quarta-feira, 27 de fevereiro de 2013

Força-tarefa tenta angariar verba federal para centro histórico em MT

Uma força-tarefa integrada pelo secretariado municipal de Cuiabá vai elaborar projetos básicos e executivos para revitalização e restauração do patrimônio histórico da cidade dentro do prazo de trinta dias. Esse é o tempo que a Prefeitura tem para se habilitar e concorrer, em meio a um total de 44 municípios, a parte dos R$ 300 mil oferecidos pelo governo federal no Programa de Aceleração do Crescimento (PAC) Cidades Históricas.
O governo federal exige a elaboração de projetos básicos e executivos de revitalização de patrimônio histórico como condição para os municípios concorrerem a recursos do PAC Cidades Históricas, destinados a revitalizar áreas e imóveis de valor histórico-cultural. A verba total é de aproximadamente R$ 1 bilhão, mas a primeira parte a ser aplicada entre os municípios é de R$ 300 milhões.
Capital mais antiga da Região Centro-Oeste, Cuiabá tem 400 imóveis no centro da cidade tombados pelo patrimônio histórico. Outros 600, embora não sejam tombados, circundam a área e também detêm pontos de interesse histórico-cultural.
Para recuperar os imóveis, em grande maioria depredados, Cuiabá precisa da verba oferecida pelo governo federal uma vez que o orçamento municipal está praticamente todo “engessado” por força de uma dívida de quase R$ 1 bilhão.
Contudo, a cidade não detém projetos suficientes para concorrer a uma fatia dos investimentos, a não ser um que prevê o rebaixamento da fiação elétrica e telefônica nas ruas da região central da cidade abrangida pelo tombamento do Instituto do Patrimônio Histórico Artístico Nacional (Iphan).
O projeto de fato tem potencial para erradicar a poluição visual na área, mas é insuficiente para angariar todos os recursos de que a cidade precisa para revitalizar seu patrimônio urbano, segundo o prefeito Mauro Mendes. Daí  a força-tarefa lançada no âmbito da prefeitura. “Montamos uma operação de guerra. Esse é o meu foco nos próximos 30 dias”, assegurou Mendes. Por Renê Dióz

Fonte: http://www.defender.org.br/forca-tarefa-tenta-angariar-verba-federal-para-centro-historico-em-mt/ 

 

Casa de Frank Lloyd Wright poderá ser enviada, de barco, dos EUA para a Itália

Desenhada em 1954 por Frank Lloyd Wright, a Bachman Wilson House poderá ser desmontada e transportada, de barco para a Itália. Joia da arquitetura moderna, a residência localizada em Millstone, no estado norte-americano de New Jersey, deverá ser transplantada porque, de acordo com os atuais donos, sofre com as constantes enchentes do local.
Os proprietários - Sharon e Lawrence Tarantino - são arquitetos, e pedem um milhão de euros pelo pacote, que inclui a casa, os móveis originais e o transporte. “Vivemos aqui há 25 anos e, nos últimos anos, os alagamentos têm piorado. Temos que fazer o que é melhor para a casa”, disse Sharon a reportagem do jornal inglês Daily Telegraph.

O casal está em negociação com o italiano Paolo Bulletti, também arquiteto, que organizou uma exposição sobre Wright na pequena cidade onde ele viveu em 1910: Fiesole, nos arredores de Florença.
“Queremos garantir o futuro da residência antes de desmontá-la e transportá-la”, disse Sharon. “Para onde quer que ela vá, é importante que o local tenha uma conexão com a história de Wright”. Felizmente, os prefeitos de Fiesole e Florence já manifestaram interesse em importar a residência, que deve se tornar um museu ou centro de exposições em uma das duas cidades.

Fonte: http://www.arcoweb.com.br/noticias/casa-frank-lloyd-wright-enviada-barco-italia.html

 




















































Imagens: Site Arcoweb

Residência de Charles e Ray Eames nos EUA passará por primeiro restauro

A agência de publicidade Nebo encontrou uma forma pouco usual de reunir 150 mil dólares para financiar o primeiro restauro da Eames House, ícone da arquitetura do século 20, projetado e habitado pelo casal Charles e Ray Eames, em Los Angeles, Califórnia.
A iniciativa é encabeçada pela Eames Foundation, responsável pela manutenção do patrimônio material e imaterial deixado pelo casal de arquitetos e designers.

O dinheiro deverá ser obtido a partir da venda de impressos exclusivos com desenhos geométricos inspirados nos desenhos Eames, cada um pelo valor de 75 dólares. Para cada venda, as empresas Herman Miller e Vitra prometem dobrar o dinheiro arrecadado.
De acordo com Eames Demetrios, neto do casal e presidente da fundação, o objetivo é conseguir o dinheiro e, ao mesmo tempo, promover o trabalho de seus avós. Como? Para comprar um painel, é preciso visitar o site oficial de venda, que apresenta uma linha do tempo com a obra completa dos Eames, além de vídeos que contam a história da casa.

