quarta-feira, 5 de março de 2014

Beira-Rio e Usina do Gasômetro têm iluminação especial em Porto Alegre

Luzes verdes e amarelas foram posicionadas em pontos turísticos da cidade.
Recomendação é da Fifa pelos 100 dias que faltam para a Copa do Mundo.

A Usina do Gasômetro, à beira do Guaíba, e o Estádio Beira-Rio, em Porto Alegre, ganharam uma iluminação especial em alusão aos 100 dias que faltam para a realização da Copa do Mundo no Brasil. Por recomendação da Fifa e do Comitê Local da Copa, pontos turísticos das cidades que receberão jogos foram coloridos com luzes em verde e amarelo por volta das 19h.
Na capital gaúcha, o prédio histórico do centro cultural ficaria iluminado até a meia-noite. O Estádio Beira-Rio também teve iluminação especial nesta noite, providenciada pela direção do Internacional.

Segundo a prefeitura, a iluminação especial no prédio histórico da Usina do Gasômetro, que fica localizada no eixo que compreende o Beira-Rio, conta com 180 lâmpadas que se somam à iluminação cênica das janelas, já existente. O efeito se estende às quatro fachadas do prédio e é produzido por 60 lâmpadas de LED e 60 lâmpadas comuns, todas em verde e amarelo, além de 60 lâmpadas HQI brancas para garantir contraste.

A Copa em Porto Alegre
Porto Alegre foi a cidade que sofreu a maior exclusão de projetos da Matriz em comparação com a versão do documento assinada em 2010, conforme levantamento do Globoesporte.com. Os 10 projetos de mobilidade urbana previstos foram deixados de fora, sendo incluído apenas um: a pavimentação e urbanização do entorno e das vias de acesso ao Beira-Rio, que deve ser entregue até abril.
Ainda assim, o governo local corre para entregar também antes da Copa o corredor exclusivo das avenidas Beira-Rio e Padre Cacique, que foram incluídos na lista de obras do PAC da Mobilidade.
No Aeroporto Salgado Filho, os investimentos estão orçados em R$ 87 milhões. Um módulo operacional já está concluído e a primeira fase da ampliação do terminal de passageiros e dos pátios e pistas das aeronaves deve ficar pronta até maio, o que, segundo a Infraero, será suficiente para atender à demanda durante a Copa. Um equipamento antineblina também deve ser instalado antes do Mundial. Porém, a reforma completa do aeroporto só será concluída em 2016.

Fonte: http://g1.globo.com/rs/rio-grande-do-sul/noticia/2014/03/beira-rio-e-usina-do-gasometro-tem-iluminacao-especial-em-porto-alegre.html 




















Usina do Gasômetro ganha luzes nas cores verde e amarelo (Foto: Evandro Oliveira/Divulgação/PMPA)

Ivoti (RS) – Salão Holler é tombado pelo Patrimônio Cultural do Estado

O Salão Holler, considerado a maior edificação no estilo enxaimel do Estado,  não será mais demolido. A Portaria nº 001/2014, publicada no Diário Oficial do Estado no dia 13 de janeiro de 2014, tombou o prédio localizado na Av. Presidente Lucena, como patrimônio cultural do Rio Grande do Sul.
Em junho do ano passado, delegados da Organização da Sociedade Civil de Interesse Público (Oscip) tiveram conhecimento que o imóvel, um dos mais históricos do município, estava sendo demolido. Diante disso, os representantes da Oscip ingressaram com um processo de tombamento provisório junto ao Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico do Estado (Iphae) e a Prefeitura determinou a paralisação das obras através de um auto de embargo. O tombamento definitivo saiu no inicio deste ano. Por Thomas Bauer


Fonte da Pesquisa: http://defender.org.br/noticias/rio-grande-do-sul/ivoti-rs-salao-holler-e-tombado-pelo-patrimonio-cultural-do-estado/ 



