sexta-feira, 15 de agosto de 2014

Dia do Patrimônio Histórico é todo o dia! Participe desta campanha

A Defender – Defesa Civil do Patrimônio Histórico está lhe convidando para participar de uma campanha de promoção e divulgação do nosso Patrimônio Cultural em comemoração ao Dia do Patrimônio Histórico* (17 de agosto).
Até o dia 18 de agosto você pode mandar uma fotografia de um bem considerado Patrimônio Cultural de sua cidade, região ou estado.
Serão selecionadas 30 fotografias. De 18 de agosto a 18 de setembro de 2014, a Defender irá divulgar cada dia uma foto com o nome do fotografo (a), nome do patrimônio fotografado, cidade e estado na capa/página inicial de seu site (www.defender.org.br) e na capa de sua fanpage (https://www.facebook.com/defenderorgbr).
Basta você enviar sua foto com os dados solicitados para o e-mail defender@defender.org.br
IMPORTANTE – Ao encaminhar sua foto para participar desta promoção automaticamente você estará autorizando a Defender a divulga-la em seu site e fanpage com as informações solicitadas sem nenhum tipo de cobrança de direito autoral.
Participe! Mande sua foto até as 8 horas do dia 18 de agosto de 2014.
*Comemora-se o Dia do Patrimônio Histórico na mesma data em que nasceu o historiador e jornalista Rodrigo Mello Franco de Andrade (Belo Horizonte-MG, 1898-1969). Por meio da Lei nº 378, de 1937, o governo Getúlio Vargas criou o Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (IPHAN), onde o historiador trabalhou até o fim da vida. (Fonte: www.aprendebrasil.com.br)

quinta-feira, 14 de agosto de 2014

Cooperação internacional valoriza paisagem do parque histórico das Missões

Nos próximos três anos, o Parque Histórico Nacional das Missões, no Rio Grande do Sul, receberá investimentos de R$ 3,7 milhões. Os recursos, provenientes do Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (IPHAN) por meio do projeto de cooperação internacional sobre Valorização da Paisagem Cultural e do Parque Histórico Nacional das Missões Jesuíticas dos Guaranis, serão destinados a novas pesquisas, estudos, análises e o desenvolvimento de instrumentos que visam a valorizar a paisagem missioneira, bem como a instalação efetiva do Parque. 
O projeto será lançado no próximo dia 18 de agosto, em São Miguel das Missões (RS) com a participação da presidenta do IPHAN, Jurema Machado, representantes do Ministério da Cultura, Ministério das Relações Exteriores, da Agência Brasileira de Cooperação, do governo estadual, de Organizações não governamentais locais, da UNESCO e do Instituto Andaluz de Patrimônio Histórico, além de técnicos do IPHAN. O projeto conta com o apoio da Agência Brasileira de Cooperação (ABC) e prevê cooperação técnica entre o governo brasileiro e a Organização das Nações Unidas para Educação, Ciência e Cultura (UNESCO) no Brasil, além do Instituto Andaluz de Patrimônio Histórico.
Nos dias 19 e 20 de agosto ocorrerão reuniões das instâncias de governança para o estabelecimento de uma programação de execução ainda para este ano e a realização de visitas aos sítios missioneiros. Em 21 e 22 de agosto, será realizada capacitação específica com a UNESCO para a equipe que vai ficar responsável pela execução administrativa do projeto.
Na ocasião do lançamento, serão instaladas as instâncias de governança no âmbito da Coordenação Nacional do Projeto. Passarão a funcionar um comitê gestor, uma comissão executiva e um grupo assessor para o desenvolvimento dos trabalhos. O objetivo é destacar o valor do parque como Patrimônio Nacional e da Humanidade promovendo a diversidade sociocultural e ambiental.
As Missões Jesuíticas
O território das Missões Jesuíticas dos Guaranis no Brasil se caracteriza por possuir uma paisagem cultural de altos valores patrimoniais e ambientais, abrangendo 26 municípios do noroeste do Rio Grande do Sul. As transformações ocorridas nesses sítios missioneiros ao longo de mais de dois séculos, apresentam nos dias atuais situações distintas que podem ser caracterizadas desde aquelas onde se encontram estruturas expressivas, vestígios arqueológicos dispersos, até sítios sobre os quais se desenvolveram novas cidades.
Para a sua instalação, o Parque deverá tomar como base os sítios arqueológicos missioneiros de São Miguel Arcanjo, localizado em São Miguel das Missões; de São Lourenço Mártir, no município de São Luiz Gonzaga; de São Nicolau; e o sítio de São João Batista, situado em Entre-Ijuís.
O Parque Histórico Nacional das Missões foi criado em 7 de maio de 2009 por meio do decreto nº 6.844. 
O projeto é um desdobramento das iniciativas realizadas, desde 2004, em cooperação com o Instituto Andaluz de Patrimônio Histórico, quando se buscou desenvolver estudos para um guia da paisagem das Missões.
Serviço:
Lançamento do projeto “Valorização da Paisagem Cultural e do Parque Histórico Nacional das Missões Jesuíticas dos Guaranis”
Data: 
18 a 20 de agosto de 2014
Local: Tenondé Park Hotel - São Miguel das Missões, RS
Fonte: Assessoria de Relações Internacionais – ARIN



