segunda-feira, 28 de maio de 2012

Livro sobre Engenheiro difusor do Modernismo

Em meio à efervescência cultural dos anos 1920, o engenheiro Alberto Monteiro de Carvalho deu ao Brasil uma contribuição que marcaria a arquitetura do país. Especializado na área civil e formado pela Escola Politécnica da USP, ele teve seu primeiro contato com o Modernismo em Buenos Aires, mas logo viajou à Paris para se inteirar das novas concepções de construção de prédios e cidades – principalmente as ideias desenvolvidas pelo arquiteto Le Corbusier. Neste ano, a vida do brasileiro é revelada em livro organizado pela pesquisadora Claudia Pinheiro. "Alberto Monteiro de Carvalho, o engenheiro e seu tempo" será lançado no dia 30 de maio, na Academia Brasileira de Letras, no Rio de Janeiro.
Em entrevista à Revista de História, Claudia fala sobre o interesse em levar o projeto adiante. “O importante era fazer com que ele se torne conhecido para futuros pesquisadores, já que só é familiar para poucos, como os acadêmicos que já foram à Fundação Le Corbusier, em Paris”. Ela explica que o engenheiro ajudou a difundir o modernismo no Brasil, ainda que não tivesse tido participação direta na vanguarda do movimento. “Foi o Alberto, por exemplo, o interlocutor do convite ao Le Corbusier para planejar a construção do Palácio Gustavo Capanema, no Rio de Janeiro”.
Além disso, por conta de suas diversas viagens à França, o engenheiro trazia na bagagem obras modernistas que, depois, seriam entregues ao Instituto de Arquitetos do Brasil. “Ele estava sempre correndo atrás de novidades”, conta Claudia.
 
Vida e obra
Alberto de Carvalho (1887-1969) estudou na mesma época em que começou a ser desenvolvido o concreto armado, material que, anos mais tarde, seria o favorito dos arquitetos modernistas. O engenheiro se interessou tanto pela combinação de cimento com aço que decidiu se dedicar aos estudos do sistema em francês e alemão, principais línguas nas quais eram publicados originalmente os artigos sobre o assunto.
O livro organizado por Claudia é uma fotobiografia que traz diversos documentos sobre a vida e a carreira do engenheiro, como diários escritos por ele após a Guerra Civil Espanhola (1936-1939). A obra será distribuída gratuitamente para bibliotecas públicas e universidades do Brasil.


 

Possível demolição de imóvel do século XVIII gera polêmica no Rio de Janeiro

Sob o pretexto de reestruturar a Polícia Militar, o governo do estado do Rio de Janeiro anunciou, na segunda-feira passada (21), a venda do terreno do Quartel General da corporação na cidade à Petrobras, por R$ 336 milhões. Os papéis ainda não foram assinados, mas a polêmica em torno da transação é grande, já que o acordo implica na demolição imediata do imóvel do século XVIII para que seja construído no espaço de 13,5 mil m² um arranha-céu.  Além disso, a venda do terreno público localizado na Lapa - Área de Proteção do Ambiente Cultural (APAC) - não passou por aprovação ou discussão na Alerj, conforme exige a Lei de Licitações. O desvio da norma inclusive incitou o Ministério Público a investigar o processo.
Para além das discussões sobre a obediência às leis do Estado ou o uso que será feito do dinheiro gerado com a venda do terreno, a situação abre portas para que se pense a maneira como a memória institucional é tratada no país. O historiador Marcos Bretas, professor da UFRJ e especialista no assunto, diz que no Brasil, em geral, não se tem interesse em preservar monumentos ligados à polícia ou às Forças Armadas. “A grande pergunta é: o que se quer lembrar? Porque parece que, depois dos governos militares, a história da polícia se confunde com a história da repressão. Há uma tensão nestes lugares e a opção encontrada é sempre passar uma borracha e esquecer o passado”. Uma forma menos dolorosa de lidar com a memória.

