terça-feira, 15 de janeiro de 2013

Abaixo-assinado O Brasil quer salvar o Museu do Índio do Brasil

Esta é uma iniciativa da Defender – Defesa Civil do Patrimônio Histórico com o apoio de Carlos Henrique Rangel (BH/MG) que pretende arrecadar assinaturas em abaixo-assinado que serão encaminhadas a diferentes órgãos do Poder Público visando a defesa de um retalho da história do Brasil.

Excelentíssimo Senhor Sérgio de Oliveira Cabral Santos Filho M.D. Governador do Estado do Rio de Janeiro
Excelentíssimo Senhor Sr. Eduardo Paes M.D. Prefeito do Município do Rio de Janeiro
Excelentíssimo Senhor Cláudio Soares Lopes M.D. Procurador-Geral de Justiça do Estado do Rio de Janeiro
Excelentíssimo Senhor Carlos Eduardo Santos Wanderley M.D. Defensor Público-Chefe / DPU Rio de Janeiro
Excelentíssima Senhora Cristina Lodi M.D. Superintendente do Iphan – Rio de Janeiro
Excelentíssima Senhora Adriana Rattes M.D. Secretária de Estado de Cultura – Rio de Janeiro
Com base no Artº 1º do Decreto-Lei nº 25 de 30 de novembro de 1937, que diz: “Constituem o patrimônio histórico e artístico nacional o conjunto dos bens móveis e imóveis existentes no país e cuja conservação seja de interesse público, quer por sua vinculação a fatos memoráveis da história do Brasil, quer por seu excepcional valor arqueológico ou etnográfico, bibliográfico ou artístico”, nós, brasileiros, abaixo assinados, vimos por meio deste requerer à Vossa Excelência que seja suspensa imediatamente de forma liminar, a ordem de demolição do prédio construído em 1862, também conhecido como Museu do Índio.
O Prédio foi residência oficial na época do Império e abrigou o marechal Rondon. Foi sede da Funai e a partir de 1953, e foi transformado pelo antropólogo Darcy Ribeiro em sede do Museu do Índio. Em 1978, com a transferência do museu para Botafogo o prédio ficou abandonado. Rogamos que o mesmo seja preservado por sua importância histórica e memória do desenvolvimento social, econômico e cultural do Rio de Janeiro e do Brasil.
É possível através de urbanistas qualificados que esse prédio tão representativo possa ser integrado a nova ambiência urbana que está sendo proposta, inclusive com atividades culturais, educativas e sociais, beneficiando milhares de brasileiros e atraindo turistas interessados.
Ainda, Excelência, lembramos o Artigo 216, da Constituição Federal de 1988, que diz: “Art. 216. Constituem patrimônio cultural brasileiro os bens de natureza material e imaterial, tomados individualmente ou em conjunto, portadores de referência à identidade, à ação, à memória dos diferentes grupos formadores da sociedade brasileira, nos quais se incluem:
…V – os conjuntos urbanos e sítios de valor histórico, paisagístico, artístico, arqueológico, paleontológico, ecológico e científico. …§ 1º – O Poder Público, com a colaboração da comunidade, promoverá e protegerá o patrimônio cultural brasileiro, por meio de inventários, registros, vigilância, tombamento e desapropriação, e de outras formas de acautelamento e preservação.” Sem mais.
Os signatários

Assinar o abaixo-assinado 

Fonte: http://www.defender.org.br/abaixo-assinado-o-brasil-quer-salvar-o-museu-do-indio-do-brasil/ 















Foto: http://www.natijuca.com/Acontece/defensoria-da-uniao-e-crea-vistoriam-museu-do-indio-ameacado-pela-copa.html

domingo, 13 de janeiro de 2013

EM DEFESA DO PRÉDIO DA ALDEIA MARACANÃ

Matéria do Blog Proteus, sobre a Aldeia Maracanã:

EM DEFESA DA ALDEIA MARACANÃ, ANTIGO MUSEU DO ÍNDIO
O Prédio de 150 anos está ameaçado de ser destruído devido as obras para a copa de 2014.
Um desrespeito à história dos movimentos em defesa dos povos indígenas, de Rondon e dos irmãos Vilas Boas.