domingo, 10 de agosto de 2014

UIA 2020 Rio

Candidatura carioca vence na indicação da sede do Congresso da União Internacional de Arquitetos

Rio de Janeiro


Com o tema “Todos os mundos. Um só mundo. Arquitetura 21", Rio de Janeiro receberá o Congresso da União Internacional de Arquitetos.
O Congresso Mundial da União Internacional dos Arquitetos (UIA) teve, na manhã deste domingo, seu destino definido para 2020. A cidade do Rio de Janeiro foi a escolhida como nova sede do maior e mais importante fórum internacional de arquitetura. O resultado foi anunciado pelo ex-presidente da UIA e secretário da sessão, Vassils Sgoutas, na Assembleia Geral da UIA, em Durban, na África do Sul. A candidatura carioca, liderada pelo Instituto de Arquitetos do Brasil (IAB), desbancou dois fortes concorrentes: Melbourne (Austrália) e Paris (França). São esperados cerca de 15 mil arquitetos de todo o mundo no UIA 2020, no Rio, para discutir o futuro das cidades.
Após as apresentações das três cidades candidatas à sede do congresso de 2020, teve início a votação. No primeiro turno, o Rio de Janeiro obteve 85 votos. Melbourne e Paris tiveram 73 e 44, respectivamente. No segundo turno, o Rio ganhou 107 votos e Melbourne, 95. Ao todo, 202 delegados da UIA participaram da escolha da cidade que vai sediar o evento.
Com o tema “Todos os Mundos. Um só mundo. Arquitetura 21”, a proposta do Rio é discutir a atual realidade urbana, expressa através da diversidade e da multiplicidade de formas de construção das cidades, e promover a reinserção da profissão no meio social. Para o IAB, a capital fluminense, com os seus 12 milhões de habitantes, apresenta um quadro urbano rico e complexo, de desigualdades e de acertos, representativo de cidades do continente americano e do mundo emergente que se urbaniza rapidamente neste século XXI.
O compromisso do IAB é aproveitar os seis anos até a realização da UIA 2020 Rio para trabalhar o fortalecimento da arquitetura e da cultura arquitetônica no Brasil. “Estamos felicíssimos com a receptividade da candidatura do Brasil e a aprovação dos colegas do mundo todo. A realização do congresso de 2020 será uma oportunidade para estreitar as relações internacionais com as Américas, África e com os países de língua portuguesa, que foram os nossos principais apoiadores. Esse trabalho, certamente, representará o reforço da estrutura da UIA e a melhora das condições de vida nas cidades”, afirmou o presidente do IAB, Sérgio Magalhães.
Na avaliação do presidente do Conselho de Arquitetura e Urbanismo do Brasil (CAU/BR), Haroldo Pinheiro, a realização do congresso da UIA de 2020 no Rio é uma oportunidade que precisa ser aproveitada para discutir os novos rumos da arquitetura no país e no mundo. “Serão 6 anos para que nós possamos trabalhar e explodir, em 2020, no Congresso do Rio de Janeiro, com nossas ideias e nossos pensamentos”, afirmou Haroldo Pinheiro.
O presidente do Departamento Rio de Janeiro do IAB, Pedro da Luz Moreira, acredita que a realização do Congresso Mundial da UIA no Rio de Janeiro pode inserir na cultura do país um protagonismo do plano e do projeto. O IAB e o departamento carioca também se sentem preparados para receber o evento:
 “O Rio de Janeiro tem todas as condições de receber o evento da UIA. O IAB-RJ também está preparado para ajudar na coordenação e na articulação com os outros departamentos para que a UIA 2020 Rio seja um grande sucesso”, disse Pedro da Luz Moreira.
Para o prefeito do Rio de Janeiro, Eduardo Paes, a vitória da candidatura do Rio foi uma conquista “importantíssima”: “É uma escolha que retrata o atual momento de transformação por que passa a cidade. Uma transformação que, à luz do resgate de um rico passado histórico, projeta um futuro de desenvolvimento. O Rio tem características únicas: é uma metrópole que, emoldurada por uma natureza exuberante e uma arquitetura diversificada, tem grandes desafios sociais a enfrentar. Ou seja: é uma cidade síntese para o arquiteto do século 21.”
Segundo o presidente do Conselho Internacional dos Arquitetos de Língua Portuguesa (Cialp), João Belo Rodeia, os arquitetos têm muito a aprender com a arquitetura do Brasil e do Rio de Janeiro em 2020:
“Estou muito satisfeito por o Congresso Mundial da UIA de 2020 ser no Rio de Janeiro. É uma vitória merecida, e todos os membros do Cialp ficam felizes com o resultado. Acredito que a realização do congresso no Rio será importante para a própria UIA, porque poderá centrar todos os países da América Latina. Para o Cialp, será um momento importante para a sua afirmação internacional. Creio também que será um momento central para a arquitetura e para os arquitetos, porque acredito que o Brasil é o microcosmo do mundo.”
A candidatura do Rio 2020 teve apoios importantes, como a do ex-prefeito de Curitiba e governador do Paraná e ex-presidente da UIA, Jaime Lerner, do governador do Estado do Rio, Luiz Fernando Pezão, e do prefeito do Rio, Eduardo Paes.
Entidades de peso também aderiram à campanha, como a Federação Pan-Americana de Arquitetos, o Conselho Internacional de Arquitectos de Língua Portuguesa, o Conselho de Arquitetura e Urbanismo do Brasil (CAU/BR), a Federação Nacional dos Arquitetos e Urbanistas (FNA), a Associação Brasileira dos Arquitetos Paisagistas, a Associação Brasileira dos Escritórios de Arquitetura, o Rio Conventions & Visitors Bureau e o Instituto Brasileiro de Turismo (Embratur).


