quarta-feira, 8 de fevereiro de 2012

Telas Históricas de Piratini - RS

Projeto de Restauração de 8 Obras Históricas – Acervo Museu Histórico Farroupilha Piratini/RS

As obras iconográficas para as quais se propõe a completa restauração, através deste projeto, compõem o acervo do mais significativo Museu Histórico do Rio Grande do Sul – Museu Histórico Farroupilha, localizado na cidade de Piratini.

O conjunto selecionado é formado por pinturas em óleo sobre tela e fotografias retocadas através de técnicas de sensibilidade fotográfica e retoque com pastel seco, produzidas por artistas, com reconhecimento nacional e internacional, dos séculos XVIII e XIX, como Antonio Parreiras, Dakir Parreiras, Guilherme Litran e Helios Seelinger.

Para a seleção destas obras, foram levados em conta os seguintes critérios: importância histórica, estado de conservação e urgência de restauração.

Objetivo geral

Preservar significativa parcela do acervo cultural e artístico que compõe a memória e a história do povo gaúcho.

Objetivos do projeto

  • Restaurar e recuperar oito obras históricas, integrantes do acervo do Museu Histórico Farroupilha, localizado na cidade de Piratini/RS
  • Divulgar e socializar, por meio da web, as etapas de restauração das obras históricas, culminando em uma ação de educação patrimonial;
  • Publicizar e ampliar o conhecimento destas obras através da publicação de um catálogo contendo informações históricas e técnicas, além de dados sobre os artistas.

Importante

Sob a supervisão da Direção e Coordenadoria do Núcleo de Conservação e Restauro do MARGS, a restauração das obras históricas será realizada por profissionais especializados nas dependências do Museu em Porto Alegre.

No link abaixo, o site oficial, a história das obras e vídeos com depoimentos sobre o projeto:

http://telashistoricasdepiratini.org/

segunda-feira, 6 de fevereiro de 2012

Villa Rotonda - Andrea Palladio - Vicenza - Itália

A Villa Capra, também conhecida como Villa Rotonda, é uma das mais belas e famosas villas do arquiteto italiano Andrea Palladio, sendo também um dos mais celebrados edifícios da história da arquitetura da época moderna.Localiza-se perto da cidade de Vicenza, na Itália.O nome Capra deriva do apelido dos dois irmãos que completaram a construção, a partir de 1591.

O projeto do edifício ilustra perfeitamente a significação do classicismo.É definida por um bloco quadrado, encimado por uma cúpula e apresentando quatro fachadas idênticas, sendo os quatro lados do edifício também idênticos, agrupados em torno de um átrio que lembra o panteão romano.A estrutura do prédio é extremamente lógica, obedecendo a uma racionalidade geométrica e matemática.A cobertura ajuda a segurar as paredes, sustetando a cúpula e os pórticos auxiliam também os arcobotantes nas paredes exteriores.

A casa projetada por Palladio para o cônego e Conde Paolo Almerico é um dos protótipos arquitetônicos mais estudados e imitados ao longo dos anos.O local escolhido para a construção foi o alto de uma pequena colina, logo após a saída dos muros de Vicenza.Isolada no cimo da colina, a “Villa Templo”, ficava privada da área usada ao redor para o cultivo agrícola.

O início da construção se deu em 1566, consistindo num edifício quadrado, completamente simétrico e inserido num círculo perfeito.Apesar de estar inserida num círculo, a planta do edifício não é circular, e sim representa a intersecção de um quadrado com uma cruz grega.Todas as quatro fachadas eram dotadas de um corpo avançado com uma galeria que se podia alcançar subindo uma escadaria e cada uma das quatro entradas principais conduzia, atravessando um vestíbulo, à sala central cororada pela cúpula.Esta sala e os demais cômodos tinham proporções calculadas com precisão matemática, com base nas regras de arquitetura desenvolvidas por Palladio, elaboradas no seu Quatrro libri.Na sala central, o arquiteto imprime um impulso centrífugo, alargando-a para o exterior, nos quatro pórticos jônicos e na escadaria, resultando assim numa arquitetura aberta, com vista e acesso pelos quatro lados, observando o campo e a cidade de Vicenza.

