sábado, 16 de novembro de 2013

Tombamento do Centro Histórico de Oliveira desagrada comerciantes

A cidade de Oliveira tem 152 anos, sendo um dos municípios mais antigos do Centro-Oeste do estado. Uma das características é a presença de muitos casarões antigos. Recentemente eles foram tombados defitivamente pelo Conselho Estadual de Patrimônio de Minas Gerais (Conep), com base nos estudos do Instituto Estadual do Patrimônio Histórico e Artístico de Minas Gerais (Iepha). Apesar disso, a Associação de Moradores pretende pedir a revisão da decisão de tombamento na Justiça. O município também tentou impugnar a iniciativa, mas a Procuradoria Jurídica concluiu que o processo de Tombamento do Centro Histórico de Oliveira obedeceu aos requisitos técnicos e legais necessários.
A área do centro histórico da cidade de Oliveira, referente ao primeiro arraial gerador da atual cidade, foi tombada por deter um significativo patrimônio material que descreve a trajetória da dinâmica econômico-social vivida pela sociedade local, com abrangência regional. Os casarões representam fielmente uma época, a da colonização mineira. As construções são dos séculos XVIII e XIX . Uma verdadeira riqueza arquitetônica, conforme a diretora de Patrimônio de Oliveira, Rosemary Amaral. "O que diferencia o nosso patrimônio é justamente a presença desses palacetes, hoje a cidade é conhecida como cidade dos palacetes", explicou.
E o tombamento foi realizado justamente para preservar esses casarões. Agora, a área protegida fica sujeita às leis de proteção ao patrimônio, mas a decisão gerou polêmica porque moradores e comerciantes estão descontentes com a extensão da área e a forma como o processo foi comunicado. Eles alegam que dentro da área protegida existem moradias comuns, ou seja, em torno de 200 imóveis sem valor histórico que ficaram impossibilitados de passar por reformas ou obras sem autorização do Iepha. "Eu teria que ter sido informada disso, nunca fui informada de nada, nem pelo Iepha, nem pela Prefeitura, por ninguém, simplesmente tomaram essa decisão arbitrária", desabafou a empresária Ana Elisa Reis.
Na região tombada, dois casarões já foram derrubados e alguns estão em risco de desabamento. O local conhecido como "Casarão da Figuinha" é um deles, como lamentou o proprietário José Maria Ribeiro, que é produtor rural. "Não tenho condições financeiras de realizar a restauração e eles ficam pressionando o que a gente tem que fazer", declarou. 
Um complicador, de acordo com os moradores, é que mesmo em área de tombamento os imóveis não vão receber recursos para restauração, isso demandaria outro procedimento burocrático. "O que se pode é depois, por meio de projetos, buscar recursos. Outra alternativa é junto ao governo do estado, ou algum senador ou deputado. Não é tão fácil", explicou Rosemary Amaral.
Uma associação de moradores foi criada e pretende reivindicar os direitos dos proprietários. "Tem que rever essa área, entrar na Justiça. É muito prejuízo para a cidade", declarou a diretora da Associação de Moradores, Clarissa Ribeiro Rodrigues.
A Rua Mário Campos está a quatro quarteirões do centro histórico e ficou no trecho considerado entorno e também protegido. Por este motivo, se um morador quiser ampliar ou construir vai precisar pedir autorização ao Iepha. Fato que tem deixado parte dos moradores insatisfeitos. "Tinha que ter sido melhor estudado, de forma que agradasse a todos", declarou o comerciante Tadeu Valadão.
O presidente da Associação Comercial, Luiz Henrique de Castro, informou que a medida vai gerar prejuízos econômicos e que empresários desistiram de investir na cidade. "Tinha uma obra de um edifício de oito andares que agora está paralisada e outros empreendedores que ficaram sabendo e desistiram de investir e colocaram lotes à venda", comentou.
O secretário de Cultura de Oliveira, Cássio Silva, considerou extensa a área do entorno. "A população da cidade não concorda com o trecho, a atual administração encaminhou recurso em busca de um novo diálogo, não do tombamento em si, mas da área do entorno de preservação", esclareceu.
O G1 entrou em contato com o assessor de imprensa do Iepha, Leandro Pedrosa, que informou que o processo de tombamento começou em 2012 e foi concluído no dia 31 de outubro de 2013. Segundo ele, muita coisa que tem sido dita não procede e o Iepha agiu dentro da legalidade e dos trâmites exigidos. Na página do Iepha na internet é possível conferir na íntegra informações sobre o tombamento definitivo.