Apresentação do Rio de Janeiro, Assembleia Geral da UIA, Durban, África do Sul
Foto divulgação


Sergio Magalhães, presidente do IAB, comemora vitória carioca na Assembleia Geral da UIA, Durban, África do Sul Foto divulgação


Logo do UIA RIO 2020 - Fonte:http://www.caubr.gov.br/?p=28950

Fortificação aos pedaços

Há três anos fechado, Forte de São Marcelo, em Salvador, terá licitação para reformas. Expectativas do Iphan/BA é que o local seja reaberto em 2016

Déborah Araujo
4/8/2014
Um guerreiro em desgaste. Construído para proteger a capital baiana em meados do século XVII, o Forte de São Marcelo, hoje, é quem precisa de proteção dos efeitos do desgaste natural e do abandono. Mesmo com manutenção periódica do Iphan, o monumento não conta com administração local e está fechado desde 2011. A situação pode mudar. Na próxima semana, um edital de licitação que visa viabilizar a restauração deste símbolo da Baía de Todos os Santos será publicado no Diário Oficial da União.
A licitação se refere apenas à primeira (de duas) etapa do projeto de revitalização. Para esta fase está prevista a recomposição das paredes da muralha, a retirada dos fungos, a impermeabilização e estabilização da construção, localizada em um banco de recifes a 300 metros da costa. Para tanto, é necessária “uma empresa especializada em obras de estruturas subaquáticas”, segundo Bruno Tavares, coordenador técnico do Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional da Bahia (Iphan/BA).
Terminada esta fase, um novo processo burocrático será aberto. Só então será reestruturado o interior do forte, para que receba um museu sobre a história de Salvador. A expectativa é que o projeto seja concluído em 18 meses e que o público já possa visitar o monumento no início de 2016.
O projeto integra o Programa de Aceleração do Crescimento das Cidades Históricas e o custo total das mudanças ainda não foi revelado. “Posteriormente às intervenções, o Iphan deve passar a administração do Forte para a iniciativa privada a partir de outro edital”, acrescenta Bruno Tavares.

