Para permitir a casa divisão uma exposição solar análoga, a planta foi girada em 45 graus em relação aos pontos cardeais.Todas as quatro galerias apresentavam um pórtico com frontão ornado por estátuas de divindades da antiguidade clássica.Esse frontõs eram suportados por seis colunas jônicas cada um e cada galeria era flanqueada pr uma única janela de cada lado.

Com o uso da cúpula, aplicada pela primeira vez a um edifício residencial, Palladio se depara com o problema da planta central, usada até aquela momento na arquitetura religiosa.Mesmo já tendo outros projetos anteriores de residências com planta central, a Villa Capra permanece como peça única na arquitetura mundial, reconhecida como modelo ideal.

Andrea Palladio faleceu em 1580, antes da conclusão da obra, sendo sucedido na supervisão dos trabalhos pelo também arquiteto de Vicenza, Vicenzo Scamozzi.A intenção inicial de Palladio era cobrir a sala central com uma abóboda semi-esférica, porém Scamozzi projetou uma mais baixa com um óculo, que devia ficar a céu aberto, inspirado no Panteão de Roma e também fez alterações nas escadarias, sendo que estas também foram alteradas no século XVIII por Ottávio Berlotti Scamozzi.

Em 1591, o filho de Almerico, Virgínio Bartolomeo, vende a villa aos irmão Odorico e Mário Capra.Os Capra então, levaram adiante a conclusão da obra, com a decoração interior dos afrescos, sendo em seguida acrescentado também ao complexo , a capela, construída por Girolamo Albanese, entre 1645 e 1663.

O interior é ricamente ornamentado com as estátuas resultantes do trabalho dos escultores Lorenzo Rubini e Giovanni Battista Albanesi; as decorações plásticas e o teto são obra de Agostino Rubini, Ottavio Ridolfi, Ruggero Bascapé, Domenico Fontana e Alessandro Vittoria; as pinturas dos afrescos são de Anselmo Canera, Bernardino India, Alessandro Maganza e do francês Ludovico Dorigny.

Tanto no aspecto externo da arquitetura de Palladio, pensada para um homem religioso, como no aparato decorativo do interior, foram inserido elementos formais, destinados a sugerir um sentido de sacralidade.A abundância de afrescos cria uma atmosfera que lembra mais uma catedral que uma residência.Na visão de Goethe, que visitou a villa várias vezes, Palladio havia criado um templo grego adaptado para habitação.

Dos pórticos é possível apreciar a vista do campo circundante.Apesar de a Villa Capra parecer totalmente simétrica, existem linhas desviadas, projetadas para que cada fachada fosse um complemento do ambiente e da topografia circundante, por consequência, existem variações nas fachadas, na extensão dos degraus e nas paredes de controle.

Desde 2006 a Villa é propriedade do arquiteto Mário Valmarana, especialista nas obra de Palladio e antigo professor da Universidade da Virgína.Sua ambição é preservar o edifício para que este possa ser apreciado pelas próximas gerações.A Vila Rotonda é considerada pela Unesco como Patrimônio Mundial desde dezembro de 1994.

O projeto de Palladio foi usado como inspiração para numerosos edifícios ao redor do mundo, como a Villa Pisani, em Vicenza – arquiteto Vicenzo Scamozzi, Chiswick House, em Londres – arquitetos Lord Burlington e William Kent, Mereworth Castle, na Inglaterra – arquiteto Colen Westfmorland e Monticello, em Charlottesvile, Estados Unidos – arquiteto Thomas Jefferson.