Fonte: http://g1.globo.com/mg/centro-oeste/noticia/2013/11/tombamento-do-centro-historico-de-oliveira-desagrada-comerciantes.html 
















Casarões são patrimônio tombado na cidade (Foto: Reprodução/TV Integração)
















Casarões remetem à período histórico (Foto: Reprodução/TV Integração)
















Paisagem da cidade é rica pela arquitetura (Foto: Reprodução/TV Integração)

Prédio histórico de 200 anos corre o risco de desabar em Atibaia, SP

Com a chegada do período de chuvas, uma parte da história de Atibaia(SP) corre o risco de desaparecer. Isso porque o centro cultural Solar do Coronel Manoel Jorge Ferraz, mais conhecido como Casarão Júlia Ferraz, pode desabar caso não receba obras emergenciais. O projeto que pode garantir uma reforma na estrutura é alvo de um impasse entre prefeitura e Câmara.
Atualmente o prédio, que é tombado desde 1975 pelo Conselho de Defesa do Patrimônio Histórico, Arqueológico, Artístico e Turístico (Condephaat), tem fendas no teto e a estrutura das paredes está sendo sustentada por madeiras. O imóvel, que segundo historiadores tem mais de 200 anos, está fechado desde 2011 devido ao comprometimento da estrutura. O órgão atestou no último dia 4 o risco parcial de desabamento da estrutura, que foi declarada em estado de emergência.
Um projeto de lei que garante a revitalização do espaço, que é particular, aguarda desde outubro para ser votado pela Câmara de Atibaia. A demora para que o projeto seja aprovado tem preocupado a Associação dos Proprietários e Amigos do Solar.
"Pedimos desde fevereiro para tentar auxiliar no restauro. Existe um projeto de lei para a reforma que não acontece. O prédio está em risco porque toda a parede é feita de taipa (barro). Com a chuva, se não for feita a estabilização dela, vai desabar", explica Rosana Bastos Ferraz, presidente da associação.
O casarão começou a apresentar problemas estruturais em 2009 devido a obras realizadas na Praça da Matriz, que fica ao lado do prédio. "Os problemas começaram no mesmo período das mudanças na praça. Não tiveram cuidado ao fazer as obras tão perto de um prédio que é tombado", avalia a presidente.
​O imóvel  era usado para atividades comunitárias antes de ser fechado devido aos riscos. De acordo com historiadores, o solar foi construído em 1776 e foi moradia de políticos do Partido Liberal no século 19. O prédio é considerado ponto turístico da cidade.

