quarta-feira, 21 de setembro de 2016

Sobrado histórico de Vitória (ES) é reinaugurado como sede do Iphan no Estado

Uma edificação de valores histórico e sociocultural indiscutíveis, situada à Rua José Marcelino, nº 203, se na Cidade Alta de Vitória, capital do Espírito Santo, será reaberta no próximo dia 23 de setembro, como a sede do Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan) no Estado. A solenidade, às 14h30, contará com a presença da presidente do Iphan, Kátia Bogéa, da superintendente Elisa Machado Taveira, do Governador do Espírito Santo, Paulo Hartung, e do Secretário de Estado da cultura do Espírito Santo, João Gualberto. Na ocasião será aberta, também, uma exposição sobre a atuação do Iphan no estado. O público poderá visitar a mostra durante o fim de semana, dias 24 e 25 de setembro.
Os mais antigos registros históricos sobre a edificação datam de 1875. O Projeto de restauração e adaptação do imóvel Sede do Iphan-ES buscou, além de preservar as características da casa, englobar, também, as necessidades de adaptação ao novo uso institucional, compatível com suas características físicas e construtivas, ao mesmo tempo dotando a casa com as condições de segurança, conforto e acessibilidade exigidas pela legislação atual.
Desde o tombamento, em 1967, o Iphan reconheceu que o interior da edificação havia sido bastante alterado ao longo do tempo, de modo que o valor artístico do sobrado deveria ser procurado em sua fachada frontal e em sua volumetria. A análise histórica demonstrou que a antiga porta central do pavimento térreo foi substituída por uma janela em reforma da década de 1930. Essa substituição descaracterizou a fachada, alterando a harmonia, os ritmos e as proporções entre cheios e vazados. O projeto atual optou por recompor a porta central, usando para isso o desenho das portas laterais. Também foram retirados o hidrômetro e os padrões elétricos e telefônicos instalados na fachada frontal, que foram relocados na calçada e dentro da edificação.
A fachada dos fundos também foi restaurada com a retirada de diversos elementos que a descaracterizavam, como as janelas no térreo e pavimento superior, o que possibilitou a abertura de duas portas para acesso à passarela. Foram mantidos e restaurados, no pavimento térreo, os pisos e forros em frisos de madeira. Um anexo com três pavimentos foi construído para abrigar o acervo arqueológico, a biblioteca e o arquivo Administrativo. 
Lembranças de um tempo perdido
A casa do Iphan-ES fica no ponto de ocupação mais antigo de Vitória – em meados do século XVI –, no local onde antes havia a Igreja Matriz. O sobrado foi provavelmente edificado no período colonial, e há indícios de que José de Mello Carvalho Muniz Freire tenha residido na edificação durante seu primeiro mandato como Presidente do Espírito Santo (entre 1892 e 1896). 
Edificado inicialmente para uso residencial ou misto, foi continuamente transformado e adaptado ao longo dos anos. Ao final do século XIX foi adaptado como moradia independente para duas famílias. Sobreviveu às reformas urbanas no centro de Vitória por sucessivos governantes na primeira metade do século XX, tornando-se um dos poucos sobrados coloniais remanescentes na Cidade Alta. O sobrado foi tombado pelo Iphan em 13 de novembro de 1967, junto com o imóvel vizinho, também salvo das reformas higienistas de Vitória.
Os documentos constantes do processo de tombamento deixam claro que, embora não possuíssem monumentalidade, os dois sobrados estavam sendo tombados por sua historicidade, por serem os "últimos vestígios das antigas edificações de Vitória". Em 2006 foi adquirido pelo Iphan, passando a ser usado como a sede de sua Superintendência no Espírito Santo.
O Iphan no Espírito Santo
A agenda da presidente do Iphan no Espírito Santo começa na quinta-feira, dia 22. Além da sede do Iphan-ES, Kátia Bogéa também visitará outros bens protegidos pelo Governo Federal no Estado. Ela irá na Igreja dos Reis Magos, no bairro de Goiabeiras Velha, onde ficam as residências das paneleiras e dos artesãos, detentores do Ofício das Paneleiras de Goiabeiras, primeiro bem cultural registrado, pelo Iphan, como Patrimônio Imaterial no Livro de Registro dos Saberes, em 2002. Ela visitará, ainda, as obras da Igreja Nossa Senhora do Rosário, de Vila Velha, o Convento da Penha, a Estação Ferroviária de Argolas. 
Mais informações para a imprensa:
Assessoria de Comunicação Iphan