Fonte: http://pt.wikipedia.org/wiki/Villa_Capra

http://www.villalarotonda.it/en/homepage.htm


Fachada


Acesso pela parte dos fundos


Vista I


Vista II


Vista III


Vista ao longe I


Vista ao longe II


Vista Aérea


Detalhe do pórtico da fachada


Detalhe da Cúpula


Detalhe do Interior


Detalhe do Interior


Planta Baixa


Corte esquemático - Desenho de Andrea Palladio

quarta-feira, 1 de fevereiro de 2012

Catedral de Santiago de Compostela - Espanha

Símbolo da Igreja Católica espanhola, hoje Compostela é um patrimônio da humanidade.Santiago de Compostela é o lar espiritual de Espanha. Para muitos cristãos, a peregrinação à catedral de Santiago só rivaliza com uma visita à Terra Santa. Com mais de cem mil visitantes por ano, é um dos destinos de peregrinação mais procurados do mundo. A catedral de Santiago de Compostela está localizada ao fim do antigo caminho de peregrinação medieval, o Caminho de Santiago. A descoberta do alegado sepulcro do apóstolo Santiago, durante o reinado de Afonso II, foi um acontecimento da máxima importância na história da Europa e principalmente dos conflituosos territórios da Península Ibérica. Segundo uma lenda local, em 813 um ermitão localizou seu túmulo num local indicado por uma chuva de estrelas, ou Campus Stellae (campo de estrelas) - expressão que dá origem a Compostela.
O local sagrado se tornou um centro milenar de peregrinação cristã da Europa e foi fator determinante para colocar a Espanha dentro dos círculos medievais graças à catedral dedicada a Santiago Maior, atual padroeiro e protetor do Reino da Espanha. A prática da peregrinação era fruto de uma sociedade religiosa e sacralizada interessada no culto das relíquias como meio de contato com a divindade.
A catedral é uma profusão de estilos.As duas maiores torres do conjunto são do século 17, auge do barroco.Porém, o estilo predominante é o estilo românico.O resultado dessa mistura são ricos e ostentativos detalhes nas fachadas, contrastando com a concepção sóbria do edifício, marcado por arcos, paredes maciças e poucas janelas.O estilo românico da catedral é fruto de uma campanha cultural empreendida com o objetivo de educar os fiéis e dar monumentalidade às relíquias dos santos, assim como a seus templos. Pretendia-se passar a mensagem de que somente quem vivesse de acordo com os preceitos da Igreja chegaria ao Paraíso.
Em 1075, sob o impulso do bispo Diego Páez e do rei Afonso VI de Castela e Leão começou a construção da catedral românica que se completou durante o episcopado de Diego Gelmírez (1101-1140).O primeiro que se edificou foram as capelas do deambulatório: A capela do Salvador, a de São Pedro e a de São João. Em 1105 Gelmírez consagrou as capelas de São João Baptista, São Martinho, Santa Cruz e São Martinho. Em 1112 remataram os trabalhos dos braços do cruzeiro. Em 1117 uma revolta dos burgueses da cidade contra Gelmírez afetou à catedral, e a fachada das Pratarias veio-se tocada pelo lume: ainda assim em 1140 estão rematados seis trechos das naves maiores. O resto dos trechos foram concluídos em 1160, após o qual houve uma paralise na construção até que, em 1168, o Mestre Mateus ficou como mestre de obras. Nesta altura, ele e sua oficina tornaram-se artífices do Pórtico da Glória e remataram a catedral que, numa celebração solene, consagrou o arcebispo Pedro Muñiz em 21 de abril de 1211.