Prédio construído em 1862
O Prédio foi residência oficial na época do Império e abrigou O marechal Rondon. Foi sede da Funai e a partir de 1953, foi transformada pelo antropólogo Darcy Ribeiro em sede do Museu do Índio.
Em 1978, com a transferência do museu para Botafogo o prédio ficou abandonado.

Há seis anos, (2006 cerca de 30 índios de diferentes povos e regiões do País ocupam o local e realizam atividades culturais(planejam instalar no local um Centro Cultural). "Falta respeito com a população. O prédio não é um patrimônio indígena, mas de todos. Faz parte da formação política do País e querem derrubar essa memória", afirma Apurinã.
O grupo conta com apoio da Defensoria Pública da União (DPU), que vai entrar com uma ação civil pública contra a demolição do imóvel.
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 


 

Bienal de Arquitetura de Veneza

Rem Koolhaas dirigirá Bienal de Arquitetura de Veneza.
O arquiteto holandês Rem Koolhaas vai ser o curador da 14ª Bienal Internacional de Arquitetura de Veneza de 2014. O anúncio foi feito por Paolo Baratta, diretor da fundação La Biennale di Venezia.
Vencedor do prêmio Pritzker em 2000 e do Leão de Ouro da Bienal de Veneza de 2010 por sua trajetória, Koolhaas, nascido em Roterdã, em 1944, foi o fundador do escritório OMA (Office for Metropolitan Architecture) em 1975. “Queremos apresentar um olhar novo sobre os elementos fundamentais da arquitetura – usados por qualquer arquiteto, em qualquer lugar”, afirmou Koolhaas durante o anúncio da próxima edição do evento. As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.

Fonte: http://arquiteturaeurbe.com/2013/01/12/bienal-de-arquitetura-de-veneza/ 





















Arquiteto Rem Koolhaas















Casa da Música na Cidade do Porto, Portugal, uma das obras mais conhecidas de Koolhaas

Igreja Nossa Igreja de Nossa Senhora do Pilar, em Recife, volta a receber fiéis

As obras de restauro da Igreja de Nossa Senhora do Pilar, em Recife, serão entregues pelo o Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional – IPHAN, pela Prefeitura da cidade do Recife, e pela Arquidiocese de Olinda e Recife hoje, dia 11 de janeiro. A solenidade de entrega das obras de restauração terá Missa de Rededicação da Igreja.
As obras tiveram um custo em torno de R$ 470 mil. O processo de restauração e reabilitação do monumento, coordenado pelo IPHAN, teve início em 2009, com três ações preparatórias, de cunho educativo: uma oficina de educação patrimonial através da fotografia, um tapume informativo e uma exposição sobre os ofícios tradicionais da construção. A primeira etapa consistiu em uma obra escola, realizada através de convênio de cooperação entre o IPHAN, a Prefeitura da Cidade do Recife e o Centro de Trabalho e Cultura, que promoveu o envolvimento e a participação da comunidade local no processo de preservação do bem tombado e objetivou formar mão de obra local para atuar na restauração de edificações.
As etapas seguintes, realizadas pelo IPHAN, compreenderam a restauração completa da edificação, de seus bens integrados e a sua adaptação para novos usos.  As obras evidenciaram elementos de relevante valor artístico: a portada principal, esculpida em lioz; a cantaria em arenito com pintura policromada das fachadas e dos arcos e cimalha da nave; a pintura em escaiola nas paredes da capela-mor e da nave e os azulejos portugueses, do século XVII, sobre o arco-cruzeiro e nos rodapés da nave, que revelaram ter sido esse espaço todo revestido por esse elemento. Todas as ações realizadas totalizam um valor em torno de R$ 1,4 milhões.

Igreja de Nossa Senhora do Pilar Monumento nacional, inscrito nos Livros de Tombo Histórico e de Belas Artes, a Igreja de Nossa Senhora foi construída no antigo Istmo do Recife, entre os anos de 1680 e 1683, com os materiais do Forte de São Jorge, invadido pelos holandeses, a Igreja foi recuperada em 1899 pelos moradores da localidade, então denominada Fora-de-Portas.  

No século XX, a edificação e seu entorno sofreram impactos da remodelação urbana Porto do Recife e, posteriormente, acompanhou o seu processo de degradação, ficando sem uso e manutenção. O abandono do monumento provocou o desmoronamento da cobertura e propiciou saques e depredações, que se intensificaram entre os anos de 2001 a 2008.

