quinta-feira, 17 de maio de 2012

IPHAN apresenta em Paris candidatura do Rio a Patrimônio da Humanidade

O presidente do Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (IPHAN), Luiz Fernando de Almeida, e a superintendente do IPHAN-RJ, Cristina Lodi, estão em Paris apresentando, na Unesco, o dossiê de candidatura da cidade do Rio de Janeiro a Patrimônio Mundial, na categoria Paisagem Cultural. O público-alvo das apresentações são as representações diplomáticas dos 21 países com poder de voto na Convenção do Patrimônio Mundial, membros das principais universidades, formadores de opinião, jornalistas e instituições de preservação de todo o mundo.
Paralelamente, acontece na sede do IPHAN-RJ a 8ª reunião do comitê gestor da candidatura, formado por representantes da Prefeitura, do Estado, da União e de organizações privadas apoiadoras, que vem estabelecendo um plano de gestão para as áreas da cidade destacadas na candidatura.
Locais como o Parque do Flamengo e as orlas de Copacabana, Leme Urca e Botafogo, o Pão de Açúcar, os fortes históricos, o Passeio Público, o Jardim Botânico e a Floresta da Tijuca, que constituem a paisagem apropriada pelo homem aliada à cultura carioca, assim como é proposto no dossiê, serão alvo de ações integradas visando à preservação da sua paisagem cultural.
A candidatura do Rio a Patrimônio Mundial já passou por todas as etapas de avaliação e deverá ser votada ainda em junho na Convenção do Patrimônio Mundial que acontecera em São Petersburgo, na Rússia.

Fonte da Notícia: http://portal.iphan.gov.br/portal/montarDetalheConteudo.do;jsessionid=AE22FF825780FB2E7CD846E7BFED2CB6?id=16634&sigla=Noticia&retorno=detalheNoticia


quarta-feira, 16 de maio de 2012

Exposição e livro apresentam a arte estatuária de Porto Alegre

O Centro Cultural CEEE Erico Verissimo (CCCEV) inaugura a exposição “Artecidade”, do fotógrafo Beto Rodrigues, e também o lançamento do livro “Porto Alegre 1900-1920: Estatuária e Ideologia”, do professor Arnoldo Doberstein. Visitação até 16 de maio, de terça a sexta-feira, das 10 às 19h e aos sábados, das 11 às 18h. Entrada franca.
Realizada pelo CCCEV, a mostra apresenta imagens da estatuária porto-alegrense que, segundo Beto, “muitas vezes passam despercebidas do olhar dos transeuntes”. A partir de quarta-feira, 28, os espectadores poderão participar de um Quiz sobre Estátuas para palpitar sobre sua localização na capital.
Para o fotógrafo, Porto Alegre é um museu a céu aberto. Profissional da fotografia há muitos anos, Beto Rodrigues disse que teve o privilégio de fazer o registro de obras que “jamais havia percebido ou observado em seus detalhes, de incontestável beleza e sensibilidade”. Todo o material que integra a exposição serviu de ilustração para a reedição do livro escrito pelo professor Doberstein.

Livro relaciona motivações políticas e edificações históricas da Capital
Na oportunidade, será promovido o lançamento do livro “Porto Alegre 1900-1920: Estatuária e Ideologia. Editada pela primeira vez em 1992, constitui-se em uma obra precursora por relacionar arquitetura, arte e ideias ao rico contexto político-cultural porto-alegrense do início do século XX. Em texto publicado no livro, Luiz Antônio Custódio afirma que “a pesquisa do professor Doberstein aprofunda referências, buscando significados para interpretar programas iconográficos de obras públicas e privadas”. A obra aborda também a contribuição cultural de escultores, construtores e arquitetos – muitos dos quais imigrantes – que foram os responsáveis por moldar a segunda configuração urbana de Porto Alegre. A obra é da Editora da Cidade, com 186 páginas.






















