domingo, 20 de julho de 2014

Alunos de curso de restauração revitalizam prédio histórico de Tatuí

Alunos do curso de restauro e preservação de prédios históricos oferecido pelo Senai de Tatuí (SP) estão vivenciando a parte prática das aulas de uma forma que tem agradado muitos moradores. O grupo, formado por 26 pessoas, tem autuado na restauração e revitalização de parte da fachada do prédio que abriga o Mercado Municipal. Inaugurado há 100 anos, o local é um ponto de referência da cidade.
Os alunos fazem a remoção das camadas de tinta, do reboco, reconstituem os revestimentos, os elementos decorativos, aplicam massa, lixam e limpam. Até setembro pretendem resgatar um pouco da história do prédio. O coordenador técnico do grupo, José Carlos Oliveira, explica que as intervenções são feitas na pintura é alvenaria, além da restauração da cobertura de madeira. “O município vai ganhar profissionais qualificados e que, futuramente, poderão atuar em outras partes da cidade”, comenta.
A estudante Heloísa Cristina Loucero integra o grupo que pratica o curso. Ela já fez edificações e decidiu complementar o currículo com a restauração. Para ela, as aulas vão além de um desejo profissional. “Revitalizar é manter a identidade de toda a comunidade que vive aqui, toda a história. É preservar para gerações futuras”, diz.
O caseiro Valcir Prachedes Barbosa também se interessou pelo curso pensando em novas oportunidades no mercado de trabalho. A média de salário de um restaurador é de R$ 2 mil. O período de duração do curso é de no máximo três meses e a mão de obra pode ser contratada por diferentes setores da construção civil. O aluno diz que tem gostado do aprendizado. “Algumas partes do serviço da construção que são difíceis, requerem um cuidado, um capricho do pedreiro, mas eu gosto”, afirma.
As inscrições para um novo curso também estão abertas. São para revitalizador de coberturas de madeira. Para se matricular o candidato deve ter no mínimo 18 anos e ensino fundamental. As inscrições podem ser feitas no CRAS Norte, localizado na Rua João Saulo dos Reis, 90, ou no Cras Sul que fica na Rua Arthur Eugênio dos santos, 115. Outras informações podem ser obtidas pelo telefone (15) 3259-6664.
O Mercado Municipal.
No Mercado Municipal de Tatuí é tradicional. Quem visita a unidade encontra diversidade de produtos como vegetais, grãos, roupas, brinquedos e comidas prontas. É uma mistura de sabores, de cheiros e de produtos diferentes.

O ‘mercadão’ foi inaugurado em 1914. A parte mais antiga tem aproximadamente 200 metros quadrados. A arquitetura foi inspirada nos trabalhos europeus do século XIX. As principais características são os grandes arcos e os tijolos aparentes.
Em 1992, o local passou por uma grande reforma, com ampliação. Foi nesta época que a rodoviária da cidade passou a integrar o prédio. Atualmente, há um terminal de ônibus circulares. A última reforma foi em 2008, mas a fachada já está pichada, as cores estão apagadas e as paredes sujas.
O professor de história Fernando de Jesus da Costa explica que o Mercado Municipal sempre foi um importante centro comercial. “Ele tinha como função o ponto de encontro dos principais produtores. Aqui era polo de algodão, café, frutas e legumes. Tatuí era muito forte na época entre as produções agrícolas”, ressalta.
Quem passa pelo mercado ou trabalha no local gostou de saber que o patrimônio público está sendo revitalizado . Para o comerciante Jabair Salles, que tem uma pastelaria há mais de 40 anos, é importante manter viva a história do lugar. “Comecei aqui há muito tempo. Agora com esse trabalho, o prédio volta a ficar arrumado. Fica melhor”, diz.