A restauração da Igreja está inserida no contexto urbano da Comunidade do Pilar, que se encontra em processo de reurbanização, pela Prefeitura da Cidade do Recife. Esta ação contempla a construção de edifícios habitacionais, um mercado público, uma escola-creche, um posto de saúde da família e uma praça de lazer.

Serviço:
Cerimônia de entrega da Obra de Restauro da Igreja Nossa Senhora do Pilar
Data: 11 de janeiro de 2013, a partir das 9h
Local: Igreja Nossa Senhora do Pilar
Endereço: Bairro do Pilar - Recife - Pernambuco
Veja o convite [aqui]


Mais Informações:
Assessoria de Comunicação IPHAN
comunicacao@iphan.gov.br
Nubia Selen - nubia.selen@iphan.gov.br
(61) 2024-5525 / 2024-5527
www.iphan.gov.br www.facebook.com/IphanGovBr | www.twitter.com/IphanGovBr

Superintendência do IPHAN em Pernambuco
Av. Oliveira Lima, nº 824 - Bairro Boa Vista - Recife - PE
Telefone(s): (81) 3228-3011, 3228-3496
Email: iphan-pe@iphan.gov.br
Fonte: Ascom - IPHAN/PE 

Fonte: http://portal.iphan.gov.br/portal/montarDetalheConteudo.do?id=17129&sigla=Noticia&retorno=detalheNoticia 


sábado, 12 de janeiro de 2013

IPHAN e UNESCO oferecem curso a distância de Patrimônio Imaterial

Estão abertas as inscrições, até o dia 8 de fevereiro, para o curso “Patrimônio Imaterial: fortalecendo o Sistema Nacional”, uma realização do Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (IPHAN) e da UNESCO através do Projeto Difusão da politica do patrimônio cultural imaterial no Brasil e com coordenação técnica da Inspire | Gestão Cultural. Com aulas ministradas a distância, pela internet, o curso acontece entre os dias 1º de março e 4 de maio. Serão oferecidas 200 vagas para profissionais de todo o Brasil. A iniciativa faz parte das comemorações dos 10 anos da Convenção de 2003 para a Salvaguarda do Patrimônio Imaterial. Inscições pelo site www.inspire.com.br

O curso, estruturado em oito disciplinas, tem como objetivo fortalecer as capacidades locais para estruturação e execução de políticas de patrimônio imaterial, nos estados e municípios brasileiros, por meio da capacitação de gestores culturais para atuarem na salvaguarda do patrimônio cultural imaterial – legislação, identificação, reconhecimento, apoio e fomento à sustentabilidade. Pretende-se assim, fomentar o Sistema Nacional de Patrimonio Cultural. Será possível ainda analisar e discutir os principais conceitos relacionados ao patrimônio cultural brasileiro em suas diferentes dimensões e interações com aspectos de identidade, território e meio ambiente.

O público-alvo é formado por profissionais que já atuam no campo da cultura, que estão interessados em aprofundar conhecimentos nas áreas de mapeamento, inventários, pesquisas e ações de reconhecimento de bens culturais como patrimônio, bem como sobre a política federal de salvaguarda do patrimônio imaterial e as ações desenvolvidas nessa área.
Nos primeiros dias do curso, será ministrada a disciplina “Ambientação em EAD”, que tem como objetivo quebrar uma possível resistência dos alunos em relação à aprendizagem virtual, otimizar a utilização dos recursos da plataforma do curso e explicitar a metodologia adotada.

Também serão oferecidas as disciplinas “Tratando de Conceitos”, que discute Referências Culturais e patrimônio; “Comunidade e Gestão do Patrimônio”, que apresenta e discute metodologias de fomento à participação; “Convenção 2003 da UNESCO”, sobre a estrutura geral da UNESCO e da convenção, além de objetivos e órgãos; “Legislação Brasileira (PNPI, Estados e Municípios)”, sobre a institucionalização do patrimônio como campo de estudos e ação política no Brasil; “Instrumentos de gestão e políticas de fomento”, “Intersetorialidade, Patrimônio e Desenvolvimento” e “Instrumentos e 2 práticas de salvaguarda”, que discute os instrumentos de Inventário, Registro, Planos de Salvaguarda, Políticas de Incentivos Fiscais, Educação Patrimonial e Tutela Penal do Patrimônio Cultural.