Saque à arte de Cuba

Tudo se revelou quando Ramón Cernuda –colecionador de arte cubano– ligou para as autoridades da ilha para confirmar se a pintura que lhe venderam duas semanas atrás em uma galeria de Miami tinha sido roubada do Museu Nacional de Belas Artes da Havana. A ligação foi respondida pela vice-presidenta do museu, Luz Merino. Ela disse que não tinha nenhum relato de roubo, que iria ao estoque averiguar e três horas depois confirmou o saque. A obra que comprou Cernuda foi furtada dos armazéns da instituição, ainda não se sabe quando, junto a quase uma centena de peças avaliadas em milhares de dólares.
“Carnaval infantil”, do vanguardista Eduardo Abela, foi a primeira peça do Museu Nacional de Belas Artes que Ramón Cernuda encontrou em uma galeria de Miami em meados de fevereiro. Um óleo sobre madeira de pequeno formato –30×20 centímetros—do período realista mágico –cerca de 1950– considerado como a melhor época do pintor, pelo qual pagou 15.000 dólares. “Soubemos que a obra foi roubada durante o processo de catalogação, quando a vimos reproduzida em um livro sobre Abela, publicado em Sevilla, onde dizia claramente que pertencia à coleção do Museu Nacional. Em seguida ligamos para o museu”, disse Cernuda ao EL PAÍS.
Cernuda é proprietário da galeria Cernuda Arte de Coral Gables desde o ano 2000 e em outras ocasiões colaborou com a unidade especial de crimes de arte e antiguidades do Buró Federal de Investigaciones (FBI). Há dois anos cooperou para que os agentes federais abordassem em sua galeria um grupo de ladrões, que tentou lhe vender uma dezena de obras do modernismo cubano –de René Portocarrero, Mariano Rodríguez, Antonio Gatorno y Amelia Peláez— roubadas em Miami. Depois de informar à Havana de seu primeiro achado, Cernuda voltou à galeria onde lhe venderam a peça. “No dia seguinte, apurei o que mais tinha ali. Então me apresentaram dez Romañach, que tinham sido mutilados com uma faca. Os ladrões cortavam as obras para não perder  tempo em tirar os pregos das estruturas”. Voltou a ligar para a Havana. Também essas obras pertenciam ao museu.
Na sexta-feira 28 de fevereiro, o Conselho Nacional de Património Cultural de Cuba confirmou publicamente que “detectou um importante ausência” no estoque de obras da instituição. “O acesso ao local não tinha sido forçado pelo qual não se pode precisar a data exata quando aconteceu o roubo (…) Os ladrões cortaram as obras reposicionando as molduras ordenadamente, de modo que a simples vista não podia detectar (o furto)”, anunciou a instituição através de um comunicado. “A maior parte das obras roubadas correspondem ao Arte Cubano, período conhecido como mudança de século (trânsito entre a academia e a vanguarda) e especialmente peças realizadas por Leopoldo Romañach”, continua o texto. “As próprias autoridades cubanas, de maneira menos pública, estão estimando um roubo de ao menos 95 obras, mas poderiam ser algumas mais”, assegura Ramón Cernuda.
O Museu Nacional de Belas Artes de Havana foi fundado em 1913 e possui a mais completa coleção de arte cubano dos séculos XVI ao XX. Não é a primeira vez que acontece um roubo em massa de sua coleção, mas sim é a primeira oportunidade em que o Governo cubano promete que divulgará informação –imagens e fichas técnicas– das obras roubadas. Em 1995, outras 40 pinturas desapareceram do museu, sem que fossem incorporadas oficialmente aos bancos de dados internacionais de arte roubado; a suspeita então foi que foram roubadas com a cumplicidade das autoridades. A Fundação Cintas, dedicada à promoção dos artistas cubanos no exterior, denunciou sem sucesso a casa de leilões Sotheby’s na Espanha, por vender duas dessas peças. Nesse mesmo ano, o Governo cubano disse ter desarticulado uma rede de contrabando de arte, formada por cinco pessoas, e dirigida pelo administrador do museu. Desta vez, Cuba disse que colocará “à disposição das autoridades competentes, dentro e fora do país, a relação total de obras que foram roubadas de uma instituição oficial, e que podem estar à mercê do tráfico ilícito a nível nacional e internacional”. Segundo a cifras de The Art Loss, o maior banco de dados privado de arte roubado, as perdas anuais pela comissão destes delitos em nível mundial superam o bilhão de dólares.
O “Carnaval infantil” de Eduardo Abela está agora em mãos do FBI e será devolvido ao Museu Nacional de Belas Artes de Havana, e “já há um grande júri avaliando a possível culpabilidade de alguém aqui, nos Estados Unidos”, segundo disse Cernuda. Sobre o destino do resto da coleção –como saíram as obras do museu e de Cuba, em quanto tempo foram roubadas e se houve servidores públicos do Estado envolvidos no processo – pouco ou nada se sabe. Por Maye Primera