Fonte: http://www.arcoweb.com.br/noticias/residencia-charles-ray-eames-eua-primeiro-restauro.html 






























































Imagens:  Site Arcoweb

terça-feira, 26 de fevereiro de 2013

Conheça o principal museu sobre a arte popular mexicana

Prestes a completar sete anos de fundação, em março, o Museo de Arte Popular é o local ideal para quem deseja conhecer mais sobre a arte mexicana em todas as suas expressões. Localizado na Cidade do México, a instituição apresenta peças de madeira, barro, papel, plástico e têxteis feitas por artesões de diversas regiões do México.
O museu conta com quatro exposições permanentes. Na sala Esencia, a produção artesanal mostra a interação entre três pilares: homem, natureza e sociedade. Nela está o mural do pintor e caricaturista mexicano Miguel Covarrubias, pintado em 1947. A obra destaca a estreita relação entre os produtos artesanais e o meio ambiente, tema muito respeitado pelo povo local.
Na sala Vida Cotidiana é possível observar como a arte está presente no cotidiano dos mexicanos, por exemplo, com objetos decorativos e de função utilitária. A inserção aos costumes e o folclore do país continuam na sala Lo Fantástico, com peças inspiradas em cenas da natureza – elas são como uma fonte de inspiração e, muitas vezes, estão relacionadas com rituais.
Com a chegada da religião católica, trazida pelos espanhóis, os artistas indígenas encontraram na arte uma maneira de se expressar. Esse sentimento é passado nas obras da sala Lo Sagrado, em que as obras expressam magia, vida, morte e o mistério do divino. O último ambiente é dedicado ao estudo da arte popular e a oficinas de artesanatos.
Atualmente, o museu apresenta uma exposição temporária: “Yolanda Vargas Dulché – Contadora de historias”, escritora pioneira da literatura popular do México (até 31 de março). O local possui uma loja onde é possível comprar os melhores artesanatos da capital mexicana.

Serviço
Museo de Arte Popular

Centro Historico
Tel.: 00xx 52 55 5510.2201
Entrada: R$ 6

Fonte:  http://www.defender.org.br/conheca-o-principal-museu-sobre-a-arte-popular-mexicana/


















O Museo de Arte Popular é ideal para quem deseja conhecer mais sobre a arte mexicana Foto: Omar Bárcena/Creative Commons

Inventário de prédios históricos reacende debate sobre preservação do patrimônio em Santo Ângelo (RS)

A retomada do inventário de 116 prédios históricos, a partir de março, provocará novamente um atrito entre órgãos públicos, entidades culturais e moradores de Santo Ângelo, nas Missões.
Enquanto entidades municipais de cultura e Ministério Público defendem a conservação do patrimônio arquitetônico no centro da cidade, os proprietários de imóveis temem que a proteção impeça reformas e novos investimentos.
O estudo é realizado no município desde maio do ano passado, em convênio com o Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico do Estado (Iphae). A proposta é verificar o valor de cada imóvel e indicar quais deles devem ser tombados como patrimônio histórico.
O levantamento técnico também apontará quais os níveis de preservação a que cada prédio estará submetido, e o que cada proprietário poderá ou não fazer na construção, mesmo que seja sua casa.
Apesar de o processo estar em andamento, a equipe que realiza o inventário não soube informar o número exato de imóveis que são residenciais no Centro Histórico de Santo Ângelo. Sabe-se apenas que a maioria das matrículas é de propriedade particular.
— Estimamos que a maior parte será indicada para preservação de fachada, o que admite várias intervenções construtivas. Só porque o prédio é antigo não quer dizer que ele tem valor histórico e será tombado. Mas é preciso que haja uma lei regulamentando a questão — pondera a historiadora Débora Mutter, 24 anos, mestre em História pela PUCRS, que integrou a equipe multidisciplinar coordenada pelo arquiteto e urbanista Paulo Tissot.
O estudo completo sobre o assunto deve ser entregue até a metade deste ano, de acordo com Tissot, já que parte do inventário foi encaminhada ainda no fim do ano passado.
— Para concluir o projeto precisamos conversar com todos os proprietários e explicar qual o tipo de valor atribuído ao seu imóvel. Também é necessário avaliar o interior de cada prédio — ressalta o arquiteto.

Falta de esclarecimentos incomoda os proprietários
Proprietário de um imóvel no centro de Santo Ângelo, considerado histórico por suas características arquitetônicas e por relatos de que Luís Carlos Prestes teria trabalhado no local, o advogado Nelmo Costa, 47 anos, contesta a proposta. Para ele, o prejuízo é tanto para o imóvel quanto para os proprietários:
— O sistema de tombamento adotado no Brasil é fracassado, pois gera problemas imensos e que se arrastam por décadas. Os proprietários têm os bens desvalorizados, sem contar que estão sujeitos a penalidades.
Segundo Costa, outro ponto não esclarecido até o momento envolve indenizações. Ele observa que os proprietários aguardam uma forma de compensação financeira se tiverem seus imóveis tombados.
É o caso do próprio advogado, que tinha o interesse de construir um apart-hotel no imóvel que adquiriu e acabou desistindo. Os motivos foram o tombamento provisório e uma decisão judicial, a partir de ação civil pública, impedindo a realização de qualquer obra.
— Não podemos fazer modificações de qualquer ordem, reformas, alterações ou demolições. E há restrições para transferência de herança ou venda. Tenho um financiamento travado de R$ 500 mil. A ideia era construir um hotel, mas agora não sei mais se vou fazê-lo — afirma o advogado.

Impasse surgiu após demolição de prédio histórico no município
A polêmica em torno do tombamento de imóveis ganhou repercussão quando o Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico do Estado (Iphae) tombou, provisoriamente, em agosto do ano passado, o Centro Histórico de Santo Ângelo, que compreende cerca de 500 imóveis. No local, ficava a Redução Jesuítica Santo Ângelo Custódio.
A medida, justificada como preventiva, ocorreu após um prédio construído no início do século 20 ter sido parcialmente destruído. Na época, a obra foi embargada pela Justiça. Mas após o proprietário obter decisão liminar, a estrutura foi demolida.
A promotora de Justiça de Santo Ângelo, Paula Regina Mohr, em entrevista à época da intervenção do Iphae, lembrou que o MP vem tentando discutir a questão desde 2004. Segundo ela, a ausência de uma lei específica deixa a situação dos prédios históricos indefinida.
— Na segunda tentativa de discutir uma lei, em 2009, houve uma reação muito contrária de alguns proprietários, e o projeto acabou não sendo votado. Acho que foi um erro, porque acabou colocando todo mundo em situação de insegurança. Afinal, onde não tem lei, há uma insegurança — destaca a promotora.

