sexta-feira, 22 de agosto de 2014

Prêmio Odebrecht de Pesquisa Histórica 2014

Sobre o Prêmio

Desde 1959, a Organização Odebrecht patrocina iniciativas que valorizam o patrimônio artístico e cultural do Brasil e de outros países em que atua. Destinando recursos à realização de projetos de grande projeção ou de alcance local, dentro e fora do espaço acadêmico, contribui para a dinamização da vida cultural em suas diferentes esferas e aspectos e promove a afirmação de identidades diversas e a celebração de valores universais. Assim, estimulando a preservação e a propagação da memória, cumpre o papel de incentivar a evolução cultural da sociedade, como determina sua política de sustentabilidade.
Instituído em 2003, O Prêmio Odebrecht de Pesquisa Histórica – Clarival do Prado Valladares é conferido anualmente a um projeto de pesquisa que contribua significativamente para um maior entendimento da formação econômica, sociopolítica ou artística brasileira. Visando incentivar e enriquecer a produção historiográfica nacional, a Odebrecht provê ao vencedor as melhores condições para a realização de seu projeto, incluindo pagamento de direitos autorais e o custeio de todas as despesas necessárias à realização e ao registro da pesquisa. Os conhecimentos gerados são consolidados em um livro de arte, cuidadosamente editado e ricamente ilustrado, distribuído a bibliotecas e outras entidades ligadas à cultura no Brasil e no exterior.









segunda-feira, 18 de agosto de 2014

Centro da Catedral St. James / architectsAlliance


Arquitetos: architectsAlliance
Localização: 65 King Street East, Toronto, ON M5C 1G3, Canadá
Arquiteto Responsável: Peter Clewes
Associado: Heather Rolleston
Arquiteto Do Projeto: Robert Cadeau
Equipe De Projeto: Masoud Mahboubullah, Javier Viteri
Área: 2355.0 m²
Ano Do Projeto: 2012
Fotografias: Tom Arban
Arquitetos De Patrimônio: ERA Architects Inc


Engenheiro Estrutural: Blackwell Bowick
Instalação Mecânica/Elétrica: Lam & Associates Ltd
Luminotécnico: Lynch Commiso Architects Ltd
Revestimento: Coffey Geotechnics Inc. 
Paisagismo: NAK Design Strategies
Arqueologia: Archaeological Services Inc.
Cozinha: LTD Consulting Group
Cliente: Rob Saffrey, Diretor de Finanças da Igreja Catedral de Ingreja Anglicana St. James do Canadá


Do arquiteto. O novo Centro da Catedral de St. James está nos arredores da Catedral. Esta é a sede administrativa para a Diocese da Igreja Anglicana de Toronto, descrita pelo jornalista Christopher Hume como "uma maravilha de simplicidade e beleza cristalina", o projeto permitiu a Diocese a embarcar no terceiro século de cuidados pastorais e espirituais no centro de Toronto.
Elementos arquitetônicos contemporâneos e de patrimônio são integrados de maneira orgânica através de uma interpretação contemporânea dos princípios da forma construída e organização espacial que regem a Catedral de 1854. As reformas estratégicas nos interiores criaram espaços mais eficientes e flexíveis, que abrigam um salão de reuniões públicas, salas de sensibilização da comunidade, os Arquivos Diocesanos e a Biblioteca, escritórios administrativos e apartamentos residenciais para o clérigo e visitantes.
O caminho ajardinado entre o Centro e a parcela norte da Catedral conecta os edifícios e cria um espaço aberto contemplativo entre a agitação da Church Street e o arborizado St. James Park. Durante a noite, o Centro iluminado se torna transparente, derramando luz para a praça e o Parque - uma bela metáfora para a Catedral como um farol na comunidade.
A Catedral de St. James é o centro de adoração da Diocese Anglicana de Toronto. A primeira igreja no local foi construída em 1807, e serviu como um hospital durante a Guerra de 1812. A catedral atual, projetado em estilo neogótico por Frederick William Cumberland, foi inaugurada em 1853. É um património designado e um marco duradouro no bairro de St. Lawrence de Toronto.
A Casa Paroquial da Catedral, que abriga programas de administração e de sensibilização da Diocese, foi construído em 1910 a partir de projeto de Darling & Pearson Architects, e ampliado em 1958 por Mathers & Haldenby Architects. Em 2000, a unidade tinha manifestado problemas estruturais e de manutenção urgentes. A Diocese encomendou ao arquiteto uma expansão e adição nos programas de restauração para abordar estas questões, além de configurar espaços para o aumento da demanda em seus programas de sensibilização. Posteriormente, o programa cresceu para incluir sede para o Deão da Catedral, acomodações para o clero e os pesquisadores visitantes e os Arquivos Diocesanos. O tecido histórico da Casa foi mantido, e três níveis de novas construções foi atado a ele. O renomeado Centro da Catedral de St. James foi inaugurado em maio de 2012.
Apesar da aparência decididamente moderna, o Centro realiza sintonia com a Igreja, oferecendo uma interpretação contemporânea dos princípios da forma construída e organização espacial que informam a estrutura do patrimônio. A luz característica e os arejados interiores da arquitetura neo-gótica encontram expressão moderna do anexo altamente transparente, o que conduz a luz do dia no núcleo da Casa Paroquial renovada e ampliada.
O novo anexo é revestido de uma camada de vidro com nervuras horizontais apoiadas sobre uma estrutura de aço inoxidável. As colunas de aço estrutural que suportam o novo edifício está afastado da parede de vidro, o que lhes permite ser interpretado como mais um elemento de projeto. A nova estrutura, contrasta com a solidez e a massa da Catedral. No entanto, a experimentação do arquiteto com luz e estrutura aparente é claramente influenciada pelos montantes e contrafortes da catedral gótica.