Queda de braço
De acordo com o presidente da comissão de finanças da Câmara, Jorge de Jesus Silva (PSL), o projeto está sob análise, mas a prefeitura deve ser notificada porque o texto não apresenta valores ou origem do dinheiro.
"O prefeito enviou um projeto no qual simplesmente não consta o valor que vai ser gasto e nem de onde sairia o dinheiro. É uma preocupação de todos nós, mas não podemos aprovar um projeto que não tem valor", disse o vereador, que pretende enviar um ofício à prefeitura ainda nesta segunda (11).
O chefe de gabinete da Prefeitura de Atibaia, Luiz Benedito Roberto Torricelli, justifica a falta de valor no projeto. "Não temos o valor porque é preciso que a Câmara aprove primeiro, para que contratemos uma empresa e, aí sim, vamos saber o valor. Vai estar disponível para a Câmara".
De acordo com ele, o projeto não prevê uma data para início das obras  emergenciais de escoramento. "Mas como o Condephaat declarou como estado emergencial, temos a intenção de começar o mais breve possível. Só que para isso, dependemos da Câmara", explica Torricelli.
Informalmente ele estima que a obra possa custar cerca de R$ 250 mil, porém, é um valor que pode ser alterado e por isso não consta no projeto. Ainda segundo o chefe de gabinete, uma alternativa que a prefeitura cogita é que a obra no imóvel seja realizada pelo Estado. Após as obras emergenciais, há a intenção de restauro no imóvel, para que o local possa voltar a funcionar como centro cultural.

Condephaat
O Condephaat informou que a vistoria técnica que atestou que o patrimônio está em estado de emergência é requisito legal para que a Secretaria da Cultura de São Paulo realize intervenções no local. Segundo o órgão, a assessoria de obras da pasta vai providenciar a contratação do serviço de escoramento, que deve ser feito em 20 dias.
O Condephaat destacou ainda, por meio de nota, que apesar disso, a conservação, manutenção e restauro do prédio é de responsabilidade primária dos proprietários e o órgão orienta, elabora e aprova os projetos de restauro, de forma a assegurar que as intervenções sejam realizadas sem descaracterizar o patrimônio.
(*) Colaborou Suellen Fernandes

Fonte: http://g1.globo.com/sp/vale-do-paraiba-regiao/noticia/2013/11/predio-historico-de-200-anos-corre-o-risco-de-desabar-em-atibaia-sp.html 

















Fachada do casarão Júlia Ferraz, em Atibaia: interdição foi feita em 2011 devido à estrutura apresentar riscos (Foto: Taiana Ferraz/Arquivo Pessoal)
















Estrutura das paredes são seguradas por madeiras.(Foto: Taiana Ferraz/ Arquivo Pessoal)

Romanos usavam redes sociais há dois mil anos, diz livro

Ao tuitar ou comentar embaixo do post de um de seus vários amigos no Facebook, você provavelmente se sente privilegiado por viver em um tempo na História em que é possível alcançar de forma imediata uma vasta rede de contatos por meio de um simples clique no botão 'enviar'.
Você talvez também reflita sobre como as gerações passadas puderam viver sem mídias sociais, desprovidas da capacidade de verem e serem vistas, de receber, gerar e interagir com uma imensa carga de informações.
Mas o que você talvez não sabia, é que os seres humanos usam ferramentas de interação social há mais de dois mil anos. É o que afirma Tom Standage, autor do livro "Writing on the Wall - Social Media, The first 2.000 Years" (Escrevendo no Mural - Mídias Sociais, Os primeiros 2 mil anos, em tradução livre).
Na obra, Standage, que é editor de conteúdo do site da revista britânica The Economist, afirma que redes sociais como o Facebook, Twitter e Tumblr podem ser as últimas encarnações de uma prática que começou por volta do ano 51 a.C, na Roma Antiga.
Segundo Standage, Marco Túlio Cícero, filósofo e político romano, teria sido, junto com outros membros da elite romana, precursor do uso de redes sociais.
O autor relata como Cícero usava um escravo, que posteriormente tornou-se seu escriba, para redigir mensagens em rolos de papiro que eram enviados a uma espécie de rede de contatos.
Estas pessoas, por sua vez, copiavam seu texto, acrescentavam seus próprios comentários e repassavam adiante.
'Hoje temos computadores e banda larga, mas os romanos tinham escravos e escribas que transmitiam suas mensagens', disse Standage à BBC Brasil.
'Membros da elite romana escreviam entre si constantemente, comentando sobre as últimas movimentações políticas e expressando opiniões'.