Fonte: El País

Fonte da Pesquisa: http://defender.org.br/noticias/internacional/saque-a-arte-de-cuba/ 






















A pintura de Eduardo Abela ‘Carnaval Infantil’ será devolvida a Cuba. / REUTERS

Florianópolis (SC) – Restauração da Casa Rosa valoriza patrimônio histórico e história do Ministério Público

Tombada por seu valor histórico e arquitetônico, a Casa Rosa, na rua Bocaiúva, Centro de Florianópolis, ficou abandonada durante nove anos, servindo de refúgio a moradores de rua e usuários de drogas. Agora, o casarão será restaurado pela construtora responsável pela obra do novo prédio do MP-SC (Ministério Público de Santa Catarina), que fica atrás do imóvel. A ideia é que a Casa Rosa receba um memorial do MP-SC e conte com um espaço para eventos culturais.
Para garantir que as exigências legais e os requisitos técnicos da restauração sejam cumpridos, o Ministério Público se comprometeu em acompanhar todas as etapas do processo. Representantes do MP-SC e do Ipuf (Instituto de Planejamento Urbano de Florianópolis) vistoriaram o casarão. Na Casa Rosa foram feitos o mapeamento dos danos e a análise da edificação. Também será realizado um levantamento histórico para o processo de recuperação.
O MP-SC quer que a história e a arquitetura original do imóvel sejam preservadas de forma integral, para isso o processo demanda mais tempo. O objetivo é que até o segundo semestre de 2017, a casa esteja restaurada.
O primeiro passo são as obras de proteção, para que as máquinas que estão trabalhando na construção do prédio ao fundo não abalem a estrutura da Casa Rosa, e a limpeza controlada, que identificará se nos entulhos tem algum tipo de objeto histórico, importante para o resgate cultural. As pinturas das paredes internas contêm parte da história do casarão. Por isso, especialistas vão ao local para fazer o resgate.

Estilo do novo prédio aliado ao patrimônio tombado
Para valorizar a Casa Rosa, o MP-SC (Ministério Público de Santa Catarina) pediu à construtora que altere da fachada do prédio em construção para que fique em harmonia com as edificações tombadas no entorno, como a Casa do Barão, ao lado, além da Casa Rosa. A adequação, de acordo com o MP-SC, atende ao pensamento do Ipuf (Instituto de Planejamento Urbano de Florianópolis), que, em parecer, manifestou a preocupação de que o novo prédio deve se adaptar aos imóveis tombados.
A restauração da Casa Rosa é apoiada pelo aposentado Rogemar Coelho, 65, morador da rua Bocaiúva. “A comunidade precisa aproveitar este espaço. A modernidade vai chegando e acabamos perdendo muito da história. É uma atitude nobre e que só acrescentará à nossa cultura”, assegurou. Por Elaine Stepanski

Fonte da Matéria: http://defender.org.br/noticias/florianopolis-sc-restauracao-da-casa-rosa-valoriza-patrimonio-historico-e-historia-do-ministerio-publico/ 
