O curso tem a coordenação de conteúdo de Lucas dos Santos Roque e o corpo docente* é formado por Patrícia Faria, Letícia Vianna, Lucas dos Santos Roque, Mário Pragmacio, Juliana Santilli e Maria Elizabeth Costa.


SERVIÇO
Curso: Patrimônio Imaterial: fortalecendo o Sistema Nacional - EAD
Inscrições: até 08 de fevereiro, pelo site www.inspirebr.com.br
Seleção: até 20 de Fevereiro
Período do curso: de 1º de março a 4 de maio de 2013
Número de vagas: 200
Custo: Gratuito
Carga horária: 65 horas total 


Mais Informações:
Inspire | Gestão Cultural
(www.inspire.com.br)
(31) 3274.4953
E-mail: suporte@inspirebr.com.br
Isabel de Paula – UNESCO – (61) 21063538
Núbia Selen Lira Silva - IPHAN - (61) 20245525 - nubia.selen@iphan.gov.br


Prof. Patrícia Faria (Ambientação em EAD)
Graduada em Psicologia pela UFMG; Especialista em Planejamento e Gestão Cultural pelo IEC/PUC_Minas; Coordenadora, desde 1992, da Escola Livre COMUNA S.A. que em 2007 tornou-se um Pontão de Cultura com o projeto "Formação em Gestão Cultural para os Pontos de Cultura" de todo Brasil.
Prof. Antônio Augusto Arantes (Tratando de Conceitos)
Bacharel em Ciências Sociais (Universidade de São Paulo, 1965), Mestre em Antropologia (Universidade de São Paulo, 1969) e PhD em Antropologia Social (University of Cambridge/King’s College, 1977). Foi um dos criadores do Departamento de Antropologia da Unicamp, ao qual está vinculado desde 1968.
Prof. Letícia Vianna (Comunidade e Gestão do Patrimônio)
Mestre em Antropologia Social pela Universidade de Brasília (1993) e doutora em Antropologia Social no Museu Nacional da Universidade Federal do Rio de Janeiro (1998). Desde 2007 é consultora no Departamento de Patrimônio 3 Imaterial do Iphan, e pesquisadora do Laboratório Transdisciplinar de Estudos da Performance da UNB.
Prof. Lucas dos Santos Roque (Convenção 2003 da UNESCO)
Mestre em Antropologia. Atualmente trabalha como consultor autônomo. Tem experiência na área de Antropologia, atuando principalmente em meio ambiente, patrimônio imaterial e desenvolvimento sustentável. Consultor da Unesco para fortalecimento das capacidades para a implantação da Convenção de 2003.
Prof. Mário Pragmacio (Legislação Brasileira (PNPI, Estados e Municípios)
Atualmente é assessor jurídico do gabinete da vereadora Sonia Rabello (PV/RJ), que atua nas áreas de meio ambiente, patrimônio cultural, cidade e educação. É professor do curso de Produção Cultural da Universidade Federal Fluminense – UFF, lecionando as disciplinas “Legislações de Incentivo à Cultura e Direitos Autorais”, “História do Patrimônio Cultural” e “Projeto Cultural IV”.

Prof. Elisabeth Costa (Instrumentos de gestão e políticas de fomento)
Graduada em Psicologia pelo Instituto de Psicologia da UFRJ em 1974, Mestre em Psicolinguística, pela UFRJ em 1996 e Doutora em Antropologia Cultural, pela UFRJ em 2005. Desde 2010, é chefe da Divisão de Pesquisa do Centro Nacional de Folclore e Cultura Popular.
Prof. Juliana Santilli (Intersetorialidade, Patrimônio e Desenvolvimento)
Graduada em Direito pela Universidade Federal do Rio de Janeiro (1987), mestre em Direito e Estado pela Universidade de Brasilia (2004), e doutora em Direito (área de concentração: Direito Socioambiental) pela PUC-PR (2009). É promotora de justiça do Ministério Público do Distrito Federal, já tendo atuado nas áreas de meio ambiente, patrimônio cultural, criminal e direitos humanos.

