sexta-feira, 28 de junho de 2013

Campanha para restauro do edifício sede do IAB-SP

O departamento de São Paulo do Instituto de Arquitetos do Brasil lançou uma campanha de crowdfounding para o restauro de seu edifício sede, na Rua Bento Freitas, 306, Vila Buarque, região central da capital paulista.
Concluído em 1953, o prédio foi projetado por Rino Levi, Abelardo de Souza, Galiano Ciampaglia, Hélio Duarte, Jacob Ruchti, Miguel Forte e Zenon Lotufo. A estratégia de financiamento coletivo intenta recuperar a vitalidade de uma edificação que recebeu vários importantes artistas como Pablo Neruda, Tarsila do Amaral, Oscar Niemeyer e, até hoje, sedia o escritório do arquiteto Paulo Mendes da Rocha.
Através do site do Instituto, pode-se fazer doações a partir de R$ 25. O IAB-SP tem como meta arrecadar 1 milhão de reais até 2014. A campanha eu_restauro é aberta a participação de qualquer cidadão para colaborar na revitalização do simbólico edifício do centro paulistano.  
Mais informações neste link.

Fonte: http://www.vitruvius.com.br/jornal/news/read/1642 



















Unesco anuncia novos Patrimônios Mundiais da Humanidade

A Universidade de Coimbra, o Monte Fuji e o parque Wilhelmshöhe, na Alemanha, estão entre os sítios reconhecidos pela Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura como novos Patrimônios Mundiais.
Desde o início de sua 37ª reunião anual, que em 2013 acontece de 16 a 27 de junho em Phnom Pehn, no Camboja, o Comitê do Patrimônio Histórico da Unesco (Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura) já elevou 19 monumentos e sítios ao status de Patrimônio Mundial da Humanidade.
Com suas construções do século 13, a Universidade de Coimbra, em Portugal, está entre os novos Patrimônios Mundiais, como também os 3.776 metros do Monte Fuji, no Japão, reconhecido pela Unesco como santuário e fonte de inspiração artística.
A Itália, país com maior número de Patrimônios Mundiais, também ganhou mais dois: o vulcão Etna e os palácios que família Medici construiu entre os séculos 15 e 17, em Florença. Os terraços de arroz na província de Yunnan, na China, a costa desértica da Namíbia com suas dunas movediças, o centro histórico de Agadèz, no Níger, o Palácio de Golestan, no Irã, as ruínas do assentamento de Quersoneso (que os gregos do século 5° a.C. construíram na atual península da Crimeia, na Ucrânia) e o Forte do Al-Zubarah, no Catar, também foram reconhecidos como Patrimônio Mundial
O Comitê da Unesco decidiu classificar ainda no último domingo (23/06) o conjunto paisagístico e arquitetônico do Bergpark Wilhelmshöhe, em Kassel, centro da Alemanha, como novo Patrimônio Mundial da Humanidade.
Barroco paisagístico montanhoso
Com 240 hectares de área, o Bergpark ("parque da montanha", em alemão) é o maior parque de relevo montanhoso urbano da Europa. O conjunto barroco é encabeçado pela estátua do Hércules, símbolo da cidade que se eleva a 523 metros sobre Kassel. A estátua fica sobre um pedestal de 70 metros de altura. Acompanhando o relevo, fontes e canais se estendem pelo parque até o Palácio Wilhelmshöhe, localizado cerca de 250 metros abaixo do Hércules.
No Palácio Wilhelmshöhe se encontra hoje uma das maiores coleções de velhos mestres pintores (Rembrandt, Ticiano, Rubens, entre outros) da Europa, e o Löwenburg, um castelo-ruína construído em 1802 no espírito do romantismo.
O parque concebido no final do século 17 é bastante conhecido por suas fontes de água. O complexo sistema hidráulico alimenta fontes, cascatas e vários monumentos. Forma um teatro aquático único para sua época: 750 mil litros de água descem 80 metros por cachoeiras artificiais, espelhos d'água, calhas e aquedutos, culminando, no final, numa fonte de 50 metros de altura sobre o lago do palácio.

