabelecimento foi transferido da União para a Prefeitura dois anos depois.
Para abrigar o Centro, o espaço passou por uma grande restauração baseada em um levantamento histórico prévio sobre arquitetura original do prédio, que respeitou a fidelidade estética, histórica e artística da construção original. O volume de recursos investidos no local foi na ordem de R$ 3.700.278 milhões, sendo R$ 3.360.278 com recursos do BID e o restante, contrapartida da PMA.
Agora, todo restaurado, o casarão passa a abrigar salas de oficinas, memoriais, teatro, sala de exposições, cine clube, entre outras ocupações. “É por isso que chamamos de Centro Cultural, pois esse espaço vai oferecer uma grande diversidade de atividades artísticas e culturais para a nossa cidade”, ressaltou a vice-presidente da Funcaju e coordenadora de cultura do Centro, Aglaé Fontes.
Uma das opções que o Centro oferece ao público é a Biblioteca Escritor Mário Cabral, que tem como acervo principal títulos de autores sergipanos. O Centro conta ainda com uma sala de Cultura Popular, com o Museu Prefeito Viana de Assis e passa a ser sede do Núcleo de Produção Digital Orlando Vieira (NPDOV).
Na inauguração, o público poderá assistir a quatro apresentações: do Grupo de Chorinho da Escola de Arte Valdice Teles; Grupo Renantique; Orquestra Sanfônica de Aracaju; e do Grupo de Teatro Mamulengo de Cheiroso. Outra atração que o publico poderá visitar é a Exposição de Arte: Espaço e Forma, que reúne nove esculturas e 21 telas de artistas sergipanos renomados como Álvaro Santos, Eurico Luiz, Antônio Maia, Jordão Oliveira, entre outros, que marcaram época.
Fonte: Ascom Funcaju












Fonte: Ascom