A catedral de Santiago de Compostela situa-se na zona mais ocidental da cidade antiga, rodeada por quatro praças: Praça do Obradoiro, Praça da Acibecharia, Praça das Pratarias e Praça da Quintana.A Catedral foi uma grande escola de cantaria onde se formaram famílias e gerações de canteiros, que espalharam por toda Galiza o aprendido durante sua construção.
Consta de uma planta basilical de cruz latina de três naves, também no transepto, e trifório (chamado localmente tribuna), que está conectado diretamente com o Paço do Arcebispo, o conhecido na atualidade como Paço de Gelmírez. Na cabeceira situa-se a capela-mor, rodeada por uma charola pela que se acede a cinco capelas radiais menores. Esta estrutura segue os exemplos franceses dos templos de peregrinação, novas formas construtivas chegadas através do Caminho.
A fachada principal da catedral chama-se Obradoiro, o que significa "trabalho de ourives", devido à talha artística e detalhada dos pedreiros que a realizaram em princípios do século XVIII.
O famoso Pórtico da Glória é a única entrada românica e foi construído no século XI. Em sua estrutura de três colunas podemos ver figuras que contam histórias bíblicas, do Antigo ao Novo Testamento, do Gênesis ao Apocalipse. Os fiéis podiam visualizar, esculpidos em pedra, os principais personagens da história do cristianismo.
O botafumeiro é um grande incensário de latão banhado em prata, que pesa 62 kg vazio e mede 1,60 m de altura.É o maior do mundo. Numerosas fontes apontam outros pesos, referidos ao incensário cheio de combustível, a modelos anteriores ou a simples erros. O botafumeiro atual pesava 60 kg, mas em 2006 acrescentou-lhe um banho de prata que fez aumentar sua massa até os 62 kg atuais.
O atual foi criado pelo ourives Xosé Losada em 1851. A corda que o suspende, atada do cruzeiro da catedral, é na atualidade de um material sintético, mede 65 metros, tem 5 cm de diâmetro e pesa 90 kg. Anteriormente as cordas eram feitas de cânhamo ou de esparto.
A imagem de Daniel traz o que é considerado o primeiro sorriso a ser esculpido em pedra na Europa medieval. Atrás da coluna há uma escultura com a fama de deixar mais inteligente quem bater a cabeça ali três vezes. O visitante então cruza a igreja para contornar o altar principal e abraçar uma imagem do apóstolo. Depois, ainda deve seguir para uma visita às supostas relíquias de são Tiago.
Durante o século XVI, a peregrinação começou a diminuir, consequência da Reforma protestante, e as portas da catedral se fecharam. Somente no século XX o caminho foi recuperado e hoje milhões de peregrinos percorrem as trilhas a pé, a cavalo ou de bicicleta. Muitos encaram a viagem como um ato espiritual e de meditação; outros são seduzidos pelos museus, culinária, monumentos históricos ou vinícolas do percurso. Não importa qual seja o motivo: o viajante será recompensado com uma das mais maravilhosas construções arquitetônicas da humanidade.
O escritor brasileiro Paulo Coelho escreveu um livro chamado O diário de um mago, traduzido para 21 idiomas, contando a história da jornada de três meses, onde o escritor peregrinou pelos quase setecentos quilômetros que separam o sul da França, onde teve o início da caminhada, da cidade de Santiago de Compostela, na Galiza.
A obra relata a saga de Paulo Coelho que busca pelos mistérios sagrados da magia, seu encontro com um mago italiano, Petrus, que é seu guia, as experiências místicas conhecidas como As Práticas de Ram (Regnus Agnus Mundi) e a passagem por um dos três caminhos sagrados da antiguidade: O Caminho de Santiago de Compostela. Nessa obra, Paulo Coelho retrata com muita perfeição todas suas experiências pelo caminho.