Alegria em Kassel
Justificando a escolha, a Unesco declarou neste domingo que o parque representa "o ideal da monarquia absolutista" e é um "notável testemunho da estética do período barroco e romântico." A Unesco explicou ainda que a estátua do semideus grego Hércules seria técnica e artisticamente a mais ousada escultura monumental dos primórdios da era moderna.
Em nenhum outro lugar do mundo, afirmou a Unesco, viu-se construída, àquela época, uma arquitetura em tais dimensões de parque de encosta e um sistema hidráulico tecnicamente tão perfeito como em Kassel a partir de 1691, sob a regência do conde Karl von Hessen-Kassel (1654-1730).
"A alegria é grande", afirmou em Phnom Pehn o presidente do Departamento de Patrimônio Histórico do estado de Hessen, Gerd Weiss. "Assim, Kassel não será apenas conhecida como a cidade da Documenta, exposição que a cada cinco anos atrai os aficionados da arte contemporânea, mas como um ponto de encontro de pessoas interessadas em paisagismo e na arquitetura de jardins." A entrada do parque deverá continuar sendo gratuita.
Reunindo 280 páginas de texto e 200 fotos, Gerd Weiss e sua equipe trabalharam durante quatro anos no dossiê de candidatura do Bergpark a Patrimônio Mundial. Com o reconhecimento da Unesco, a Alemanha passa a possuir 38 Patrimônios Mundiais da Humanidade. ´
No total, a lista de Patrimônios Mundiais da Unesco inclui, até agora, 981 monumentos e sítios em mais de 150 países. Até o próximo dia 27 de junho, a Unesco irá analisar a inscrição de 32 sítios que se candidataram este ano à Lista do Patrimônio Mundial. A lista não inclui sítios brasileiros.

Fonte: http://www.dw.de/unesco-anuncia-novos-patrim%C3%B4nios-mundiais-da-humanidade/a-16902456 













Universidade de Coimbra

















Monte Fuji















Parque Wilhelmshöhe

terça-feira, 25 de junho de 2013

Museu Imperial de Petrópolis, RJ, é patrimônio da humanidade

Se antes o Museu Imperial de Petrópolis, Região Serrana do Rio, já era considerado um dos patrimônios mais importantes da Cidade Imperial e do Brasil, depois da última semana a relevância da instituição foi ainda mais elevada. Isso porque o “Conjunto relativo às viagens do imperador d. Pedro II pelo Brasil e pelo mundo”, do acervo do Museu, foi inserido no Registro Memória do Mundo da UNESCO (MOW) – honraria que equivale à patrimônio da humanidade para patrimônio edificado, para documentos em papel escrito e iconográfico.
A honraria é um reconhecimento da representatividade do conjunto de documentos em nível internacional. Em 2010, o material foi agraciado no âmbito nacional com o MOW BR. No ano passado (2012), a instituição preparou um novo dossiê que foi submetido à UNESCO, que concedeu o registro. Com a premiação, o Museu Imperial passa a ser a primeira unidade museológica do Instituto Brasileiro de Museus (Ibram), do Ministério da Cultura, a receber a importante chancela da Organização das Nações Unidas (ONU) para a educação, a ciência e a cultura.
O acervo inclui 44 cadernetas de viagem do imperador d. Pedro II – incluindo textos, cartas e desenhos – e 10 diários da imperatriz d. Teresa Cristina, além de diários de viagem de Luísa Margarida de Barros Portugal, a condessa de Barral, e de Luís Pedreira do Couto Ferraz, o barão do Bom Retiro, que integravam habitualmente a comitiva do imperador. São 2.210 documentos que reúnem correspondências, itinerários de viagem, livros de visitas e registros de contatos do imperador, relatórios de despesas da mordomia da Casa Imperial do Brasil, jornais e outros periódicos, panfletos, programas, saudações e homenagens, convites, desenhos e fotografias. O acervo faz parte da série “Viagens do Imperador – 1840-1913″, que integra o fundo Arquivo da Casa Imperial do Brasil, doado ao Museu Imperial em 1948 pelo príncipe d. Pedro Gastão de Orleans e Bragança, bisneto de d. Pedro II.
“São registros de pessoas e coisas que ele viu, como os desenhos das Pirâmides do Egito, ou correspondências com grandes intelectuais, como Alfred Nobel, Louis Pasteur, Victor Hugo, Henry Wadsworth Longfellow, entre tantos outros. A importância desse reconhecimento se deve à riqueza desses dados e informações da visão de um observador a seu tempo que registrou isso. Ele tinha uma visão do século 19 de um observador privilegiado, um erudito”, destacou o diretor do Museu Imperial, Maurício Vicente Ferreira Jr.