comunicacao@iphan.gov.br
Fernanda Pereira - fernanda.pereira@iphan.gov.br
Adélia Sores – adelia.soares@iphan.gov.br
Carmen Lustosa – carmen.costa@iphan.gov.br
(61) 2024-5504  /  2024-5512 / 99381-7543
www.iphan.gov.br
www.facebook.com/IphanGovBr | www.twitter.com/IphanGovBr
www.youtube.com/IphanGovBr












Fonte das Imagens: Site Iphan

Tombamento da Casa da Flor, em São Pedro da Aldeia (RJ), é aprovado por unanimidade

O Conselho Consultivo do Patrimônio Cultural aprovou por unanimidade a inscrição da Casa da Flor no Livro do Tombo de Belas Artes, durante sua reunião na sede do Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan), em Brasília (DF), nesta quinta-feira, 15 de setembro. Novo Patrimônio Cultural Material Brasileiro, a construção fica em São Pedro da Aldeia, na Região dos Lagos (RJ), e foi criada por Gabriel Joaquim dos Santos, filho de uma índia e de um ex-escravo, com paredes em taipa e utilizando esteios em madeira roliça, decorada com mosaicos, esculturas e enfeites criados a partir do lixo e objetos quebrados. 
Para a presidente do Iphan, Kátia Bogéa, "tombamento deste bem é mais um marco na evolução do conceito de Patrimônio Cultural. Até então, nada parecido com a Casa da Flor foi tombado no país". Um outro exemplo da diversidade e deste processo de ampliação do que é Patrimônio Cultural no Brasil foi o tombamento da Casa de Chico Mendes, em Xapuri (AC), no ano de 2011. Ambas foram reconhecidas por sua singularidade, por sua unicidade. No entanto, a Casa de Chico Mendes foi inscrita no Livro do Tombo Histórico e a Casa da Flor, no Livro do Tombo de Belas Artes.
Em seu parecer, o relator e conselheiro Leonardo Castriota, comparou a Casa da Flor a outras obras internacionais também reconhecidas como patrimônio cultural em seus países, como a Watts Towers, em Los Angeles (Estados Unidos) – criadas por Sabato Rodia (1879-1965), um imigrante italiano trabalhador da construção civil – e o Palais Idéal du Facteur Cheval, em Hauterives (França) – construído por Ferdinand Cheval (1836-1924), um carteiro francês.

Tudo caquinho transormado em beleza
Em 1912, Gabriel Joaquim dos Santos (1892-1985), um trabalhador nas salinas, em São Pedro D’Aldeia, na Região dos Lagos (RJ), filho de uma índia e de um ex-escravo, abusando de sua criatividade decidiu construir sua própria casa. Singela, com paredes em taipa e utilizando esteios em madeira roliça, o que chama a atenção é aquilo que o próprio Sr. Gabriel diz ser uma “casa feita de caco transformado em flor”. 
Quando a construção de sua casa já estava em andamento, Sr. Gabriel conta que, em 1923, inspirado por um sonho, começou a embelezar a casa com mosaicos, esculturas e enfeites diversos coletados no lixo e a partir de objetos quebrados. Segundo ele, eram “coisinhas de nada”; eram búzios, conchas e outros depósitos da lagoa, detritos industriais, pedaços de azulejos e faróis de automóveis que transformaram a construção. Foi assim que nasceu a Casa da Flor.
Quem chega à casa passa, primeiramente, por uma pequena escadaria guarnecida de pedras e ladeada de flores confeccionadas por cacos de louças e telhas. Nenhum arranjo é igual ao outro. Um corredor externo delimitado por um muro igualmente feito de coisas quebradas determina um primeiro espaço de convivência, ao ar livre, onde há um banco com motivos abstratos e figurativos, como flores, folhas, cachos de uva, carrancas. Internamente, a casa em formato de T, guarda outras surpresas, já que até mesmo o observador mais atento não consegue perceber todos os elementos que compõe os seus três ambientes. 
Após a morte do seu proprietário, a casa foi recuperada com recursos públicos e hoje é mantida por meio de projetos culturais. A casa possui um tutor, o sobrinho do Sr. Gabriel, que cuida da conservação da propriedade e da recepção aos visitantes.
De acordo com o parecer do Iphan, entre as justificativas para o tombamento da Casa da Flor está o ineditismo criativo, que instiga ao debate sobre os processos de produção cultural. O documento destaca que “a Casa da Flor condensa esse esforço de ordenar a desordem, a fragmentação e as oposições, de acordo com um conhecimento do valor das coisas e não da sua utilidade meramente funcional.”
Mais informações para a imprensa:
Assessoria de Imprensa Iphan-RJ