“Alfândega”, parte da exposição Artecidade, do fotógrafo Beto Rodrigues

Revitalização da Casa de Cultura Mário Quintana em Porto Alegre

Reproduzo aqui texto publicado no Portal Arcoweb sobre o projeto de Revitalização da Casa de Cultura Mário Quintana:

Um acordo assinado no início de dezembro entre o governo estadual e o Banrisul vai viabilizar a operação para manter a habitual agitação dos ambientes distribuídos entre os 12 mil metros quadrados de área por onde circulam, em média, 10 mil pessoas a cada mês.
O banco, que foi proprietário do imóvel antes de sua conversão em espaço de arte e lazer, patrocinará a reforma, na qual investirá 8 milhões de reais, recursos oriundos da Lei Rouanet, de incentivo à cultura.
O pacote de intervenções para a modernização inclui restauro da fachada, reforma do telhado, nova ambientação, reformulação da comunicação visual, modernização dos teatros, cinemas e a adequação do espaço para melhorar sua acessibilidade.
O planejamento prevê a realização dessas modificações em duas etapas: a primeira tem término estipulado para 2013; a segunda deve acabar em março de 2014.
As obras serão orientadas pelo Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico do Estado (Iphae). Quanto ao funcionamento do local durante a reforma, os frequentadores da CCMQ podem ficar tranquilos. A diretoria da instituição informa que em nenhum momento a edificação cerrará as portas.
“Durante toda a obra, a Casa de Cultura Mario Quintana estará funcionando. Adaptações serão feitas, mas ela não vai fechar”, assegurou Paulo Wayne, responsável pela direção do centro cultural.
O restauro/revitalização do edifício, que no passado abrigou o hotel Majestic (local onde o escritor Mario Quintana morou entre 1968 e 1980), ocorrerá mais de 20 anos depois de sua abertura como centro cultural, em setembro de 1990.
Aos leitores de PROJETO DESIGN, Flávio Kiefer (um dos autores do projeto, em parceria com Joel Gorski) descreveu, com riqueza de detalhes, na edição 144, de agosto de 1991, como o histórico hotel projetado por Theo Wiederspahn se converteu na CCMQ.
Bibliotecas, cinemas, teatros e a reconstituição do quarto onde morou Quintana são espaços existentes no complexo.
No andar térreo, está instalado o Museu Banrisul, que conta a história do banco desde sua fundação. Com a modernização, ele deverá ganhar a companhia de uma agência bancária. Nela, se for apenas para pagar ingressos, os saques acabarão sendo de valores mínimos - em dezembro, uma sessão de cinema na Casa de Cultura Mario Quintana custava no máximo 10 reais.

Fonte: http://www.arcoweb.com.br/memoria/iphae-restauro-casa-cultura-mario-quintana-14-05-2012.html






terça-feira, 15 de maio de 2012

Bar Ocidente agora é Patrimônio Cultural de Porto Alegre

Há 30 anos figurando na cenário cultural de Porto Alegre, o Bar Ocidente se tornou nesta semana, oficilamente, patrimônio cultural da cidade. Localizado na esquina da Av. Osvaldo Aranha com a Rua João Telles, no Bairro Bom Fim, o bar foi inaugurado em 3 de dezembro de 1980 e a partir de agora terá sua arquitetura preservada e não poderá ser demolido.
De acordo com o coordenador de Memória e Cultura da Secretaria Municipal de Cultura (SMS) de Porto Alegre, Luiz Antônio Custódio, o pedido de proteção foi encaminhado a partir de sugestão da Procuradoria do município.
— Quando encaminhado ao Conselho Municipal do Patrimônio, o projeto foi aprovado por unanimidade — explica o coordenador.
Segundo Custódio, o Bar Ocidente - cuja fachada tem características de edificações luso-brasileiras - se enquadra na categoria inventário, uma vez que permite alterações interiores no prédio. Não se caracteriza, portanto, como tombamento.
— A iniciativa aconteceu por conta de todo o valor histórico e cultural que o local abriga. Além da arquitetura, há todos os eventos que ali acontecem há 30 anos.
Segundo o coordenador, os proprietários do prédio já foram avisados e qualquer tipo de intervenção no local precisa da autorização da Prefeitura e do Conselho de Patrimônio. 