Curiosidades entre os registros
Nos anos de 1871, 1876 e 1887, o imperador fez viagens à Europa e Estados Unidos, onde registrou suas experiências pessoais, além de curiosidades e inovações que surpreenderiam a todos, como a invenção do telefone. “O Conde D’Eu era surdo do ouvido direito e ao conversar com Graham Bell sobre um aparelho para o problema, o imperador ficou sabendo do mais novo invento do cientista, que nada mais era que o telefone. Neste encontro, D. Pedro declamou Shakespeare e acabou despertando no público presente o interesse sobre a nova invenção de Graham Bell”, contou Maurício.
Em 1876, o imperador cruzou os Estados Unidos duas vezes, de um lado ao outro. Foram três meses de viagem de trem, barco e carruagem. Segundo o diretor do museu, a imperatriz d. Teresa Cristina não quis ir e ficou em Nova Iorque. “Em uma dessas viagens, ele foi o único chefe de estado a ir à exposição comemorativa dos 100 anos de independência dos Estados Unidos, que aconteceu na Filadélfia”, lembrou o historiador.
D. Pedro II também foi um dos patrocinadores da construção do Teatro de Bayreuth de Wagner, na Alemanha. “Ele estava na primeira fileira no dia da inauguração”, revelou Maurício, lembrando que a segunda metade do século 19 foi um período de muitas evoluções. “Caminhou muito rápido. Tivemos a invenção do telefone, telégrafo, das comunicações. D. Pedro II foi um apaixonado por essas tecnologias, pelas transformações. Isto está neste conjunto, a riqueza dessas informações”.

Novas honrarias a caminho
E a busca pelo reconhecimento da história não para por aí. A equipe do Museu Imperial já está preparando um novo dossiê sobre a Guerra do Paraguai com documentos visuais – com aquarelas, desenhos e mapas. Com o nome de “Iconografia e cartografia da Guerra do Paraguai em instituições brasileiras”, o documento está sendo elaborado pelo museu e outras sete instituições detentoras de documentação relativa à guerra do Paraguai.
O dossiê será submetido pela UNESCO em agosto para ser reconhecido como Memória do Mundo da América Latina (MOW LAC). “A escolha do assunto é porque ele precisa de um tratamento, ser conhecido. A intenção não é falar dos horrores da guerra. Essa documentação fala do território, do conceito de liberdade, já que os negros e escravos que participavam, quando voltavam ganhavam a alforria. Das relações internacionais pluralistas”, explicou o historiador. Por Andressa Canejo

Fonte: http://defender.org.br/2013/06/24/museu-imperial-de-petropolis-rj-e-patrimonio-da-humanidade/ 

















Museu Imperial de Petrópolis (Foto: Marco Oddone).

 















Caderneta de viagem de Dom Pedro II com muitas anotações. (Foto: Divulgação)

Urgente – Patrimônio Nacional em Risco

A Ministra do Meio Ambiente Sra. Izabella Teixeira afirmou a empresários durante evento em Ouro Preto, Minas Gerais, que acabará com avaliação de impactos ao patrimônio cultural no licenciamento ambiental.
A Ministra que é presidente do CONAMA – Conselho Nacional do Meio Ambiente esqueceu da RESOLUÇÃO CONAMA nº 1, de 23 de janeiro de 1986 – Publicada no DOU, de 17 de fevereiro de 1986, Seção 1, páginas 2548-2549, onde se lê:
Artigo 6º – O estudo de impacto ambiental desenvolverá, no mínimo, as seguintes atividades técnicas:
I – Diagnóstico ambiental da área de influência do projeto completa descrição e análise dos recursos ambientais e suas interações, tal como existem, de modo a caracterizar a situação ambiental da área, antes da implantação do projeto, considerando:
a) o meio físico – o subsolo, as águas, o ar e o clima, destacando os recursos minerais, a topografia, os tipos e aptidões do solo, os corpos d’água, o regime hidrológico, as correntes marinhas, as correntes atmosféricas;
b) o meio biológico e os ecossistemas naturais – a fauna e a flora, destacando as espécies indicadoras da qualidade ambiental, de valor científico e econômico, raras e ameaçadas de extinção e as áreas de preservação permanente;
c) o meio socioeconômico – o uso e ocupação do solo, os usos da água e a sócio-economia, destacando os sítios e monumentos arqueológicos, históricos e culturais da comunidade, as relações de dependência entre a sociedade local, os recursos ambientais comunidade, as relações de dependência entre a sociedade local, os recursos ambientais e a potencial utilização futura desses recursos.