Prof. Márcia Santanna (Instrumentos e práticas de salvaguarda)
Arquiteta e urbanista, Mestre em Conservação e Restauro e Doutora em Arquitetura e Urbanismo pela UFBA. No serviço público, exerceu o cargo de Diretora do IPHAN na implantação do Departamento de Patrimonio Imaterial.


Fonte: Ascom 

Fonte: http://portal.iphan.gov.br/portal/montarDetalheConteudo.do?id=17130&sigla=Noticia&retorno=detalheNoticia


Alagoas – Obra de restauração do Arcebispado de Maceió é retomada

Reforma estava parada há mais de um ano por problemas de infraestrutura. Previsão é que prédio seja entregue em cinco meses.
Depois de ter ficado parada por mais de um ano, a obra de restauração do Arcebispado de Maceió, no centro da cidade, foi retomada. Os trabalhos começaram há apenas uma semana e a previsão é que o prédio seja entregue em cinco meses.
Doze funcionários se dedicam à limpeza do local, montam algumas instalações hidráulicas e elétricas. A reforma do Arcebispado começou há quase três anos, em abril de 2010. Nessa época, a previsão era que fosse concluída em um ano, mas foi paralisada por falta de infraestrutura. Outro problema foi a necessidade de readequação de atividades.
De acordo com a Secretaria Estadual de Cultura, a obra parou porque no espaço funcionava um estacionamento que impedia a reforma da fachada lateral. Foi necessário entrar na Justiça para reaver o terreno.
A assessora especial do Pró-memória, Adriana Guimarães, informou que o orçamento inicial da reforma era de R$ 1,12 milhão, mas foram acrescidos R$ 65 mil. Esses recursos foram do Ministério da Cultura. Além desse valor, o Governo do Estado investiu cerca de R$ 435 mil.
Depois de entregue, a previsão é que no prédio funcione um museu da Igreja Católica e uma escola de artes e ofícios.

Fonte: http://www.defender.org.br/alagoas-obra-de-restauracao-do-arcebispado-de-maceio-e-retomada/ 

RS – Patrimônio histórico cultural florense será restaurado

Após mais de duas décadas de espera, no mês de dezembro de 2012, o Conselho Estadual de Cultura do Rio Grande do Sul aprovou o projeto de restauração do Casarão Veronese. O patrimônio localizado no entroncamento das estradas Otávio Rocha-Linha 60 e Santa Justina foi edificado na década de 1800 e tem o título de maior prédio construído em pedras do estado, por imigrantes italianos.
O Presidente da Associação dos Amigos de Otávio Rocha, Floriano Molon, acredita que as obras de recuperação do casarão devem iniciar logo no segundo semestre de 2013 e a expectativa é de que para a Copa do Mundo de 2014 o projeto esteja concluído, já que está localizado no roteiro turístico ‘Caminhos da Colônia’, que foi selecionado entre 24 roteiros para ser preparado para o evento. “Temos a esperença de que para a Copa de 2014 tenhamos o projeto original do casarão em pé e aberto para visitação do público”, destaca.
A captação de recursos para restauração do imóvel de mais de 900m² será através da Lei de Incentivo à Cultura (LIC). No Casarão Veronese surgiu a primeira fábrica de pólvora, foguetes e produtos químicos da região. Depois da reforma, o imóvel deve permanecer com as mesmas características da época da construção, e com isso mais um importante atrativo deve movimentar o turismo em Flores da Cunha. Por Pâmela Pelizzaro 

Fonte: http://www.defender.org.br/rs-patrimonio-historico-cultural-florense-sera-restaurado/ 
















Casarão Veronese foi o maior prédio construído em pedras por imigrantes italianos. Foto: Defesa Civil do Patrimônio Histórico/Divulgação)

