sábado, 21 de abril de 2012

Visita Virtual ao Museu da Inconfidência - Minas Gerais

O Museu da Inconfidência nasceu da motivação do governo Getúlio Vargas e de alguns intelectuais da época de se resgatar a memória da luta por um Brasil autônomo, unido e independente. Assim, o sentido de liberdade poderia não apenas ser preservado, mas revivido por cada visitante que por aqui passasse. A missão foi cumprida e, depois de anos de existência, pesquisa e uma reforma que culminou no aparelhamento da instituição com as novidades do século XXI (vinte e um), o Museu da Inconfidência está aberto para o público para contar um pouco desta história para as pessoas.

O ACERVO
Com apenas um clique, o internauta poderá já no primeiro andar do prédio mergulhar no universo da antiga e próspera Vila Rica. O visitante verá que mais do que uma cidade, uma obra de arte urbana motivada por uma opulenta sociedade que se formou em torno da política de exploração do reino português. Através de objetos e documentos vemos como uma fartura se esvaia nos impostos abusivos taxados pela coroa formando o quadro motivador para a jovem sociedade mineira alimentar um profundo estado de indignação e revolta e consequente desejo de liberdade.
Subindo as escadas, o visitante também poderá ver de perto o primeiro momento da arte brasileira sob influência sacra e traço barroco. As peças expostas trazem uma dimensão mais humana da cultura e da estrutura de criação artística da época. A originalidade dos seus criadores forma o diferencial enriquecedor, pois supera todas as limitações e jugo colonial. Descobrimos que a madeira, a prata e a pedra sabão refletem, portanto, de forma indireta, as ideias de liberdade da conjuração mineira.

O MUSEU
Além de toda exposição do passado, o Museu da inconfidência é uma instituição afinada com o seu tempo. Ele promove a identidade, a memória e a cultura através de um laboratório de conservação e restauração, um auditório e a Sala Manoel da Costa Athaíde, que recebe exposições de artistas contemporâneos. No anexo III, na Casa da rua do Pilar, funcionam ainda a Biblioteca, com cerca de 20 mil volumes, e o Setor Pedagógico, que desenvolve atividades que estimulam o exercício da cidadania e a valorização do patrimônio histórico.
Fonte: site do museu

Museu da Inconfidência
Praça Tiradentes, 139 – Centro
Ouro Preto - Minas Gerais - Brasil
CEP: 35400-000
Telefone: +55 (31) 3551-1121 e (31) 3551-5233
Visitação: Terça a domingo, das 12h às 18h.
Venda de ingressos até 17h30min.
VALORES DO INGRESSO:
Inteira: R$ 6.
Meia-entrada: R$ 3.
Têm direito à meia-entrada:
Estudantes, mediante apresentação de carteirinha escolar ou declaração da escola;
Idosos brasileiros acima dos 60 anos de idade, mediante apresentação de RG.

Fonte da Notícia e Link do Passeio Virtual: http://www.eravirtual.org/pt/index.php?option=com_content&view=article&id=172&Itemid=41

quinta-feira, 19 de abril de 2012

Reabertura do Museu Benjamin Constant - Rio de Janeiro

Foi numa casa em Santa Teresa, no Rio de Janeiro, em que Benjamin Constant (1837 – 1891) passou os últimos meses de sua vida. Quase um século após a morte do militar que lutou ativamente pela Proclamação da República, a residência virou um museu que abriga um acervo de mobiliário, pinturas, esculturas, indumentárias e objetos pessoais que reconstituem seu ambiente familiar. O museu fechou para reformas há seis meses e agora já está praticamente pronto para reabrir as portas.
A ideia é que a casa seja inaugurada na Semana Nacional de Museus, possivelmente com uma nova exposição e com o caramanchão do jardim inteiramente novo. Elaine Carrilho, diretora do espaço, conta que a restauração se tornou uma necessidade após fortes chuvas danificarem partes da estrutura do local, em outubro de 2011.
Na ocasião, a queda de uma árvore obstruiu a entrada e causou danos à rede de energia elétrica; e a força do temporal danificou o muro de contenção da encosta do parque e também as calhas da antiga residência. Como as obras só começaram em 16 de janeiro e a luz, restabelecida em meados de fevereiro, todas as atividades de pesquisa foram suspensas.
Mas isso são águas passadas: para as comemorações de 30 anos do museu, em outubro deste ano, uma série de eventos está sendo planejada. Um exemplo é uma parceria com o Museu da República, que pretende criar um circuito de visitas educativas, tendo como tema o período republicano.
Benjamin Constant Botelho de Magalhães (1837 – 1891) foi militar, engenheiro e professor, participando ativamente da Proclamação da República em 15 de novembro de 1889 e do Governo Provisório que se instalou em seguida.
Ele mudou-se para a casa em Santa Teresa junto com sua família em janeiro de 1890, vindo a falecer um ano depois, na madrugada de 22 de janeiro de 1891 - um mês antes da promulgação da Constituição da República.