Mercado Municipal é histórico em Tatuí
(Foto: Divulgação / Com. Tatuí - Evandro Ananias)







Alunos fazem a revitalização de parte da fachada do prédio (Foto: Reprodução / TV TEM)

Ministério homologa tombamento de bairros históricos de Natal

O Ministério da Cultura homologou o tombamento de regiões localizadas em bairros históricos deNatal. De acordo com o superintendente do Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan) no Rio Grande do Norte, Onésimo Santos, o tombamento compreende 28 hectares entre os bairros de Cidade Alta, Ribeira e Rocas, todos na Zona Leste. A portaria foi publicada no Diário Oficial da União desta sexta-feira (18).
O superintendente do Iphan explica que as áreas estão tombadas desde 2010, mas a homologação publicada no Diário Oficial da União representa a finalização do processo. "A última martelada. A partir de agora, vamos estabelecer a normativa com critérios para reformas, demolições ou novas construções", detalhou.

Ainda segundo Onésimo Santos, os proprietários das construções que estão dentro da área tombada já podem procurar a Caixa Econômica Federal para financiamentos que visem a reestruturação dos prédios. "Há uma linha de crédito especial para esses proprietários, que já foram identificados", afirma.
Entre as edificações que estão no perímetro tombado, estão o Teatro Alberto Maranhão, as igrejas do Galo, do Rosário e a antiga Catedral, o Museu Café Filho e a Pinacoteca do Estado. "Esses dois últimos já são tombados desde os anos 60. O teatro teve processo de tombamento iniciado, mas interrompemos depois que o Ministério da Cultura aprovou este por região", disse.

Fonte: http://g1.globo.com/rn/rio-grande-do-norte/noticia/2014/07/ministerio-homologa-tombamento-de-bairros-historicos-de-natal.html




















Bairro da Ribeira é uma das regiões que foram tombadas em Natal (Foto: Canindé Soares/G1)

sexta-feira, 18 de julho de 2014

Museu Medieval em Waterford / Waterford City Council Architects


Localização: Waterford, Irlanda
Equipe: Waterford City Council Architects - Rupert Maddock, Bartosz Rojowski, Agnieszka Rojowska. Currently Bartosz & Agnieszka form ROJO-Studio 
Área: 1500.0 m²
Ano Do Projeto: 2013
Fotografias: Philip Lauterbach


Engenharia Civil: Frank Fox & Associates Consultant Engineers
Gerente De Projeto: Malone O'Regan Consultant Engineers
Consultoria: Nolan Construction Consultants
Consultoria De Incêndio: ARUP
Instalações: WSP
Arqueologia: Orla Scully and Archer Heritage
Escultura: Stephen Burke
Contratante: Tom O’Brien Construction Ltd
Fachadas: S McConnell & Sons
Design Gráfico: Bartosz Rojowski (ROJO-Studio) & WCC
Custos: €4.6M

Do arquiteto. O Museu Medieval de Waterford é um novo marco arquitetônico e importante destino turístico no sudeste da Irlanda. O Museu está localizado no bairro urbano, a parte mais antiga da cidade de Waterford e em seu coração cultural vibrante, conhecido como O Triângulo Viking. Ele abriga uma magnífica coleção de artefatos e vários eventos públicos.
Uma grande variedade de edifícios medievais do século 18, 19 e 20 compõem o entorno do museu em uma forma de "U" com a extremidade aberta voltada diretamente para fachada da Catedral.