Fonte:  http://zerohora.clicrbs.com.br/rs/cultura-e-lazer/segundo-caderno/noticia/2012/05/predio-do-bar-ocidente-agora-e-patrimonio-cultural-de-porto-alegre-3754115.html


segunda-feira, 14 de maio de 2012

História da Estância São José - Cachoeira do Sul - RS

A velha janela da foto acima está aberta para quem quiser voltar a um passado que estima-se beirar os 200 anos de história e que se mantém vivo em Cachoeira do Sul. A Fazenda da Tafona, antiga São José, na localidade de Porteira Sete, a cerca de 17 quilômetros do centro da cidade, preserva aparatos dos escravos e peças que remontam meados do século 19. A propriedade é da aposentada Gemina Vieira da Cunha, 97 anos, que conserva o que considera “verdadeiras relíquias”.
O clima que remete a antigamente é sentido em qualquer parte da Tafona, da fachada do casarão de 19 peças aos cômodos, móveis, utensílios e objetos. O aposentado Arnaldo Vieira da Cunha, filho de Gemina, observa que a casa é coberta com telhas que eram moldadas nas coxas dos escravos. Construída antes da abolição da escravatura, a propriedade em estilo colonial foi erguida com tijolos maciços de argila, mas já sofreu rachaduras e teve de ser reformada com concreto.
O nome da fazenda remete ao moinho de farinha de mandioca e de polvilho que funcionava na propriedade. Naquela época, a Tafona era ocupava por escravos, que além de trabalhar faziam do engenho o seu lar. O moinho sobrevive intacto ao tempo e fica ao lado do casarão da Fazenda da Tafona. Todos os equipamentos usados na produção de farinha de mandioca e polvilho estão desativados, mas seguem no prédio.
Figueira – Para quem visita a fazenda, vale a pena dar uma caminhada e conhecer os campos. Além da paisagem bonita, tem uma figueira cheia de história na propriedade. Segundo Arnaldo, os escravos acreditavam que tinha ouro embaixo da árvore. “De tanto cavocar, a figueira ficou enfraquecida e uma forte ventania tombou ela para um lado e continuou crescendo”, relata.

Para entender melhor – Quem é Gemina Vieira da Cunha
- Gemina Vieira da Cunha é tetraneta de José Vieira da Cunha, português que se radicou no Brasil. José casou-se com a filha de Antônio Gomes de Campos, um dos primeiros povoadores de Cachoeira do Sul. Acredita-se que José tenha recebido a Estância São José (hoje Fazenda da Tafona) por dote (bens que antigamente o marido recebia da família da esposa quando casava).
- José Sebastião Vieira da Cunha, neto de José Vieira da Cunha, nasceu em 1846 e foi casado com Maria Manoela Pereira da Cunha. O enxoval foi encomendado de Portugal, de onde veio em um baú, em 1870, com as letras iniciais do nome de Maria Manoela (MMPC) grafadas com taxas. José faleceu em 1916, aos 70 anos.
- EmÍlia Vieira da Cunha (Miloca), filha de Sebastião, última herdeira de 11 filhos, foi quem doou as terras da Fazenda da Tafona à sua sobrinha Gemina. Gemina foi casada com Sylvio Martins da Silva e teve cinco filhos, Flávio, Luiz Felipe, Arnaldo, Carlos Alberto e Maria Irtília (Marô).
- De acordo com a diretora do Núcleo de Cultura de Cachoeira do Sul, Miriam Ritzel, a Fazenda da Tafona está inscrita como museu junto ao Sistema Estadual de Museus (SEM/RS).
- A proprietária Gemina, depois que sofreu uma fratura no fêmur no ano passado, reside no centro de Cachoeira do Sul. Na fazenda moram os caseiros Iracema e Floriano Freitas Rodrigues.
- A fazenda tem hoje 58 hectares, saldo de uma extensa propriedade de duas léguas de sesmaria, o equivalente a 8.712 hectares. Não se sabe exatamente a idade da fazenda, mas segundo os estudos da família a casa começou a ser erguida em 1813.

Um passeio pela Fazenda da Tafona

Chapinha
E não é que a chapinha já era uma aliada das mulheres no tempo da escravidão? Em uma versão arcaica, elas usavam um pente de ferro aquecido na brasa. O instrumento era usado para alisar os cabelos das negras.