As etapas
— O primeiro passo é a pesquisa documental, que já foi concluída.
— Em seguida, vem a pesquisa de campo, que está em andamento e inclui o levantamento das edificações com registros gráficos, fotográficos, elaboração de croquis de plantas e fachadas.
— A etapa seguinte é a classificação dos imóveis de acordo com três graus de preservação, o que restringe certas obras nos locais.
— O critério de classificação será determinado pelo Iphae e por equipe multidisciplinar da prefeitura. Por Fernando Goettems

Fonte: http://www.defender.org.br/inventario-de-predios-historicos-reacende-debate-sobre-preservacao-do-patrimonio-em-santo-angelo-rs/ 















Ministério Público alerta que falta de uma lei específica deixa situação das construções indefinida. Foto: Fernando Gomes / Especial

Ribeirão Preto apresenta projeto de restauro do casarão da Caramuru

FERNANDA TESTA

A Prefeitura de Ribeirão Preto (313 km de SP) apresentou nesta segunda-feira (25) o projeto selecionado pela Secretaria de Estado da Cultura para o restauro do casarão da avenida Caramuru -- patrimônio histórico do município.
Orçado em R$ 330 mil, o projeto é um estudo preliminar da restauração do imóvel. O plano definitivo deve ser apresentado em seis meses.
Erguido no século passado, por volta de 1880, o imóvel foi tombado pelo Condephaat (Conselho de Defesa do Patrimônio Histórico, Artístico, Arqueológico e Turístico do Estado de SP) em 1988, e denominado Casa Caramuru.
Segundo Bruno Salvador, arquiteto responsável pelo estudo, o objetivo é preservar as características originais da casa durante o restauro.
Uma das propostas é utilizar as salas do casarão para criar ambientes como salas de exposição, biblioteca e sala de estudos, segundo o arquiteto. O projeto contempla ainda a acessibilidade, com a implantação de elevadores.
De acordo com o secretário da Cultura de Ribeirão, Alessandro Maraca, R$ 660 mil foram aplicados por governo do Estado, Condephaat e prefeitura no casarão da Caramuru, incluindo a cobertura do imóvel.
Apesar da apresentação do projeto, ainda não há recursos para a restauração. "Os investimentos podem ser federais, estaduais ou de leis de incentivo. Investimentos privados também serão aceitos", afirmou Maraca.
Após a restauração, o local deverá se tornar algum tipo de atividade cultural. 

Fonte: http://www1.folha.uol.com.br/cotidiano/ribeiraopreto/1236668-ribeirao-preto-apresenta-projeto-de-restauro-do-casarao-da-caramuru.shtml 















Fachada do casaraão Caramuru, em situação de abandono















Vista do telhado do casarão da Caramuru, em Ribeirão Preto (SP), que passará por restauro

Fiéis fazem campanha para restaurar santuário em Pouso Alegre, MG

Os fiéis do Santuário Imaculado Coração de Maria de Pouso Alegre (MG) estão empenhados em campanhas para conseguir dinheiro e recuperar a estrutura do templo, que foi destruída há cinco meses. Parte do teto da paróquia desabou em setembro de 2012 e a preocupação é de que ocorram novas quedas. Para evitar novos estragos, a expectativa dos frequentadores da igreja é arrecadar pelo menos R$ 500 mil e fazer uma reforma completa.
O santuário tem quase 110 anos e é tombado pelo patrimônio histórico do município. Nos arcos do teto de estilo gótico, alguns sinais já mostram o comprometimento da estrutura. A parte interna do teto já denuncia a idade da construção. Na época em que foi construída, não havia eletricidade e por isso, a rede elétrica não é embutida. Por isso, a fiação é antiga e os cabos são enrolados em lã. O forro nunca foi trocado e o telhado foi substituído há pouco tempo, mas não foi colocado corretamente, o que causou muitas infiltrações.
Segundo o pároco reitor do santuário, Heitor de Menezes, é possível observar que a madeira do teto está carunchada. “A corda que amarrava a estrutura era antiga e tememos que agora aconteçam novas quedas. Nós investigamos o restante da estrutura e vários pontos precisam da reforma”, disse.
A engenheira Cláudia Andrade e Silva reitera de que uma reforma no santuário é necessária. “Tem uma infiltração que está prejudicando e comprometendo seriamente a estrutura, no entanto, as obras devem ser conduzidas por uma equipe especializada”, comentou.
E se depender da vontade da comunidade, a reforma será feita rapidamente. “Eu não vejo a hora de ver a igreja reformada e sem medo de quedas”, disse uma das frequentadoras do santuário.

Serviço – Quem quiser ajudar o Santuário pode entrar em contato pelos telefones (35) 3421-1108 ou (35) 3421-4492.

Fonte: http://g1.globo.com/mg/sul-de-minas/noticia/2013/02/fieis-fazem-campanha-pare-restaurar-santuario-de-pouso-alegre-mg.html 

















Santuário Imaculado Coração de Maria de Pouso Alegre

















Campanha vai tentar recuperar estrutura de santuário. (Foto: Reprodução EPTV)

domingo, 24 de fevereiro de 2013

Rodoviária do Plano Piloto passará por obras de revitalização

O governo do Distrito Federal liberou R$ 800 mil para reparos na Rodoviária do Plano Piloto, em Brasília. As obras de revitalização preveem limpeza de pisos e concretos e pintura.
O empenho inicial para a realização das reformas foi publicado nesta sexta-feira (22) no Diário Oficial do Distrito Federal. Após a contratação, a empresa vencedora da licitação terá 180 dias para executar as obras.
Segundo a Novacap, na reforma estão previstas a limpeza de cerâmicas, concretos, pisos, tetos de viadutos e revestimentos de mármore. Também serão aplicados vernizes antipichação em diversas paredes e tetos.
Todos os banheiros devem ser reformados seguindo um novo projeto arquitetônico. Para melhorar a acessibilidade de quem transita no local, será implantado o piso podotátil -  com faixas e esferas em relevo. Mais placas devem ser instaladas na rodoviária a fim de facilitar a localização e o trânsito de passageiros.
Os guarda-corpos do Buraco do Tatu, os tetos do mezanino e da cobertura da plataforma superior serão pintados, além dos concretos aparentes de ambas as plataformas. As grelhas de águas pluviais da plataforma superior serão recuperadas e os fossos das escadas rolantes interligados à rede de água da chuva.