O objetivo foi projetar um edifício que iria fortalecer a característica do tecido urbano histórico e, ao mesmo tempo, criar de algo novo que contrasta com a arquitetura existente.
A fachada frontal é projetada de uma forma semi-circular, aerodinâmica, que é se conecta à parte de trás da Catedral, criando uma ligação entre as duas belas praças. A fachada curva é como um grande quebra-cabeça - não há duas pedras iguais, cada uma é única e individual. Mais do que uma fachada de um edifício, é uma escultura arquitetônica em larga escala. Uma escultura de seis metros de altura, a figura de 'The Lady Waterford' esculpida em pedra é baseada em uma figura do século 13 encontrada durante as escavações arqueológicas no local
Na entrada principal, os painéis de vidro oferecem vistas para o palco dos coristas, cuidadosamente conservado abaixo.
Um dos desafios do projeto foi incorporar a estrutura medieval do Salão dos Coristas ao novo edifício. Layout interno foi fortemente influenciado pela forma ddo terreno e dos edifícios adjacentes. Há quatro níveis para o edifício: dois níveis acima do térreo com galerias de exposições e teatros, o nível térreo, com um espaço multifuncional que fornece acesso direto ao Salão dos Coralistas. O piso térreo integra o hall de entrada, a loja do museu e a recepção.
A estrutura é inteiramente de concreto moldado no local. A paleta de materiais ficou restrita ao concreto, ao carvalho, ardósia e a pedra Dundry da fachada.
Em 2014, o Museu recebeu o Prêmio LAMA de Melhor Edifício Público e de Melhor Projeto de Patrimônio, bem como o Prêmio Internacional Civic Trust 2014.
O sucesso deste projeto deve-se à colaboração de pessoas de diversas origens: arquitetos, artistas, historiadores, engenheiros e artesãos. Este amálgama de diferentes disciplinas dentro da equipe permitiu alcançar este resultado único. O edifício foi projetado em casa pelos arquitetos do Waterford Council, Rupert Maddock, Bartosz Rojowski e Agnieszka Rojowska. Agnieszka e Bartosz agora trabalham de forma independente no recém criadoROJO-Studio Architects.
Fonte:"Museu Medieval em Waterford / Waterford City Council Architects" [Medieval Museum in Waterford / Waterford City Council Architects] 22 May 2014. ArchDaily. Accessed 18 Jul 2014.
Imagens: © Philip Lauterbach






quarta-feira, 16 de julho de 2014

Marcos da imigração no Vale do Ribeira viram patrimônios históricos

Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional aprovou o tombamento de  14 bens culturais que marcam a colonização dos japoneses no litoral paulista

(Fotos: Bunkyo Registro/Cedida e Iphan/Divulgação)


  













Antiga sede da Kaigai Kogyo Kabushiki Kaisha (KKKK), empresa que promoveu a colonização dos japoneses em Registro (SP)

O chão da sala é de tatami e as camas têm futon (coberta). A estrutura do imóvel é toda de madeira, mas não há nenhum prego ou parafuso, as vigas se conectam por sambladuras, ou encaixes. Até os telhados das igrejas têm as linhas arquitetônicas dos tradicionais templos orientais. Do lado de fora, a paisagem é dominada por plantações de chá.
O Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan) vai atuar na preservação desse cenário, encontrado nos municípios de Iguape e Registro, no litoral sul do Estado de São Paulo. O Conselho Consultivo do Patrimônio Cultural foi unânime na aprovação do tombamento dos 14 bens culturais que são representações características da colonização japonesa em território brasileiro, encontrados no Vale do Ribeira (SP).
O dossiê de tombamento desses bens históricos complementa o trabalho em desenvolvimento no Iphan, que tem como temática central a Imigração no Brasil. De acordo com o censo do IBGE de 1940, 91,7% dos imigrantes no Brasil estavam no Estado de São Paulo. 

















Residência da família Fukasawa: construção será preservada pela iniciativa do Iphan

Cultura de pai para filho
Rubens Shimizu, morador de Registro, membro da Associação Cultural Nipo-Brasileira de Registro, que preserva a cultura deixada por seus antepassados, revela sua satisfação com a preservação do patrimônio: “Era um sonho da associação ter algum patrimônio tombado. Conseguimos o reconhecimento oficial na data de 18 de junho como marco da colonização japonesa no Brasil, mas precisávamos de bens preservados que representassem essa história. Esse título do Iphan é como um presente, não só para a associação, como também para toda a comunidade descendente dos imigrantes. Uma das casas tombadas foi onde eu nasci. Para mim é um orgulho muito grande”.
Shimizu conta que seu avô, que era agricultor, chegou ao Brasil em 1918, onde decidiu se estabelecer definitivamente. Na região onde vive, restam muitos aspectos das tradições e dos costumes trazidos do Japão. Algumas atividades, como a gincana poliesportiva undokai, disseminaram-se por toda a comunidade de Registro. A educação e a disciplina são as características da cultura que ele mais preza, aspectos do comportamento pessoal que são ensinados às crianças, em ambiente de muito respeito. Às gerações, são transmitidas algumas atividades tradicionais do Japão, como a prática de ginástica matinal, judô, danças típicas e a arte do taiko (tambor). A comunidade de Registro realiza anualmente a Festa do Sushi, o Obon (finados) e o Tooro Nagashi (celebração em homenagem à alma dos antepassados e entes queridos).
Flávia Nascimento, uma das técnicas do Iphan que conduziram o estudo da cultura transmitida por imigrantes japoneses no Vale do Ribeira, explica a importância de preservação dessa paisagem: “Esses bens tombados representam o esforço do imigrante japonês na adaptação ao território nacional. Sua arquitetura é uma mistura das técnicas construtivas brasileiras e orientais, um encontro de duas culturas. O tombamento desses bens do Vale do Ribeira significa o reconhecimento da cultura desses imigrantes como parte da expressão nacional”.