"Centro da Catedral St. James / architectsAlliance" [St. James Cathedral Centre / architectsAlliance] 11 Jul 2014. ArchDaily. Accessed 18 Ago 2014.





















© Tom Arban

domingo, 17 de agosto de 2014

Há 40 anos, Usina do Gasômetro era desativada em Porto Alegre

Naquela época, a Usina estava longe de ser o símbolo de Porto Alegre em que se transformou nos últimos anos

por Kamila Almeida

Os boatos de que a Usina do Gasômetro fecharia rondavam o chão de fábrica em meados de 1973, com a crise dos combustíveis. Quando eles se confirmaram, exatos 40 anos atrás, Luís Carlos Slavutzki sentiu um vazio. Aquele era seu primeiro emprego, aos 18 anos, e explorar o prédio em que o maquinário antigo lembrava a Revolução Industrial era uma diversão. 


A euforia deu lugar à melancolia durante os seis meses que se sucederam à desativação, em 12 de agosto de 1974. Coube a Slavutzki velar o prédio abandonado. Foram 159 dias batendo o ponto diariamente, cinco dias por semana, para ver relíquias transformarem-se em ferro-velho. Ele era uma espécie de supervisor de desmonte. 


— Eles ficavam desmontando os equipamentos, e eu explicava como deveriam ser desmontados. Aí, eles pesavam tudo para ser vendido como sucatas — conta.


Naquela época, a Usina estava longe de ser o símbolo de Porto Alegre em que se transformou nos últimos anos. Era só um prédio velho, condenado à demolição para a abertura de uma nova avenida. Já cumprira sua função: desde 1928, abastecera a cidade de energia elétrica, primeiro pela queima de carvão, depois pela queima de óleo. 


O que o edifício tinha de valor, em 1974, era o metal dos equipamentos que sobraram — e que renderiam uma boa quantia à mantenedora na época, a Companhia Estadual de Distribuição de Energia Elétrica (CEEE). Por isso, era necessária a supervisão de alguém de confiança como Slavutzki.
Hoje, aos 59 anos, um dos últimos remanescentes entre os operários que conheceram o prédio em sua função original, ele percorre os corredores rememorando como eram os dias por lá. No intervalo do almoço, costumava pescar à beira do Guaíba, percorrer as tremonhas — espécie de funis que serviam para despejar o carvão — ou admirar a vista do terraço. 

Dentre as histórias que Slavutzki ouviu, está a de que, na década de 1950, os misters, como eram chamados pelos funcionários os chefes americanos, usavam o local onde hoje funciona o terraço como quadra de tênis nas horas vagas.

Quando a usina fechou, encerrando uma era na história da cidade, Slavutzki era encarregado da programação da manutenção. A silhueta dele está adornada hoje na porta de entrada do edifício, que virou espaço cultural nos anos 90, depois de passar uma década em ruínas e de salvar-se da implosão graças a uma grande mobilização da sociedade. 


A escultura em arame retorcido reproduz a última foto retirada do local antes da desativação, em que Slavutzki aparecia ao lado de 10 colegas. A entrada do espaço carrega uma sutileza artística: coloca lado a lado os trabalhadores de ontem com os de hoje.