Vamos esperar que tenha sido uma falha de memória.

No link abaixo, o discurso da Ministra:

http://www.youtube.com/watch?v=B-zR-gZPJPo&feature=youtu.be 

Fonte: http://defender.org.br/2013/06/25/urgente-patrimonio-nacional-em-risco/ 

Monumentos de cidade da Coreia do Norte viram patrimônio da Unesco

A ONU colocou monumentos da antiga cidade de Kaesong, na Coreia do Norte, na lista dos patrimônios históricos mundiais.
A Unesco (Organização das Nações Unidas para a Cultura, Ciência e Educação) destacou doze locais históricos da cidade incluindo um palácio, uma escola e as muralhas que defendiam Kaesong. Assista (se necessário, desabilite o bloqueador de pop up)
Kaesong é um dos poucos locais históricos da Coreia do Norte em que a principal atração para os turistas não são monumentos ligados ao regime comunista, que governa o país.
A cidade foi a capital da península coreana entre os séculos dez e 14, durante a dinastia Koryo.

Fonte: http://g1.globo.com/mundo/noticia/2013/06/monumentos-de-cidade-da-coreia-do-norte-viram-patrimonio-da-unesco.html 

domingo, 23 de junho de 2013

Monte Fuji, símbolo do Japão, é reconhecido como patrimônio mundial

PHNOM PENH, 22 Jun 2013 (AFP) - A Organização das Nações Unidas para a Educação, Ciência e Cultura (Unesco) reconheceu neste sábado o Monte Fuji, mundialmente famoso por seu cone vulcânico coroado de neve, como Patrimônio Mundial, ressaltando a importância da montanha para a cultura japonesa.
O comitê da Unesco reconheceu o Monte Fuji durante seu 37º encontro, realizado em Phnom Penh, no Camboja. Ele foi classificado com o um patrimônio cultural, ao invés de natural.
'O Fujisan (Monte Fuji), cone vulcânico solitário, muitas vezes coroados de neve, que se eleva acima das aldeias, mar e lagos arborizados, inspira artistas e poetas há séculos e é um local de peregrinação', ressaltou a Unesco em seu relatório preparatório para a reunião.
'O respeito e o temor inspirados pela forma majestosa do Monte Fuji e sua atividade vulcânica intermitente deram origem a práticas religiosas associadas ao xintoísmo e ao budismo', acrescenta o texto.
'A forma cônica quase perfeita do Monte Fuji inspirou os artistas do início do século XIX, que produziram imagens que transcendem culturas e que permitiram a divulgação da montanha em todo o mundo e que tiveram uma profunda influência sobre o desenvolvimento da arte ocidental', defende.
A parte inscrita pela Unesco inclui o cume da montanha e, espalhados pelas encostas até a base, sete santuários, abrigos que recebem peregrinos e um grupo de 'fenômenos naturais reverenciados' (fontes, cascatas, pinheiros e árvores moldadas na lava).
O vulcão, cerca de 100 km ao sudoeste de Tóquio, eleva-se a 3.776 metros e sua encosta chega até o mar na baía de Suruga.
'É uma das coisas mais bonitas criadas na Terra', declarou há alguns dias à AFP o governador da prefeitura de Shizuoka, Heita Kawakatsu, sobre a montanha imortalizada em 36 vistas do pintor Hokusai.
Estas vistas inspiraram muitos artistas europeus, como Claude Debussy, que escolheu 'The Wave of Kanagawa' de Hokusai como trilha sonora original para 'The Sea'.
Van Gogh, Degas, Manet, Monet, Gauguin e Seurat, todos esses foram, em algum momento, influenciados pelo 'ukiyo-e', a arte gravada na madeira, cujo precursor foi Hiroshige Hokusai no século XIX.
'O Fuji é uma obra-prima da natureza', disse o governador.
O monte recebe entre 250 mil e 300 mil pessoas durante os dois meses de verão em que o montanhismo é autorizado e a recomendação de reconhecê-lo como patrimônio pelo Conselho Internacional de Monumentos e Sítios (ICOMOS) está associado ao desejo das autoridades japonesas em aumentar a vigilância para preservar este local de cerca de 70.000 hectares.
O Monte Fuji é o 17º local do Japão a ser inscrito pela Unesco. Além dos monumentos históricos da Antiga Quioto, o Memorial da Paz em Hiroshima, santuários e templos da cidade de Nikko, os monumentos da antiga capital Nara e o famoso santuário Itsukushima, com o seu 'tori' vermelho, já foram reconhecidos.
O Comitê do Patrimônio Mundial da Unesco deve analisar ainda nesta reunião o registro de 31 sítios naturais e culturais para entrar na lista do patrimônio mundial.
Entre os candidatos que esperam receber o reconhecimento pelo seu 'valor universal excepcional', estão a cidade de Agadez (Níger), as vilas Medicis (Itália) e a estação balneária canadense de Red Bay.
 