Fonte: http://obviousmag.org/archives/2011/09/catedral_de_santiago_de_compostela_arquitetura_servindo_a_igreja.html

http://pt.wikipedia.org/wiki/Catedral_de_Santiago_de_Compostela



Fachada da Catedral - Imagem Portal Obvious


Claustro - Imagem Wikipédia


Porta Meridional - Imagem Wikipédia


Vista do Jardim - Imagem Portal Obvious


Porta Interna - Imagem Portal Obvious



Reconstrução hipotética da Planta - Imagem Wikipédia


Detalhe do Portal da Glória - Imagem Portal Obvious


Detalhe do bota-fumeiro - Imagem Portal Obvious

sexta-feira, 27 de janeiro de 2012

Teatro de Epidauro - Grècia

O vilarejo de Epidauro, próximo da cidade grega de Corinto, na época da construção do teatro, era um importante entreposto comercial e religioso.
Construído na primeira metade do século IV a.c, pelo escultor e arquiteto grego Policleto, o Teatro de Epidauro se caracteriza pela notável acústica, que permite que um simples e discreto estalo com os lábios ou um pequeno suspiro seja ouvido até a última de suas vinte fileiras, ou, ainda, que os eventuais treze mil espectadores (essa é a capacidade atual do teatro) não perca um único fragmento de tais sons. Exagero? Não! Quando o homem usa sua inteligência para o bem, ele é capaz de feitos grandiosos, onde inúmeras gerações se lembrarão, com nostalgia, de todos os seus maravilhosos feitos.
Os estudiosos atribuem ao formato semicircular e anfiteatral do teatro de Epidauro essa excelente acústica. Os sermões realizados por Jesus Cristo a grandes multidões são capazes de atestar tal feito, visto que eles eram realizados, muitas vezes, em anfiteatros naturais, como encostas de colinas.
O acentuado declive em que as fileiras de assentos são dispostas faz com que a distância do palco às fileiras superiores seja reduzida, não permitindo que o som se enfraqueça até chegar às fileiras superiores. A isonômica dispersão do volume deve-se, também, ao fato de que as fileiras são corretamente distribuídas. A boa qualidade do mármore usado, a propagação do som após bater na superfície dura e compacta da orquestra, o silêncio e a brisa suave também contribuem para a perfeita acústica.
O Teatro é divido em partes: a orquestra, uma área circular e plana, circundada por uma faixa estreita de mármore, onde se realizavam as danças e o coro e, por trás dela, o palco, onde, atualmente, só restam as fundações. O chão é de terra batida e, no seu meio, há um altar. No começo, os atores se apresentavam para a platéia na orquestra e utilizavam, como cenários, pranchas triangulares e giratórias colocadas em todo o perímetro do teatro. Só depois é que o elenco passou a se apresentar no palco, fixando os cenários nas paredes do mesmo.
Festivais da fertilidade comemoravam a colheita, a vindima, a inexorável perspectiva da morte e a renovação da vida e, contemporâneo a esses festivais, surgiu o drama. As orgias, como também eram conhecidas tais festividades, eram consagradas a Dionísio, o mítico deus grego do vinho e da fertilidade. Como parte das celebrações havia as histórias, onde, a partir daí, estabeleceu-se três tipos de narrativa: a tragédia, a comédia e a sátira, as quais tinham forte apoio dos governantes locais com vistas a fortalecer seu poderio político.
As peças, de modo geral, eram compostas por um coro composto por, mais ou menos, 10 ou 15 pessoas e atores que, em cada cena, encarnando seus personagens, não passavam de três. Como sinônimo de "aqueles que respondem ao coro", os atores eram chamados de hipokritay que, como sabemos, passou a adjetivar, metaforicamente, aquelas pessoas que agem de uma forma, mas conduzem suas vidas de forma completamente oposta aquilo que, fervorosamente, defendem.
O Teatro de Epidauro foi, no decorrer do tempo, coberto pela vegetação local, as colinas ondulantes e os oliveirais. Tal fato o fez ficar conservado por todo esse tempo. Nada mais, nada menos, que seis metros de solo o protegeram por esse longo período. Foi apenas no século XIX que um arquiteto grego, chamado Panagis Kavadias, aguçado pela descrição do geógrafo grego Pausânias acerca do monumental esplendor arquitetônico do teatro de Epidauro, o redescobriu sob as já citadas colinas, mais precisamente em 1881.
Após a descoberta, seguiram-se seis anos de escavações e muito trabalho árduo, findos os quais fez ressurgir o imponente teatro, quase intacto.