Josmeri Pergher Puhl, 49 anos, foi uma das poucas funcionárias do espaço remodelado que pôde vivenciar na prática a mensagem da obra. Ela trabalha desde 1992 como arte educadora, promovendo oficinas no espaço Usina do Papel e também como guia turístico do lugar. Protagonista do novo papel que a usina assumiu na vida da cidade, o de ícone turístico e cultural, ela tirou a manhã de sexta para aprender com Slavutzki sobre a encarnação anterior do edifício e para confirmar histórias que imaginava serem lendas. 

— É verdade que os presos do Cadeião (unidade prisional) que funcionava aqui do lado vinham trabalhar na usina? 


— Sim, eles vinham, entre 50 e cem, todos os dias. Empurravam o carvão em vagonetas até a parte onde era feito o descarte. O trabalho nas caldeiras era o mais difícil, conta Slavutzki: 


— O cara ia subindo a escada para mexer na caldeira e ia pegando fogo embaixo. Tinha que vir um com água para apagar as chamas. 

Encerrada a desocupação do prédio, em 1975, Slavutzki evitou o saudosismo, mas achou triste o período de degradação que se seguiu até a restauração, em 1988. Hoje, vendo o lugar um sinônimo de Porto Alegre, ele volta às origens de tempos em tempos, mas como qualquer outro cidadão: para desfrutar de um dos espaços que já não fornece energia, mas continua a propagar luz.




Prédio virou espaço cultural nos anos 90 Foto: Júlio Cordeiro / Agencia RBS


















Em 13 de agosto de 1974, a Usina do Gasômetro, cartão-postal de Porto Alegre, parou de funcionar. Inicialmente, o prédio seria demolido e só seria preservada a chaminé. Foi restaurada na década de 1980 e reinaugurada em 1988. Veja fotos antigas e um ensaio feito nesta sexta-feira.
Foto: Bruno Alencastro/Agencia RBS


















Foto: Reprodução / Reprodução

sábado, 16 de agosto de 2014

Autoridades debaterão Parque Histórico das Missões

Iphan vai investir R$ 3,7 milhões na valorização do patrimônio cultural

O município de São Miguel das Missões sediará nesta segunda-feira o lançamento do projeto de Valorização da Paisagem Cultural e do Parque Histórico Nacional das Missões Jesuíticas dos Guaranis. A cargo do Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan), o ato faz parte de reunião de instalação das instâncias de governança do plano, envolvendo ainda os ministérios da Cultura e das Relações Exteriores, o governo do Rio Grande do Sul, a Unesco, o Instituto Andaluz de Patrimônio Histórico, na Espanha, e as prefeituras da Região das Missões. Até a próxima sexta-feira, na cidade, autoridades da cultura e do turismo vão debater o assunto. A presidente do Iphan, Jurema Machado, fará a instalação da coordenação nacional do projeto. 

A execução do plano tem duração prevista de 36 meses, com investimento de R$ 3,7 milhões. O objetivo é promover o conhecimento da paisagem cultural e propiciar o desenvolvimento de instrumentos de gestão que auxiliem no processo de instalação efetiva do Parque Histórico Nacional das Missões, criado em 2009. O território das Missões Jesuíticas dos Guaranis no Brasil se caracteriza por uma paisagem cultural de altos valores patrimoniais e ambientais, abrangendo 26 municípios. Segundo o Iphan, as transformações ocorridas nesses sítios ao longo de dois séculos apresentam atualmente situações distintas, que podem ser caracterizadas desde estruturas expressivas, vestígios arqueológicos dispersos até pontos onde se desenvolveram novas cidades. 
Conforme a secretária de Turismo de São Miguel das Missões, Izabel Cristina Ribas, o objetivo é promover a capacidade de gestão do território, incluindo o Sítio de São Miguel Arcanjo Patrimônio Cultural da Humanidade para contribuir com a valorização do bem e com o desenvolvimento sustentável local e regional. Segundo o Iphan, para a instalação, o parque deverá tomar como base também os sítios arqueológicos de São Lourenço Mártir, em São Luiz Gonzaga; de São Nicolau; e de São João Batista, situado em Entre-Ijuís.