A chegada dos japoneses ao Vale do Ribeira
O primeiro passo para viabilizar a constituição das colônias japonesas no Estado paulista foi dado em 1912, com um acordo firmado entre o Governo de São Paulo e o Sindicato de Tokyo. O compromisso era de doação de vasta extensão de terras na região, além de concessão de recursos financeiros e de isenção de impostos. Em contrapartida, a instituição japonesa deveria introduzir duas mil famílias na região, num período de quatro anos. O contrato foi repassado pelo sindicato para a Kaigai Kogyo Kabushiki Kaisha (KKKK, também chamada de Kaiko), que então conduziria toda a colonização japonesa no Vale do Ribeira.
A grande maioria dos imigrantes era de lavradores, que deram uma grande contribuição à agricultura nacional, introduzindo produtos que eram parte de seu cotidiano, como é o caso do arroz. Foram responsáveis, também, pela diversificação da produção agrícola nacional, principalmente em relação às frutas e hortaliças, trazendo o morango, a poncã, o caqui, a abóbora japonesa, o pepino e a acelga, só para citar alguns exemplos.
As colinas suaves do município de Registro, abrigadas das cheias, ofereceram boas condições para o plantio de chá na região, onde a mata foi substituída pelos chazais, marcando a paisagem do local. Outro produto típico que os japoneses exploraram nas várzeas foi o junco, usado para produzir as famosas esteiras e chinelos de fibra natural.
O domínio da carpintaria era habilidade de muitos imigrantes. Ao chegarem ao Brasil, empregaram estes conhecimentos e seu instrumental específico na construção das edificações. Os ambientes internos de suas casas eram simples, sem muitas divisórias e poucos móveis, com destaque para estrutura de madeira aparente.  

























Primeiras mudas de chá Assam

O plantio do chá preto no País teve início em 1935, quando Torazo Okamoto, imigrante japonês estabelecido na colônia de Registro, introduziu em suas terras a variedade assam, de origem indiana, que apresenta folhas mais largas sendo, portanto, mais produtiva e de maior qualidade. Espalhadas pelo município, as plantações fizeram dele o principal produtor e exportador de chá preto do Brasil.
Dispostas em cinco fileiras acompanhando o declive do terreno, em colina suave situada próxima à Fábrica de Chá Ribeira, as 65 mudas de chá trazidas por Okamoto foram preservadas pela sua família até hoje. São testemunhos da origem e trajetória de vida e de trabalho do imigrante japonês em terras brasileiras, em seu esforço de adaptação e criação de raízes em novo terreno.

Bens que serão preservados como patrimônios históricos nacionais

Edificações Fabris e Administrativas
1. Sede da Kaigai Kabushiki Kaisha – KKKK (Registro – Colônia Registro)
2. Fábrica de Chá Shimabukuro (Registro – Colônia Registro)
3. Fábrica de Chá Amaya (Registro – Colônia Registro)
4. Fábrica de Chá Kawagiri (Registro – Colônia Registro)
5. Fábrica de Chá e Residência Shimizu (Registro – Colônia Registro)
6. Engenho, Sede Social e Residência Colônia Katsura (Iguape – Colônia Katsura)
Edificações Residenciais
7. Residência Fukasawa (Registro – Colônia Registro)
8. Residência Gozo Okiyama (Registro – Colônia Registro)
9. Residência Sra. Susu Okiyama (Registro – Colônia Registro)
10. Residência Família Hokugawa (Registro – Colônia Registro)
11. Residência Família Amaya (Registro – Colônia Registro)
Edificações Religiosas
12. Igreja Episcopal Anglicana (Registro – Colônia Registro)
13. Igreja de São Francisco Xavier (Registro – Colônia Registro)
Patrimônio Paisagístico
14. Primeiras Mudas de Chá da Variedade Assam (Registro – Colônia Registro)