 
 
 

sexta-feira, 21 de junho de 2013

Brasília é avaliada na 37ª Sessão do Comitê do Patrimônio Mundial da UNESCO

O Comitê do Patrimônio Mundial da UNESCO, reunido de 16 a 27 de junho em Phnom Penh, no Camboja, avaliou o estado de conservação de Brasília e de outros sítios do Patrimônio Mundial. Com base em relatório encaminhado pelo órgão consultivo ICOMOS – Conselho Internacional de Monumentos e Sítios, o Comitê apresentou decisão com recomendações para a conservação e a proteção dos atributos do sítio inscrito em 1987 na Lista do Patrimônio Mundial da UNESCO.
 
O Comitê reconhece a importância das informações fornecidas pelo Brasil sobre os progressos realizados para a implementação das recomendações feitas pela missão de monitoramento reativo, que esteve em Brasília em 2012. No entanto, registra preocupação com o fato de as recomendações feitas por missões anteriores em relação a aspectos legais, técnicos e institucionais não terem sido suficientemente encaminhadas. 

Entre outras recomendações o Comitê do Patrimônio Mundial solicita: a conclusão da revisão do Plano de Preservação da Área Urbana de Brasília (PPCUB) com a garantia de que as disposições adequadas sejam incluídas para conservar e proteger os atributos do sítio do Patrimônio Mundial; a garantia da existência de regulações adequadas para o uso de espaços públicos definidos pelo Plano na revisão do PPCUB; e o estabelecimento formal e a execução da Estrutura de Gestão proposta. 

Conforme a decisão, o Brasil deve apresentar ao Centro do Patrimônio Mundial, até 1º de Fevereiro de 2014, as propostas de desenvolvimento da infraestrutura ao redor do Estádio Nacional Mané Garrincha, em Brasília, bem como aquelas relacionadas com a Estratégia de Transporte Público, para revisão pelos Órgãos Consultivos, antes de fazer compromissos de aprovação ou de obras. 

Também solicita que o país apresente ao Centro do Patrimônio Mundial, até 1º de fevereiro de 2014, um relatório de progresso e, até 1º de Fevereiro de 2015, um relatório atualizado sobre o estado de conservação do sítio para exame do Comitê do Patrimônio Mundial em sua 39 ª sessão em 2015. 