Histórico
Uma reforma geral na rodoviária do Plano Piloto estava prevista pelo governo do Distrito Federal (GDF) para o ano passado, mas apenas as escadas rolantes foram trocadas.
Em 2011, uma outra licitação para reformar a rodoviária foi cancelada pelo governo. Na época, a Secretaria de Obras alegou que o projeto não contemplava obras de acessibilidade e não seguia normas de tombamento exigidas pelo Instituto do Patrimônio Histórico, Artístico e Nacional (Iphan).

Fonte:  http://g1.globo.com/distrito-federal/noticia/2013/02/rodoviaria-do-plano-piloto-passara-por-obras-de-revitalizacao.html


Com menos fiéis, igrejas vão à venda na França

A constante redução do número de católicos na França está acelerando a venda de igrejas e outras propriedades religiosas no país.
Além do menor número de fiéis, a crise econômica também provoca queda nas doações. Em muitos casos, faltam recursos para fazer obras de manutenção. Em outros, falta dinheiro para custear simples despesas regulares de funcionamento.
'As dioceses estão em uma situação financeira crítica, com cada vez menos fiéis', afirma Maxime Cumunel, do Observatório do Patrimônio Religioso, uma entidade civil que busca preservar o patrimônio histórico religioso.
O corretor imobiliário Patrice Besse, especializado na venda de propriedades religiosas, explica que 'antes as dioceses se sentiam incomodadas em vender suas igrejas. Afinal, elas foram construídas com o dinheiro de doações. Agora é uma necessidade econômica. É preciso vender algumas para salvar outras.'
'Há cada vez menos fiéis e menos doações. O fenômeno de venda de igrejas está aumentando', estima Besse.

Manutenção
A corretora de Patrice Besse dispõe atualmente de seis igrejas à venda, com preços entre 50 mil e 500 mil euros (aproximadamente entre R$ 130 mil e R$ 1,3 milhão).
Ele acaba de vender uma igreja na cidade de Soissons, no norte da França, por 125 mil euros, que foi comprada por um pianista anglo-taiuanês de 21 anos, internacionalmente famoso.
Besse também negocia a venda de outra igreja em Soissons, com estilo Art Déco, estimada em 350 mil euros e que pertence à paróquia local.
'A manutenção custa caro, e muitas paróquias preferem vender seus bens para não ter de arcar com despesas de obras', afirma o corretor.
É o caso de uma capela na região de Bordeaux, no sudoeste da França. A diocese de Bordeaux explica em seu site que a capela está fechada desde julho de 2011 por razões de segurança. As obras necessárias são estimadas em 400 mil euros.
'Nem o Episcopado nem a paróquia de Talence têm os recursos financeiros para realizar as obras. O dinheiro obtido com a venda da capela será bem-vindo para atender às necessidades das missas da paróquia', afirma a diocese.
Uma igreja na pequena cidade de Vandoeuvre-les-Nancy, no leste da França, foi vendida no ano passado em razão da falta de fiéis. Ela se tornará um centro comercial.
'Só uma centena frequentava a igreja, que tem capacidade para mais de 700 pessoas', justificou a diocese de Nancy, que obteve 1,3 milhão de euros com a venda.

Menos católicos
O número de católicos na França vem caindo regularmente nas últimas décadas, segundo diferentes estudos. Paralelamente, o número de agnósticos (sem religião) e ateus vem aumentando no país e já atinge, respectivamente, quase 19% e 4,2%, de acordo com a Enciclopédia Cristã Universal.
Outra pesquisa, do Instituto Nacional de Estudos Demográficos da França, publicada em 2009, revela que 45% dos franceses entre 18 e 50 anos se dizem sem religião.
A população católica na França era de 60,4% em 2010 (último dado disponível), segundo o instituto americano Pew Research Center e outros estudos realizados no país.
Nos anos 1970, o número de católicos na França era de quase 88%, de acordo com a Enciclopédia Cristã Universal.
Mas entre os que se dizem católicos e os efetivamente praticantes há uma grande diferença. De acordo com uma pesquisa do instituto Ifop, apenas 4,5% dos franceses afirmam ir à igreja todos os domingos e somente 15% dizem frequentá-la 'regularmente', ou seja, pelo menos uma vez por mês.
Uma lei de 1905, que garante a separação entre a Igreja e o Estado, determina que os bens imobiliários religiosos construídos antes de 1905 pertencem às prefeituras, que têm a obrigação de mantê-los em bom estado.
Os prédios religiosos construídos após essa data são propriedade da Igreja. Somente as catedrais pertencem ao governo nacional. Na França, devido à lei, as igrejas não podem receber subvenções.
Nesse período de crise, muitas prefeituras que possuem igrejas (obrigatoriamente construídas antes de 1905) também não hesitam em vendê-las para não ter gastos com obras, como conserto de telhados ou de eletricidade.
Segundo um levantamento realizado por Benoît de Sagazan, que integra o Observatório do Patrimônio Religioso e possui um blog sobre o tema, há 43 igrejas e capelas à venda na França neste mês de fevereiro.