Fonte: http://www2.correiodopovo.com.br/Noticias/?Noticia=533355






















Ruínas de São Miguel estão entre os bens abrangidos pela iniciativa  Crédito: Fernando Gomes / Especial / CP

Oliveira (MG) – Ministério Público proíbe, mas patrimônio histórico é demolido

A cidade de Oliveira é reconhecida por preservar muito da história antiga do município, mas o ‘Casarão da Figuinha’ está ameaçado. A Polícia Militar deparou com a demolição do imóvel e o serviço estava sob a responsabilidade do proprietário de 62 anos.
No local os policiais militares constataram que o imóvel estava completamente demolido, sendo que utilizada uma máquina retroescavadeira, dois caminhões e uma pá carregadeira. A ação dos autores enquadrou-se, em tese, no crime previsto no artigo 62, incisos I e II, da lei 9605/96, devido o imóvel ser tombado na esfera estadual pelo IEPHA, havendo determinação legal por parte do Ministério Público da comarca para que fosse impedida e fiscalizada a provável demolição.
Os dois operadores das máquinas ao avistarem a presença da viatura policial fugiram correndo do local, sendo o proprietário do imóvel e dois motoristas presos em flagrante e conduzidos para a Delegacia de Polícia.
Os dois caminhões foram removidos para o pátio da secretaria de obras da Prefeitura Municipal de Oliveira e se encontram a disposição da autoridade judiciária.
O proprietário alegou aos policiais que estava apenas limpando a área do lote do imóvel, devido ter recebido uma notificação municipal, removendo dali o mato, entulho e lixo.
Nossa reportagem (Sistema MPA) em contato com a cidade de Oliveira apuramos que a população está dividida. “Esse tinha que ser demolido, já há mais tempo, as pessoas corriam perigo, quando passava perto, para ter preservado as pessoas deveriam ter olhado isso já uns 20 anos atrás e não agora que estava em ruínas, os casarões que estão em estado conservado,esses sim tem que cuidar, não pode deixar chegar ao ponto que esse chegou”, publicou Wagner Roberto na página do facebook do Oliveira em Foco. Por Luciano Eurides
Fonte: Sistema MPA








Fotos: João Belo

sexta-feira, 15 de agosto de 2014

Cobertura das Ruínas Arqueológicas da Abadia de St. Maurice / Savioz Fabrizzi Architectes

Via Archdaily:

A abadia de Saint Maurice foi construída há aproximadamente 1500 anos atrás. Está situada contra um penhasco numa seção da estrada entre Genebra e Simplon Pass.
Esta localidade ímpar era um local atraente para ser escolhido devido à sua posição defensiva dada pelo penhasco. No entanto, o planejado provou ser um fracasso devido aos fragmentos de pedra que caíam da colina no edifício.
Ao longo do tempo, estes fragmentos de pedra tiveram uma importante influência em vários danos causados: Em 1611 uma grande pedra causou uma convulsão na abadia, em 1942 uma rocha destruiu a “torre-cruz” e a “nave-portal” do edifício. Fatos parecidos com estes ocorriam constantemente marcando o local ao longo da história.
Nosso projeto busca demonstrar estes acontecimentos particulares da história. Ao suspender 170 toneladas de pedras, ele expressa o perigo à qual estava exposto o terreno. O telhado dá ao interior um ambiente calmo e quase que contemplativo. Construído acima dos edifícios fundamentais, a fim de manter o diálogo entre as fachadas e a face do penhasco. O “teto-pedra” serve como um filtro para a luz e produz uma iluminação uniformemente distribuída e regular.
A engenharia arquitetônica do telhado contém três eixos principais, que estão ancorados na face da colina. A massa de pedras colocadas no topo da estrutura permite a absorção das rajadas de vento.
Material publicado via v2com

Ficha técnica:

  • Arquitetos:Savioz Fabrizzi Architectes
  • Ano: 2010
  • Área construída: 1400 m²
  • Tipo de projeto: Cultural
  • Operação projetual:Intervenção
  • Status:Construído
  • Materialidade: Plástico e Pedra
  • Estrutura: Aço
  • Localização: Saint Maurice, Suíça
  • Implantação no terreno: Adossado às 2 divisas

Equipe:

  1. Arquiteto: Savioz Fabrizzi Architectes
  2. Engenharia Civil: Alpatecsa
Fonte: Jorge Alves. "Cobertura das Ruínas Arqueológicas da Abadia de St. Maurice / Savioz Fabrizzi Architectes" 15 May 2013. ArchDaily. Accessed 15 Ago 2014.





























© Thomas Jantscher