Apagando a história
Para o pesquisador, um dos exemplos mais marcantes deste esquecimento foi a demolição do presídio de Ilha Grande, em Angra dos Reis, em 1994. “Aquele foi um exemplo claro de apagamento da história. A demolição foi quase uma vingança à ditadura e aos torturadores políticos, mas o prédio era uma construção do início do século XX que representa uma forma de como o Estado se organizava nessa área”.
No caso dos batalhões do Rio de Janeiro – incluindo os de Botafogo, Leblon e Tijuca – o fator da valorização imobiliária do terreno pesa na hora de se levar em conta a preservação ou não dos imóveis como centros de referência para a história da polícia. Em nota emitida pela assessoria de imprensa do governo, o caso inclusive é citado como um dos fatores que possibilitam a reestruturação dos aparatos da PM no estado. “O objetivo do projeto é dotar a Polícia Militar de instalações modernas e mais adequadas a seu trabalho. Como a atual sede do QG está situada em terreno de alto valor de mercado, essa venda, após concretizada, permitirá a entrada de recursos financeiros que serão utilizados na viabilização de uma nova sede administrativa”.
Mas não há como modernizar e ao mesmo tempo preservar? “Não se pode preservar tudo, claro, a memória é uma seleção, mas também não dá para se desfazer de todos os batalhões históricos da polícia”, comenta Bretas. Para ele, uma opção melhor seria criar algum museu que concentrasse a história da corporação em alguns dos prédios, ainda que se optasse por demolir os outros. Seria um meio termo necessário.

Proteção do patrimônio
Mas nem tudo está perdido. Como foi dito, a venda não foi oficializada e dois projetos de tombamento do QG estão correndo – um movido pelo vereador Carlo Caiado (DEM) na Câmara; e outro pelo deputado Paulo Ramos (PDT) na Alerj – ambos políticos de oposição ao governo peemedebista estadual e municipal. Os projetos serão votados na semana que vem e têm o apoio da Associação de Policiais Militares do Rio de Janeiro (AME/RJ) que, em março passado, enviou um ofício aos legisladores falando sobre a importância administrativa e histórica do prédio para a PM. “A iniciativa tem por fim a preservação de um patrimônio de características arquitetônicas únicas, cujo valor histórico e cultural paraleliza a importância estratégica-funcional que sempre representou o referido prédio”, diz o documento assinado pelo presidente da AME/RJ, Carlos Belo.

 De hospício à QG
Ocupando um quarteirão inteiro na rua Evaristo Veiga, 78, o Quartel General da PM do Rio nasceu como uma hospedaria de frades italianos, em 1740. Em 1828, passou a ser o Quartel de Granadeiros, tornando-se Comando-Geral dos Guardas Permanentes da Corte, poucos anos depois. Foi do pátio interno de onde saiu o 31º Corpo de Voluntários da Pátria para lutar na Guerra do Paraguai. Nos anos 80 do século XIX, D. Pedro II incentivou a construção da Capela de Nossa Senhora das Dores no interior da sede, espaço de culto que funciona até hoje – e que recebeu a promessa do governo de permanecer de pé, quando o prédio ruir. Sobre os fantasmas do passado será erguido um prédio imponente, para concentrar os funcionários da Petrobras, distribuídos em diversos prédios alugados pela cidade.


 

Bahia – Primeira etapa de restauração da Igreja do Santíssimo Sacramento e Sant’Ana é concluída

A primeira etapa das obras de restauração da Igreja do Santíssimo Sacramento e Sant’Ana foi entregue nesta sexta-feira (25) pela Superintendência Estadual do Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan-BA). Com recursos de R$ 3,2 milhões do Banco Nacional do Desenvolvimento Econômico Social (BNDES), foram feitas obras de reforma e adaptação de 31 ambientes. Iniciada em 2009, a restauração está prevista para ficar totalmente pronta em 2014. Para a segunda etapa dos reparos, será necessário mais R$ 500 mil. “As obras se inserem num contexto amplo de restauração do patrimônio católico da Bahia”, afirmou o superintendente do Iphan na Bahia, Carlos Amorim. Segundo ele, nessa primeira etapa foram sanados problemas estruturais, como os riscos de desabamento.