A sessão, que apreciou o caso de Brasília, contou com a participação de delegação brasileira, integrada por representantes da Delegação Permanente do Brasil junto à UNESCO, do Ministério das Relações Exteriores e da Assessoria de Relações Internacionais da Presidência do Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (IPHAN), do Ministério da Cultura (MinC).
Íntegra da decisão do Comitê do Patrimônio Mundial (em inglês):
 
Informações para a imprensa:UNESCO no Brasil
Ana Lúcia Guimarães, a.guimaraes(at)unesco.org, +5561-2106 3536




 

Arquivo de Niemeyer e documentos de Dom Pedro II são inscritos no Registro Memória do Mundo da UNESCO 2013

Uma coleção com 8.927 documentos, esboços, álbuns e desenhos técnicos do arquiteto Oscar Niemeyer e o patrimônio documental de viagens do imperador D. Pedro II no Brasil e no exterior estão entre as 54 novas inscrições no Registro do Programa Memória do Mundo da UNESCO aprovadas hoje pela Diretora-geral da UNESCO, Irina Bokova. As duas propostas apresentadas pelo Brasil foram analisadas pelo Comitê Consultivo Internacional do Programa Memória do Mundo, que está reunido em Gwangju, República da Coreia, de 18 a 21 de junho.
 
Conforme a proposta de inscrição encaminhada pelo Brasil à UNESCO, o patrimônio documental de Niemeyer, falecido no ano passado, forma um valioso registro da obra de um artista que transformou a arquitetura do século XX no mundo. Muitos destes documentos, além de constituir fontes primárias, são considerados verdadeiras obras de arte. Os esboços e álbuns são documentos originais, raros e, principalmente, únicos. Neles se distingue não só as curvas e a poesia características da obra de Niemeyer, mas também o método de trabalho do arquiteto. 

A coleção de documentos de D. Pedro II se refere a registros de viagens do imperador realizadas entre 1840 e 1913. D. Pedro II empreendeu várias viagens ao longo dos 49 anos do seu reinado, percorreu o Brasil e quatro continentes, permitindo-lhe experimentar novas terras e culturas. Estes documentos foram escritos ou recebidos por D. Pedro II durante um período de profundas mudanças históricas, que mais tarde se tornariam as mais modernas referências culturais, tudo a partir da perspectiva de um observador privilegiado, o Imperador do Brasil, e seus parceiros, principalmente os intelectuais. Estas declarações não só revelam aspectos do pensamento, de descobertas científicas, da diversidade cultural e das paixões políticas, mas também permite analisar as relações diplomáticas entre o Brasil e países de outros continentes. 

Entre as novas inscrições também estão documentos referentes à vida e à obra de Ernesto Che Guevara: dos manuscritos originais de sua adolescência e juventude até seu Diário de campanha na Bolívia, apresentado pela Bolívia e por Cuba e a coleção de testemunhos de vítimas do Holocausto conservada em Yad Vashem de Jerusalém, apresentada por Israel.
Mais informações sobre as novas inscrições do Brasil (em espanhol):
Mais informações sobre as novas inscrições de 2013:
Informações para a imprensa:
UNESCO no Brasil
Ana Lúcia Guimarães, a.guimaraes(at)unesco.org, + 55 61-2106 3536














quinta-feira, 20 de junho de 2013

Após protestos, São Luís contabiliza danos ao patrimônio público

Após os protestos realizados no Centro de São Luís na noite de ontem (19), os rastros de vandalismo promovidos por um pequeno grupo são evidentes na Praça Dom Pedro II, onde ficam as sedes dos governos municipal e estadual.

O Palácio La Ravardiere, onde funciona a sede da Prefeitura de São Luís, é o que mais apresenta depredações. As janelas quebradas e paredes da fachada pichadas ainda podem ser vistas na manhã desta quinta-feira (20). O Palácio dos Leões também sofreu problemas causados pelas pedras atiradas em direção ao edifício. O gramado e as luminárias do jardim também foram danificados.
De acordo com reportagem da TV Mirante, a Prefeitura de São Luís informou que reitera o respeito ao movimento "Vem Pra Rua São Luís" e permanece aberta ao diálogo sobre a pauta de reivindicações, mas lamenta atos isolados de vandalismos ao patrimônio público.
O local foi limpo nas primeiras horas da manhã de hoje. O expediente é normal, tanto na sede da prefeitura quanto no Palácio dos Leões. Os dois edifícios são tombados pelo Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan) e fazem parte do acervo do Centro Histórico de São Luís, titulado pela Unesco como Patrimônio Mundial da Humanidade.