Chico Cereto - chico.cereto@gmail.com 
Telefone: (21) 2233-6334
Mais informações para a imprensa:
Assessoria de Comunicação Iphan
comunicacao@iphan.gov.br
Fernanda Pereira - fernanda.pereira@iphan.gov.br
Mécia Menescal - mecia.menescal@iphan.gov.br
(61) 2024-5513 
www.iphan.gov.br
www.facebook.com/IphanGovBr | www.twitter.com/IphanGovBr
www.youtube.com/IphanGovBr










Fonte das Imagens: Site Iphan

domingo, 11 de setembro de 2016

Fotógrafo documenta os famosos azulejos portugueses no livro "Azulejos Padrão"

O Largo da Graça é um autêntico estúdio para o fotógrafo Fernando Veiras. Mesmo por entre os edifícios, os azulejos padrão nas fachadas destacam-se. Fernando apenas tem de tirar do bolso a lente e encaixá-la na câmera. Depois começa a sessão. Dos pormenores de um azulejo que falta, de um outro que foi substituído por um padrão diferente, ou pelo conjunto da fachada, vão surgindo várias perspectivas. “Em qualquer rua há um azulejo para fotografar”, diz com fascínio. Ainda no largo, já começa a avistar a Vila Berta mesmo ali ao virar na esquina. E tem sido a percorrer as ruas de Lisboa, que Fernando Veiras chegou ao livro Azulejos Padrão.
Foi por paixão que Fernando veio viver em Portugal há 11 anos. Natural da Galiza, já tinha visitado o Porto várias vezes e algumas Lisboa, mas admite que não conhecia bem a cidade. O encanto pela capital portuguesa não tardou e muito se deve aos azulejos. 
Há oito anos que começou a fotografar os azulejos. Há dois anos, percebeu que as fotografias tinham qualidade e podia fazer algo com elas. Motivado pelos amigos, inicia o processo de reunir os azulejos fotografados num livro. Mas a seleção não foi fácil. Ao todo, em dois anos, Fernando tirou mais de duas mil fotografias, destas, conseguiu escolher mil. Deixou a tarefa para três amigos. No final, foram selecionadas 260 fotografias.
Os azulejos fotografados por Fernando não são perfeitos e podem estar acompanhados por uma fita das marchas ou um graffiti. Isso pode ver-se logo pela capa, que é composta por um azulejo partido. Ao ter na mão o livro é quase como se tivéssemos um azulejo. Ligeiramente maior, com 16,5 cm., é quadrado e tem 160 páginas. Faltava uma editora e orçamento para a publicação. Das editoras não teve resposta, por isso optou por “auto-editar” o livro. Para reunir algum dinheiro, seguiu o exemplo de uma amiga que conseguiu publicar uma guia através de financiamento coletivo.
Vivendo em pleno centro de Lisboa, Fernando é dos poucos moradores de seu prédio. Desde que chegou a Lisboa tem sentido a mudança da cidade e do centro histórico e a intensificação do turismo. Assim, aponta este livro como um ponto de viragem na cidade. “Uma fotografia é um momento e estou a preservar esse momento.” Também defende que estes são tempos áureos para os azulejos de padrão. “Hoje têm muita importância como elementos decorativos e arquitetônicos.” 
Saiba mais sobre o projeto de Fernando Veiras no Facebook ou no Instagram