Fonte: http://pablodiogo.blogspot.com/2010/09/o-exuberante-e-engenhoso-teatro-de.html





Link

Tombamento do Centro Histórico de Antonina - PR

O Conselho Consultivo do Patrimônio Cultural na sede do Instituto do Patrimônio Histórico de Artístico Nacional - Iphan, em Brasília, aprovou nesta quinta-feira, dia 26 de janeiro, o tombamento do centro histórico de Antonina, no litoral do Paraná. De acordo com o parecer técnico elaborado pelo Iphan, a área tombada materializa os processos de ocupação territorial no Sul do Brasil, particularmente no Paraná, e está diretamente ligada ao primeiro ciclo de exploração do ouro no país. O presidente do Iphan, Luiz Fernando de Almeida, lembra que Antonina já possui tombamentos isolados pelo governo estadual e a decisão do Conselho Consultivo proporciona “a inclusão de mais um agente, que é o Iphan, em todo um trabalho que já vem sendo realizado pela preservação do patrimônio cultural”.

O tombamento do conjunto histórico e paisagístico de Antonina integra a política do Iphan que visa ampliar as áreas protegidas e inclui o município no rol das cidades históricas do Brasil. A extensão do tombamento compreende o centro histórico da cidade e o complexo das Indústrias Reunidas Francisco Matarazzo (IRFM). Para o conjunto Matarazzo, será incentivada a continuidade da atividade portuária, por meio de diretrizes para ocupação da área, desde que sejam preservados e recuperados os imóveis remanescentes mais importantes individualizados no tombamento.

História
A região da Baía de Paranaguá foi uma das primeiras áreas exploradas pela Coroa Portuguesa na Região Sul do Brasil. Com sua extensa entrada para o continente, foi considerada um local estratégico para o controle da região e para a busca por índios e metais preciosos. A exploração de ouro na baía impulsionou o desenvolvimento inicial de Paranaguá, bem como das localidades vizinhas, como Antonina, Guaraqueçaba e Morretes.

As primeiras descobertas de jazidas em Minas Gerais, no início do Século XVIII, deflagraram o processo conhecido como “corrida do ouro” e fez com que as povoações formadas no litoral do Paraná voltassem suas atividades para a subsistência. Com a elevação de Antonina à categoria de Vila, em 1798, e com a reabertura dos portos brasileiros dez anos mais tarde, a disputa entre Paranaguá e Antonina pelo controle da atividade portuária se acirra. Como resultado deste embate político, o Caminho da Graciosa é reaberto para facilitar o escoamento da produção agrícola do interior do estado para o litoral.

A partir de 1820, com a implantação de engenhos de erva mate para exportação, o incremento de atividade portuária levou a um rápido crescimento urbano, com a abertura de novas ruas, a construção das igrejas de São Benedito e de Bom Jesus do Saivá, do primeiro trapiche e do mercado de Antonina. Obras para tornar o Caminho da Graciosa carroçável e a construção da Estrada de Ferro Curitiba-Paranaguá, na segunda metade do Século XIX, intensificaram a comunicação entre Antonina e as demais cidades paranaenses.

A partir de 1914 houve um novo período de crescimento para a cidade, com o início das atividades das Indústrias Matarazzo. Devido à falta de investimentos, ao assoreamento dos canais da baía e ao progressivo aumento do calado das embarcações, a partir de 1930, o Porto de Antonina entra em decadência. Várias empresas fecharam as portas, levando a cidade, mais uma vez, à estagnação econômica. Em 1972 houve o fechamento das Indústrias Matarazzo e, em 1976, a desativação do ramal ferroviário Morretes-Antonina.

Paisagem natural
O ambiente natural de Antonina, formado pelas montanhas da Serra do Mar e pela Baía de Paranaguá, foi determinante para a implantação da cidade neste local e para a forma como se deu seu crescimento. Por esse motivo, Antonina foi descrita como pitoresca por viajantes que por ali passaram no Século XIX, como o engenheiro inglês Thomas Bigg Wither: "um lugarejo bonito e até pitoresco, situado, como está, entre a terra e a água, ao pé de gigantesca cadeia de montanhas, a Serra do Mar”.