Planta do Forte São Marcelo desenhada em 1758 pelo engenheiro militar José Antônio Caldas (Domínio Público)

quarta-feira, 6 de agosto de 2014

Estopim de polêmica, inventário do Petrópolis será entregue ao prefeito

Após passar por Fortunati, relação de imóveis será avaliada pelo Conselho do Patrimônio Histórico Cultural

por Laura Schenkel

O estopim de um embate entre proprietários de imóveis do bairro Petrópolis e a prefeitura de Porto Alegre que já completou cinco meses está prestes a ter novidades. Deve ser entregue, nos próximos dias, a revisão do inventário da Equipe do Patrimônio Histórico e Cultural da Secretaria Municipal de Cultura ao prefeito José Fortunati. Além disso, nesta ou na próxima semana deve ocorrer a apreciação por parte da Câmara Municipal ao veto do prefeito a um projeto de lei que altera o processo de inventariação.

Em 22 de janeiro, foi publicada no Diário Oficial de Porto Alegre uma lista que incluía mais de 500 imóveis do Petrópolis como bens inventariados. Revoltados com a decisão da prefeitura, proprietários de imóveis inventariados formaram a Associação de Moradores do Bairro Petrópolis Atingidos pelo Inventariamento da Prefeitura (Amai) para questionar os critérios utilizados e pedir a revogação do ato.

Mas esta não foi a única reação. Após a divulgação do inventário, um projeto de lei foi elaborado pelo vereador Idenir Cecchim propondo que a inclusão de imóveis no Inventário do Patrimônio Cultural de Bens Imóveis do Município tenha de passar pela aprovação dos vereadores em Porto Alegre.

Inventário e tombamento são instrumentos de proteção do patrimônio cultural da cidade. Enquanto o tombamento protege integralmente os imóveis, os bens inventariados podem sofrer alterações, desde que preservadas algumas de suas características. O inventário recebeu diversos questionamentos, que motivaram sua alteração:

— Um era relativo ao quórum do Conselho do Patrimônio Histórico Cultural(Compahc), outro de que não havia individualizações em ficha dos motivos de cada bem protegido e um terceiro de que não havia tido bloqueio prévio, previsto na lei 601 de inventário. Isso determinou que o prefeito determinasse a revisão, a complementação, fizesse o bloqueio do bairro inteiro e anulasse a aprovação anterior — relata o arquiteto Luiz Antônio Custódio, coordenador da Memória Cultural da Secretaria Municipal da Cultura.

A revisão inclui a individualização, isto é, uma explicação mais detalhada sobre os motivos para a inclusão de cada imóvel na relação e esclarecimentos prestados pelo site da Secretária Municipal de Culturasegundo Custódio. Após passar pelo prefeito, o inventário deve ser enviado ao Compahc, e não há um prazo estimado para a apreciação dos conselheiros.

— Qualquer conselheiro pode pedir vistas para ver e rever o tema, que é complexo. O principal problema de questionamentos é a falta de informação ou a divulgação de informações erradas — ressalta Custódio.

Associação contrária ao inventário ameaça ir à Justiça

A falta de informação é alvo de reclamação também do presidente da Amai, Fernando Molinos Pires Filho, morador do bairro Petrópolis há 30 anos. Segundo ele, a associação segue insatisfeita com a ação e a falta de respostas da prefeitura em relação ao que o grupo vem pedindo, desde sua criação — reclamações que vão ao que eles consideraram respostas evasivas por parte do município e de que o processo não é feito de forma democrática. Além disso, moradores que até protocolaram pedidos para saber por quais motivos seus imóveis foram incluídos no rol de inventariação ainda aguardam respostas.

— Temos uma ampla divergência sobre todo o processo. A decisão tem de ser democrática e passar por todas as instâncias, e uma das instâncias pode vir a ser a Justiça — adianta Pires Filho.

Segundo o presidente da Amai, o inventário inicial teve de ser anulado por ilegalidades e irregularidades no processo, incluindo "erros crassos de processualística":

— Inventariaram terrenos baldios. Inventariaram a casa do andar de cima, mas não a do andar de baixo. Casas que não tinham a mínima possibilidade de serem consideradas um bem histórico cultural. Foi uma infinidade de erros.

Ainda de acordo com o líder da associação contrária à inventariação, o prefeito se viu obrigado a anular o inventário a partir das reclamações da Amai e assumiu o compromisso de discutir a questão com o grupo. Pires Filho reclama que a prefeitura demorou a responder uma proposta de negociação elaborada pela associação, e quando o fez, foi de forma evasiva.

— Não aceitamos que o que eles chamam de inventário novo seja posto à consideração, seja do prefeito, seja do Compahc, sem que haja possibilidade de analisar os critérios de inventariamento. Não adianta refazer o processo, mesmo consertando erros absurdos, como a falta de justificativas individuais da inclusão de cada imóvel na relação, se seguem com a mesma proposta técnica, que está ultrapassada — contesta o morador do Petrópolis.