Fonte das Imagens: Site Archdaily

segunda-feira, 22 de agosto de 2016

Santa Catarina recebe biblioteca pública restaurada

A população de São Francisco do Sul (SC) terá acesso, a partir do dia 26 de agosto, a mais um equipamento cultural importante: será inaugurada a Biblioteca Augusto José Ribeiro, relocada para um espaço mais adequado ao seu funcionamento, em prédio histórico totalmente restaurado. A biblioteca pública do município contribuirá para a preservação da memória local, a difusão de conhecimento sobre a história da região e a realização de programas e atividades com grupos escolares.
As obras de restauro e requalificação do casarão onde foi instalada a biblioteca foram realizadas por meio de parceria entre o Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan) e a prefeitura de São francisco do Sul. Para celebrar, a entrega será realizada na ocasião a abertura da 4ª Feira do Livro de São Francisco do Sul, que este ano possui o tema O patrimônio que surge em poemasDurante o evento, que inaugura a programação cultural da Biblioteca Augusto José Ribeiro, serão realizadas diversas atividades, como oficinas literárias, rodas de conversa, sarau, seminário, além da venda livros. A feira acontece de 9h às 20h, entre 26 de agosto e 3 de setembro, e é promovida pela Fundação Cultural Ilha de São Francisco do Sul, em parceria com o Iphan e apoio da ArcelorMittal.
O espaço será entregue à comunidade totalmente mobiliado e equipado. Ao todo, foram investidos cerca de R$1.4 milhão, sendo quase R$ 1 milhão do Iphan, R$ 50 mil da Prefeitura de São Francisco do Sul e R$ 350 mil provenientes de Termo de Ajustamento de Conduta por parte da empresa Terlogs.
A Biblioteca
Com um acervo de aproximadamente 13 mil exemplares para consulta e empréstimo aos moradores da cidade, a nova biblioteca estará aberta diariamente, das 8h às 20h. Também será transferido para o local, mas nesse caso disponível apenas a pesquisadoreso acervo documental atualmente no Museu Históricocomposto por obras raras, jornais, plantas, mapas e fotografias antigas. O espaço contará ainda com um programa permanente de contação de histórias.
O prédio está inserido no conjunto edificado da Rua Babitonga, a principal do centro histórico, e compõe a fachada principal de São Francisco do Sul. Portanto, a realização da obra, com destinação de uso público, é de grande importância para a requalificação urbana da área tombada da cidade.
Programa Monumenta
As obras de restauração e requalificação mais relevantes realizadas na cidade decorreram do Programa Monumenta, que transformou o cenário urbano do centro histórico de São Francisco do Sul. Destacam-se entre as ações executadas no local a requalificação urbana da orla, a restauração e ampliação do Museu Nacional do Mar, a restauração do Clube XXIV de Janeiro, da Igreja Matriz (com instalação do Museu de Arte Sacra) e do Terminal Marítimo.
Nos últimos anos, os principais investimentos do Iphan na cidade foram nas obras de restauração para implantação da Biblioteca Pública e Centro Cultural, além de investimentos contínuos no Museu Nacional do Mar.
Centro Histórico
O centro histórico de São Francisco do Sul foi tombado pelo Iphan em 1987. O patrimônio arquitetônico é formado por cerca de 400 imóveis, construídos a partir do século 18. As construções ficam no interior de um perímetro tombado desde 1981, em nível municipal. O tombamento federal, iniciado em 1986, foi concluído em outubro de 1987. Tais medidas de proteção, bem recebidas pela comunidade, alcançaram um centro histórico que mostra grande vitalidade, e que jamais deixou de ser importante para os francisquenses. Ali estão a prefeitura e vários outros órgãos públicos, como as agências de algumas instituições federais. É também no centro que se localizam os correios, bancos, lojas e escritórios de profissionais liberais.
Serviço:
Inauguração da Biblioteca Pública de São Francisco do Sul
Data: 26 de agosto de 2016, às11h
Endereço: Rua Babitonga, 99. São Francisco do Sul (SC)