A escala e porte de Antonina relacionam-se harmonicamente com o ambiente natural em que está inserida. Este conjunto preserva uma rara qualidade ambiental nas atuais cidades brasileiras e configura-se em potencial para seu desenvolvimento social.

O Conselho Consultivo do Patrimônio Cultural
Também está na pauta da reunião do Conselho Consultivo em Brasília a proposta de tombamento dos centros históricos de Manaus, no Amazonas, e das cidades piauienses de Oeiras e Piracuruca. Os conselheiros também vão avaliar a proposta de Registro como Patrimônio Cultural do Ofício e dos Modos de Fazer as Bonecas Karajá. O Conselho Consultivo do Patrimônio Cultural, presidido pelo presidente do Iphan, Luiz Fernando de Almeida, é formado por especialistas de diversas áreas, como cultura, turismo, arquitetura e arqueologia. Ao todo, são 22 conselheiros de instituições como Ministério do Turismo, Instituto dos Arquitetos do Brasil, Sociedade de Arqueologia Brasileira, Ministério da Educação, Sociedade Brasileira de Antropologia e Instituto Brasileiro de Museus – Ibram e da sociedade civil.

Fonte Original da Notícia: http://portal.iphan.gov.br/portal/montarDetalheConteudo.do;jsessionid=D7761DBB0FC4A61BA00BEEB3C32DF612?id=16419&sigla=Noticia&retorno=detalheNoticia


terça-feira, 24 de janeiro de 2012

Rota dos Casarões em Sobradinho - RS

A Rota dos Casarões, localizada em Campestre, no interior de Sobradinho - RS, é local típico de colonização italiana.O ponto alto é a beleza da região e o resgate da herança cultural dos imigrantes italianos oriundo da região do Vêneto, norte da Itália.Esta rota resgata e valoriza os aspectos da cultura trazida por aqueles que chegaram no começo do Século XX e também se torna uma alternativa de renda para as famílias locais.
No passeio, além de ver os casarões onde viveram colonizadores e ainda vivem famílias de descedentes de imigrantes italianos, os visitantes podem andar de carroça, tirar água de poços e degustar produtos coloniais como vinhos, queijos, salames e biscoitos caseiros.O roteiro conta com cinco casarões, uma igreja e uma cantina de degustação de vinho na localidade de Campestre, a poucos quilômetros de distância do centro de Sobradinho.
Os casarões são propriedades particulares e recebem visitação de grupos de pessoas, mediante agendamento.A criação da Rota dos Casarões foi uma iniciativa do poder público, com o objetivo de fomentar o turismo rural, familiarizando as pessoas do meio urbano com a vida na zona rural.Com isso, as famílias envolvidas no projeto também passaram a ter uma alternativa de renda, isto com todas as vantagens de autoestima na promoção dos próprios valores, evidenciando a cultura de seus antepassados.

Os Casarões do Roteiro

Casarão Nilo Puntel
Construído em 1917 com porão de pedras irregulares unidas com barro e madeira tirada da mata nativa da localidade. É um exemplo da arquitetura do Vêneto, região norte da Itália.

Casarão Francisco Puntel
Construído em 1915, feito por Francisco Puntel e seus filhos. As tábuas da construção foram retiradas do mato e serradas a mão. No local, encontra-se o Museu da Tia Helena. O acervo expõe objetos usados pelos imigrantes italianos da localidade.

Sementes Cereta
Propriedade que produz feijão preto e industrializa sementes do produto cultivado nas terras da família. Conta com uma cantina de degustação de vinho e bolo de feijão.

Casarão dos Cella
Construção de 1900, feita com pedras e tijolos artesanais, unidos com barro. No interior da casa podem ser observados utensílios que eram utilizados pelos imigrantes italianos. No porão está a cantina, com vinho colonial, queijo e salame para degustação.

Capela La Consolata
A capela foi construída na terra doada por Pedro Piccin e inaugurada em 1919. Na visita ao templo é reproduzido o tiro de morteiro que na época era utilizado para chamar a comunidade para a missa.