 

Santo Ângelo/RS – Equipe multidisciplinar santo-angelense fará levantamento de prédios históricos da cidade

O prefeito Eduardo Loureiro nomeou nesta semana o grupo que deverá compor uma equipe multidisciplinar para realizar um inventário de bens culturais imóveis do município de Santo Ângelo. Entre os integrantes do grupo estão o arquiteto Paulo Roberto Tissot, a historiadora Débora Mutter e o fotógrafo Fernando Gomes.
“Há a necessidade de um estudo com critérios muito bem definidos para a identificação daqueles prédios que tem realmente algum valor como bem cultural. Nosso foco é o patrimônio histórico e arquitetônico, mas para isso cada prédio a ser identificado pelo grupo de trabalho deverá ter estes aspectos (históricos e arquitetônicos) muito bem apurados. Os prédios a serem enquadrados devem necessariamente fazer parte da história dos santo-angelenses e será feito por santo-angelenses”, disse o prefeito Eduardo durante a nomeação dos integrantes da equipe multidisciplinar.
Além das indicações de tombamento, o arquiteto e a historiadora irão apurar e indicar para esses bens as áreas de entorno e as diretrizes e orientações às intervenções nas áreas dos bens edificados de valor cultural, além de sugerir pareceres para os projetos relativos à preservação do patrimônio cultural da cidade. “Estamos iniciando um período de trabalho de avaliação, pesquisa e levantamento de aspectos relacionados aos prédios que podem se enquadrar como históricos e de valor arquitetônico para a cidade para posterior definição dos níveis de preservação de cada um”, comentou o arquiteto Paulo Tissot.

Fonte: http://www.defender.org.br/santo-angelors-equipe-multidisciplinar-santo-angelense-fara-levantamento-de-predios-historicos-da-cidade/















Grupo de trabalho que vai identificar patrimônios históricos

quarta-feira, 23 de maio de 2012

São Paulo – Novo olhar sobre a arquitetura urbana

As construções de uma cidade ajudam a contar um pouco da sua história. Não é à toa que os guias turísticos estão cheios de dicas para visitar prédios e casas ‘importantes’. Agora uma rede social criada por pesquisadores da Universidade de São Paulo (USP) pretende ampliar essa visão e mostrar a variedade arquitetônica do espaço urbano brasileiro.
O site, que se chama Arquigrafia Brasil, é a primeira rede social do país exclusivamente sobre arquitetura e tem conteúdo colaborativo. O sistema reúne fotos do acervo da biblioteca da Faculdade de Arquitetura e Urbanismo (FAU) da USP e pode também receber contribuições de qualquer pessoa cadastrada. A ideia é que os usuários possam postar fotos de edifícios e espaços urbanos – colocando apenas algumas informações básicas, como localização e nome do fotógrafo – e discutam sua arquitetura.
Segundo um dos coordenadores do projeto, o arquiteto Artur Rozestraten, professor da FAU, não é preciso ser especialista no assunto para participar, pois o Arquigrafia foi pensado para estudantes de arquitetura, fotógrafos e demais interessados no tema.
“Essa rede social possibilita à pessoa analisar e interpretar a imagem”, diz Rozestraten. “Ao navegar pelo site, é possível ver elementos da arquitetura de determinado lugar que não necessariamente estão em um livro, mas são percebidos no olhar fotográfico do usuário, ou seja, a partir das imagens, percebe-se a cidade de uma maneira diferente”, acrescenta. E conclui: “Os olhares dos vários usuários revelam arquiteturas e espaços urbanos que escapam à visão tradicional”.
Por enquanto, o site tem 709 imagens. A grande maioria pertence à FAU, que já teve cerca de 16% de suas 37 mil fotos da arquitetura brasileira digitalizadas. Segundo a equipe envolvida no projeto, o acervo completo, que começou a ser formado na década de 1960 com a ajuda de alunos e professores da faculdade, será disponibilizado aos poucos e deve estar totalmente on-line até julho de 2013. Todas as fotos do Arquigrafia são postadas sob uma licença de uso Creative Commons, que permite que a obra seja divulgada na internet mediante condições preestabelecidas pelo autor.
O site, construído a partir de software livre, ainda está sendo testado antes de ser totalmente aberto aos usuários, o que, segundo os pesquisadores, deve acontecer no final de junho deste ano. “A construção do sistema foi feita em diálogo com os usuários, o que exige testes, avaliações e, eventualmente, alterações”, explica o coordenador do projeto. Quem se interessar pode se candidatar a usuário-teste por meio da seção Fale Conosco.
Rozestraten ressalta que, mesmo após os testes, o Arquigrafia nunca será totalmente concluído. “Novas funcionalidades serão gradativamente incorporadas à rede social.”
O projeto, que conta com a colaboração de professores da Escola de Comunicações e Artes e do Instituto de Matemática e Estatística da USP, prevê, no futuro, a inclusão de desenhos e vídeos e o desenvolvimento de um aplicativo para usuários de smartphones e tablets com sistema operacional Android.
Por meio desse aplicativo, será possível postar uma foto junto com as coordenadas de GPS do local e também encontrar fotos de construções próximas do lugar onde se está. “Com isso, o Arquigrafia permitirá maior interação entre usuários e entre o usuário e o espaço urbano”, avalia Rozestraten.