Fonte:  http://g1.globo.com/economia/noticia/2013/02/com-menos-fieis-igrejas-vao-a-venda-na-franca.html





















Igreja d'Hirson, comprada por uma pianista
(Foto: Imobiliária Patrice Besse)
















Igreja em estilo Art Déco à venda na cidade francesa de Soissons (Foto: Imobiliária Patrice Besse)

Lajeado (RS) – Descaso com patrimônio histórico persiste

Sem uma legislação que proteja os prédios antigos do município, a história dos primeiros moradores de Lajeado segue ameaçada. Em fevereiro de 2012, administração municipal e Ministério Público (MP) anunciavam a criação de leis para preservar os patrimônios culturais do município. Um ano depois, o cenário é ainda pior.
Dos 35 prédios históricos catalogados no inventário em 1992 pelo Instituto do Patrimônio Histórico e Cultural do Estado (IPHAE), 12 foram demolidos. Outros estão em situação precária e com suas estruturas ruindo.
Em 2009, parte da platibanda – parede ou grade de pequeno porte que esconde o telhado – de uma antiga casa na rua Júlio de Castilhos caiu sobre uma lanchonete vizinha. Ninguém estava no local no momento da queda.
A situação de um dos patrimônios mais emblemáticos da cidade piorou nesse último ano. Localizada na Rua Osvaldo Aranha, a antiga residência do ex-prefeito lajeadense e deputado estadual pela União Democrática Nacional (UDN), Bruno Born, é uma das mais antigas na cidade. Lá funcionou, também, a agência do “Deustche Bank”, o Banco Alemão.
Com janelas e portas quebradas, o prédio foi invadido por usuários de drogas e serve de moradia para moradores de rua. A estrutura está a venda, e até os proprietários temem ir até o local. Mãe da dona da casa, Leonice Purper lamenta a situação. Diz que diversos móveis, objetos e documentos que estavam no local foram furtados. “Fizemos diversos Boletins de Ocorrência (BO), mas não adianta.”
A residência encabeça a lista de prédios históricos do inventário cultural do município. Em fevereiro de 2012, a administração municipal anunciou a intenção de comprar o imóvel por R$ 135 mil. “Por meio de emendas, tentaremos recursos para reformá-lo”, afirma na época o então secretário de Cultura e Turismo (Secultur), Gerson Teixeira. Uma das ideias seria transformá-lo em um museu.
O negócio emperrou e foi esquecido. “A venda estava definida, mas na última hora nos disseram que não havia dinheiro”, lembra Leonice. Ela se queixa da falta de incentivos para manter a estrutura em boas condições.
Afirma que a família dispõe apenas de um desconto no IPTU, mas em função da presença de árvores nativas no terreno. “É triste, mas como reformaremos sem incentivos.”
“É preciso uma lei que proteja os patrimônios”
A presidente do Conselho Municipal de Cultura, Ana Lúcia Pretto, defende a criação de um lei municipal que proteja os patrimônios históricos. Marques de Souza e Itapuca são duas cidades próximas que possuem essa legislação.
Dessa forma, o Executivo poderia repassar recursos para auxiliar nas reformas e manutenções do prédio. Também serviria para evitar que as estruturas originais fossem modificadas.
Hoje, todos os prédios catalogados podem ser demolidos ou remodelados. “Se não fizermos algo, em poucos anos perderemos nossas referências históricas.”
Sobre o Inventário do Patrimônio Cultural, diz que o trabalho foi realizado com critérios “duvidosos”. Lamenta o fato do documento não constar no Plano Diretor do município. “Isso evitaria demolições e modificações das estruturas originais.”
A historiadora defende a atualização do inventário. Lembra que houve negociações com o IPHAE e que o órgão se mostrou disposto. Falta apenas a iniciativa do poder público. “Muitos municípios despertaram para o valor histórico, e hoje o turismo gera renda para eles.”
Para a presidente do conselho, o exemplo de preservação do Parque Histórico Municipal de Lajeado é questionável. “Se trata de um parque temático, mas não histórico.” Ela afirma que os prédios antigos perderam parte de seus valores históricos ao serem retirados do local de origem.
Segundo a historiadora, o entorno e as localidades ondem as casas se encontravam também fazem parte do contexto avaliado por historiadores. “Em função disso, o parque teve negados diversos processos para angariar recursos.”

“A ideia de que o tombamento congela a edificação não é verdadeira”

Entrevista com o diretor do IPHAE, Eduardo Hahn
Qual a importância do tombamento de um prédio?
O tombamento reconhece a importância de uma edificação para a sociedade. A partir da sua finalização, o imóvel pode se utilizar das Leis de Incentivo à Cultura Estadual – LIC ou Federal – Lei Rouanet, para a sua restauração. Tanto o poder público quanto os proprietários podem se utilizar de tais recursos. Centenas de edificações foram restauradas por todo o estado utilizando estes recursos.
Quem pode executar o tombamento?
O tombamento pode ser executado pelos municípios, por meio de sua secretaria ou conselho competente, pelo estado, por meio do IPHAE ou pela União, por meio do IPHAN.
O que é preciso para tombar um prédio?
Para tombar uma edificação em nível estadual é necessária uma solicitação formal, por meio de um documento, que será utilizado para a abertura de um processo administrativo que visa à análise do mérito da solicitação. Este processo deverá ser instruído com documentos necessários para a compreensão da edificação, de seu entorno e seu contexto histórico e social.
O que não é permitido fazer com um prédio tombado?
O tombamento impõe limitações quanto à demolição ou transformação do mesmo. Cada caso é avaliado individualmente quanto à riqueza de elementos decorativos, integridade da mesma, importância dos elementos existentes, etc. A ideia de que o tombamento congela a edificação não é verdadeira. São permitidas alterações visando a sua melhor utilização social, desde que não descaracterizem os elementos considerados relevantes durante o processo de tombamento.
Como você avalia o fato de apenas um prédio ser tombado pelo Estado na região do Vale do Taquari?
O fato pode representar o pouco valor dado pela sociedade local para os seus imóveis e para a sua história, o que resulta em uma busca de reconhecimento ineficiente. Grande parte do patrimônio do estado é desconhecido, pois a quantidade de inventários finalizados é pequena. O inventário deve ser utilizado como forma de proteção, e ser encaminhado, inclusive, para as Instituições Jurídicas, que podem auxiliar na proteção do patrimônio regional.