sexta-feira, 11 de janeiro de 2013

Frescos de Rafael no Vaticano como nunca os tínhamos visto

Depois da Capela Sistina, obra maior de Miguel Ângelo, os Museus do Vaticano terminaram agora o restauro dos frescos que Rafael criou para o palácio dos Papas, encomendados ao mestre do Renascimento por Júlio II.
Com os frescos da famosa Sala de Heliodoro, os Museus do Vaticano concluem a empresa de restauro das pinturas realizadas ou projectadas por Rafael Sanzio (1483-1520) no início do século XVI, em resposta a uma encomenda do Papa Júlio II, em Roma.
A Sala de Heliodoro faz parte de um complexo de quatro câmaras no 3.º andar do Palácio do Vaticano, que dá acesso à icónica Capela Sistina, cujo restauro terminou em 1999 sob intensa polémica.
“Desmontámos o último andaime na parede que representa o encontro de Leão I, o Grande, com Átila. A partir de agora, a Sala de Heliodoro, a principal obra de Rafael, que leva até ao zénite a arte do fresco, é oferecida à admiração de qualquer pessoa que tenha olhos para ver”, disse o director dos Museus, Antonio Paolucci, ao jornal oficial do Vaticano, L’Osservatore Romano.
A Sala de Heliodoro foi decorada entre 1511 e 1514 e é a segunda nesta ala do palácio que começa com a da Assinatura (1508-1511) e segue com a do Incêndio do Borgo (1514-1517) e a Sala Constantino (1517-1525). Se os frescos de todas elas foram projectados e desenhados por Rafael, os das duas últimas foram já acabados após a morte do grande mestre do Renascimento. Mas é na Sala de Heliodoro que o artista atinge o cume da sua arte, como referiu Paolucci, responsável por este complexo de museus que recebe quatro milhões de visitantes por ano.
As quatro paredes desta divisão – que acolhia as audiências privadas do Papa – estão forradas com outros tantos frescos representado, respectivamente, a Missa de Bolsena, O Encontro de Leão I, o Grande, com Átila, A Expulsão de Heliodoro do Templo e A Libertação de São Pedro. Uma sucessão de quadros que expressa o programa político do Papa Júlio II, não só ilustrando o poder da Igreja sobre o paganismo e os então designados “bárbaros”, mas também a preocupação de libertar a Itália da época do domínio francês.
Já do ponto de vista estético, o fresco que representa a libertação do apóstolo S. Pedro da prisão por um anjo é especialmente notado por introduzir um contraste pioneiro entre a luz e a sombra, o claro e o escuro, na história da pintura, antes mesmo de Caravaggio e de Goya, e da Ronda da Noite de Rembrandt.
Este conjunto majestoso pintado pelo mestre de Urbino e pelos seus alunos e discípulos – entre os quais normalmente se referem os nomes de Luca Signorelli, Bramantino, Lorenzo Lotto e Cesare da Sesto –, “a partir de agora, pode ser contemplado no seu todo”, acrescentou Paolucci. Os responsáveis da instituição não disponibilizaram agora – nem ao longo do processo – nenhuma imagem dos frescos restaurados. Também não divulgaram o custo da operação, que começou há 30 anos e que, segundo noticiou em 2007 o jornal americano The Seattle Times, foi patrocinado em meio milhão de dólares por um mecenas privado de Nova Iorque (o restauro da Capela Sistina, por seu turno, foi pago por uma televisão japonesa).
O facto de o restauro da famosa capela ter dado origem a uma acesa polémica entre especialistas e investigadores pode justificar o aparente recato do Vaticano relativamente aos frescos da ala de Rafael.
O trabalho nesta ala dos Museus do Vaticano foi realizado por uma equipa de especialistas da instituição, dirigida por Paolo Violini, com o acompanhamento do professor de História da Arte Arnold Nesselrath, especialista na obra de Rafael.
“Os frescos foram todos vistos, ligeiramente limpos, restaurados quando necessário, e sobretudo minuciosamente analisados e estudados”, disse ainda Antonio Paolucci ao Osservatore Romano.
Durante esse trabalho, foram descobertas algumas curiosidades relativas aos trabalhos originais, entre as quais uma mão marcada numa parede – que não se sabe se será do próprio Rafael, que só acompanhou o processo até à conclusão da Sala do Incêndio do Borgo, em 1517 – e uma mancha vermelha no nariz do anjo no quadro da libertação de S. Pedro.
Refira-se que as duas últimas salas foram terminadas já por iniciativa do Papa Leão X, sucessor de Júlio II, que morreu em 1513. Por Sérgio C. Andrade

Fonte: http://www.defender.org.br/frescos-de-rafael-no-vaticano-como-nunca-os-tinhamos-visto/