Por Fernanda Braune

Site do Arquigrafia:  http://www.arquigrafia.org.br/18/?firstTime=0
Fonte: http://www.defender.org.br/sao-paulo-novo-olhar-sobre-a-arquitetura-urbana/
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
Foto da estação ferroviária de Ribeirão Preto (SP) postada no ‘Arquigrafia’. A ideia do site é reunir diferentes visões da arquitetura do espaço urbano brasileiro. (foto: Artur Rozestraten – CC BY 3.0)

Museu de Comunicação Hipólito José da Costa – Tese sobre a arquitetura de Porto Alegre/RS

Trancrevo abaixo notìcia do Site Defender:
No Museu da Comunicação nós temos a honra de receber vários pesquisadores que usam o nosso acervo para escrever trabalhos acadêmicos de várias partes do Brasil e do mundo. Mensalmente iremos publicar esses trabalhos que possuem um exemplar no nosso acervo. Começamos com o pesquisador Renato Holmer Fiore que fez a tese para a sua graduação de Ph. D. em Arquitetura na Universidade de Londres no ano de 2000 utilizando o acervo do Museu da Comunicação. Segue o Abstract do trabalho acadêmico:
O presente trabalho é um estudo do “caráter local” na arquitetura, analisado em relação a casos específicos de Porto Alegre, capital do Rio Grande do Sul (Brasil). “Localidade” tem sido uma questão central nos discursos sobre a qualidade formal na arquitetura. Artefatos arquitetônicos são normalmente entendidos, esteticamente, em relação ao seu lugar e contexto. Essa questão, entretanto, envolve diferentes aspectos, e pode ser interpretada de diferentes maneiras, sendo conectada também a discussões sobre o “caráter regional” ou “nacional”.
Os dois primeiros capítulos dessa tese discutem a existência de visões e formulações em relação ao sujeito que nós descrevemos como o “caráter arquitetônico local”, com uma revisão de contribuições do internacional principal (principalmente Europeu) e os escritores arquitetônicos locais do século 20. Visando o desenvolvimento de uma renovada investigação do sujeito, os capítulos seguintes analisam casos de Porto Alegre. Uma aparente cidade caótica com um pequeno e curto passado preservado, onde diferentes influências estrangeiras desempenham papéis importantes, Porto Alegre aparece como uma problemática situação, especialmente do ponto de vista das proposições que são principalmente européias na sua origem, e tende a concentrar nos casos geralmente considerados como sendo de alta qualidade ou representando um caráter local, nacional ou regional.
Os casos específicos analisados são lugares/prédios que são importantes na imagem da cidade, estrutura e vida, e representam diferentes situações de admirar a arquitetura no caráter local. Ela inclui arquitetura histórica e moderna, arquitetura monumental e estruturas “utilitárias” e também abrem o espaço urbano. As análises concentram na importância formal/estética num nível público e fazem uso de formas de representação de objetos de estudos na imprensa, observando os processos históricos nos quais o caráter local é gerado, mudado e entendido. O resultado da análise é para demonstrar que o caráter local, ao invés de ser um valor fixado, é fundamentalmente dependente de circunstâncias históricas e, portanto, mutável.