Site do Museu: http://museubenjaminconstant.blogspot.com.br/

Fonte da Notícia: http://www.revistadehistoria.com.br/secao/reportagem/de-portas-re-abertas

quarta-feira, 18 de abril de 2012

Vale dos Vinhedos pode se tornar Patrimônio Cultural

O Vale dos Vinhedos, na Serra Gaúcha, poderá se tornar patrimônio histórico e cultural do Rio Grande do Sul, devido a suas belas paisagens e pelo legado deixado pelos imigrantes italianos no Sul do Brasil. O Vale conta com uma área de 81,23 quilômetros quadrados, compreendendo parte dos municípios de Monte Belo do Sul, Garibaldi e o Distrito de Vale dos Vinhedos. Foi criado em 1990 e é propriedade do município de Bento Gonçalves.

O deputado Marlon Santos (PDT) foi quem fez a proposta e protocolou na Assembleia Legislativa um projeto de lei nesse sentido (PL 44/2012). Marlon explica que a posição geográfica da região é hoje reconhecida na Europa como semelhante à da Itália levando em consideração as condições geológicas, garantindo a qualidade dos vinhos locais.

O parlamentar justifica o projeto registrando que a cultura dos imigrantes está presente nos capitéis e nas capelas, no artesanato, na devoção aos santos, na gastronomia colonial, no dialeto vêneto, na produção de vinho e no cultivo da videira.

Fonte da Notícia: http://www.defender.org.br/rs-podera-ganhar-novo-patrimonio-historico-e-cultural/

terça-feira, 10 de abril de 2012

Site sobre Patrimônio Histórico em São Paulo

Domingo de sol: dia de relaxar? Nada disso. Para o jornalista Douglas Nascimento e a historiadora Glaucia de Carvalho, esse é o momento ideal para visitar construções antigas em São Paulo. É assim quase toda semana. Há três anos eles criaram o site São Paulo Abandonada para denunciar o estado precário de prédios históricos. A ideia fez sucesso, as pessoas começaram a enviar informações e eles mudaram o nome para São Paulo Antiga, aproveitando para divulgar imóveis preservados, mas com histórias interessantes. Já são quase 500 prédios catalogados na capital e em 15 cidades vizinhas, classificados por tipo e indicados no mapa.

“Nós nos baseamos em sites de outros países, como o Basta de Demoler, da Argentina, e o Forgotten New York. Hoje, muitas pessoas fazem denúncias. Quando o caso é grave, tento ir no mesmo dia, mas nem sempre dá tempo”, afirma Nascimento. No meio da conversa com o jornalista, um exemplo chega via Internet: “Acabei de receber um e-mail. Derrubaram uma casa que fotografamos no bairro de Santana”, diz ele. Já são quase 100 imóveis demolidos registrados no site.

Mas nem só de histórias tristes é feito o São Paulo Antiga. Os próprios internautas contribuem com informações sobre os prédios e compartilham lembranças, como foi o caso do texto sobre a fábrica de biscoitos Duchen, primeira obra industrial de Oscar Niemeyer, datada de 1949, na divisa de Guarulhos com São Paulo. No site há comentários de pessoas que conheciam a fábrica e de ex-funcionários, lembrando os biscoitos, as festas de fim de ano e até trocando informações sobre documentos de trabalho. “Nós geralmente pesquisamos em livros, vamos a arquivos, conversamos com vizinhos, mas muitas das histórias mais bonitas são os leitores que contam”, diz Glaucia.