Casarão Raminelli
Foi construído por Paulo Valentim Puntel e Mariana Puntel em 1922. Oferece aos visitantes café colonial, ao som de um coral cantando músicas italianas. O casarão conta ainda com venda de produtos coloniais. O visitante pode também andar de carroça.

Casarão da Família Lago

Construída em 1919, apresenta cozinha separada, retratando um costume da época.Na propriedade há também horta e jardins com flores e hortaliças que podem ser adquiridas pelos visitantes.

Rota dos Casarões
Onde: Sobradinho, na Comunidade do Campestre _ 7 km do Centro
Visitação: aberta para grupos de no mínimo 15 pessoas com agendamento
Valor: R$ 40 por pessoa
Informações: (51) 3742-1098, ramal 247, prefeitura de Sobradinho

http://www.sobradinho-rs.com.br/site/

Fonte: http://wp.clicrbs.com.br/radioruralam/2011/10/31/vale-do-rio-pardo-conta-com-as-rotas-caminhos-da-serra-geral-e-dos-casaroes/

Capela La Consolata

Casarão Cella

Casarão Lago

Casarão Puntel

Próxima do fim da revitalização, Galeria Chaves vira referência de modernidade em Porto Alegre

Com o ciclo de reformas chegando ao fim, a tradicional Galeria Chaves, no centro de Porto Alegre, está pronta para se tornar também uma referência moderna.

Patrimônio histórico do município, o prédio entre a Rua dos Andradas e a Rua José Montaury inaugurado em 1936 foi revitalizado e ampliado para ganhar novos estabelecimentos a partir de março.

Os trabalhos começaram em 2009, quando as salas de escritórios de seis andares receberam adaptações nos sistemas de esgoto, elétrico e hidráulico, que estavam ultrapassados. Comprometido, o telhado do edifício também foi reformado, assim como a fachada, que agora conta com uma iluminação especial.

Em 2010, a recuperação chegou às lojas do térreo da Rua dos Andradas, incluindo piso, vitrinas e parte elétrica. Ampliada, a sobreloja vai abrigar uma churrascaria. Além disso, foram construídas duas escadas rolantes, e os elevadores, antes com portas manuais, passaram a ser automáticos.

A última etapa teve início no ano passado e envolveu a escavação do térreo da Rua José Montaury, que antes era utilizado como depósito e onde há uma segunda entrada. Quatorze lojas serão inauguradas a partir de março no novo espaço, que também receberá uma central de caixas eletrônicos.

Valmir Oliveira, zelador da galeria, conta que o principal comentário entre os frequentadores é essa nova área, em função da completa alteração do ambiente.

Com um investimento privado de R$ 3 milhões, hoje o local está praticamente pronto. Segundo o responsável pela revitalização, Rogério Wagner, o objetivo do trabalho é atender as exigências de conservação do patrimônio histórico.

— Nossa expectativa é criar um point no centro da Capital, pois o bairro vive uma valorização muito grande. Queremos que a iniciativa se espalhe e outros prédios ao redor também se modernizem, para atrair ainda mais pessoas — afirma.

Fonte Original da Notícia: http://zerohora.clicrbs.com.br/rs/geral/noticia/2012/01/proxima-do-fim-da-revitalizacao-galeria-chaves-vira-referencia-de-modernidade-na-capital-3641264.html

segunda-feira, 23 de janeiro de 2012

Vídeo Publicitário Institucional - Patrimônio Histórico de Pelotas

Vídeo publicitário institucional sobre a preservação do patrimônio histórico de Pelotas, criado para a disciplina de Video Publicitário Institucional do curso de Publicidade e Propaganda da Ucpel.
E também usado para o trabalho de Produto Multimídia postado pelos alunos Leandro Gomes e Lúcio Barreto para a disciplina de Comunicação e Multimidia.
DIREÇÃO E ROTEIRO: Leandro Gomes de Gomes
IMAGENS: LeaNdro Gomes de Gomes
EDIÇÃO: Fabricio Garcia