iPad romano
Além do papiro, outra plataforma comumente utilizada pelos romanos era uma tábua de cera do tamanho e da forma de um tablet moderno, em que escreviam recados, perguntas ou transmitiam os principais pontos da acta diurna, um 'jornal' exposto diariamente no Fórum de Roma contendo um resumo de debates políticos, anúncios de feriados, de nascimentos e de óbitos, e outras informações oficiais.
Essa tábua, o 'iPad da Roma Antiga', era levado por um mensageiro até o destinatário, que respondia embaixo da mensagem.
'Esse sistema é provavelmente o antepassado mais antigo do torpedo de celular', compara o autor.
Outra curiosidade relatada no livro é que o hábito de abreviar palavras e expressões, amplamente usado nos dias de hoje, também era comum entre os romanos.
Entre as expressões mais correntes estavam 'SPD', que significa 'Envia muitos cumprimentos' e S.V.B.E.E.V: 'Se você está bem, que bom. Eu estou bem'.
'Escrevendo no Mural' descreve a evolução das mídias sociais ao longo da História e mostram o grande impacto da criação do papel e da invenção do processo de impressão sobre a comunicação social.
'Na corte de Ana Bolena (uma das mulheres do rei da Inglaterra Henrique VIII), o manuscrito de Devonshire era um Facebook do século XVI, permitindo aos cortesãos se comunicarem por meio de poesias e fofocas nas páginas que circulavam pelos corredores do palácio', diz o autor.
Standage conta como os panfletos do teólogo alemão Martinho Lutero, que desencadearam a Reforma Protestante no século XVI, foram disseminados rapidamente pela Europa depois que as pessoas começaram a replicá-los e, depois, imprimi-los.
'Ele não esperava que isso fosse acontecer, que as pessoas fossem disseminar sua mensagem de que a Igreja precisava ser reformada. Foi uma disseminação social e viral', diz o autor.

Anomalia histórica
Para o Standage, o advento e a popularização da comunicação de massa no século XIX - com jornais e livros - e no século XX - cinema, rádio e TV - ofuscaram os modelos sociais de distribuição de informação que haviam prevalecido durante séculos.
'As pessoas passaram a obter informações das mídias de massa e não mais de seus amigos, em um processo de mão única, sem interação', diz o autor.
Na última década, a internet abriu caminho para o renascimento das plataformas sociais de comunicação que, para o autor, se tornaram tão eficientes que passaram a competir com as mídias de massa.
'Agora o grande desafio das grandes organizações de mídia é gerar conteúdo de mão dupla, porque já sabem que o de mão única foi uma anomalia histórica que não funciona mais'.
Para Standage, sua obra reflete que o ser humano, independentemente da época em que vive, nutre o desejo profundo de se conectar e compartilhar ideias e impressões com outras pessoas.
'Este desejo é construído nos nossos cérebros. A tecnologia vai e vem, mas a natureza humana continua a mesma'.

Fonte: http://g1.globo.com/tecnologia/noticia/2013/11/romanos-usavam-redes-sociais-ha-dois-mil-anos-diz-livro.html 



 














'Tablet de cera' usado na Roma Antiga (Foto: Museu Romano-Germânico de Colônia)