Fonte da Imagem: site Iphan

sábado, 30 de julho de 2016

Lançamento de publicações no Rio de Janeiro celebra 80 anos do Iphan

O Rio de Janeiro é roteiro das comemorações de 80 anos do Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan). No próximo dia 03 de agosto, o Paço Imperial sediará o lançamento de duas publicações que ressaltam a magnitude e complexidade do patrimônio cultural brasileiro. 
O evento que ocorrerá às 17h30 apresenta à comunidade carioca a Coleção Lina Bo Bardi, de Marcelo Ferraz, e o livro Preservação do Patrimônio Edificado: A Questão do Uso, do arquiteto Cyro Corrêa Lyra. 
Uma conversa com os autores também faz parte da programação e será aberta pela presidente do Iphan, Kátia Bogéa. O bate papo será mediado pelo Diretor do Departamento de Patrimônio Material do Iphan, Andrey Schlee, e contará também com outros diretores e técnicos do Instituto. 
Coleção Lina Bo Bardi 
Responsável por inovações estéticas na arquitetura nacional, a obra intelectual e profissional de Lina Bo Bardi estava em consonância com a herança libertária dos movimentos de vanguarda do início do século XX. Ela participou ativamente da produção cultural do país, ao lado de nomes como Lúcio Costa, Oscar Niemeyer, Athos Bulcão, Burle Marx, Portinari, o escultor Landucci e outros.
A coletânea sobre o trabalho da arquiteta ítalo-brasileira aborda seus principais projetos, a exemplo dos paulistanos: Museu de Arte de São Paulo (MASP); Teatro Oficina e Sesc Pompeia, além de  própria residência, conhecida como Casa de Vidro,  tombada pelo Iphan em 2007. O Museu de Arte Moderna da Bahia e a Casa de Cultura, em Recife são outras obras que revelam os traços de Bo Bardi.  
Com seis exemplares, a publicação bilíngue (português e inglês) foi feita em parceria com a Edições Sesc São Paulo e o Instituto Lina Bo P.M Bardi, e traz depoimentos e escritos de Lina a respeito de seus projetos, somados às análises contemporâneas e farta ilustração. O leitor pode conferir textos, croquis, aquarelas, desenhos, fotos, reproduções de maquetes e construções.
Preservação do Patrimônio Edificado: A Questão do Uso
A outra publicação lançada faz parte da Coleção Arquitetura do Iphan e chama atenção para um aspecto central da política de preservação do patrimônio cultural nos dias de hoje: a intensificação e atualização do uso e da apropriação de monumentos e sítios urbanos protegidos. Em oito capítulos, o arquiteto Cyro Corrêa Lyra trata desde a reutilização do patrimônio edificado até a revitalização na obra de arquitetura, passando por uma exploração da experiência brasileira. 
O uso cotidiano da obra arquitetônica é objeto de indagação na primeira parte do livro que examina a importância dada ao assunto na história da preservação, destacando a experiência francesa, que influenciou a organização da proteção do patrimônio no Brasil, passando ainda pela utilização do patrimônio edificado nas resoluções internacionais. 

A segunda parte aborda a experiência brasileira por meio de uma revisão da história da ação federal de preservação do patrimônio construído, abrangendo a formação teórica e prática do arquiteto de patrimônio. O autor traz ainda uma síntese da ação e do pensamento sobre o patrimônio e encerra a segunda parte do livro apresentando dois exemplos de requalificação urbana da orla marítima: o projeto do parque do Flamengo e o projeto Porto Maravilha, ambos na cidade do Rio de Janeiro. 
Serviço: 
Lançamento Coletânea Lina Bo Bardi e Preservação do Patrimônio Edificado 
Data: dia 03 de agosto, às 17h30
Local: Paço Imperial
Endereço: Praça XV de Novembro, 48. Centro - Rio de Janeiro
Entrada gratuita 

Valor dos livros
Coleção Lina Bo Bardi: R$ 60
Preservação do Patrimônio Edificado: R$ 50
O pagamento será aceito somente em espécie ou cheque. Não haverá venda por meio de cartões de crédito ou débito. 






