Fonte: http://www.defender.org.br/museu-de-comunicacao-hipolito-jose-da-costa-tese-sobre-a-arquitetura-de-porto-alegrers/





 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
Imagem: Site Defender

domingo, 20 de maio de 2012

Prédio centenário que abriga a Prefeitura é exemplo de preservação em Taquara - RS

Mesmo sofrendo algu­mas descaracterizações com o passar dos anos, o Palácio Coronel Diniz Martins Ran­gel é um dos poucos prédios centenários de Taquara, que segue ocupado até os dias de hoje, e se mantém preser­vado. Localizado no coração da cidade, e completando 104 anos em 2012, a antiga sede da Intendência é um dos car­tões postais mais elogiados pelos turistas e internautas de todo o Brasil.
A preservação do patrimô­nio histórico de Taquara já foi tema de enquete realizada no site de Panorama em 2010, e dividiu opiniões por se tra­tar de um assunto polêmico e controverso, como ficou evidenciado no resultado da pesquisa, em que a maiorias dos votos foi em favor do po­tencial turístico dos prédios antigos do município. Alguns dos que votaram contrário à preservação citaram exem­plos de antigas residências que correm o risco de tomba­rem a qualquer momento por falta de manutenção. Entre os exemplos arquitetônicos de prédios antigos e preser­vados de Taquara, destaca-se o Palácio Municipal Coronel Diniz Martins Rangel, de construção no estilo neoclás­sica. Surgido na Europa no século XVII, o neoclássico tinha como característica a evocação de temas notada­mente ligados à Grécia an­tiga. O movimento chegou tardiamente à América, tendo seu auge no início do século XX, quando foi largamente adotado em prédios públicos construídos no Brasil durante este período.
Construído no ano em que Taquara deixava de ser uma vila para se tornar cidade, o prédio imponente chama a atenção por seu estilo ar­quitetônico, idealizado por Ildefonso Fontoura, e tendo sua construção administrada por João Cattani. De acordo com o professor de história Paulo Mosmann, a estrutura foi construída para abrigar o Executivo, o Legislativo e também o Judiciário. Prova disso são as antigas grades colocadas nas espessas pa­redes, que faziam parte das celas prisionais que o prédio abrigava. De acordo com Paulo, a construção foi pro­jetada inicialmente para ter o dobro do tamanho, porém, faltaram recursos para sua conclusão. Do relógio que estava previsto para ser colo­cado no topo do prédio, ficou somente o buraco.
Segundo o prefeito Dél­cio Hugentobler, o prédio guarda antigas lembranças, como, por exemplo, a pri­meira sessão do Legislativo em que ele se fez presente. “Lembro que naquela opor­tunidade os ânimos esta­vam tão acirrados, que um cinzeiro de vidro atraves­sou o plenário em direção à parede. Por sorte, o objeto não atingiu o alvo preten­dido”, recordou. O manda­tário lembrou que o futuro do Palácio, possivelmente, será de um centro cultural, já que como centro admi­nistrativo o prédio é pouco funcional. Questionado so­bre a primeira vez que su­biu a escadaria como chefe do Executivo, o prefeito re­latou o sentimento daquele momento. “Foi emocionan­te. É uma coisa que só a po­lítica proporciona, pois até então nunca havia pensado na possibilidade de ser pre­feito. Foi inesquecível”.

Fonte: http://www.defender.org.br/predio-centenario-que-abriga-a-prefeitura-e-exemplo-de-preservacao-em-taquarars/

















Crédito da Imagem: Cristiano Casagrande

Centro Histórico de Pelotas ganha luz cênica

Os prédios do Centro Histórico de Pelotas contam com luz especial desde a noite da última quarta-feira. A iluminação cênica, dividida em 33 lotes, valoriza os 20 imóveis tombados situados no entorno da praça Coronel Pedro Osório. Conforme a secretária municipal de Cultura, Annie Fernandes, o projeto tem o objetivo de valorizar construções como a prefeitura, a Bibliotheca Pública, a Casa da Banha e o Grande Hotel – exemplares com importância histórica para o município. A ação envolve também os prédios do antigo Liceu da UFPel e Mercosul, no Calçadão da rua Andrade Neves, na esquina com a Lobo da Costa.
A iluminação é comemorativa aos 200 anos do município, que transcorrem no dia 7 de julho deste ano. A partir de agora e até o final daquele mês, a iluminação será ligada todas as noites. A ação é parte de projeto provisório, que está programado até o fim de julho, quando poderá ser renovado o contrato com a CEEE. A luz utilizada é a branca, para que não haja interferência nas cores dos imóveis, além de reduzir os custos.

Fonte:  http://www.defender.org.br/pelotasrs-centro-historico-ganha-luz-cenica/















Crédito da Imagem: Carlos Queiroz