Presos e feridos
De acordo com informações da Secretaria de Segurança Pública (SSP-MA), quatro pessoas foram presas no protesto de ontem (20).
Entre os feridos, quatro policiais e um professor. Todos foram atingidos por pedras jogadas por vândalos.

Fonte: http://g1.globo.com/ma/maranhao/noticia/2013/06/apos-protestos-sao-luis-contabiliza-danos-ao-patrimonio-publico.html 
















Nome do protesto foi pichado nas paredes da
Prefeitura (Foto: Teresa Dias/G1)


 














Vidraças da sede do governo estadual foram
quebradas (Foto: Teresa Dias/G1)

Locais sírios na lista de Patrimônio da Humanidade estão em risco, diz ONU

A Cidade Antiga de Aleppo e outros cinco locais sírios foram incluídos na lista do Patrimônio da Humanidade da Unesco em perigo em consequência da guerra civil na Síria, anunciou a Organização da ONU para a Educação, a Ciência e a Cultura.
A Cidade Antiga de Aleppo sofreu danos consideráveis, segundo o Comitê do Patrimônio Mundial da Unesco.
Seis localidades integram a lista de Patrimônio da Humanidade: os centros históricos de Damasco, Bosra e Aleppo, o oásis de Palmira, o Krak dos Cavaleiros e Qal'at Salah El-Din (Cidadela de Saladino) e os antigos vilarejos do norte da Síria.

Fonte: http://g1.globo.com/revolta-arabe/noticia/2013/06/locais-sirios-na-lista-de-patrimonio-da-humanidade-estao-em-risco-diz-onu.html 















Moradores fazem fila para pegar água em carro-pipa em 12 de fevereiro em Aleppo, uma das cidades mais devastada pelos confrontos (Foto: AFP)

sábado, 15 de junho de 2013

Requalificação do Museu Histórico e Cultural de Jundiaí, SP

Desenvolvido pelo escritório paulistano Aum Arquitetos, o projeto de intervenção no Museu Histórico e Cultural de Jundiaí conquistou o Prêmio IAB/SP 2012 na categoria patrimônio histórico - requali ficação e restauro. O casarão foi construído na segunda metade do século 19 e tombado em 1970 pelo Condephaat, órgão estadual de preservação do patrimônio.
 
O Museu Histórico e Cultural de Jundiaí funciona desde 1965 em um casarão de 1862, conhecido como Solar do Barão e erguido de frente para uma praça na região central da cidade.
 
Apontado como uma das primeiras casas urbanas da elite jundiaiense, ele tem características das sedes de fazenda do ciclo do café e pertenceu a Antônio de Queiróz Telles, o barão de Jundiaí. O equipamento é administrado pela prefeitura e atrai a população pelo acervo, pela programação musical que apresenta e também pelo jardim arborizado que ocupa o miolo de quadra por trás da construção.
Em 2012, a diretoria da instituição investiu em um novo plano para potencializar o uso do espaço, o que implicou a necessidade de um projeto para restaurar e ampliar o museu. A responsabilidade coube ao escritório Aum Arquitetos, que propõe uma intervenção em etapas, a começar por reparos de patologias da construção, valorização dos elementos internos autênticos e implantação da infraestrutura necessária para transformar as instalações em um espaço expositivo contemporâneo e com maior capacidade de público.

Entre as alterações previstas está uma de pequeno porte, porém bastante signifi cativa, para transformar o acesso lateral já existente em entrada principal. “Assim não será mais necessário passar por dentro do museu para chegar ao jardim e ambos poderão ter funcionamento independente”, comenta André Dias Dantas, um dos autores do projeto.

A entrada conduzirá a um passeio que, na mesma cota da rua, atravessará o jardim até um novo bloco construtivo, com auditório no térreo e sala de múltiplo uso no pavimento superior. Para tirar proveito da paisagem, tanto o foyer como a ligação coberta entre o auditório e o casarão serão vedados por vidros.

Também é previsto um volume nos fundos do lote para abrigar reserva técnica e instalações para funcionários. Todas as árvores existentes serão preservadas. De acordo com Dantas, o trabalho está na fase de contratação de projetos complementares e ainda não há data prevista para o início das obras.

Publicada originalmente em PROJETODESIGN
Edição 397 Março de 2013