Outras duas fábricas também renderam bons frutos. Depois de publicar um texto sobre a Sönksen, primeira fábrica de chocolate de São Paulo, falida nos anos 1980, a dupla recebeu de um herdeiro fotos antigas da família, da fábrica e das lojas (todas podem ser vistas no site). O outro caso foi o de uma antiga tecelagem no bairro da Mooca, sobre a qual não havia muitas informações. “Eu busquei em arquivos e na Internet, mas não tinha nada. Depois descobri onde ficava o túmulo da família que era a proprietária. No Dia de Finados, fiquei lá esperando e consegui conversar com uma velhinha, filha do dono, que me contou toda a história”, lembra a historiadora.

Não é preciso ser herdeiro ou ter frequentado um dos imóveis divulgados no site para contribuir. Qualquer lembrança pode ajudar a reconstituir essa história que vai muito além dos livros e arquivos. “Não podemos nadar contra o progresso, mas a história é demolida e às vezes não resta nada para as futuras gerações. Temos que respeitar os mais velhos, e o patrimônio é o mais velho nesse caso”, brinca Gláucia.

Fonte da Notícia: http://www.revistadehistoria.com.br/secao/em-dia/memoria-afetiva

Link do Site: http://www.saopauloantiga.com.br/

segunda-feira, 9 de abril de 2012

Fazenda Histórica Preservada em Minas Gerais

A Fazenda Paraopeba, que fica entre Conselheiro Lafaiete e São Brás do Suaçuí, deve ser reformada em breve. Na segunda-feira (2) ocorreu a diligência de desapropriação do imóvel que compõe o conjunto arquitetônico da Fazenda Paraopeba. O processo iniciou-se com a declaração de utilidade pública do imóvel, para fins de desapropriação em novembro de 2011. A declaração culminou em uma ação impetrada na 4ª Vara Cível em fevereiro deste ano.

O processo também é fruto do Termo de Ajuste de Conduta (TAC), assinado entre o Ministério Público Estadual e a empresa Ferrous, que tem como requisito obrigatório a restauração do imóvel que pertenceu ao inconfidente Inácio José de Alvarenga Peixoto e sua transformação em um centro de informações sobre a Estrada Real e a Inconfidência Mineira. O imóvel agora será desocupado para o início das obras.

História – A Fazenda Paraopeba foi construída por volta do século XVIII, e recebeu um anexo no final do século XIX. Atualmente, parte dela está em ruínas, aguardando restauro.

Segundo historiadores e especialistas da Inconfidência Mineira, teria sido de propriedade do inconfidente Alvarenga Peixoto. Nos Autos da Devassa, inquéritos que incriminaram os inconfidentes, há referência à essa fazenda com o nome de ‘Fazenda Covão’. Alvarenga Peixoto foi casado com a poetisa Bárbara Heliodora Guilhermina Silveira.


segunda-feira, 2 de abril de 2012

Fórum das cidades históricas em Santa Maria - RS

A Secretaria do Turismo (Setur) está mobilizando os municípios gaúchos para participarem do 3º Fórum Nacional das Cidades Históricas e Turísticas, que acontece de 11 a 14 de abril, em Santa Maria, na região central do Estado. A ação ocorre em uma parceria entre o Ministério do Turismo, a Setur e a Secretaria Municipal do Turismo.

No Brasil, 173 cidades estão inseridas no PAC Cidades Históricas, sendo que 13 são gaúchas: Antonio Prado, Bagé, Caçapava do Sul, Jaguarão, Rio Grande, Piratini, Pelotas, Novo Hamburgo, São Nicolau, São Miguel, Porto Alegre, Santa Tereza e General Câmara. Com o fórum, a ideia é de que outros municípios que tenham patrimônio histórico possam vir a fazer parte da Associação das Cidades Históricas do Rio Grande do Sul, fundada em março do ano passado, e reflitam sobre a importância do turismo para o desenvolvimento e a promoção desse patrimônio cultural.

O 3º Fórum Nacional das Cidades Históricas e Turísticas, que terá palestras, conferências, grupos de trabalhos e apresentação de cases, além de exposições e visitas técnicas aos atrativos turísticos de Santa Maria, tem o objetivo de debater temas de interesse comum, elaborar propostas e socializar experiências para o desenvolvimento do turismo nas cidades históricas, possibilitando a discussão de estratégias conjuntas de enfrentamento das dificuldades do setor.