Local também receberá eventos artísticos e culturais após as obras de recuperação. Fernando Mendes/ND

terça-feira, 4 de março de 2014

Conheça as festas e delícias que são patrimônio brasileiro

Por Clarice Sá |

Frevo e samba-enredo compõem lista de 29 bens culturais com o acarajé, o queijo minas e as panelas da moqueca capixaba

O frevo e o samba-enredo, que levam milhares de foliões às ruas do Pais neste carnaval, são duas das dez formas de expressão que compõem o conjunto de 29 patrimônios culturais imateriais brasileiros. A lista conta também com dois lugares, oito celebrações e nove saberes, de acordo com o Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan).
Considerado patrimônio cultural desde 2007, o frevo surgiu no fim do século 19 nas cidades pernambucanas de Recife e Olinda. O gênero musical surgiu como expressão de classes populares que se consolidavam em um momento de transição social no país, reunindo música, dança e poesia e atraindo até hoje foliões do Brasil e do exterior a um carnaval participativo que toma conta das ruas.
O samba-enredo, o samba de terreiro e do partido alto formam as matrizes do samba do Rio de Janeiro, que se tornaram patrimônio cultural também em 2007. As três formas de samba se consolidaram no início do século 20 sob influência do jongo, do samba de roda baiano, do maxixe e da marcha carnavalesca. O partido alto está mais ligado à criação coletiva baseada em improviso enquanto o samba de terreiro, às rodas de samba de botequim. Já o samba-enredo foi inventado nas rodas do bairro do Estácio de Sá e incorporado pelas escolas de samba nos desfile de carnaval e embala a folia na Marquês de Sapucaí.
Outras oito formas de expressão são consideradas patrimônio brasileiro: o samba de roda do Recôncavo Baiano, a roda de capoeira (BA), o fandango caiçara (PR e SP), o tambor de crioula do Maranhão, o jongo nos Estados do Sudeste, o toque de sinos em Minas Gerais, a arte Kusiwa (pintura corporal e arte gráfica dos índios Wajãpi, do Amapá) e o Rtixòkò (expressão artística e cosmológica do povo Karajá (MT, GO e TO).

Culinária
O modo de preparo de duas deliciosas iguarias brasileiras também faz parte da lista como saberes. Um deles é o ofício das baianas do acarajé, que preparam os bolinhos de feijão fradinho moídos em pilão de pedra e fritos no azeite de dendê. A receita é originária da África Ocidental, trazida por escravos do Golfo do Benin. 
O outro é o modo artesanal de fazer queijo de Minas nas regiões do Serro e das serras da Canastra e do Salitre. Principal produto da agricultura familiar mineira, ele é preparado com leite cru e o chamado pingo, fermento lácteo natural recolhido do soro drenado do próprio queijo - que dá ao produto final um sabor único, com características específicas, que variam segundo o solo, o clima e vegetação.
Também associado à culinária está o ofício das paneleiras de Goiabeiras, no Espírito Santo. Atividade tradicionalmente feminina, com técnica de origem indígena, a fabricação artesanal das panelas de barro oferece o suporte para o preparo da moqueca e da torta capixabas.

Outros saberes
Há mais seis saberes elencados como patrimônio: o modo de fazer viola-de-cocho (MT e MS), o ofício de sineiro (MG), o ofício dos mestres de capoeira (BA), o sistema agrícola tradicional do rio Negro (AM), o modo de fazer renda irlandesa (SE) e os saberes e práticas associados ao modo de fazer das bonecas Karajá (GO, TO) .

Lugares e celebrações
Os dois lugares registrados são a cachoeira de Iauaretê, lugar sagrado dos povos indígenas dos rios Uaupés e Papuri, no Amazonas, e a feira de Caruaru, em Pernambuco, que reúne saberes, fazeres, produtos e expressões artísticas tradicionais de Pernambuco desde o fim do século 18.
Entre as celebrações, seis são religiosas: a festa do Divino de Paraty (RJ) e a do Espírito Santo de Pirenópolis (GO), a festa do Senhor Bom Jesus do Bonfim (BA), o São Sebastião na região do Marajó (PA), o Círio de Nossa Senhora de Nazaré (PA) e a festa de Sant'Ana de Caicó (RN). O complexo cultural do bumba-meu-boi do Maranhão e o ritual Yaokwa do povo indígena Enawene Nawe (MT) completam a lista.