Outras regiões devem ser inventariadas

O Petrópolis, que antes do processo já contava com alguns bens inventariados, como a Praça Mafalda Verissimo e a casa onde funciona o restaurante Barranco, na Avenida Protásio Alves, não é o primeiro nem deve ser o último bairro de Porto Alegre a passar por inventariação.

Regiões como o Centro Histórico, os bairros Independência, Moinhos de Vento, Farroupilha, Santana, Cidade Baixa, Bom Fim, Quarto Distrito e IAPI já tiveram imóveis protegidos pela prefeitura, que pretende estender o processo pela cidade.

— O trabalho vai em direção às pontas, sempre busca preservar o patrimônio da cidade. O inventário serve para ver o que deve ser protegido — afirma o coordenador da Memória Cultural da Secretaria Municipal da Cultura.

Fonte: http://zh.clicrbs.com.br/rs/porto-alegre/noticia/2014/08/estopim-de-polemica-inventario-do-petropolis-sera-entregue-ao-prefeito-4568837.html






Petrópole Tênis Clube entrou na lista como bem excepcional Foto: Arivaldo Chaves / Agencia RBS

Igreja em Piracicaba será restaurada com apoio de fiéis e patrocinadores

A igreja Senhor Bom Jesus do Monte, a terceira mais antiga de Piracicaba (SP), será restaurada em comemoração ao aniversário de 95 anos, festejados nesta quarta-feira (6). Com a reforma, o local terá mais conforto e segurança aos fiéis, além da preservação do patrimônio histórico. A previsão de investimento será de cerca de R$ 3 milhões, que serão arrecadados entre devotos e patrocinadores.
Uma empresa de arquitetura foi contratada a pedido do pároco Antônio Célio Costa Francisco para fazer o projeto de revitalização do local. A “Igreja do Bom Jesus", como é chamada pela comunidade, foi tombada como patrimônio histórico da cidade em 2002 pelo Conselho de Defesa do Patrimônio Histórico (Codepac) de Piracicaba.
De acordo com o arquiteto Moacyr Corsi Júnior, ainda não há uma data para início da obra, mas algumas etapas precisarão ser cumpridas. “Antes de iniciar, a obra passará pelo Codepac, pelo Conselho de Artes Sacra da Diocese e deve ser feita ainda a licitação para, só depois, executar a reforma.”

Reforma do local
A reforma na igreja será realizada nas partes interna e externa. O primeiro trabalho será realizado na fachada do local. A restauração da paróquia irá manter as cores originais do prédio. A praça no entorno será revitalizada e a imagem do Cristo, que foi colocado na paróquia em 1932, será mais iluminado.
Corsi Júnior disse ainda que a ideia da obra é manter o máximo da originalidade do prédio para preservar o patrimônio histórico e, ao mesmo tempo, melhorar e modernizar a igreja, visando aspectos de segurança e conforto dos fiéis.
“O projeto inicia por meio do restauro do telhado para acabar com os problemas de umidade, que podem ser vistos através das manchas. A segunda etapa será o restauro do forro, que é uma parte delicada e será necessária uma atenção especial”, disse Corsi Júnior.
Ainda segundo o arquiteto, a igreja também será melhorada quanto à acessibilidade e deve ter rampas para facilitar o acesso. Há ainda a instalação de comunicação visual, por meio do braile, bem como reforço na iluminação do local.
Na visão do arquiteto, o maior desafio será fazer toda a reforma sem fechá-la. “Para conseguir manter a igreja funcionando, nós projetamos plataformas que serão usadas para garantir a segurança no trabalho e dos usuários.”

História da igreja
A história da igreja começou no dia 08 de outubro de 1857, data em que o terreno, onde se localiza a Igreja Senhor Bom Jesus do Monte, foi doado por João Antonio de Siqueira. No local já existia uma capela, mas o bispo Conde Dom Barreto, ao ver que a cidade estava crescendo, percebeu a necessidade de criar uma paróquia. Após 62 anos da doação do terreno, a igreja foi benzida e inaugurada em 06 de agosto de 1919.