Fonte:  http://www.defender.org.br/lajeado-rs-descaso-com-patrimonio-historico-persiste/

















Antigo Banco Alemão

















Casa de Cultura - único prédio tombado no município















Prédio da Papelaria Cometa

Pontos turísticos terão placas para ‘salvar’ pedestre perdido em SP

Ontem à tarde, duas universitárias de São José do Rio Preto, mapas tirados do Google na mão, tentavam ir do Pateo do Collegio à praça da Sé, no centro de São Paulo.
O trajeto de pouco mais de cem metros pode parecer fácil para um paulistano. Mas era a primeira vez de Amanda Pereira, 22, e Carla Cristina Nunes, 29, na cidade. “Se você não é daqui, fica difícil se achar”, diz Amanda.
Andando a pé pelo centro, pedindo informações a policiais, as duas já tinham passado pela manhã por Mercado Municipal, parque da Luz, Pinacoteca e rua 25 de Março.
“Placas de orientação ajudariam muito o turista. Aqui [no Pateo do Collegio] poderia ter uma placa avisando: ‘Praça da Sé é para esquerda’”, sugere Carla.
Se as turistas voltarem no fim do ano, esse problema estará resolvido –é o que promete a SPTuris, empresa de turismo de São Paulo.
No segundo semestre, a empresa deve instalar as placas de sinalização turística para pedestres no centro. A licitação será aberta assim que o Conpresp (órgão municipal do patrimônio histórico) aprovar o projeto.
Serão 74 locais, entre atrativos turísticos –como a igreja da Sé, Museu da Língua Portuguesa, edifício Itália e o antigo prédio do Banespa– e ruas de comércio popular como a 25 de Março, a Santa Ifigênia e a José Paulino.
Serão três tipos de placas. Um deles vai dar a direção dos principais atrativos, para o pedestre saber qual caminho deve seguir.
O outro vai contar um pouco sobre o local, como a história e estilo arquitetônico, e terá até um código “QR code” que permite, pelo celular, acessar mais informações pela internet, como horário de funcionamento e venda de ingressos, se houver.
O terceiro tipo de placa terá informações sobre a região –que pode ser uma praça, um parque, um terminal de ônibus e uma estação de metrô, por exemplo–, com dados sobre os pontos turísticos do entorno, mapa indicativo e distância até aquele local.
As placas vão custar cerca de R$ 600 mil vindos de um convênio com o Ministério do Turismo que já custeou a sinalização para carros.
De acordo com a diretora de Turismo da SPTuris, Luciane Leite, a empresa vai procurar o ministério para fazer o mesmo em outras áreas, como Vila Madalena e a região da avenida Paulista. A ideia é que tudo esteja pronto até a Copa de 2014. Por Evandro Spinelli e Leandro Machado

Fonte:  http://www.defender.org.br/pontos-turisticos-terao-placas-para-salvar-pedestre-perdido-em-sp/



Iepha libera R$ 5,6 milhões para restaurar 16 bens em MG

Um sobrado sustentado por escoras, uma igreja interditada, uma capela em ruínas. Todos eles sairão do abandono rumo à redenção. Esse é o caminho prometido para 16 bens tombados do estado que receberam autorização ontem para obras e projetos de restauração. O Instituto Estadual do Patrimônio Histórico e Artístico de Minas Gerais (Iepha/MG) assinou as ordens de serviço para recuperação de igrejas, sobrado e capela em risco. O investimento, de R$ 5,6 milhões, é o maior destinado ao patrimônio nos últimos 10 anos e esperança para quem vê a história ruir pela ação do tempo e do descaso. O órgão promete lançar, no mês que vem, novo pacote de obras, no valor de R$ 5 milhões, que contemplará mais oito edificações.
O gerente do Programa Minas Patrimônio Vivo, projeto estruturador do estado, Diogo Corgosinho Borges, informou que a seleção das obras considerou o estado crítico dos prédios. “Levamos em conta a urgência técnica e priorizamos as edificações com risco e problemas graves. Alguns estão em situação alarmante”, afirmou. O pacote lançado ontem inclui seis obras, entre intervenções estruturais e de recuperação dos elementos artísticos internos dos templos, além de 10 projetos executivos. O prazo de conclusão das ações é de três a cinco meses para os projetos e de seis a oito meses para obras.
Com o investimento, a Igreja Matriz de Nossa Senhora da Assunção da Lapa, no distrito de Ravena, em Sabará, na Grande BH – uma das principais beneficiadas, com R$ 1 milhão em investimentos –, voltará a reluzir como joia do patrimônio mineiro. Interditado pela má condição de sua estrutura, o templo religioso de 1750 vai passar por obras de restauração dos elementos artísticos internos, ou seja, adornos, afrescos e pinturas.
A igreja traz marcas da arquitetura colonial desenvolvida no Ciclo do Ouro e, por pouco, não foi destruída. “Ela está com graves problemas estruturais e no último estágio de degradação. A madeira que sustentava as pinturas estava muito fina, consumida por cupins”, explicou a restauradora Mara Fantini, responsável pela obra. Escorado por madeiras e a ponto de ir ao chão, o Sobrado Dário de Magalhães, em Minas Novas, no Vale do Jequitinhonha, futura sede do Museu dos Percursos, é um dos imóveis em pior estado. A recuperação da estrutura vai levar 18 meses e custar R$ 820 mil.
É em Conceição do Mato Dentro, na Região Central, que há o maior número de ações previstas, com a elaboração de projetos executivos de três bens: Igreja de São Francisco de Assis, distrito de Costa Sena, Capela do Senhor dos Passos e Igreja Matriz de Nossa Senhora da Aparecida, ambos no distrito de Córregos.
Mas talvez seja a Igreja Matriz de Santo Antônio, em Itacambira, no Norte de Minas, que represente melhor a restauração. Há um ano, o templo foi arrombado por ladrões, que levaram cinco peças sacras. O prédio estava sem alarme e suscetível a riscos. Agora, a matriz, já protegida, receberá investimentos de R$ 849 mil. “Vamos fazer a restauração das fundações, revestimentos, janelas, portas, alvenarias”, detalhou o restaurador, Renato Pinheiro Cury.