quinta-feira, 14 de novembro de 2013

Seminário de Patrimônio Ferroviário acontece no Paraná

Com o objetivo de apresentar questões conceituais que orientam a preservação do patrimônio ferroviário, em diálogo com as experiências práticas de gestores e técnicos, o Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional no Paraná (IPHAN-PR), em parceria com o Goethe-Institut de Curitiba, promove o Seminário de Patrimônio Ferroviário, que acontece de 11 a 13 de novembro, no auditório do Goethe-Institut de Curitiba.
A abertura do evento contará com a participação do Coordenador do Patrimônio Ferroviário do IPHAN, José Cavalcanti e do Superintendente do IPHAN-PR, José La Pastina. As instâncias, atores e perspectivas da preservação do Patrimônio serão abordados por Matheus Cotta, arquiteto e urbanista do IPHAN em Minas Gerais, e os Arranjos, ações e perspectivas na preservação e memória ferroviária do Rio de Janeiro pelo Superintendente no Estado, Ivo Barreto.  Haverá também palestras de pesquisadores renomados, como o historiador Eduardo Romero de Oliveira, o arquiteto Antonio Soukef Junior, o geógrafo Leonel Brizolla Monastirsky.
O Seminário aborda ainda as boas práticas de preservação do Patrimônio Ferroviário no Paraná, vai levantar demandas e elaborar propostas para o desdobramento de ações mais efetivas. O Seminário de Patrimônio Ferroviário traz uma mostra de fotos do acervo do IPHAN-PR, de autoria de Marc Ferrez e Arthur Wischral, sobre a construção da Estrada de Ferro Paranaguá-Curitiba e trabalhadores ferroviários. A exposição tem o apoio do Centro de Memória do Tribunal Regional do Trabalho do Paraná - TRT-PR.
Confira aqui o convite.
Confira aqui a programação.

Serviço:
Seminário de Patrimônio Ferroviário
Data:
11 a 13 de novembro, das 14 às 20 horas
Local: Auditório do Goethe-Institut de Curitiba (Rua Reinaldino S. de Quadros, 33)
Inscrições: oficinas.pr@iphan.gov.br
Informações: IPHAN-PR - (41) 3264-7971


Assessoria de imprensaNCA Comunicação - (41) 3333-8017
Fonte: Ascom-IPHAN/PR 

Fonte: http://portal.iphan.gov.br/portal/montarDetalheConteudo.do?id=18070&sigla=Noticia&retorno=detalheNoticia


Obras históricas são restauradas em Porto Seguro (BA)

A Superintendência do Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional, na Bahia (IPHAN-BA), entregou à comunidade de Porto Seguro cinco obras históricas restauradas, que integram o Conjunto Arquitetônico e Paisagístico da cidade. Foram cerca de R$ 850 mil aplicados na conservação e restauro das igrejas de São Sebastião do Caraíva, de Nossa Senhora da Pena, de São Benedito, e no telhado da Casa de Câmara e Cadeia. Também foram realizadas intervenções em 66 imóveis na Praça do Divino Espírito Santo.

O superintendente do IPHAN-BA, Carlos Amorim, disse que as edificações apresentam relevante valor arquitetônico do período colonial e estavam necessitando de serviços de reparo na cobertura, nos revestimentos de paredes e nas instalações elétricas. As ações fazem parte de um conjunto de medidas adotadas após extenso diagnóstico realizado ao final do ano de 2010, quando a sede da Superintendência foi deslocada para o município de Porto Seguro durante um mês. Neste período, foram adotadas ações emergenciais, propondo-se a realização de obras de conservação nos monumentos de todos os sítios, uma vez que as últimas intervenções ocorreram há mais de 10 anos. “Com estas obras, será impedida a degradação promovida pela falta de manutenção e pela ação do tempo nos edifícios”, destaca Carlos Amorim.

O superintendente acrescentou que entre as próximas ações do IPHAN em Porto Seguro, estão previstas atualização do zoneamento, fiscalização e identificação, das áreas que ainda guardam relevância do ponto de vista arquitetônico, histórico e paisagístico. Segundo ele, as ações de fiscalização e identificação devem se estender aos outros sítios existentes na região, a exemplo de Ilhéus, Itabuna e Belmonte, que possuem exemplares relevantes a serem protegidos. Também estão programadas intervenções para a restauração de outros monumentos em Arraial d'Ajuda, Trancoso e Santa Cruz de Cabrália.