Fonte: http://g1.globo.com/sp/piracicaba-regiao/noticia/2014/08/igreja-em-piracicaba-sera-restaurada-com-apoio-de-fieis-e-patrocinadores.html


Igreja Bom Jesus em Piracicaba será restaurada (Foto: César Fontenelle/EPTV)

























Igreja Bom Jesus em Piracicaba será restaurada (Foto: César Fontenelle/EPTV)

terça-feira, 5 de agosto de 2014

EACH elabora guia eletrônico sobre patrimônio cultural

Da Assessoria de Comunicação da EACH
Materiais didáticos com informações relevantes e práticas sobre o patrimônio histórico e artístico nacional – herança visível de nosso desenvolvimento e cultura –, embora sejam de fundamental importância para o ensino superior, podem ter um alto custo ou, até mesmo, ser difíceis de encontrar.
Com o financiamento da Pró-Reitoria de Graduação (PRG) e apoio da Escola de Artes, Ciências e Humanidade (EACH) da USP, o professor do curso de Lazer e Turismo, André Fontan Köhler, tendo como bolsistas os alunos Vanessa Souza Fiore, do curso de Lazer e Turismo, e Marcelo Fukuyama Sobata, de Marketing, desenvolveram o Guia Eletrônico do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional: Região Metropolitana de São Paulo e municípios de Santos e São Vicente.
O guia eletrônico traz, em suas primeiras páginas, informações gerais sobre cultura, patrimônio, identidade e memória nacional, além de introduzir o tema das políticas patrimoniais brasileiras. O estudante também encontra a lista de todos os processos de tombamento do Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan), na Região Metropolitana de São Paulo e municípios de Santos e São Vicente.
Com 268 fotografias do patrimônio tombado de 13 municípios, o guia eletrônico possui uma ficha individual para cada bem cultural, com proteção legal, endereço, descrição e comentários, atividades didáticas sugeridas e fotos; ele oferece ao aluno uma maior proximidade, sem nenhum custo, com o patrimônio cultural paulista, apresentando seu significado e importância.
Finalizado em março de 2014, o guia elaborado pela equipe da EACH já está sendo utilizado em uma disciplina da unidade: Seminários de Políticas Públicas V (tema: Cidade patrimonial e a identidade e memória nacional), que conta com a presença de alunos de Gestão de Políticas Públicas e Lazer e Turismo. De acordo com o professor André Fontan Köhler, futuramente, o guia será disponibilizado gratuitamente a qualquer estudante que se interessar pelo assunto.
O projeto Guia Eletrônico do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional: Região Metropolitana de São Paulo e municípios de Santos e São Vicente foi aprovado pelo edital do Programa de Apoio à Produção de Materiais Didáticos Especiais – Pró-Ensino – 2012, da Pró-Reitoria de Graduação da Universidade de São Paulo (PRG) da USP. 








Parque Cultural Vila de São Vicente – arquitetura bandeirista (pastiche). 
Fonte: Vanessa de Souza Fiore.

sábado, 2 de agosto de 2014

Cidade para no tempo e vira patrimônio histórico nos EUA

Bodie é a maior cidade-fantasma do Oeste americano. Moradora conta que já ouviu barulhos e até sentiu tocarem no ombro dela sem ter ninguém por perto.


Na Califórnia tudo é possível mesmo. Até uma cidade parar no tempo. Foi o que aconteceu com Bodie, símbolo da corrida do ouro do século 19. No auge do garimpo, dez mil pessoas viviam na cidade. Mas o ouro acabou e os moradores começaram a ir embora. Hoje, Bodie é a maior cidade-fantasma do Oeste americano e patrimônio histórico dos Estados Unidos. Um grande museu a céu aberto.
Um antigo hotel da cidade ainda conserva todos os utensílios da cozinha: panelas, frigideiras e fogão. Tudo bem grande e com bastante poeira. E próximo à cozinha ainda existe um grande salão que, na verdade, era o restaurante do hotel, com balcão, lampiões a gás. Até as cervejas da época e garrafas permanecem por lá.
Em uma cidade sem lei, é claro que havia cadeia, os vestígios do primeiro banco e cemitério.
Xerife tem até hoje. Seis, que vivem por lá para cuidar da cidade. Terry é historiadora e também mora em Bodie. E o que ela conta é de assustar.
Terry Geyssinger, historiadora da Fundação Bodie: Eu ouvi batidas, como marteladas. E ruído de alguém subindo e descendo as escadas por uns 45 minutos e não tinha ninguém lá. Outras vezes chamaram meu nome e já senti uma mão no meu ombro.
Globo Repórter: Você está brincando?
Terry Geyssinger: Não, não estou não!

É, Bodie é realmente uma cidade-fantasma.