Fonte da matéria e mais imagens no link: http://ultimosegundo.ig.com.br/brasil/2014-03-03/conheca-as-festas-e-delicias-que-sao-patrimonio-brasileiro.html 





Recuperação de patrimônio público

Com R$ 1,9 bilhão disponibilizados pelo PAC Cidades Históricas, patrimônios históricos públicos e particulares localizados em sítios tombados federais serão restaurados. Veja os projetos e como as obras foram

Por Maryana Giribola
Edição 32 - Maio/2013
 
Recentemente, o Governo Federal anunciou o investimento de R$ 1,6 bilhão para investimento em requalificação e obras de infraestrutura urbana, recuperação de monumentos, sítios históricos e patrimônios públicos, além de R$ 300 milhões para donos de imóveis tombados que queiram revitalizar o imóvel. Ao todo, 44 cidades históricas de 20 Estados serão contempladas pelos recursos do Programa de Aceleração do Crescimento (PAC) Cidades Históricas. As ações devem ser desenvolvidas nos próximos três anos.
Entre as principais ações previstas está o embutimento de fiação aérea nas cidades, a recuperação de espaços públicos com acessibilidade, a instalação de mobiliário urbano e de sinalização turística, a iluminação para valorização de monumentos e de áreas públicas, obras de saneamento ambiental e melhoria do transporte e da mobilidade urbana.
Os patrimônios que serão revitalizados já foram selecionados e divulgados em janeiro deste ano com base em um levantamento realizado pelo Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan) em 2009. Na época, o instituto realizou uma chamada pública convocando sítios tombados federais a elaborarem planos de ações que visavam a mapear os problemas estruturais que afetavam suas áreas.
Segundo Robson Antônio de Almeida, diretor do PAC Cidades Históricas do Iphan, 140 municipios assinaram os chamados acordos de preservação, que na época não previam transferências de recursos e nem garantias de investimentos, "mas eram acordos de junção de esforços para que se pudesse buscar a execução das ações nas cidades". Ao todo, seriam necessários cerca de R$ 8 bilhões para atender a todas as ações apresentadas.
Com base nos planos elaborados, o Iphan, em conjunto com o Ministério do Planejamento, Orçamento e Gestão (MPOG) e com a Presidência da República, selecionaram os sítios com mais urgência de investimentos. Até agora, 119 projetos já estão aptos a serem licitados. Ao todo, 425 prédios serão revitalizados.

Frentes de ação
As ações serão executadas em três frentes. Uma delas é por meio da execução direta pelo Iphan, que vai licitar e contratar a obra, além de acompanhá-la - o que vai acontecer em São Luís, no Maranhão, por exemplo. "Isso ocorrerá em casos específicos, como em monumentos que precisem de muito know-how para a revitalização", pontua Almeida.
A outra frente de atuação, que acontecerá na maioria das ações, é a execução das obras feitas diretamente pelos municípios sob supervisão do Iphan. Nesses casos, o projeto é elaborado pela prefeitura local e apresentado ao instituto para aprovação técnica. Sendo aprovado, a prefeitura assinará um termo de compromisso, que a tornará apta a licitar e executar a obra.
Nos espaços públicos, a CEF será a responsável por fazer a análise dos projetos depois de serem aprovados pelo Iphan. Caberá ao banco avaliar questões relativas à compatibilização das especificações técnicas e orçamentos, além de cuidar do termo de compromisso, acompanhar a obra e prestar contas ao instituto no fim das ações. "Mas a fonte de recursos é a mesma. O que muda é que parte das responsabilidades que seriam do Iphan será repassada ao banco", explica Almeida.
Vale lembrar que em todas as frentes de ações, os recursos só serão liberados mediante prestações de contas parciais, de acordo com o andamento das obras.