Mais alarmes contra furtos
Proteção máxima das relíquias da história mineira. Até junho, o Instituto Estadual do Patrimônio Histórico e Artístico de Minas Gerais (Iepha) se comprometeu a instalar alarmes em todos os bens tombados com acervo artístico relevante. O objetivo é passar dos 51 prédios protegidos hoje para cerca de 70 a 80 edificações, de um total de 135 tombamentos do Iepha. “Há casos como serras, praças ou edificações sem acervo relevante em que não há necessidade do sistema de segurança, mas em todos os outros instalaremos alarmes”, afirma o gerente do Programa Patrimônio Vivo, Diogo Corgosinho Borges.
A equipe tem enfrentado problemas operacionais para a expansão do sistema. “O alarme funciona com sinal de celular e alguns municípios não contam com antenas”, afirma. O contrato com a empresa de segurança gira em torno dos R$ 360 mil e foi assinado, no ano passado, após o roubo de cinco imagens na Igreja Matriz de Santo Antônio, em Itacambira, no Norte de Minas. o roubo expôs a fragilidade da segurança patrimonial e, como denunciou o EM em série de reportagens, foi descoberto que 40 monumentos históricos de Minas estavam com alarmes desligados desde 2011.

Construções revitalizadas
Bens que serão recuperados
Conservação e restauração dos elementos artísticos
Igreja Matriz de Nossa Senhora da Assunção da Lapa (distrito de Ravena, Sabará)
Igreja de Nossa Senhora da Ajuda, distrito de Alto Maranhão (Congonhas)
Igreja Matriz de Santana (Congonhas do Norte)
Obra de restauração
Sobrado Dário de Magalhães (Minas Novas)
Igreja Matriz de Santo Antônio (Itacambira)
Igreja do Divino Espírito Santo do Cerrado (Uberlândia)
Projeto executivo de restauração
Capela do Senhor dos Passos, distrito de Córregos (Conceição do Mato Dentro)
Igreja de São Francisco de Assis (distrito de Costa Sena, Conceição do Mato Dentro)
Igreja Matriz de Nossa Senhora Aparecida (distrito de Córregos, Conceição do Mato Dentro)
Igreja de Santa Isabel da Hungria (Caxambu)
Igreja de Nossa Senhora do Rosário (Minas Novas)
Igreja Matriz de São Francisco de Assis (Minas Novas)
Igreja Matriz de São Gonçalo (distrito de São Gonçalo do Rio das Pedras, Serro)
Igreja de Santo Antônio, em Santo Antônio do Pirapetinga (distrito de Bacalhau, Piranga)
Igreja Matriz de Nossa Senhora dos Prazeres (distrito de Milho Verde, Serro)
Igreja de Nossa Senhora do Rosário, distrito de Brejo do Amparo (Januária)
Fonte: Iepha/MG

MEMÓRIA: Degradação elevada A degradação do patrimônio histórico afeta 70% das igrejas, capelas e conventos de Minas Gerais, segundo levantamento do Ministério Público, feito pela Coordenadoria das Promotorias de Defesa do Patrimônio Cultural e Turístico (CPPC). Foi o que mostrou reportagem do EM no sábado passado. A estimativa é de que o estado tenha 5 mil templos religiosos de vários estilos, a maioria ameaçada por problemas como furtos de peças, risco de incêndio, gambiarras na parte elétrica, entre outros. O Programa de Aceleração do Crescimento (PAC) das Cidades Históricas, anunciado em 2009 pelo governo federal, destina investimentos para oito municípios mineiros. Em março sairá a lista das ações aprovadas. Por Flávia Ayer

Fonte:  http://www.defender.org.br/iepha-libera-r-56-milhoes-para-restaurar-16-bens-em-mg/













Reforma da Matriz de Nossa Senhora da Assunção da Lapa, no distrito de Ravena, em Sabará, do século 18, custará R$ 1 milhão

sábado, 23 de fevereiro de 2013

Ampliação do Museu Militar de Dresden - Alemanha

Obra do arquiteto Daniel Libeskind provoca reflexões sobre a guerra.

Mariane Morisawa - Revista Casa Cláudia Luxo Edição 27

O próprio edifício que abriga o novo Museu da História Militar, em Dresden, conta a trajetória belicosa da Alemanha. Entre 1873 e 1876, o prédio serviu como arsenal , para, em 1897, ser transformado em museu - primeiro saxão, depois nazista, soviético e alemão oriental. Só sobreviveu aos bombardeios aliado que destruíram a cidade porque estava fora do centro. Com a queda do Muro de Berlim, foi fechado, mas, em 2001, decidiu-se construir uma extensão para refletir sobre o que o país pensa sobre a guerra.
A tarefa coube a Daniel Libeskind, nascido na Polônia, filho de sobreviventes do Holocausto e famoso por seus projetos de Museus Judaicos. Era o arquiteto perfeito para fazer uma interrupção na simetria da construção antiga, com um "iceberg" de cinco andares de concreto, aço e vidro. Uma plataforma a 25 metros de altura promove vistas da Dresden moderna, enquanto a ponta indica o local onde os bombardeios da Segunda Guerra começaram.
A história militar está exposta no edifício antigo, e o novo abriga exibições que mostram como forças da sociedade e impulsos humanos criam a cultura da violência.A transparência da estrutura dramática de Libeskind representa a busca da Alemanha por encarar seu passado.