Fonte: http://portal.iphan.gov.br/portal/montarDetalheConteudo.do?id=18156&sigla=Noticia&retorno=detalheNoticia




Projeto do IPHAN destaca a grandeza da obra de Aleijadinho

As celebrações dos 200 anos da morte do gênio do barroco brasileiro, Antônio Francisco Lisboa, mais conhecido como Aleijadinho, serão literalmente iluminadas. Na próxima segunda-feira, 18 de novembro às 20h, também Dia do Barroco, a cidade mineira de Congonhas do Campo inaugura projeto de iluminação cênica do conjunto de 64 esculturas em tamanho natural esculpidas pelo Mestre, entre 1796 e 1799, pintadas por Xavier Carneiro e Manoel da Costa Athayde.

O projeto, iniciado há sete anos com o Programa Monumenta do Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (IPHAN), teve investimento de cerca de R$ 2 milhões, sendo R$ 1,1 milhão empregados na restauração arquitetônica do conjunto composto pelo Santuário, Capelas dos Passos e do casario remanescente da antiga romaria no Beco dos Canudos. Também foi realizada a restauração das esculturas em cedro e requalificação urbana do entorno do Santuário. Outros R$ 871 mil foram investidos na restauração das pinturas parietais que compõem as cenas da Paixão de Cristo.

A execução da iluminação cênica das capelas tiveram investimentos da ordem de R$ 395 mil e tem por objetivo destacar as cenas em sua plenitude, permitindo uma leitura singular das expressões das figuras entalhadas em madeira, do movimento e da perfeição dos traços que evocam cenas de drama teatral. A instalação luminotécnica, que funcionará de terça-feira a domingo, até as 20h30, encerra a série de trabalhos de restauração, conservação e valorização do Conjunto Arquitetônico, Paisagístico e Escultórico do Santuário de Bom Jesus de Matosinhos.

O Santuário 

As capelas circundam o Santuário de Bom Jesus de Matosinhos, uma das obras-primas do barroco mundial, inscrito no Livro do Tombo de Belas Artes pelo IPHAN, em 1939, e reconhecido como Patrimônio da Humanidade pela UNESCO em 1985.
O Mestre Aleijadinho terminou o trabalho das esculturas em 1799, antes da construção das capelas. As três primeiras foram concluídas até 1818. A partir daí houve um intervalo de quase 50 anos sem obras, que foram retomadas em 1864, sendo a última, que guarda a cena da crucificação, concluída em 1875. Desde a sua construção em 1757, o Santuário atrai multidões por ser um lugar de peregrinação religiosa, cujo testemunho é a fabulosa coleção de ex-votos, abrigados na Sala dos Milagres.
O Santuário de Bom Jesus do Matosinho mantém seus valores intrínsecos: a Igreja do Bom Jesus; o adro com as estátuas dos profetas em pedra sabão; os passos e capelas com suas sete estações, ambos concluídos em 1805, e expressivo conjunto escultórico representativo da Paixão de Cristo.
Leia mais sobre o Santuário de Bom Jesus de Matosinhos clicando aqui.