Fonte das Imagens: Site Iphan

quarta-feira, 20 de julho de 2016

Unesco inclui 17 obras de Le Corbusier como Patrimônio Mundial

Além de reconhecer o Conjunto Moderno da Pampulha como Patrimônio Mundial da Humanidade, neste último domingo (17), em Istambul, na Turquia, a Unesco consagrou com a mesma honraria nada menos que 17 edifícios projetados pelo arquiteto franco-suíço Le Corbusier em sete países.
Entre as obras estão a Maison Guiette, na Antuérpia (Bélgica); o Museu Nacional para Arte Ocidental, em Tóquio (Japão); a Capela de Ronchamp, em Haute-Saone, e a Villa Savoye, em Paris (ambas na França). A lista inclui ainda edificações construídas na Suíça, Argentina, Alemanha e Índia.
A instituição considera que o trabalho de Le Corbusier “é um testemunho para a invenção de uma nova linguagem arquitetônica que fez uma ruptura com o passado”. E complementa ao citar que os projetos reconhecidos pelas soluções do movimento modernista também atestam a internacionalização da prática arquitetônica em todo o planeta.
Em nota divulgada pelo governo suíço, as nomeações abrem a possibilidade de mais financiamento para a conservação dos locais. "O trabalho de Le Corbusier é uma contribuição central para a arquitetura moderna", disse em comunicado. As propriedades "incorporam as excepcionais respostas arquitetônicas e construtivas aos desafios sociais do século 20", acrescentou.
Para a Fundação Le Corbusier, a preservação do patrimônio moderno – em especial o legado do arquiteto franco-suíço – é um compromisso de longo prazo. “A inscrição das 17 obras de Le Corbusier na lista de Patrimônio Mundial nos incentiva a continuar nossos esforços em manter vivo este patrimônio e transmitir às gerações futuras”, informa.
Considerado o pai do movimento modernista e percussor da teoria dos cinco pontos da nova arquitetura, Charles-Edouard Jeanneret nasceu na cidade de La Chaux-de-Fonds, na Suíça, em 1887. Ele adotou o apelido Le Corbusier em 1920, vindo de seu avô paterno, Lecorbesier. Tornou-se cidadão francês em 1930 e morreu em 1965, aos 78 anos.
Confira abaixo a lista completa dos 17 edifícios declarados Patrimônio Mundial da Humanidade:
Projeto: Unidade Habitacional
Local: Marselha, França
Ano: 1952
Projeto: Maison Guiette
Local: Antuérpia, Bélgica
Ano: 1926
Projeto: Capitol Complex
Local: Chandigarh, Índia
Ano: 1963
Projeto: Museu Nacional para Arte Ocidental
Local: Tóquio, Japão
Ano: 1959
Projeto: Weissenhof-Siedlung Estate
Local: Stuttgart, Alemanha
Ano: 1927
Projeto: Maison Curutchet
Local: La Plata, Argentina
Ano: 1955
Projeto: Dominican Monastery of La Tourette,
Local: Lyon, França
Ano: 1960
Projeto: Villa Savoye 
Local: Paris, França
Ano: 1929
Projeto: Notre-Dame du Haut (Capela de Ronchamp)
Local: Ronchamp, França
Ano: 1950 – 1955
Projeto: Maison La Roche
Local: Paris, França
Ano: 1925
Projeto: Villa Le Lac
Local: Corseaux, Suíça
Ano: 1923
Projeto: Cité Frugès
Local: Pessac, França
Ano: 1924
Projeto: Immeuble Clarté (Casa de Vidro)
Local: Genebra, Suíça
Ano: 1930
Projeto: Immeuble Molitor
Local: Paris, França
Ano: 1931 - 1934
Projeto: Usine Claude et Duval Factory
Local: Saint-Dié, França
Ano: 1946
Projeto: Cabana de Le Corbusier
Local: Roquebrune-Cap-Martin, França
Ano: 1951
Projeto: Maison de la Culture
Local: Firminy, França
Ano: 1953
Assista também o vídeo institucional da candidatura das obras:

domingo, 17 de julho de 2016

Conjunto da Pampulha ganha título de Patrimônio Mundial da Unesco

Complexo modernista criado por Niemeyer foi avaliado em Istambul. Os quatro prédios de BH foram construídos na década de 40.


Thais Pimentel
Do G1 MG
O Conjunto Arquitetônico da Pampulha se tornou Patrimônio Mundial da Humanidade neste domingo (17). A decisão foi tomada pela Organização das Nações Unidas para a Educação, Ciência e Cultura (Unesco) em Istambul, na Turquia. Em Minas Gerais, os centros históricos de Ouro Preto e Diamantina, além do Santuário de Bom Jesus de Matozinhos, em Congonhas, já possuem este título. Agora são 20 os patrimônios mundiais da humanidade  tombados pela Unesco no Brasil.
A informação foi confirmada pelo Ministro da Cultura, Marcelo Calero. Em sua conta no Twitter, Calero postou às 6h41 deste domingo: "Viva! Pampulha Patrimônio Mundial!"
(O G1 apresentou nesta semana uma série de reportagens sobre os quatro edifícios modernistas da Pampulha, idealizados por Juscelino Kubitscheck e criados pelo Oscar Niemeyer).
“A candidatura foi muito bem fundamentada. O conjunto foi um marco da arquitetura mundial moderna nos anos 40”, disse o presidente do Icomos no Brasil, Leonardo Castriota. O órgão é uma entidade da Unesco que analisa candidaturas a Patrimônio Mundial da Humanidade.
Cassino, hoje Museu de Arte da Pampulha, a Casa do Baile, que se transformou em Centro de Referência de Urbanismo, Arquitetura e do Design, a Igreja de São Francisco de Assis e o Iate Tênis Clubeforam criados para transformar aquela região de Belo Horizonte em um espaço de lazer e de turismo. O projeto, desenvolvido nos anos 40, contou com a participação do artista plástico Cândido Portinari e do paisagista Burle Marx.
“O conjunto foi criado para que fosse um marco de modernidade. Teria que ser ousado. Oscar Niemeyer usou dos movimentos modernos para dar uma identidade vanguardista. JK já era um homem preocupado em trazer modernidade para a jovem capital que não tinha nem 40 anos”, disse o historiador e diretor do Arquivo Público de Belo Horizonte, Yuri Mesquita.
Para a manutenção do título, a Prefeitura de Belo Horizonte (PBH) deve retirar a guarita da Casa do Bailereestruturar as praças Dino Barbieri e Dalva Simão, demolir o prédio anexo do Iate Tênis Clube, além de despoluir a Lagoa da Pampulha.
A PBH informou que tem três anos para fazer as readequações necessárias. Ainda segundo a prefeitura, outros trabalhos de restauração das formas e curvas criadas por Niemeyer também estão previstos.
“Nem a linha reta, dura, inflexível, criada pelo homem. O que me atrai é a curva livre e sensual, a curva que encontro nas montanhas do meu país, no curso sinuoso dos seus rios, nas ondas do mar, no corpo da mulher preferida. De curvas é feito todo o universo, o universo curvo de Einstein”, dizia o arquiteto.









Museu de Arte da Pampulha é um dos atrativos da capital (Foto: Carlos Alberto/Imprensa MG)









Na do Casa do Baile, beleza dos traços de Niemeyer se funde à beleza da natureza (Foto: Reprodução/TV Globo)









Igreja da Pampulha despertou polêmica à epóca da inauguração(Foto: Reprodução/TV Globo)