Residência da família Amaya: arquitetura mistura técnicas construtivas brasileiras e orientais de carpintaria

O Conselho Consultivo do Patrimônio Cultural
Formado por 22 conselheiros, especialistas em diversas áreas, como cultura, turismo, arquitetura e arqueologia, é presidido pelo presidente do Iphan, Luiz Fernando de Almeida. Ao Conselho Consultivo compete examinar, apreciar e decidir sobre questões relacionadas ao tombamento, ao registro de bens culturais de natureza imaterial e à autorização de saída temporária do País de patrimônio cultural protegido por legislação federal e opinar acerca de outras questões relevantes do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional.


Fonte: http://www.nippobrasil.com.br/especial/559a.shtml 
 

terça-feira, 15 de julho de 2014

Prédio da BauHaus vai ser reconstruído na Alemanha

Após ter sido danificado por um bombardeamento em 1945, durante a Segunda Guerra Mundial, o edifício da BauHaus, revolucionária escola de arquitetura, design e arte do início do século 20, será reconstruído na Alemanha, em Dessau-Rosslau.
A Bauhaus foi fundada por Walter Gropius, na cidade de Weimar, em 1919. A escola encorajava a produção em série de objetos artísticos que fossem, ao mesmo tempo, funcionais para o público em geral, fugindo da concepção de peças únicas para ricos. O edifício principal foi erguido em cimento armado e alvenaria, com esquadrias marcantes. Os blocos do prédio são dispostos em forma de hélice.
Em 1932, o espaço foi abandonado, e a Bauhaus transferiu-se para Berlim. No ano seguinte, a escola fechou por desagradar aos nazistas. Muitos professores e graduados de lá deixaram a Alemanha, difundindo as ideias modernistas da Bauhaus pelo mundo.
Crédito/fonte da foto: Hendrik Schmidt/Efe
Fonte do post: Folha de S. Paulo, Diário Digital e Porto dos Museus 

Do Blog AECweb: http://blogaecweb.com.br/blog/predio-da-bauhaus-vai-ser-reconstruido-na-alemanha/?utm_source=socialmidia&utm_medium=post_facebook&utm_term=bauhaus&utm_campaign=facebook 

 

segunda-feira, 14 de julho de 2014

Igreja de Nossa Senhora da Vitória (BA) é tombada definitivamente

O Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (IPHAN) aprovou o tombamento definitivo da Igreja de Nossa Senhora da Vitória e seu acervo móvel e integrado.  O entorno do templo também obedecerá às regras de tombamento.
A inscrição foi realizada no Livro do Tombo Histórico e no Livro do Tombo Arqueológico, Etnográfico e Paisagístico.
O santuário é o segundo mais antigo do país e pertence à Arquidiocese de São Salvador da Bahia. Foi construído pelos portugueses no século XVI e abriga uma grande quantidade de imagens barrocas da escola baiana do século XVIII. 
A edificação foi reformada diversas vezes, sendo que, em  1910 teve a fachada modificada com o acréscimo de elementos de estilo neoclássico. Por causas das mudanças, o local passa agora por uma restauração que pretende devolver a Igreja às características da arquitetura original, do século XX.  Todas as construções acrescidas ao templo nos últimos anos estão sendo demolidas.
 