O Mestre Aleijadinho 
Filho de Manuel Francisco Lisboa, mestre-de-obras português, com uma escrava, Antônio Francisco Lisboa nasceu em Vila Rica (hoje Ouro Preto) no ano de 1738 e faleceu aos 76 anos, em 1814. Iniciou sua vida artística ainda na infância, observando o trabalho de seu pai que também era entalhador. Começou a desenvolver uma doença gravíssima degenerativa que lhe deforma o corpo e os membros e sobretudo as mãos, causando enorme sofrimento, por volta dos 40 anos de idade e, aos poucos, foi perdendo os movimentos dos pés e mãos. Para trabalhar, pedia a um ajudante para amarrar as ferramentas em seus punhos para poder esculpir e entalhar, demonstrando um esforço fora do comum para continuar com sua arte. Mesmo com todas as limitações, continua trabalhando na construção de igrejas e altares nas cidades de Minas Gerais.
Na fase anterior a doença, suas obras são marcadas pelo equilíbrio, harmonia e serenidade. Entre elas estão a Igreja São Francisco de Assis,  Igreja Nossa Senhora das Mercês e Perdões, em Ouro Preto. Já doente, Aleijadinho passou a imprimir tom mais expressionista às suas obra, como se vê no conjunto de esculturas Os Passos da Paixão e Os Doze Profetas, da Igreja de Bom Jesus de Matosinhos, na cidade de Congonhas do Campo. O trabalho artístico esculpido em madeira e pedra-sabão, é considerado um dos mais importantes e representativos do barroco brasileiro.
A obra de Aleijadinho mistura diversos estilos do barroco, apresentando características do rococó e dos estilos clássico e gótico. Utilizava principalmente a pedra-sabão, matéria-prima brasileira, e madeira. Ele morreu pobre, doente e abandonado na cidade de Ouro Preto e foi sepultado junto do altar de Nossa Senhora da Boa Morte da Igreja Nossa Senhora da Conceição. O conjunto de sua obra só foi reconhecido como importante muitos anos depois. Hoje, o Mestre Aleijadinho é considerado o mais importante artista do barroco mineiro.

Principais obras:

Talha
 

- Retábulo da capela-mor da Igreja de São Francisco em São João del-Rei
- Retábulo da Igreja de São Francisco de Assis em Ouro Preto
- Retábulo da Igreja de Nossa Senhora do Carmo em Ouro Preto


Arquitetura 
- Projetos de fachadas de das igrejas de São Francisco e Nossa Senhora do Carmo, em Ouro Preto

Escultura 
- Conjunto de esculturas do Santuário do Bom Jesus de Matosinhos
Conheça o Museu Aleijadinho, da Paróquia Nossa Senhora da Conceição, em Ouro Preto, clicando aqui.

Confira aqui o convite

Informações para imprensa:
Assessoria de Comunicação IPHAN
comunicacao@iphan.gov.br
Adélia Soares – adelia.soares@iphan.gov.br
Mécia Menescal – mecia.menescal@iphan.gov.br
(61) 2024-5476 / 2024-5479
(61) 9381-7543


www.iphan.gov.br www.facebook.com/IphanGovBr | www.twitter.com/IphanGovBr
www.youtube.com/IphanGovBr
 
Fonte: Ascom-IPHAN 

Fonte: http://portal.iphan.gov.br/portal/montarDetalheConteudo.do?id=18155&sigla=Noticia&retorno=detalheNoticia




quarta-feira, 13 de novembro de 2013

Salve a Fazenda Columbandê

























Fonte: https://www.facebook.com/photo.php?fbid=681467188544316&set=pb.477686132255757.-2207520000.1384374836.&type=3&theater

Obras de revitalização do Cais do Porto começam hoje

As obras de revitalização do Cais do Porto de Porto Alegre, na avenida Mauá, começam oficialmente nesta terça-feira. A partir das 15h, o secretário da Casa Civil, Carlos Pestana, e o prefeito, José Fortunati, irão visitar o local de início dos trabalhos no Centro Histórico.
Projeto alvo de inúmeras avaliações nas últimas décadas, a restauração dos armazéns e a construção de áreas culturais e de estabelecimentos comerciais e de lazer finalmente começará a tomar forma. As obras serão realizadas pela empresa Procon e a perspectiva é que ao menos uma parte dos armazéns esteja concluída para a Copa do Mundo de 2014.
O contrato de arrendamento entre Governo do Estado e a empresa Porto Cais Mauá é de 25 anos. As informações foram confirmadas pelo diretor-presidente da Cais Mauá do Brasil, Ademir Schneide. Segundo ele, somente em 2014 começarão as obras da segunda fase, que incluem torres comerciais à beira do Guaíba, edifício-estacionamento e shopping center. O consórcio é formado pelas empresas espanholas GSS, com 51% do Capital, NSG, com 39%, e Bertin, com 10%.
Por Gilberto Simon