Ralador 
No moinho, para iniciar o processamento da mandioca que virava farinha, era usado um ralador movido por um boi ou um burro. Com movimentos em sequência da peça, a mandioca era triturada.

Prensa
A mandioca ralada era transportada para uma prensa, que socava o alimento. Do líquido era feito o polvilho e as raspas eram levadas para o forno para ser produzida a farinha de mandioca.

Bilros
A sala do casarão tem duas mesas com peças antigas, entre elas os bilros, que eram utilizados para fazer renda, e os bastidores para produção de tapeçaria.

Compra de escravos
Entre a documentação que faz parte da história da fazenda há registros originais de compra de escravos feita por José Vieira da Cunha no estado do Rio de Janeiro e em Pelotas, no Rio Grande do Sul. As transações são da década entre 1820 e 1830. Não há registros do número de escravos que chegaram a ocupar a Tafona. As cartas oficiais de compra não revelam o número de escravos adquiridos.

Obra de arte
Em 1997, a artista plástica Itamara Avena fez tela com documentos originais de compra e venda de escravos da Tafona. Os papéis foram amassados e colados nos círculos que representam o Continente Africano e a América do Sul. “São vidas que ficarão ilustradas durante muito tempo no quadro”, destaca Arnaldo Vieira da Cunha ao mostrar o quadro em uma das paredes do casarão.

Quartos 
Na casa, os quartos são dispostos um ao lado do outro. Na época da escravidão, as moças ficavam no quarto do meio e, para chegar a outros cômodos, tinham de passar pelo dormitório dos pais. Esta estratégia era usada para evitar que as filhas tivessem contato íntimo com os escravos enquanto os pais dormiam. 

Retrato
Na sala tem um retrato de Sebastião Vieira da Cunha, obra dos irmãos Callegari, reconhecidos no Dicionário de Artes Plásticas do Rio Grande do Sul. Por ilusão de ótica, os olhos de Sebastião acompanham a movimentação de quem observa o quadro.

Quem quiser visitar a Fazenda da Tafona deve fazer o agendamento pelo telefone 9233-0677. O ingresso custa R$ 3,00.

 














Sede da Fazenda
 
















Prensa para dividir o líquido e raspas da mandioca


















Cama em um dos cômodos do casarão


















Instrumento usado para chapinha

quinta-feira, 10 de maio de 2012

História do Palácio Piratini - Porto Alegre - RS

Vídeo mostra a história do Palácio Piratini, sede do Governo do Rio Grande do Sul, através de uma entrevista com o arquiteto e historiador gaúcho Günter Weimer.


segunda-feira, 7 de maio de 2012

Ensaio Fotográfico sobre a Restauração da Biblioteca Pública de Porto Alegre

Reforma não. É restauração. E das boas. A intenção é voltar no tempo, mais precisamente até o ano de 1912, quando começou a ser construído o prédio da Biblioteca Pública Estadual. O atual estágio das obras começou em 2009 e deve levar pelo menos mais quatro anos para ser concluído.
O trabalho é exaustivo e requer tempo, paciência e dinheiro. Patrocinada pelo BNDES e com recursos da Lei de Incentivo à Cultura, o projeto deve precisar de mais uns R$ 12 milhões para os reparos totais.
Atualmente, são três andares de muito pó e trabalho encravados no Centro de Porto Alegre, na esquina da Riachuelo com a General Câmara – a famosa Rua da Ladeira. A ideia é transformar os espaços em salas para atividades culturais, recitais, leituras, exposições e, claro, consulta a livros.
O trabalho mais penoso é a recomposição das pinturas originais nas paredes, que foram todas encobertas por uma camada de tinta cinza nos anos 1950, quando a administração da biblioteca achou conveniente tapar as gravuras por considerar que elas distraíam os leitores. Esse processo, que envolve a remoção da camada de tinta e a recomposição da pintura original, pode continuar ocorrendo mesmo após a inauguração do espaço reformado.
O prédio original da Biblioteca Pública manterá somente o acervo de obras sobre o Rio Grande do Sul e os exemplares raros, que ficarão disponíveis no terceiro andar. Esse pavimento reserva duas das mais belas salas da Biblioteca Pública: o salão Mourisco – onde ocorriam e ocorrerão recitais – e o salão Egípcio, que mescla elementos da cultura egípcia com alegorias à Divina Comédia de Dante Alighieri.
No primeiro andar, as salas serão utilizadas para atividades culturais. Inclusive o salão Borges de Medeiros, de onde o ex-governador gaúcho despachava quando não podia utilizar o Palácio Piratini.
E o subsolo reservará um amplo espaço que poderá ser alugado por alguma livraria comercial, com estrutura física adaptada para receber cozinha e banheiros, dando margem à possibilidade de instalação de algum café.
 