Fonte: Ascom – IPHAN (BA)- http://portal.iphan.gov.br/portal/montarDetalheConteudo.do?id=18493&sigla=Noticia&retorno=detalheNoticia


Igreja Matriz de Nossa Senhora da Penha de França, em Goiás, vai ser reinaugurada

No próximo dia 19 de julho a Igreja Matriz de Nossa Senhora da Penha de França (GO) vai ser reinaugurada. A obra teve início em 2012, em uma iniciativa do Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (IPHAN). As intervenções foram na restauração arquitetônica e nos bens móveis e integrados, além da drenagem do envoltório, com monitoramento arqueológico.
 A entrega da obra será celebrada com a realização de uma missa. O evento vai contar com diversas atrações, entre elas, a corporação musical 13 de maio, a apresentação do Coral Vozes e da musicista Andrea Luísa Teixeira. O Coral Vozes existe desde 2002, e é formado por pessoas da comunidade de Corumbá de Goiás.  A artista goiana, Andrea Luísa, é uma expoente internacional da música brasileira, com trabalhos divulgados em diversos países. 
A corporação musical 13 de maio da aulas de música e ajuda a formar novos talentos, é uma entidade sem fins lucrativos, e possui uma média de cinquenta integrantes efetivos, todos voluntários, das diversas classes sociais, com idades que variam de 12 a 82 anos.
 A igreja
A Igreja Matriz de Nossa Senhora da Penha de França, em Corumbá de Goiás, se destaca na paisagem da cidade. Conserva em seu interior um acervo formado, nos últimos séculos, por valorosos bens móveis e integrados, como os altares, o forro, pratarias, as imagens e quadros sacros.
O templo remete a um passado glorioso e retrata um estilo simples, porém rico em detalhes, da arquitetura vernacular. É uma edificação que seguiu o sistema construtivo dos primeiros anos da colonização do Centro Oeste brasileiro, como a estrutura em gaiola de madeira, as espessas paredes em adobe, pedra e taipa de pilão, e as amplas portas e janelas de madeira.
Em 2004 o Conjunto Arquitetônico de Corumbá de Goiás foi tombado como Patrimônio Cultural Brasileiro pelo IPHAN.
História
O povoado de Nossa Senhora da Penha de França do Corumbá, atual cidade de Corumbá de Goiás, teve início no dia 8 de Setembro de 1730. Foi fundado pelo sertanista paulista Diogo Pires Moreira. No mesmo ano foi construída uma capela à margem esquerda do rio. O surgimento do povoado aconteceu por causa da descoberta de ouro nas águas do rio Corumbá.
Em 1733, um ataque dos índios Caiapó fez com que o povoado e a capela fossem transferidos para a margem direita do rio, onde em 1750 foi iniciada a construção da atual Igreja de Nossa Senhora da Penha de França. Em 1755, Antônio José de Campos, minerador no arraial, doou para a Matriz uma imagem barroca em tamanho natural, de origem portuguesa, da padroeira do lugar, Nossa Senhora da Penha de França, que trouxe de Portugal.
Em 1756, a imagem, , caiu e quebrou durante uma procissão. No ano seguinte, uma moradora do povoado, Petronilha Leite, deu uma imagem menor da Santa. Desde então,  é conduzida em procissão a cada 8 de setembro. Em 1840, a capela de Nossa Senhora da Penha de França de Corumbá foi elevada à igreja matriz da nova freguesia do mesmo nome.
Nossa Senhora da Penha de França, conforme a devoção católica é um dos nomes que recebe Maria, mãe de Jesus. A crença em torno da Santa teve início quando um monge francês chamado Simão sonhou com uma imagem de Nossa Senhora que estava enterrada no alto de uma montanha de difícil acesso. Após dias procurando, Simão encontrou a imagem na serra conhecida como Penha de França localizada no norte da Espanha. Todos os anos, de 30 de agosto a 8 de setembro, a cidade de Corumbá de Goiás comemora, com novena, missas e procissões em louvor à Padroeira. É nela que ocorrem as Cavalhadas, tradição ibérica que representa as lutas entre mouros e cristãos nos tempos de Carlos Magno, atraindo numerosa plateia nos três dias de apresentação.

Serviço:
Reinauguração da Igreja Matriz Nossa Senhora da Matriz Nossa Senhora da Penha de França
Data: 19 de julho de 2014
Horário: 09h30min
Local: Igreja Matriz Nossa Senhora da Matriz Nossa Senhora da Penha de França, Corumbá de Goiás - GO