A secretária Abgail Pereira estará presente na abertura do evento, às 20h do dia 11, no Theatro Treze de Maio, ao lado do prefeito Cezar Schirmer, da secretária de Município do Turismo, Norma Moesch, e de lideranças do Ministério do Turismo, da Secretaria de Estado da Cultura e representantes dos Institutos do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan) e Estadual (Iphae) e da Associação Brasileira de Cidades Históricas. Outras informações podem ser obtidas pelo fone (55) 3217.9415, pelo e-mail cidadeshistoricassm@hotmail.com ou pelo site da Prefeitura.

http://www.santamaria.rs.gov.br/

Fonte da Notícia: http://www.defender.org.br/rs-setur-mobiliza-municipios-para-forum-das-cidades-historicas/

Tombamento do Edifício Storck - Venâncio Aires - RS

O Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico do Estado (Iphae) oficializou o tombamento do Edifício Storck, sede da Casa de Cultura e do Museu Municipal de Venâncio Aires, e também do acervo do local. O prédio é patrimônio do município desde 2001. Já o museu foi criado em 1994, graças a contribuições. Um projeto prevê a compra de equipamentos e o cadastro das peças.

Fonte da Notícia: http://www.defender.org.br/venancio-airesrs-iphae-tomba-o-edificio-storck/

sábado, 31 de março de 2012

Santuário da arte rupestre no Piauí

O sudeste do Piauí é o destino perfeito para quem gosta de história e mistério. No Parque Nacional Serra da Capivara estão catalogados, atualmente, 976 abrigos naturais apontados como sítios arqueológicos – também chamados de tocas –, 654 deles com pinturas rupestres.

Entre esses últimos, 172 estão abertos à visitação. Paga-se R$ 10 por dia para ter acesso a trilhas, além de R$ 50 pelo serviço de guia (o preço vale para um grupo de até 10 pessoas). Mas são tantas opções que torna-se impossível conhecer todas elas em um dia.

A capivara, espécie que habita as margens de rios e lagos, apesar de dar nome ao parque, deixou de viver na região há milhares de anos. Só é vista em imagens gravadas nos abrigos. Assim como ela, outros animais desenhados nas rochas – como o veado –galheiro e a tartaruga gigante – comprovam que o sertão do Piauí já foi uma região de clima tropical úmido.

Além da fauna préhistórica, as pinturas rupestres retratam o cotidiano dos antigos habitantes da região, com cenas de caça, dança, rituais e sexo. Pesquisadora da Fundação Museu do Homem Americano, a arqueóloga Gisele Daltrini Felice diz que, até o momento, só se conhece a matéria-prima do pigmento das pinturas.

A cor vermelha, predominante nas figuras piauienses, deve-se ao minério de ferro retirado das rochas presente na região. Mas o verdadeiro fixador da tinta, que permitiu à arte rupestre permanecer tão nítida por milhares de anos, ainda é uma verdadeira incógnita.

Pedra Furada

Imagem mais famosa da serra, a Pedra Furada não pode ficar de fora do roteiro. Ao pé do monumento natural, há um anfiteatro, palco do Festival Cultural Acordais, realizado em novembro, com música, dança e teatro apresentados por artistas locais e nacionais. O local já abrigou eventos internacionais e serviu de cenário para parte do filme Onde Está a Felicidade?, de Carlos Alberto Riccelli e estrelado por Bruna Lombardi.

Patrimônio cultural

Vale conhecer o Boqueirão da Pedra Furada, sítio que abriga a mais importante descoberta arqueológica na região: vestígios de uma fogueira com cerca de 50 mil anos. Suas paredes abrigam pinturas sobrepostas nas cores vermelho, branco e amarelo, de diferentes épocas de ocupação. Custa R$ 50 ( até 12 pessoas). Santuário da arte rupestre.

Fonte Original da Notícia: http://zerohora.clicrbs.com.br/rs/cultura-e-lazer/viagem/noticia/2012/03/santuario-da-arte-rupestre-no-piaui-3710734.html