terça-feira, 1 de maio de 2012

IPHAN registra sítios arqueológicos de mais de 8 mil anos em Rondônia

O Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (IPHAN), por meio da sua Superintendência em Rondônia, vem realizando, desde 2008, o acompanhamento das atividades de pesquisa e resgate arqueológico na Usina Hidrelétrica de Santo Antônio, um dos empreendimentos realizados pelo Governo Federal através do Programa de Aceleração do Crescimento (PAC).
O empreendimento, instalado no Rio Madeira, em Porto Velho-RO, seguiu os trâmites do licenciamento ambiental, realizando as pesquisas relativas ao patrimônio arqueológico e submetendo os relatórios parciais regularmente para avaliação pelo Instituto.
Para Beto Bertagna, superintendente do IPHAN em Rondônia, as pesquisas, ainda em andamento, já revelaram novos horizontes culturais para o Estado de Rondônia. “Neste sentido, a Superintendência do IPHAN continuará a fiscalizar, deliberar e promover o patrimônio histórico e arqueológico inserido dentro da área da Usina de Santo Antônio, bem como dos demais empreendimentos instalados no Estado, mantendo seu papel institucional, salvaguardando a Memória Nacional e corroborando para com a contínua formação da identidade cultural brasileira.”

Resgate
As pesquisas na UHE Santo Antônio identificaram 58 sítios arqueológicos, sendo 43 pré-coloniais e 15 sítios históricos. Por sítio arqueológico pré-colonial, entende-se que são aqueles anteriores ao processo de colonização, ou seja, no caso brasileiro, anteriores ao ano de 1500. Todavia, os sítios identificados como posteriores a 1500 e que neles, necessariamente, tenham ocorrido processos de influência europeia, são conhecidos como sítios arqueológicos históricos como o Forte Príncipe da Beira, por exemplo.
Para o arqueólogo do IPHAN, Danilo Curado, “a região compreendida pelo empreendimento, o alto Rio Madeira, consiste de alta relevância arqueológica e antropológica, assistindo às discussões que vão desde a dispersão dos povos falantes do Tupi até a domesticação de alimentos como a mandioca e a pupunha. Neste processo ocupacional da região, são objetos de pesquisa as afamadas Terras Pretas Arqueológicas até a transformação dos biomas da Amazônia brasileira e do Cerrado”, informa o arqueólogo.

Datações
Até o momento, 32 datações foram realizadas nos sítios pesquisados, atingindo a marca de 8.120 anos antes do presente (AP) para o Sítio Boa Vista e 8.740 anos (AP) para o Sítio Vista Alegre I.
O primeiro, contendo alta concentração de material cerâmico (com variedades de formas e decorações) e baixa concentração de material lítico (pedra polida e/ou lascada) encontra-se em área de pasto e plantio, o que o expunha ao risco de depredação acentuado. Possuindo artefatos arqueológicos da superfície até aproximadamente um metro de profundidade, o sítio é do tipo habitação.
O segundo, de datação mais antiga, representa algo comum aos sítios arqueológicos de Rondônia. Talvez por motivos de excelência e qualidade ambiental, a área do sítio foi por mais de uma vez ocupada, sendo-a na época pré-colonial e, também, em momentos mais recentes, no período histórico. Quanto ao mais antigo, o sítio foi continuamente habitado, destacando artefatos cerâmicos e líticos, além de algumas estruturas de combustão (fogueiras). Para o período histórico, foram identificados artefatos de louça, vidro e metal, todos datados do século XIX.

Fonte da Notícia: http://www.defender.org.br/iphan-registra-sitios-arqueologicos-de-mais-de-8-mil-anos-em-rondonia/