Ao analisar a obra de Libeskind, a primeira sensação que eclode é a de espanto, de desorientação, quem sabe até de horror. É clara a intenção do arquiteto de rompimento com o tradicional, deslocando a mente do observador para um fenônemeno atípico, um volume pontiagudo que corta um outro bloco já consolidado. Não parece simples entender o propósito daquela forma desenhada, mas talvez mais fácil compreender que a união de dois tempos diferentes serve para melhor entendê-los e destacá-los na visão do homem. O contraste levanta questionamentos e volta o pensamento para a indagação de uma possível justificativa, sendo então explicíta a proposta conceitual de causar esse espanto e por seguinte de tentar entender o conflito desses dois volumes que no fim tornam-se únicos.
Sobre um bloco horizontal de característica neocolonial – um museu antigo que conta a história militar da Alemanha – é transpassado um volume pontiagudo de aço e concreto que se ergue e ultrapassa suas arestas, projetando-se de maneira desequilibrida em relação à paisagem. A massa de junções metálicas, se analisada em planta, rompe com a ortogonalidade do edíficio original e de certa forma se aglutina a ele, como se a união de um sólido retangular com um triangular, cheio de ângulos agudos, fosse algo simples de se concretizar e assimilar.

Fontes: Revista Casa Cláudia Luxo Edição 27.

http://www.arquitetonico.ufsc.br/museu-da-historia-militar-de-dresden














sexta-feira, 22 de fevereiro de 2013

Inquisição no Brasil Colônia

por Marlúcio Luna

Quando se fala em Inquisição, a primeira imagem que surge é de Torquemada comandado implacáveis julgamentos no Tribunal do Santo Ofício, na Espanha. Porém pouco é dito sobre a Inquisição portuguesa e suas ações no Brasil Colônia. A perseguição aos judeus também ocorreu por aqui, inclusive com 19 brasileiros condenados à morte na fogueira. Os crimes cometidos? Heresia e criptojudaísmo (prática secreta da religião). O professor da Universidade Federal de Viçosa e autor do livro Macabeias da colônia – Criptojudaísmo feminino na Bahia, Angelo Assis, investiga o papel da Inquisição no Brasil, a sempre tensa relação entre judeus e cristãos, a conversão forçada dos cristãos-novos e a história de Ana Rodrigues, matriarca de 80 anos que morreu em Lisboa à espera do julgamento no Tribunal do Santo Ofício. Mesmo depois de morta, é condenada e tem os ossos desenterrados e queimados. Um castigo para ser gravado na memória de todos, tal qual desejavam os inquisidores.

Como se deram a Inquisição e a perseguição aos cristãos-novos no Brasil Colônia?

Primeiro, é importante contextualizar a chegada dos representantes da Inquisição ao Brasil Colônia, entender que tipo de ação desenvolve o Tribunal do Santo Ofício à época. Voltando um pouco no tempo, ainda na Idade Média, temos uma Inquisição voltada para o combate às heresias na própria Igreja Católica. Esse tipo de ação ficou bem caracterizada no livro O nome da rosa, de Umberto Eco. A execução de Joana d’Arc também exemplifica a prática do primeiro momento da Inquisição.

Mas não é esse o peril da Inquisição no Brasil...

Exato. A ação do Tribunal do Santo Ofício no Brasil Colônia segue o que podemos chamar de Inquisição moderna, que começa no fim do século XV na Espanha, em 1478. Já em Portugal, os Tribunais do Santo Ofício são instalados no século XVI, mais precisamente em 1536. Nesse momento histórico, a Igreja Católica vive um clima de instabilidade, ameaçada pela Reforma Protestante, pelo questionamento de certos dogmas e pela perda de fiéis. Em situações de crise, sempre surge de forma muito conveniente “um inimigo a ser combatido”. Na Espanha, a perseguição se concentrou na perseguição às bruxas, mulheres acusadas de ligação com o demônio. Já em Portugal, o Tribunal do Santo Ofício foca suas atenções no cristão-novo – o judeu convertido ao catolicismo, muitas vezes contra a própria vontade.

Como começa a perseguição aos judeus na península Ibérica?

Os judeus gozam durante muito tempo de relativa tranquilidade na península Ibérica. Exceto alguns eventos pontuais, não há perseguição sistemática aos praticantes do judaísmo. Isso muda radicalmente em fins do século XV. Em 1492, os judeus são expulsos da Espanha. Fernando II de Aragão e Isabel de Castela, os chamados Reis Católicos, conseguem unir a Espanha tendo o catolicismo como elemento basilar da unificação. Logo, quem não segue a doutrina da Igreja Católica Apostólica Romana representa ameaça; e os judeus se encaixam nessa classificação. O Decreto de Alhambra estipula um prazo de quatro meses para que todo aquele que não seja católico deixe a Espanha. A maioria dos judeus segue para Portugal, onde há um histórico de tolerância religiosa. Perceba como é forte a influência judaica na sociedade lusitana no fim do século XV: Portugal tem cerca de 1 milhão de habitantes, sendo 15% judeus. Mas os ventos, junto com a política, mudam.

Fonte: http://www2.uol.com.br/historiaviva/artigos/inquisicao_no_brasil_colonia.html



















Os acusados no Brasil eram levados para Portugal e julgados pelo Tribunal do Santo Ofício de Lisboa. Maneira como a inquisição pronuncia seus julgamentos, litografia, 1729