Continua matéria no  link: http://infraestruturaurbana.pini.com.br/solucoes-tecnicas/32/recuperacao-de-patrimonio-publico-com-r-19-bilhao-disponibilizados-300054-1.aspx 





 

sábado, 1 de março de 2014

Sarcófagos originais e esculturas recriam segredos do Egito em exposição

A partir desta quarta (19), uma exposição convida os belorizontinos a uma viagem pela rica cultura egípcia. A exposição internacional "Segredos do Egito" reúne, cerâmicas, múmias, sarcófagos, jóias, ferramentas, esculturas e pinturas que ajudam a recriar o mundo vivido por faraós há mais de três mil anos.
O acervo, hoje pertencente a uma agência chilena, foi todo adquirido do Museu do Cairo. Em Belo Horizonte, estarão expostas 42 peças originais, dentre elas um sarcófago Ushebti e esculturas dos deuses Anúbis, Hórus, Amon e Thot, com a té 2,5 metros de comprimento, além da réplica de uma esfinge.
Outras dezenas de peças recriam em detalhes a vida do famoso faraó Tutankhamón.
A mostra é dividida em subtemas - Vida Cotidiana, Construção, Guerra e Navegação, Dinastias e Deuses -, cumprindo um importante papel educativo para os visitantes. As obras podem ser vistas, com entrada gratuita, até o dia 16 de março no piso Mariana do BH Shopping.
Serviço Exposição internacional "Segredos do Egito" Quando: De 19 de fevereiro a 16 de março Onde: BH Shopping - Piso Mariana (BR 356, 3049 – Belvedere) Quanto: entrada gratuita Mais informações: www.bhshopping.com.br

Fonte: http://guia.uol.com.br/belo-horizonte/noticias/2014/02/19/sarcofagos-originais-e-esculturas-recriam-segredos-do-egito-em-exposicao.htm#fotoNav=12 



Justiça pede que Masp libere área de seu vão livre

A Procuradoria Geral do Estado de São Paulo entrou com ação civil que solicita a remoção das bilheterias

Projetado pela arquiteta Lina Bo Bardi, o Museu de Arte de São Paulo (Masp) deverá fazer um estudo preliminar para retirar a bilheteria e biombos do vão livre.
Após o descumprimento de decisão do Conselho do Patrimônio Histórico Estadual (Condephaat) em março de 2013, a Procuradoria Geral do Estado de São Paulo entrou com uma ação civil contra o museu.
Entidades e órgãos de proteção ao patrimônio histórico e artístico cobram a remoção e afirmam que as estruturas atualmente instaladas no espaço não fazem parte do projeto original da arquiteta ítalobrasileira. Durante audiência realizada dia 22 de janeiro, o Masp se comprometeu a apresentar o estudo em, no máximo, 60 dias.
Em 1997, a bilheteria foi instalada em caráter provisório e, ao longo dos anos, ganhou a companhia de um guarda volumes e um sistema de detectores de metais. “Existe necessidade de controle de acesso, mas achamos que isso deveria ser feitos de maneira menos agressiva à arquitetura do museu”, sugere o arquiteto Renato Anelli, diretor do Instituto Lina Bo Bardi e P.M. Bardi.
De acordo com a Procuradoria do Estado, caso o museu não apresente o projeto até o prazo delimitado, a ação irá para julgamento e a remoção será realizada conforme a decisão e datas estipuladas pelo juiz.
No final do ano passado, o vão livre do Masp esteve no centro de uma polêmica, quando a prefeitura de São Paulo sugeriu fechar o vão livre do museu por razões de segurança.
Publicada originalmente em ARCOweb em 26 de Fevereiro de 2014

Fonte: http://arcoweb.com.br/noticias/noticias/justica-masp-retirar-bilheteria-vao-livre